sexta-feira, 8 de novembro de 2013

PRA RELAXAR UM POUCO E PENSAR.

RACIOCÍNIO ESPACIAL
 
12 ou 13 pessoas?
Olhe atentamente para a imagem e conte o numero de pessoas.
Espere a imagem se deslocar e conte novamente
Sim, 12 pessoas. Sim, 13 pessoas.
Consegue me explicar como é que "surge" uma pessoa,  já que a imagem é apenas deslocada?
Se descobrir, avise-me.
 
Créditos
Scripts e imagens: Domínio Público (?)
Pesquisa, edição de texto, formatação e Arte: NIAG®
 
 
Por favor!
Se você passar,repasse com créditos.
Este trabalho é protegido por direitos autorais.
E violá-los é um crime nos termos do artigo 184 do Código Penal Brasileiro.
"Nunca deixe de divulgar o autor."
Obrigado.

















DEU NO BLOG DO GALENO.

Antes, durante, depois de Frankfurt

Affonso Romano de Sant'Ana

É positiva essa polêmica em torno da Feira de Frankfurt , que homenageou o Brasil e terminou dia 13 de outubro. O interesse (e suspeição) começou antes da realização do evento. Várias tolices foram ditas. Uma delas: que os 70 escritores não eram representativos. Representativos de quê, cara pálida ? Como disse alguém, na delegação, realmente não havia paraplégicos e anões. Deveria ter sido pautada pela ideia de "cotas"? Quanto à acusação (apressada) de que só havia um preto e um índio, lembrei-me daquela anedota: um embaixador americano dizia que a questão do racismo no Brasil era mentirosa. Havia racismo, sim. A prova é que não existia preto no Itamaraty. Ao que um embaixador brasileiro respondeu: -É verdade, no Itamaraty não tem preto, mas em compensação, também não tem branco. Como eu disse ao Paulo Lins (Cidade de Deus), meu ex-aluno (que apresentaram como sendo o preto "oficial") eu, por exemplo, também sou preto. E não abro mão. Para quem quer se informar sobre a questão, procurar as pesquisas do geneticista Sérgio Pena desmistificando essa questão.

Outra tolice foi sobre a "gastança" , como se aqueles artistas fossem um bando de "marajás" a sugar o cofre da viúva. Quem assim pensou não entende de licitações, de organização de eventos e botou levianamente em dúvida o caráter de muita gente. E os que alegaram que outros poderiam ter sido convidados, apenas repetiram o que ocorre toda vez que uma seleção é convocada. Cada um tem uma seleção na cabeça. Não dá para colocar todo mundo dentro do campo.

Vim como simples escritor a esse evento. Há uns 20 anos, em 1994, o Brasil foi pela primeira vez homenageado nessa feira. Era Presidente da Fundação Biblioteca Nacional e junto com a Câmara Brasileira do Livro assumimos todos os riscos de tal empreitada, arrastando atrás de nós todo o governo. Como os ministros da cultura duravam pouco em seus postos (passei por seis deles) e como passamos também por três presidentes, entendi que tinha que atuar no governo à revelia do próprio governo. No serviço púlico a roda é quadrada e a carruagem tem que andar. Hoje há uma estabilidade econômica e política. Naquele tempo vivia-se uma incerteza quântica, crônica e brasileira. Portanto, acho que tenho algo para falar sobre o antes, o durante e depois da Feira de Frankfurt.

ABRINDO A POLÊMICA

Além daqueles equívocos iniciais a que aludi, no entanto, outras questões mais relevantes surgiram nesta Feira de Frankfurt 2013. E elas afloraram já na cerimônia de abertura. Ao lado da fala técnica e conscienciosa dos alemães, três brasileiros mostraram (sem que tivessem combinado) três faces do Brasil. O discurso político e passional de Luiz Ruffato, expondo as mazelas do país, a fala moderada da presidente da Academia Brasileira de Letras – Ana Maria Machado e a retórica antiga do vice presidente Michel Temer. Ruffato foi aplaudido e Michel Temer ouviu rumores de vaia. Quando Ruffato deu aquelas estatísticas sobre a miséria brasileira, Ziraldo se levantou pedindo para as pessoas não aplaudirem Ruffato. E se retirou.

A Feira começou, portanto, animada. Ziraldo depois teria um princípio de enfarto, Carlos Heitor Cony levou um tombo e voltou mais cedo ao Brasil e roubaram o celular de Lúcia Riff. A internet do Holliday Inn não funcionava e faltou água em alguns quartos. Fora isto, os organizadores - alemães e brasileiros - saíram-se bem.

Ruffato se transformou em estrela do encontro, embora tenha dado entrevista dizendo que foi ameaçado, até fisicamente, por diversas pessoas. Outros escritores não gostaram de sua fala. Acharam-na passional, política, inapropriada. Alegaram que a função de Ruffato era representativa e ele se superpôs ao grupo. Falou mais por si e não pela variedade de escritores brasileiros.

No entanto, muitos se acharam representados por ele. E sua fala teve eco, sobretudo na imprensa alemã. Uma fala moderada não teria suscitado interesse. E aqui cabe a pergunta : por que esse tipo de fala interessa a alguns alemães e ao mercado do livro? E surge uma questão no subsolo de toda essa polêmica, que pode parecer bizarra, mas como dizem os lusos « tem piada »: -quem ama mais o Brasil ? Será que Ziraldo ama menos o Brasil que Ruffato ? Ou melhor : quantas maneiras existem de amar ( o Brasil) ? Tornando a questão mais prosaica e provocadora : quem amava mais o Brasil, Darcy Ribeiro ou Golbery do Couto ? Os generais que deram o golpe de 64 ou os guerrilheiros que contestaram o regime ?
Brasil não é uno e quanto ao amor, sabemos todos, ama-se de todas as maneiras, até de maneira inapropriada. Cada um acha que é o melhor amante. E no entanto…

Revendo os nomes das pessoas que estavam naquela Feira, pensei que tipo de discurso inaugural fariam por exemplo, o historiador José Murilo de Carvalho ou Rita Maria Kehl, da Comissão da Verdade. O que escritores com uma visão ampla e menos pontual da realidade brasileira, diriam ? Cada um pode imaginar o discurso que faria. Lembrei-me de 1980, do livro « Que pais é este ? »- questão que até hoje não consegui responder, Ruffato numa conversa fraterna citou aquele verso : » uma coisa é um país, outra um ajuntamento ». Lembrei-me também daquele livro pedagógico sobre « ideologia brasileira » feita pelo professor da USP Dante Moreira Leite, que sumarizou o que, contraditoriamente, haviam dito sobre o Brasil os diversos intelectuais de ontem e hoje. Do conde Affonso Celso e seu « Porque me ufano do meu país » a Gilberto Freire, Manuel Bonfim e Sérgio Buarque de « Raízes do Brasil ».


UFANISMO E NARCISO ÀS AVESSAS

Na Feira de 1994, portanto, há uns 20 anos, houve uma mesa intitulada : « O Brasil no imaginário europeu » Dela, se bem lembro, participaram Darcy Ribeiro, Sérgio Rouanet e outros, brasileiros e alemães. O assunto é inesgotável, e, claro que tudo o que ocorreu em 2013 é um episódio novo dessa construção imaginária. O problema dos estereótipos é que eles são, de alguma forma, verdadeiros. Não podem ser simplesmente negados : samba, mulata, carnaval, favela e futebol são uma realidade. Fácil de exportar. Já vi feiras internacionais de literatura onde a Espanha mostrava Don Quixote o Brasil exibia suas mulatas. E o resto do Brasil ? Onde fica Clarice Lispector em tudo isto ? ( Por sinal, uma estrela presente e silenciosa em vários seminários agora Frankfurt).

O que alguns criticaram em Ruffato foi ele ter praticado a síndrome do « narciso às avessas », como foi definida por Nelson Rodrigues. Dizia o sarcástico dramaturgo que o brasileiro gosta de cuspir na própria imagem. Isto não é exclusividade brasileira. Já dizia Salomão : » o que ama repreende ». E Ruffato, que admiro como escritor, me disse que ama o Brasil. Ziraldo ama o Brasil, Ana Maria Machado ama o Brasil e, acredito, Michel Temer ama o Brasil.
Portanto, há formas diversas de amar, muitos brasis e muitos e diversos escritores. Por exemplo, acho que a representante da Finlândia foi infeliz na cerminônia de transmissão de homenagens, ao lembrar que a Finlândia foi ocupada pela Alemanha nas guerras recentes. Não era mentira, era de mau gosto e desnecessário. Imaginem se todo alemão começasse sua conversa sempre se desculpando por Auschwitz…

Nessa Feira o Brasil quis se afastar dos estereótipos : samba, mulata, carnaval, futebol. Procurou ser mais « moderno » . Há quem ache isto uma redução paulista. O Brasil, ( felizmente ou infelizmente) não é São Paulo. E a literatura brasileira não é só literatura, Aliás, o que é literatura?

Em 1994 muita gente se queixou da presença de Chico Buarque. Alegavam que era uma concorrência « desleal ». Agora surgiu a polêmica em torno de Paulo Coelho. Ao contrário do que ele diz, fez parte da delegação oficial. Que tipo de escritor é ele ?

A entrevista que deu à imprensa alemã foi mal recebida, até por seus colegas da Academia Brasileira de Letras. Ele não deveria ter exigido um tratamento especial .Imaginem como teria sido interessante se tivesse interagido, por exemplo, com Ferrez num debate sobre periferia e marginalidade. Ferrez, como Paulo Coelho, cada um na sua performance, pertence a outro nicho da cultura. Tem razão a best seller Talita Rebouças na resposta que deu ao Paulo Coelho : ela não foi convidada oficia lmente, mas fez questão de ir lá sem qualquer exigência.Teria sido bom que Paulo Coelho que prega tanta humildade, tivesse humildemente aparecido. Além do mais o assunto era « mercado ».

CARACTERISTICAS DESSA FEIRA

Essa feira de Frankfurt, teve característica específicas que devem ser destacadas caso se queira entender o conjunto :
a)o tema dominante era o mercado ( alemão) . Com isto, quem não tinha livro traduzido para o alemão ficou em segundo plano. Além do mais, a escolha dos oradores oficiais ( Luiz Rufffato no início e Paulo Lins no final) não foi ingênua;
b) tal feira embora tivesse representantes de vários gêneros, deu ênfase a um tema dominante na mídia : a periferia e a marginalidade. Daí o interesse em torno de Ferrez oriundo das favelas paulistas (Capão Redondo), de Paulo Lins que veio da favela carioca ( Cidade de Deus), e pelo escritor índio Daniel Mundukuru, da tribo respectiva ;
c) foi uma Feira com uma ênfase paulista e o curador da parte literária foi o paciente Manuel da Costa Pinto. Acresce que várias editoras, revistas e jornais de influência nacional encontram-se em São Paulo ;
d) houve uma ênfase nos novos, naqueles que surgiram, digamos dos anos 90 em diante. Mesmo sendo autores com poucos livros e jovens foram expostos e vendidos. Esses escritores que deram muitas entrevistas, conversaram com agentes, fecharam não sei quantos contratos e alguns estavam fazendo o périplo por vários países ;
e) havia também escritores « seniores ». Alguns estiveram na feira de 1994 e aquela feira foi o momento de reconhecimento internacional dos que se firmaram a partir nos anos 70.
f) os escritores jovens agora se beneficiaram dos projetos de tradução literária criados pela FBN na minha administração, que e foram ampliados por Galeno Amorim. Esse fomento de internacionalizaçao começou com os encontros sistemáticos de agentes literários estrangeiros no Brasil e outras iniciativas daquela época quando o Deparamento Nacional do Livro (FBN) era dirigido pro Márcio Souza. Ou seja, a internacionalização de agora começou há 20 anos.
g) em outros termos, como disse Renato Lessa, atual presidente da Fundação Biblioteca Nacional, essa geração de novos escritores, com tanta liberdade de expressão, é beneficiaria também daqueles que foram torturados e exilados nos anos de chumbo. A liberdade custa caro.

ANALFABETISMO E LEITURA

Na apresentação da Finlândia, como sucessora do Brasil na Feira, impressionou-me o fato de afirmarem que aquele é um país 100% alfabetizado. Ao lado estava o Paulo Lins, que entregava à escritora finlandesa o bastão. Contraste cultural. Um músico brasileiro que mora na Finlândia me disse que lá o único problema é que não há problemas, pois governo resolve todos os problemas dos cidadão.

Certa vez, na livraria « Écume de pages » em Paris, perguntei ao livreiro porque não havia uma estante de autores brasileiros. Jorge Amado estava na estante dos espanhóis. Ele disse que não havia produção suficiente que justificasse tal estante. Imagino se agora, que os brasileiros estão sendo traduzidos, estamos próximos disto.

Mas não somos um país de leitores. Nisto a ansiedade e indignação de Luiz Ruffato é legitima. Somos exilados dentro do próprio Brasil. É muito difícil repetir a façanha de Jorge Amado e Erico Veríssimo.

Em 1994, na Feira de Frankfurt, participei de uma mesa redonda sobre projetos de leitura Havia entusiasmo e curiosidade em torno do Proler da Fundação Biblioteca Nacional. Ocupávamos uma liderança na América Latina e tanto a Alemanha quando Israel queriam desenvolver com o Brasil novas estratégias de política de leitura.
Agora, em 2013 ( vinte anos depois) houve outra sessão nesta Feira de Frankfurt sobre leitura. Eu participei ao lado de José Castilho, que opera o Plano Nacional do Livro e da Leitura. E pontuei que a « leitura » só virou preocupação nacional a partir do Proler dentro da Biblioteca Nacional. Antes nunca se havia pensado numa política nacional de leitura. Pensava-se em editora, pensava-se em biblioteca, pensava-se em alfabetização e a palavra « leitura » estava embutida, era uma abstração. Pois é preciso dar visibibilidade à palavra « leitura ». Há pouco, dois importantes editores brasileiros disseram que o Brasil editava livro demais, que a livrarias não sabiam o que fazer. Equívoco. O Brasil não produz livros demais, produz leitores de menos.

A Feira de Frankfurt é um louvável esforço em torno do mercado do livro.

Algum país, talvez a Finlândia, talvez o Brasil poderia fazer uma feira mundial da « Leitura ». É preciso ira além do mercado. A literatura sempre fez isto.

* Escritor


Publicado originalmente no Estado de Minas

BONITO EM FRANKFURT!

Bonito em Frankfurt!

Galeno Amorim

Passado o calor do momento, analistas concluem que ter ido a Frankfurt valeu a pena para o Brasil. O País não só não fez feio (como alarmistas de plantão temiam) como, ao contrário, fez bonito e impressionou. Até as sempre aguardadas polêmicas ajudaram a exibir lá fora o país de muitas culturas, da diversidade e uma arte, inclusive a literária, de qualidade e bom gosto. Ponto. Agora é não deixar que a peteca caia.

DEBATE COLOCA JORNAL NA SALA DE AULA.

Debate coloca jornal na sala de aula

Sétima edição de evento na Unicamp abre inscrições de olho no uso 
das mídias na educação

Vista geral da última edição do seminário, realizado em 2012: temas debatidos já viraram livros sobre a importância da imprensa para as escolas
Vista geral da última edição do seminário, realizado em 2012: temas debatidos
já viraram livros sobre a importância da imprensa para as escolas

As inscrições para o 7º Seminário Nacional “O Professor e a Leitura de Jornal” começam na segunda-feira (04/11). O evento será realizado nos dias 24 e 25 de abril de 2014, na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e terá como tema 'Educação, Comunicação e Liberdade na Sociedade do Espetáculo'.

Organizado a cada dois anos, o evento é uma realização da Associação de Leitura do Brasil (ALB), da Faculdade de Educação da Unicamp, do programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e do projeto Correio Escola Multimídia, do Grupo RAC. Desta vez, também conta como organizador com o Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal), que mantém um curso de especialização em Educomunicação, em parceria com o Correio Escola Multimídia.

O objetivo do evento é promover discussões com pesquisadores e especialistas que façam relações entre as produções midiáticas e a atividade docente. O seminário é realizado desde 2002. Embora tenha surgido para abordar o uso do jornal na sala de aula, nas últimas três edições as discussões foram norteadas pela relação com outras mídias, principalmente, com a internet.

É possível participar do seminário de duas formas: como ouvinte — com direito a assistir às conferências, mesas-redondas e oficinas — ou como apresentador de trabalhos acadêmicos ou relatos de experiências pedagógicas com o uso de mídia na escola. As inscrições antecipadas têm valores com desconto até o dia 10 de dezembro. 

Até essa data, quem for participar como ouvinte pagará R$ 110,00. Aqueles que querem submeter trabalhos para apresentação pagarão R$ 130,00. Os valores para inscrição sofrem reajustes a cada mês. As inscrições podem ser feitas pelo site www.correioescola.com.br, clicando no link “7º Seminário”. Todas as informações sobre o evento também estão disponíveis no site.

De acordo com o coordenador de Jornalismo do Correio Escola Multimídia e um dos organizadores do seminário, Fabiano Ormaneze, “a programação pretende problematizar as diferentes formas de produção de subjetividade na sociedade contemporânea, levando em consideração o consumo e a espetacularização”. Por isso, parte da programação pretende analisar temas contemporâneos do mundo midiático como reality shows, sensacionalismo e redes sociais. 

PublicaçõesDesde 2002, o seminário gerou várias publicações sobre a relação entre educação e comunicação. Entre elas está o livro Educomunicação, Redes Sociais e Interatividade, lançado neste ano pela Editora Leitura Crítica, com a organização de Cecília Pavani, Cristiane Parente e Fabiano Ormaneze. 

A obra traz textos das conferências, mesas-redondas e algumas das comunicações realizadas durante a sexta edição do seminário, em 2012. Também foi produzida uma edição da revista Linha Mestra, editada pela ALB, com trabalhos de participantes do seminário. O livro O Jornal na Vida do Professor e no Trabalho Docente (Editora Cortez), organizado por Ezequiel Theodoro da Silva, também reúne textos apresentados em edições anteriores do seminário.Inscrições: www.correioescola.com.br

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

7 DE NOVEMBRO.

 Completaria hoje 112 anos a escritora CECÍLIA MEIRÉLIS.
O compositor, locutor, radialista... ARI BARROSO completaria hoje 110 anos de vida.

5 DE NOVEMBRO.NO DIA DA CULTURA NASCEU RUI BARBOSA.

O grande RUI BARBOSA completaria no dia 5 de novembro 164 anos de vida.

FALTAM 11 DIAS. 08/11/13

Faltam 11 dias para a entrega do III MANIFESTO PELA EDUCAÇÃO ao Ministro da Educação e nas cidades interessadas numa Educação diferenciada.
MANIFESTO PELA EDUCAÇÃO - 
Na Câmara Municipal de sua cidade dia 19/11/2013 às 14 horas.


Acesse e participe.

SAIBA O QUE É O CONANE.

Caros professores

atendendo à solicitação dos professores pré-inscritos prorrogamos o recebimento de inscrições até o dia 15/11/2013 para participação na CONANE – Conferencia Nacional de Alternativas para uma Nova Educação.
Teremos a entrega oficial do III Manifesto, a divulgação da metodologia do Manifestinho, as apresentações de 18 experiências de escolas brasileiras (todas com espaço para debate com os educadores presentes), 3 filmes e debates com seus diretores, duas vivências: Comunicação Não Violenta e  Corporeidade na Escola,  e um debate sobre Home School e Descolarização, com apresentação de experiências.
Além disso teremos a oportunidade de conhecer outros 18 projetos que serão apresentados na Tribuna Livre e interagir com educadores de diversos locais do país durante os três dias do evento.
Esperamos vocês aqui de braços e corações abertos.

Vejam a programação completa em


Coletivo Gaia Brasilia
Sonia Goulart


FALTAM 12 DIAS. 07.11.13

Faltam 12 dias para a entrega do III MANIFESTO PELA EDUCAÇÃO ao Ministro da Educação e nas cidades interessadas numa Educação diferenciada.
MANIFESTO PELA EDUCAÇÃO - 
Na Câmara Municipal de sua cidade dia 19/11/2013 às 14 horas.

"Não sou aquele que sabe, mas aquele que busca". Hermann Hesse

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

MANIFESTO PELA EDUCAÇÃO. Faltam 13 dias.

Faltam 13 dias para a entrega do III MANIFESTO PELA EDUCAÇÃO ao Ministro da Educação e nas cidades interessadas numa Educação diferenciada.
MANIFESTO PELA EDUCAÇÃO - Na Câmara Municipal de sua cidade dia 19/11/2013 às 14 horas.

YouTube - O QUE A ESCOLA DEVERIA APRENDER ANTES DE ENSINAR?
Published on Sep 13, 2013
A educação por Viviane Mosé. A escola fragmentada, dividida em disciplinas e grades curriculares, e distante da vida dos professores e alunos, se deparar, a cada dia, com um mundo que faz perguntas cada vez mais globais e urgentes, como a necessidade de considerar o todo, o planeta, a cidade. Quais os desafios da educação no mundo contemporâneo? Fonte: CPFLCultura

UMA ESCOLA QUE OCUPA TODA UMA CIDADE.


Uma escola que ocupa toda uma cidade
Por Denis Plapler

 Conheci uma escola que ocupa toda uma cidade, iluminada dia e noite pelas estrelas. As águas de seus mares refletem o espírito de seu povo, pacífico e acolhedor, uma mistura de pataxós, caboclos, homens negros e brancos, brasileiros e estrangeiros, um povo colorido, assim como as suas falésias, produzidas pela relação amorosa entre o mar e a terra.  Nesta escola o tempo não existe, as pessoas não contam as horas, tão pouco a idade. Todos são educadores e aprendem uns com os outros, de forma livre e espontânea, sem muros, sem grades, sem uniformes, sem inspetores, sem provas, sem aulas, sem medo. Diferente das outras escolas, suas crianças não são divididas por idades, por espaços, por tempos, por nada; Suas crianças são unidas.
Quem me abriu as portas para esta maravilhosa visita foi o médico Alexandre Luiz Andrade Cavalcanti, uma pessoa que ao falar leva o coração à boca, o idealizador da Vila Escola Projeto de Gente.
Consciente de que o problema da saúde é também um problema de educação e, movido pelo desejo de se dedicar a buscar soluções para estes problemas, Alexandre imaginava abrir uma escola no Rio de Janeiro para se dedicar a população marginalizada de sua própria cidade. No entanto, através da ajuda de amigos, surgiu a oportunidade de abrir a Vila Escola Projeto de Gente em Cumuruxatiba, no sul da Bahia, uma vila localizada dentro do município de Prado, mas privilegiadamente isolada, como uma cidade, capaz de abrigar Dona Zabele, Dona Buru e muitos outros pataxós expulsos da aldeia Barra Velha, atacada em 1951, no episódio que ficou conhecido como O fogo de 51.
Sem separar a escola da cidade, Cumuruxatiba torna-se toda ela um espaço de aprendizado, extremamente potencializador, onde nada foge do olhar experiente de Sú, personagem central da comunidade. Enquanto a casa da angolana Dolores e do Suíço Valter recebe os ensaios da bateria, composta por crianças e adultos,  a casa do argentino Don Juan e da israelense Gili é capaz de transformar-se em circo, ateliê de artes, escola de teatro, panificadora, espaço de Yoga e até oficina de permacultura.
 O crepúsculo  chega como um véu carregado pela brisa e não espanta as crianças da praça de frente à praia, onde realizam a roda de capoeira ministrada pelos mestres Onda e Pé de Serra. A educação não se separa da vida e a vida não se separa da natureza. As crianças tocam, cantam e dançam, seus corpos agem em comunhão com suas mentes e na mesma afinação dos tambores dos curumins batuques, acompanhadas no mar pelos peixes, que dançam com as baleias e as tartarugas no ritmo do maracatu.

Esta escola, que se mistura com a cidade, conta ainda com Jan, Gabriela, Maíra e Andreia, geógrafos, cientistas sociais e educadores que acompanham as crianças em seus projetos pessoais e coletivos e, junto com eles, se aventuram pela cidade na construção do conhecimento a partir dos sonhos de suas crianças, que longe de serem alunos, se mostram todos os dias criaturas iluminadas, ainda mais agitadas na lua cheia.

VENDO ECOSPORT 2.0 CÔR PRETA

 VENDE-SE Veículo ECOSPORT 2.0 ANO 2007 FORD   -  CÔR PRETA KM: 160.000 R$35.000,00 Contato: 9.8848.1380

Popular Posts