sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

CAMPANHA DA PRINCESA

segunda-feira, 1 de novembro de 2010


CAMPANHA DA PRINCESA


                           A  CIDADE  DA  CAMPANHA - MG



Fontes cunsultadas:

Wikipedia - Enciclopedia livre
Arquivo Público Mineiro
Curia Diocesana da Diocese da Campanha
Alfredo de Vilhena Valladão - Volumes 1- 2 e 3
Centro de Estudos e Pesquisas Monsenhor Lefort
Francisco de Paula Ferreira de Rezende - Minhas Recordações
I B G E - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica



""Fundação 2 de outubro de 1737

LOCALIZAÃO:

Localização de Campanha em Minas Gerais e no Brasi:

21° 50' 20" S 45° 23' 29" O21° 50' 20" S 45° 23' 29" O

Unidade federativa Minas Gerais

Mesorregião Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008[1]

Microrregião Varginha IBGE/2008[1]

Região metropolitana

Municípios limítrofes Cambuquira, Monsenhor Paulo, São Gonçalo do Sapucaí, Lambari e Três Corações

Distância até a capital 316 km

Características geográficas

Área 336,033 km²

População 15.949 hab. est. IBGE/2009[2]

Densidade 46,0 hab./km²

Altitude 940 m

Clima Tropical

Fuso horário UTC-3

Indicadores

IDH 0,784 médio PNUD/2000[3]

PIB R$ 102.698 mil IBGE/2005[4]

PIB per capita R$ 6.734,00 IBGE/2005[4]



Campanha é um município brasileiro do Estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 15.041 habitantes.
A cidade é sede da Academia Sul-Mineira de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico Alfredo Valadão, da Cruzada Nacional de Alfabetização, precursora do MOBRAL, da Fundação Cultural Campanha da Princeza - Faculdades Integradas PAIVA DE VILHENA.
Outras entidades culturais.
É porta de entrada para o Circuito da Águas e recebe turistas também por causa de suas igrejas e casarões coloniais, Artezanados em Ceral, notadamente as Tapçarias.
As principais atividades econômicas de Campanha são: a agropecuária, dando um maior destaque às culturas de café, milho, feijão, cítricos, batata e gado leiteiro; laticínios e metalúrgica, além da fabricação de Tapetes,  gaiolas e acessórios para pássaros e  artenzanatos



1 Breve histórico:

2 Igrejas

2.1 Matriz  de Santo Santo Antônio

2.2 Nossa Senhora do Rosário

2.3 Nossa Senhora das Dores

2.4 Capela da Santa Cruz

2.5 Catedral de Santo Antonio - elvada à Catedral com Criação  da Diocese da Camapanha, em 1.907

3 Padroeiro

4 Rios

5 Origem do Nome

6 Antigos nomes

7 Filhos ilustres

8 Moradores Ilustres

9 Turismo

10 Referências

11 Ligações externas



As primeiras cidades fundadas em Minas Gerais devem sua origem à ambição pelo ouro, que moveu bandeirantes fazendo-os caminhar léguas por lugares antes não penetrados. Entre elas inclui-se a cidade da Campanha, o que é evidente ainda nos dias de hoje em profundas escavações nos terrenos que a circundam.
A fase inicial da história compreende um longo período do século XVIII, onde encontravam-se princípios de uma sociedade. Muito antes de 1700 começaram as entradas dos paulistas, que vinham caçar índios com o fim de escravizá-los. Logo após, os bandeirantes, atraídos pela fama que corria das ricas minas de ouro descobertas em Minas Gerais. É então que se esboçam os primeiros rudes povoados que indicando a localização da antiga riqueza aurífera e de diamantes de Minas Gerais, constituíram o início da vida civilizada dos sertões de Minas.
Campanha é a cidade mais antiga do Sul das Minas Gerais – cidade histórica reconhecida oficialmente em 2 de outubro de 1737 – povoação iniciada no ciclo do ouro. Elevada à freguesia em 6 de fevereiro de 1752, à vila em 20 de outubro de 1798 e à cidade em 9 de março de 1840.
O ouvidor Cipriano José da Rocha, saindo de São João del-Rei a 23 de setembro chegou ao arraial da Campanha no dia 2 de outubro de 1737 e, entusiasmado com a fertilidade do seu solo e com as riquezas das minas de ouro encontradas, deu ao povoado o nome de São Cipriano.
Mapa da Villa de Campanha em 1814.Campanha desde o século XVIII esteve presente em fatos históricos do Brasil e de Minas. Dentre eles, teve participação no episódio da Conjuração Mineira. Dr. Inácio de Alvarenga Peixoto, um dos conspiradores, viveu em Campanha, onde possuía inúmeras fazendas e era um dos homens mais ricos de Minas, no seu tempo. O esgotamento das minas, alegado por aqueles que se esquivavam ao pagamento de seu débito para com o físco, já na segunda metade do século XVIII, acentuava-se cada vez mais, prenunciando o fim de uma era de grandeza.
Passado o ciclo de grandes atividades desenvolvidas em torno das minas, sofreram natural estagnação ou decadência, todos os rincões de Minas Gerais onde predominavam os interesses ligados à mineração. Campanha, entretanto, manteve-se por muito tempo como centro de industrialização e cultural de toda a região Sul Mineira.
Foi, ainda, sede administrativa e jurídica do Sul de Minas: a primeira, por quase um século, e a segunda além de um século. Pioneira da instrução, em razão mesmo de sua antiguidade, sempre gozou de merecido renome, pela notável contribuição que deu à causa do ensino em nossa pátria, desde os primórdios de sua formação histórica, como bem definiu o jurista e historiador campanhense Ministro Alfredo de Vilhena Valladão, quando declarou: “Refulgiu pelo ouro da terra e pela fé, pela cultura e pelo civismo de seus filhos”.
Ainda alguns anos depois da nossa independência, a instrução pública em Minas Gerais era extremamente limitada, pois além de algumas escolas de primeiras letras que aqui e ali se encontravam e de dois colégios dirigidos por padres, um conhecido em Congonhas do Campo e o outro no Caraça, não existia em toda província outro qualquer estabelecimento de instrução secundária além do seminário de Mariana, onde se preparavam os padres, e uma simples cadeira de latim em algumas das principais vilas da província. Campanha era uma dessas vilas privilegiadas e a única no Sul de Minas para onde afluíram estudantes de outros pontos, quer próximos, quer distantes, pois era a sede da 3a Circunscrição Literária.
O anseio de seus filhos para instrução manifestou-se desde os primeiros tempos, como se evidencia pelo que ocorreu quando foram inaugurados os cursos jurídicos no Brasil, apenas com duas faculdades – uma em São Paulo e a outra em Recife. Na primeira matricularam-se quatro mineiros, três dos quais eram campanhenses e um de outra cidade.
Como não poderia ser diferente dos urbanismos de sua época a sua população era gente de todas as partes niveladas pela ambição de ouro. A cidade era organizada por camadas humanas relativas a cor, pois 60% era negra, que constituía a mão de obra escrava, 30% pardos e 10% brancos. Estes, dominavam politicamente e não se submetiam aos trabalhos pesados.
No percurso de sua história, Campanha recebeu gente vinda de várias partes do Brasil e de diversas categorias sociais. A sua riqueza mineral e vegetativa propiciou o desenvolvimento da sociedade, o que levou a receber visitantes ilustres como a Princesa Isabel, Carlota Joaquina, Conde d'Eu, Euclides da Cunha, Manuel Bandeira, Sílvio Romero, José do Patrocínio, Pedro Ernesto Baptista, Bárbara Heliodora, entre outros. Suas passagens por Campanha, marcaram a história da cidade, mas a recíproca é verdadeira. A cidade também os marcou, muitas vezes registrado nas suas obras culturais levando-os a construírem moradias (casarões e templos) e permanecerem aqui por um tempo considerado.
Campanha também gerou personalidades reconhecidas internacionalmente, como Vital Brazil Mineiro da Campanha - cientista descobridor do soro antiofídico e Maria Martins - considerada uma das artistas surrealistas mais relevantes do planeta. Sávio Davi dos Reis Paula, artista autodidata, tatuador e musico,com seu desenhos espalhados por todo o planeta.
Agostinho Marques Perdigão Malheiro ( 1824 - 1881 ) jurisconsulto que escreveu um tratado sobre a legislação escravista: A escravidão no Brasil: ensaio histórico-jurídico-social em 1866, que é um marco e que influenciou profundamente as ações e políticas para a extinção da escravidão. Como homenagem, os campanhenses deram seu nome a uma de suas ruas.
No passado, a grande extensão do município ocupava a margem esquerda do Rio Grande até o Jaguari, das cumeadas da Mantiqueira até o rio Pardo, estendendo a sua jurisdição municipal – com legislação num círculo de quase 3 mil léguas. Por essa extensão de terra e pela riqueza natural e cultural, Campanha é considerada a cidade-mãe, fertilizadora das outras cidades – o berço do Sul de Minas.


                     "A CELULA MATER DO SUL DE MINAS"


Pela sua importância no contexto histórico das Minas Gerais, a cidade sediou por mais de um século a Diretoria Regional dos Correios, com jurisdição em todo o sul do estado.

IGREJAS:

 Matriz de Santo Antônio

A primeira e antiga Matriz de Santo Antônio, a primeira igreja construída na Campanha, então Freguesia de Santo Antônio do Vale da Piedade da Campanha do Rio Verde, pela vontade e pela fé dos pioneiros e bandeirantes que habitaram estas ricas e aprazíveis terras, no limiar do século XVIII.
Entre 1737 a 1742, a igreja foi construída, nela se despendendo nove mil oitavas de ouro, pela Irmandade do Santíssimo Sacramento. Não era esse templo de pequenas dimensões, pois havia no seu interior 93 sepulturas e estava situado pouco abaixo da atual Catedral, na parte em que a Praça Dom Ferrão se larga, nas imediações dos jardins e das estátuas do Mininistro Alfredo Valladão e do cientista e sábio Vital Brazil Mineiro da Campanha. Durou relativamente pouco a primeira Igreja Matriz, pois em 1800, já tinha aspecto de ruínas. Em seu adro existia uma cruz, ao pé da qual foi enterrado, sem nenhuma pompa e no hábito do seu Padre São Francisco, de que era terceiro, por sua última vontade manifestada em testamento que fez antes de falecer em 20 de dezembro de 1748, o grande bandeirante Capitão-mor João de Toledo Piza e Castelhanos.



- Nossa Senhora do Rosário

A segunda igreja construída, por Provisão Régia de 1759. Segundo descrição de Francisco de Paula Ferreira de Rezende, em sua obra “Minhas Recordações”, a Igreja do Rosário esta colocada acima da Matriz, no ponto mais alto da colina em que a povoação se assenta, justamente no lugar em que, naquele tempo, acabavam as casas e começava o campo.
Sem nenhuma arquitetura e sem torres, o seu sino ficava do lado de fora. A mais alegre de todas as festas da Campanha era a festa dos negros, isto é, a de Nossa Senhora do Rosário e como vulgarmente se dizia a “subida do Rosário”. Essas festas, as congadas, com os seus vistosos “ternos” e animadas “embaixadas”, há anos passados, tivemos oportunidade de assistir e admirar. Houve tempo que a Igreja do Rosário foi a única e a mais importante da Campanha, sendo aí celebrados os ofícios religiosos.
Assim foi por ocasião da morte de D. Maria I, a 20 de março de 1816, em que as suas exéquias solenes, com Missa e sermão, foram realizadas nesse templo. Essa igreja foi inexplicável e simplesmente demolida, por determinaçao do Bispo Diocesano, Dom Inocencio Engelke, numa demonstração de descomprometimento  com a memória nacional e com a cidadania. Muito mais tarde, doi edificada outra igrja, por grande capricho e esmero da saudosa D. Matilde Dallapé, no fim da Chapada.

 -Nossa Senhora das Dores

É a terceira em antiguidade e foi concluída em 1799 pelo rico minerador, José de Jesus Teixeira. Felizmente ainda existe, na plenitude de sua beleza e de seu estilo colonial de linhas puras.

-Nossa Senhora das Mercês, contruida na segunda metade do século XVIII, frequentada pelos pardos e mestiços e tambem demolida por determinação de D. Inocencio Engelke.

-São Sebastião, demolida e construida outra bo mesmo local, com a participação dos devotos.


 -Capela da Santa Cruz

        A primitiva Capela Santa Cruz, construída por volta do ano de 1848, fora do perímetro urbano, na localidade denominada de Árvores Bonitas, foi consumida por um incêndio tido como criminoso.
Substituiu-a a Segunda Capela, em 1895, em uma elevação no fim do Bairro das Almas e, mais tarde, por se achar em ruínas, foi demolida, até que, em seu lugar, foi edificada a terceira e atual Capela de Santa Cruz, em 1938, no mesmo belo e aprazível local.



 -Catedral de Santo Antônio

Sua pedra fundamental foi lançada no dia 21 de janeiro de 1787, em solenidade presidida pelo pároco local Pe. Bernardo da Silva Lobo, com assistência de grande número de fiéis e membros das irmandades.
Foi construída pelos escravos e levou 35 anos para ser concluída. Foi feita em taipa, de terra da melhor qualidade, conduzida de grande distância, por toda gente sem distinção de sexo, idade, fortuna e posição social, sendo notável a solidez da obra, cuja espessura de 1,80 m a todos causa admiração.
Em 1925, foi modificada a sua fachada, descaracterizando-a completamente e dando assim novo aspecto à fachada e torres.
Em 1937 e 1938, D. Inocêncio Engelke, 2º bispo diocesano, às suas expensas, manda cercar a Catedral com uma grade de ferro. Várias reformas foram feitas ao decorrer dos anos. Em taipa, é o maior templo católico de Minas e um dos três maiores do Brasil.

- Padroeiro

Santo Antônio de Lisboa (português)



 -Rios

    Rios Palmela e São Bento.
    
    Ribeirão Santo Anton

-ORIGEM DO NOME:

O nome da atual cidade se deve à topografia, pois a cidade se encontra localizada numa colina circundada por extensas campinas.

-Antigos nomes:

  Arraial de São Cypriano

  Santo Antônio do Vale da Piedade do Rio Verde

  Campanha do Rio Verde

  Campanha da Princesa da Beira

  Santo Antonio so Vale da Piedade da Campanha da Princeza da Beira

  Campanha da Princesa


FILHOS ILUSTRES:

Major Mathias Antonio Moinhos de Vilhena

Vital Brasil, cientista

Maria Martins, escultora

José Bento Leite Ferreira de Melo, senador

Dr. Eugênio vilhena de Morais

Dr. Rodolpho Vilhena de Morais

Francisco Xavier Lopes de Araújo, militar, engenheiro e professor brasileiro

Álvaro Gomes da Rocha Azevedo, Prefeito de São Paulo, Ministro do Tribunal de Contas da União e Deputado Federal

Américo Lobo Leite Pereira, Jurista, Senador, Ministro do Supremo Tribunal Federal

Padre Victor, Sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana

Francisco de Paula Ferreira de Rezende, Ministro do Supremo Tribunal Federal, Vice-Governador de Minas Gerais

Desembargador João Braulio Moinhos de Vilhena, Presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Dr. João Braulio Moinhos de Vilhena ´Junior, Médico, Deputado Provicial, Secretário das Finanças de Minas Gerais

Alfredo de Vilhena Valladão, Ministro do Tribunal de Contas da União

Agostinho Marques Perdigão Malheiro, Jurisconsulto, Escritor e Historiador Brasileiro

Coronel Zoroastro de Oliveira

Bernardo Saturnino da Veiga, Jornalista, Escritor e Empresário

José do Patrocínio Lefort, Historiador e Educador

MORADORES ILUSTRES:

Bernardo Jcinto da Veiga

Euclides da Cunha - Acadêmico da Academia Brasileira de Letras, Militar e Engenheiro

João Luís Alves - Acadêmico da Academia Brasileira de Letras, Juiz e Prefeito de Campanha

Fernando de Azevedo - Acadêmico da Academia Brasileira de Letras, um dos Fundadores da Universidade de São Paulo

Manuel Bandeira - Acadêmico da Academia Brasileira de Letras

Agostinho Marques Perdigão Malheiro, Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, Juiz de Campanha

Bárbara Heliodora – Poetisa e esposa do inconfidente Alvarenga Peixoto

João Barbosa Rodrigues - Diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro

TURISMO:

Entre as atrações, está o Museu Regional do Sul de Minas. Entretanto, o local é alvo de furtos. Em 1994, a imagem de Nossa Senhora da Piedade, em madeira e vulto quadrangular representando Nossa Senhora e o Cristo mortos, foi furtada juntamente com outras 27 peças, como imagens, oratórios e alfaias.[5] 

DICA DE LEITURA - DIOGO VILELA.

Diogo Vilela (ator)

Marcel Proust - Em Busca do Tempo Perdido - Ediouro

Considerada por muitos como a finalização do romance do século XIX e por outros como a percursora do romance do século XX, esta obra, composta por sete volumes publicados entre 1913 e 1927, é a favorita de Vilela. Reconhecido como o primeiro autor clássico de seu época, o francês Proust aborda aqui o tema da memória e do tempo

BRASIL ESPERA CONQUISTA DE MERCADO.

Brasil espera conquista do mercado após participação na Feira do Livro de Frankfurt

UAI

O bastão agora está com a Finlândia, o convidado de honra da Feira do Livro de Frankfurt em 2014. Ilustre homenageado da edição encerrada ontem, o Brasil espera faturar com os holofotes do maior evento do mercado editorial do mundo. Geralmente associada a paraíso tropical e exótico com sua gente cordial e mulheres bonitas, a imagem do país ganhou outra faceta com o polêmico discurso do escritor mineiro Luiz Ruffato, que, na abertura do evento, listou impasses estruturais brasileiros como violência, racismo, intolerância, discriminação sexual e desigualdade social. Tudo isso é tema da literatura contemporânea produzida no país.

A polêmica, aliás, não se resumiu a Ruffato. Paulo Coelho, o brasileiro que mais vende livros no mundo, recusou-se a participar do evento, reclamando dos critérios do governo federal para selecionar autores convidados. A feira serviu também de palco para escritores criticarem duramente o movimento Procure Saber, formado por astros da MPB contrários à publicação no país de biografias não autorizadas. Biógrafos atacaram a volta da censura por parte de músicos censurados durante a ditadura militar.

Tantas polêmicas não impediram o balanço positivo para o Brasil, acredita Jürgen Boos, presidente da Feira do Livro de Frankfurt. O evento deixou claro que o país está preparado para deixar de ser apenas consumidor de direitos autorais. A Câmara Brasileira do Livro (CBL), aliás, espera colher os frutos ainda neste ano. Karine Pensa, presidente da CBL, informou que o país vendeu para o exterior US$ 1,2 milhão em direitos autorais em 2012, contra US$ 880 mil em 2011 e US$ 495 mil em 2010. As perspectivas para este ano são promissoras, adianta ela.

QUADRINHOS

O último dia da feira reuniu várias gerações de quadrinistas brasileiros. Conversaram com o público o veterano Mauricio de Sousa, o mineiro Marcelo Lelis, ilustrador do Estado de Minas, e renovadores da graphic novel nacional, como Fábio Moon e Gabriel Bá, Fernando Gonsales e Lourenço Mutarelli. Ziraldo não pôde comparecer. Sábado, ele recebeu alta de um hospital de Frankfurt depois de passar por um cateterismo.

Mauricio de Sousa revelou ter sido boicotado por uma grande distribuidora nos anos 1980, o que o fez desistir do mercado europeu. A Turma da Mônica havia chegado até o continente, especialmente à Alemanha, com tiragens de 60 mil exemplares. Um jornaleiro da Suíça revelou-lhe que bancas recebiam ordens de uma grande distribuidora, temerosa de concorrência, para devolver as revistinhas à editora.

Atualmente, Mauricio publica em 50 países e está feliz com a recepção de leitores de outras culturas a seu trabalho. “Na Argentina e na Índia, por exemplo, a criançada acha que Mônica e Cebolinha são de lá. Faço questão de criar histórias regionais para cada lugar. Isso faz dos dois personagens universais”, destacou.

Marcelo Lelis acredita que o Brasil conseguiu cumprir bem o seu papel na feira. “Estamos ainda um pouco longe desse mercado, mas o que foi mostrado na Alemanha representa corretamente o que somos. É muito bacana o reconhecimento dos quadrinistas brasileiros aqui. Muitas vezes, nem temos tanto espaço no Brasil”, avaliou.

O mineiro divertiu a plateia ao falar do início de sua carreira. “Sou do tempo em que os únicos quadrinhos que a gente via eram cartilhas ensinando a tirar leite de vaca, cuidar de galinha. Assim foi o meu primeiro contato com o cartum”, contou.

Adeus em tom político

“Uma declaração de amor ao Brasil”. Assim o escritor Paulo Lins definiu as palavras de Luiz Ruffato na abertura da Feira do Livro de Frankfurt, motivo de polêmica entre os colegas e de constrangimento por parte de autoridades brasileiras. Ruffato criticou a desigualdade social, o preconceito racial, a violência e a impunidade no país.

No encerramento da feira, ontem de manhã, o autor de Cidade de Deus discursou saudando com um “saravá” os professores em greve no Rio de Janeiro. Informou que o abaixo-assinado em favor dos educadores foi apoiado por 48 autores da comitiva brasileira.

Paulo Lins negou ter havido discriminação racial na seleção dos participantes da feira. Na comitiva de 70 brasileiros, ele era o único negro. “O Brasil é racista, como a maioria dos países da Europa”, advertiu, para completar: “Afirmo que não houve racismo na lista de escritores convidados”.

O autor de Cidade de Deus não poupou o vice-presidente da República, Michel Temer, que discursou – e foi vaiado – na abertura do evento alemão. O peemedebista elogiou sua própria participação na Constituinte de 1987/1988 e revelou ter escrito um livro de poemas. “A poesia é coisa séria e não se dá com qualquer um”, ironizou Lins.

Daniel Mundukuru representou os índios na comitiva brasileira. Ontem, ele usou cocar e camiseta onde estava escrito “Presidente Dilma: não ignore nossos povos indígenas. Queremos conversar”. O recado se refere à política de demarcação das terras indígenas e à construção de barragens em áreas reivindicadas pelos índios.

A feira programou vários eventos extraliterários relacionados à história e à cultura do Brasil. Mundukuru participou de encontros com estudantes e falou a eles da luta dos índios por seus direitos.

Renato Lessa, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, considerou válidas as manifestações dos escritores em Frankfurt, ressaltando que o Brasil é democrático e preza a liberdade de opinião. “Minha geração arriscou a vida para que essa liberdade fosse conquistada”, declarou. (Com agências)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

RENATA MARIA PAES DE VILHENA.

DISCURSO DE RENATA MARIA PAES DEVILHENA

 FALA DA SECRETÁRIA RENATA NA SOLENIDADE DE ENTREGA DO DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO NA CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE – 31.05.11

Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Vereador Léo Burguês, na pessoa de quem saúdo todos os membros do legislativo.
Excelentíssima Senhora Vereadora Sílvia Helena, a quem agradeço pela generosidade ao indicar meu nome para receber esse honroso diploma.
Excelentíssima Senhora Doutora Maria Coeli Simões, na pessoa de quem cumprimento os demais Secretários de Estado aqui presentes.
Uma saudação especial aos meus colegas da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, através dos quais saúdo todos os integrantes do Governo de Minas.
Permitam-me também agradecer de forma particular a presença dos meus amigos que dividem comigo a alegria da noite de hoje.
E, por fim, na pessoa de meus queridos pais, Circéa e Tarcísio, e dos meus filhos, Flávia e Pedro, saúdo meus familiares presentes neste Plenário.

Senhoras e senhores, boa noite.
Seria pretensioso da minha parte retribuir com palavras o enorme contentamento que esta homenagem me proporcionou, pois como disse Cecília Meireles, em seu Romanceiro da Inconfidência de significado tão especial para nós, mineiros, as palavras são de vento e vão no vento, no vento que não retorna.
Por isso, antes que as palavras dominem por completo este Plenário, gostaria de aqui deixar, de forma plena e sem ressalvas, minha gratidão sincera a todos integrantes desta nobre casa, que tão bem representam os cidadãos de Belo Horizonte.
De fato, cara vereadora Sílvia Helena, muito me dignifica saber que o agradecimento que aqui faço nasce da gentil deferência de pessoas escolhidas pelo povo deste município, síntese das várias faces, culturas e tradições da nossa extensa Minas Gerais.
Isto porque, para alguém que, como eu, iniciou sua atuação como servidora pública há quase trinta anos, nada pode ser mais honroso do que ser homenageada por quem é causa e compromisso de todos os que trabalham nos órgãos e entidades das esferas administrativas desse país: o povo.
Sim, porque acredito, sinceramente, que o serviço público deve ser entendido em seu sentido literal. Não cabe a nós, servidores, trabalharmos pelo nosso próprio crescimento, mas sim buscarmos a realização de projetos e iniciativas que mudem para melhor a vida das pessoas, que reduzam as desigualdades e tragam prosperidade e oportunidade a todos.
Talvez de forma ainda mais destacada, posso afirmar que a beleza da trajetória pública não está apenas na possibilidade de trabalhar pelo avanço do povo, mas, fundamentalmente, reside na oportunidade de com ele dividir sonhos, decisões, responsabilidades e méritos, como colocado, certa vez, por nosso estimado ex-Governador Aécio Neves.
Porém, para ser capaz de dividir sonhos e esperanças de sua gente, o Estado precisa estar pronto para atuar sobre esses sonhos, para levá-los à frente como alavancas de transformação da sociedade. Sem ação, os sonhos se esvaem no vento e não mais retornam, como as palavras.
Essa necessidade de reorganização da gestão pública, felizmente, foi percebida pelo então Governador Aécio Neves, no início do seu primeiro mandato, em 2003. Assim, nasceu o que chamamos de “Choque de Gestão” que, sob sua liderança e pelo engenho do Governador Antônio Anastasia, tornou a administração mineira exemplo de gestão pública, de eficiência no uso dos recursos, de organização que trabalha com foco em resultados voltados à sustentabilidade do desenvolvimento social, ambiental e econômico do Estado.
Ao aceitar o convite para atuar naquela equipe de governo, em 2003, tive o privilégio de participar de forma ativa deste processo, e sou grata a ambos pelo enorme aprendizado e crescimento profissional que este trabalho me proporcionou.
Neste momento, senhores, peço licença para tecer mais algumas palavras sobre o Governador Anastasia.
Em seu discurso de posse, em janeiro desse ano, o Governador afirmou que Minas é a nossa causa, ou seja, a motivação, o norte a ser perseguido por todos os que com ele vierem a caminhar em sua atuação no comando da administração pública de Minas Gerais.
Não obstante a afirmação ter ocorrido em tempo recente, ao longo dos cerca de vinte anos em que tenho tido a honra de conviver e aprender com o Governador Anastasia, não presenciei uma só ação, um simples direcionamento por ele definido que não tivesse como alicerce essa terra e aqueles que nela vivem.
Por este motivo, afirmo, com convicção, que o Governador é o maior exemplo que conheço de integridade no trato da coisa pública, de valorização do povo como causa principal em qualquer circunstância, seja em seus anos como servidor, seja como eleito por esse povo para ser seu principal representante ao longo dos próximos anos.
Assim, nobres vereadores que aqui estão, me permito compartilhar a homenagem que os senhores hoje me prestam com o nosso Governador, que muito me honra com a oportunidade de com ele seguir trabalhando em prol do desenvolvimento do nosso Estado.
Da mesma forma, estendo o mérito dessa conquista a todos aqueles com quem convivi ao longo dessa jornada de quase trinta anos de serviço público. Sou grata a cada ensinamento, a cada iniciativa desenvolvida e até mesmo aos equívocos cometidos, pois acredito que a adversidade nos força a mudar o rumo e, se tivermos coragem, a buscarmos conquistas maiores.
Coragem, de fato, foi o que não faltou ao Governo de Minas, quando o então Governador Aécio Neves, no início de seu primeiro mandato, e mesmo diante das adversidades impostas pela realidade então vivida pelos mineiros, estabeleceu como visão de governo tornar Minas Gerais o melhor Estado para se viver.
Coragem também não faltou aos servidores públicos mineiros, que aceitaram o desafio proposto e trabalharam com afinco e dedicação ao longo desses anos para que, hoje, possamos afirmar com orgulho que nossa administração é uma referência de conciliação entre a boa gestão, a responsabilidade administrativa e a implementação de políticas sociais que promovem efetivas transformações da realidade.
Assim, nada mais justo, senhores, do que dividir esse diploma com o qual fui agraciada com todos os que trabalham na administração de nosso Estado, em cada escola, em cada hospital, em cada escritório.
Servidores públicos que se dedicaram a nossa causa em comum, o povo, para que Minas fosse o primeiro estado do país a trazer as crianças de seis anos para a escola; para que tenhamos, atualmente, o melhor desempenho do Brasil na educação básica; para que pudéssemos reduzir a mortalidade infantil de 17 para 13 mortes por mil nascidos vivos; para que registrássemos queda de 45% da taxa de criminalidade violenta em todo o Estado; para que ligássemos por asfalto mais de 200 municípios mineiros, pavimentando novas oportunidades para quem antes não tinha acesso à saúde, educação e emprego.
Nesse momento em que iniciamos uma nova etapa do choque de gestão, com ênfase na maior participação da sociedade, a partir da concepção de gestão em rede, tomo a liberdade de, em nome do Governo do Estado, agradecer a todos que contribuíram para os avanços obtidos nos últimos anos, e renovar nosso compromisso de seguirmos sempre em frente, sem deixar ninguém para trás.
Para terminar, creio que posso resumir o que sinto em poucas palavras, parafraseando o grande poeta Carlos Drummond de Andrade: aos meus familiares, gratidão, essa palavra-tudo.
Gratidão a meus pais por estarem sempre ao meu lado de forma incondicional, suportando minhas escolhas e me dando a base necessária para perseguir meus sonhos e buscar ser sempre mais amanhã do que sou hoje.
Gratidão aos meus irmãos pelas alegrias celebradas em conjunto, e também pelo apoio nos momentos difíceis.
Gratidão aos meus sobrinhos pelos sorrisos sinceros e pela oportunidade de estar sempre revisitando a infância.
Gratidão ao Luiz Antônio por preencher com afeto e felicidade todos os dias da minha vida. Ou, simplesmente, por estar nela.
E, finalmente, com todo meu coração, gratidão aos meus filhos, Flávia e Pedro, que são a forma de amor mais pleno que alguém pode sentir.
Que Deus nos ilumine a todos, e que nos esforcemos sempre para seguir o que nos ensinou Fernando Pessoa: “Agir, eis a inteligência verdadeira. O êxito está em ter êxito, e não em ter apenas condições de êxito. Condições de palácio qualquer terra larga tem, mas só haverá palácio se alguém o fizer ali”.
Muito obrigada.

DICA DE LEITURA - GILBERTO GIL.

Gilberto Gil (ministro da Cultura)

Monteiro Lobato - Toda a obra - Brasiliense

Reinações de Narizinho e as demais obras escritas para a criançada por Monteiro Lobato - um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos - são os livros que o compositor e cantor, Gilberto Gil, considera os mais importantes da sua vida. Cantor e compositor, Gil chegou a compor e gravar uma canção (Sítio do Pica-Pau Amarelo) em homenagem ao ídolo e aos personagens que povoaram seu imaginário infantil.

TODO LUGAR É BOM PARA COMEÇAR A LER.

Escritor paulista fala sobre como descobriu o mundo da literatura dentro da prisão

Agência Brasil 

Luiz Alberto Mendes é daqueles escritores que ultrapassam os limites de qualquer gênero literário. “Falam que eu faço parte da literatura marginal ou da literatura do cárcere. Eu faço literatura, sou como qualquer escritor”, disse hoje ao participar da 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília.

O escritor paulista fez palestra sobre o tema A Literatura e o Cárcere. Ex-presidiário, Mendes contou sobre a sua trajetória literária e educacional dentro da prisão, onde ficou por mais de 30 anos. “O que se aprende nas prisões é a cultura do crime. É uma cultura que impregna e que faz o preso voltar para a cadeia, mesmo que não queira”, declarou.

Envolvido com o crime desde criança, ele destacou que o interesse pelos livros e pela educação só veio quando tinha 23 anos, depois que um amigo o presenteou com vários livros. O hábito de ler e escrever veio aos poucos, depois de um esforço diário. Segundo Mendes, no começo escrevia cartas para a mãe e lia cinco minutos por dia. “Eu percebi, depois que comecei a escrever, que podia confiar na vida. Eu descobri novas culturas, novas possibilidades”.

O escritor criticou a falta de alternativas para que o presidiário quando deixa a prisão possa ser reintegrado na sociedade. “Muitos números são apresentados, mas são poucos os cursos oferecidos na cadeia, principalmente os profissionalizantes. Quando são oferecidos, é de marceneiro ou mecânico, nada além disso”.

A Bienal Brasil do Livro e da Leitura está ocorrendo no canteiro central da Esplanada dos Ministérios. A programação pode ser acessado no site: http://www.bienalbrasildolivro.com.br/.

Edição: Aécio Amado

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A ATENAS DO SUL DE MINAS

A ATENAS DO SUL DE MINAS



A ATENAS DO SUL DE MINAS


“Refulgiu pelo ouro da terra e pela cultura e pelo o civismo de seus filhos"


Alfredo de Vilhena Valladão


A analise das práticas culturais da elite Campanhense, já sem os recursos do ouro, evidencia e justifica a gênese da metáfora "ATENAS DO SUL DE MINAS”, ao demonstrar Campanha como a cidade privilegiada por políticas públicas de educação, em relação aos demais municípios de Minas Gerais.


Com efeito, um olhar atento e imparcial sobre a cidade da Campanha, desde os tempos do Arraial de São Cipriano, nos coloca diante de uma sociedade preocupada com o sistema educacional, refletido no anseio de seus filhos pelo aprimoramento do ensino.


A extinção da escravatura no Brasil, e a sua repercussão na cidade da Campanha, como de resto, em todo país, causou um forte impacto na vida social e econômica da nação, considerando que a economia do país se sustentava na agricultura. Para quase todos os lavradores da Vila da Campanha, foi um duro golpe. Soma-se a isto a emancipação de vilas que pertenciam à jurisdição da cidade da Campanha, que poderia levá-la a uma grave crise financeira, se não fosse a presença de cidadãos campanhenses na política nacional e no fortalecimento de instâncias ligadas à religião Católica. A cidade pôde se manter muito ativa durante todo o século XIX, principalmente através da produção agrícola e pecuária, além do comércio com o Rio de Janeiro e com São Paulo. O seu território era vastíssimo e suas águas minerais eram procuradas por diversas personalidades para os diversos tipos de doenças.


Além do mais, e principalmente, Campanha tinha uma excelente base educacional que lhe permitiu filhos ilustres tanto no Parlamento como nos executivos estadual e federal.


No ano de 1831, é possível saber da instalação de uma Escola de Ensino Mútuo para Primeiras Letras em Campanha, com mais de 100 alunos.


O método mútuo ou Lancasteriano (método inglês posto em pratica na Índia) difundiu-se no Brasil e temos noticia de que foi de imediato posto em prática na cidade da Campanha, que já previa a instrução pública como dever do Estado, com a finalidade de contemplar um número maior de alunos. Além disso, o método combatia os castigos físicos, comuns à época.


Um dos alunos dessa época na escola de primeira letras, como era chamada, foi o futuro senador Evaristo da Veiga. Os alunos, cujos pais tinham recursos, compravam os livros e os meninos pobres recebiam o material da Câmara ou da Província.


No ano de 1840, o ensino mútuo já estava quase abandonado nas escolas mineiras, seria substituído pelo método simultâneo. A Assembléia Mineira subvencionou a ida de dois professores à França para aprender esse novo método.


Nesse mesmo ano de 1840, um Delegado de Ensino à Vila da Campanha, enviado pelo então Presidente do Estado, Bernardo Jacinto da Veiga, informava em seu relatório que o ensino de Latim, Francês e Filosofia, na cidade da Campanha, era muito bem ministrado, sobrepondo-se aos demais municípios mineiros, e o adiantamento dos alunos era notório e significativo. Nesse mesmo relatório, o Delegado manifesta a necessidade de melhores salários para os professores.


Em 1843, no ensino público secundário em Campanha, a cadeira de Latim era ministrada pelo o padre mestre João Damasceno. Conforme informes da época, o padre João era tido como um grande latinista, e os alunos o tinham como uma espécie de oráculo.


O ensino do latim, segundo depoimento de vários Campanhenses, foi fundamental para muitos daqueles que optaram pelo estudo das ciências jurídicas.


Um fato que deve ser registrado pelo seu aspecto inédito e avançado, considerando a época, em pleno século XIX, é o jornal “O Sexo Feminino”.


O Sexo Feminino é o nome do periódico de propriedade da jornalista da Campanhense Francisca Senhorinha da Motta Diniz, que também editava e redigia o jornal. O primeiro ano de publicação do jornal (1873-1874) foi feito aqui na nossa cidade da Campanha.


Em 1875, Senhorinha Diniz mudou-se para o Rio de Janeiro com uma proposta de trabalho para lecionar na Côrte. A escritora continuou com as edições de O Sexo Feminino, mesmo com a mudança para o Rio. Tratava-se de um jornal direcionado ao público feminino, fato observado logo na capa do veículo, onde se lia: "Especialmente dedicado aos interesses da mulher".


A jornalista escrevia para um público mais intelectualizado e instruído, fato que demonstra o nível cultural da sociedade Campanhense.


Em 15 de novembro de 1874 o editorial do jornal assim expressava:"É tempo de darmos o grito de nossa independência, de nossa emancipação do jugo ferrenho em que até agora vivido, proclamando alto e bem alto a nossa capacidade para certos empregos públicos, e muito principalmente para o magistério onde daremos a mocidade de ambos os sexos educação e instrução".


No ano de 1893, depois de ter cursado a Escola Normal de Campanha e freqüentado o Seminário de Mariana e o famoso Colégio do Caraça, o grande professor Jonas Olinto, "pedagogo de cultura enciclopédica", jornalista e poeta, fundou e dirigiu o seu Externato, e sozinho lecionava as seguintes matérias: Português, Francês, Inglês, Matemática, Geografia e História. Passaram pelos os bancos desse famoso Educandário de ensino primário e secundário várias gerações de estudantes, durante 30 anos.


Interessante observar que, segundo o relato de Francisco de Paula Ferreira de Rezende, fica evidente que as experiências educacionais na Vila da Campanha, particularmente no ensino primário e secundário, não era feitas somente através da educação formal, mas de toda cultura que cerca o indivíduo, fato revelador do elevado nível cultural da Sociedade Campanhense.


O anseio dessa sociedade pelo aprendizado, pelo ensino e pela elevação do nível cultural da cidade se manifesta quando essa mesma sociedade se mobiliza pela criação de um colégio, através de seus mais ilustres representantes que integram o cenário político-administrativo não só do Estado como também do País, e do Emérito Sacerdote, Padre Natuzzi, coadjuvado pelo ilustre campanhense Monsenhor João de Almeira Ferrão, mais tarde primeiro bispo da recém criada Diocese da Campanha e pelos ilustres deputados, Joaquim Leonel de Rezende Filho.


Gabriel Valadão e João Bráulio Moinhos de Vilhena Júnior iniciaram os entendimentos junto à Mere Angelina, que chegara ao Brasil em 1897, nomeada superiora do Colégio de Sion de Petrópolis, com o objetivo de criar em nossa cidade o Colégio de Sion, administrado pelas irmãs dessa recente ordem das Irmãs de Sion, fundada na França, para criação de colégios que ofereciam educação rígida e esmerada para moças. O fato de a França, à época, ditar o modelo de educação, levou a sociedade Campanhense a se interessar pela vinda da irmãs francesas, com intuito de aprimorar o sistema educacional, com oferta do ensino feminino e confessional na cidade e na região Sul Mineira.


Convidada a visitar Campanha, Mère Angelina, acompanhada de sua secretária, irmã Joaquina, chegam à cidade e, tendo dela a melhor impressão, decidem de imediato pela escolha do local para instalação do colégio. Foi escolhido o imóvel que pertencera ao Senador Evaristo da Veiga, no mesmo local onde se encontra as soberbas instalações do Colégio de Sion.


O Colégio, que funcionou entre 1904 a 1965, foi responsável por educar na forma de internato e semi-externato as meninas da elite Sul Mineira (Meninas de Sion), como eram conhecidas e também meninas pobres da região (Martinhas). Manteve uma divisão entre estas duas categorias, já que o tratamento era diferenciado. Preparava as primeiras para exercer papéis de liderança familiar, como boas esposas e mães, como também para exercer a profissão de professoras. Já as meninas pobres eram preparadas essencialmente para o trabalho doméstico.


O Colégio instala-se na cidade como uma forma de fortalecer e ampliar o perímetro de influência da Igreja Católica, com uma nova roupagem e atendendo aos anseios do desenvolvimento do capitalismo.


No ano de 1906, a nova casa de Sion inicia as suas atividades em nossa cidade. Foram muitas as alunas da Campanha e da região Sul Mineira que se matricularam na nova instituição. Citamos aqui algumas Campanhenses do período de 1906 a 1920: Maria das Dores Paiva de Vilhena, Maria Amélia Veiga de Oliveira, Maria do Rosário Paiva de Vilhena, essas três ingressaram na ordem, tornando-se Irmãs de Sion. Maria da Conceição de Vilhena Lisboa, Hilda de Oliveira Ferreira, Ordália de Oliveira Ferreira, Laura Bressane de Azevedo, Dora Ayres, Edite Souza e Silva, Alvarina Silva, entre outras.


Em 1906, Charles Noguères, cidadão francês, junto com o Cônego Joaquim Timóteo Soares, sob a inspiração do Monsenhor João de Almeida Ferrão, fundam o Ginásio Santo Antônio de ensino secundário para rapazes.


Em 21 de abril de 1908, foi instalado o Grupo Escolar da Campanha, denominado Zoroastro de Oliveira. Ao longo de sua existência, o Grupo foi dirigido por importantes personalidades de nossa cidade, como Dr. Júlio Pereira da Veiga, Dona Matilde Mariano, Dr. José Braz Cezarino, Dr. Serafim Maria Paiva de Vilhena, Prof. Júlio Bueno, Dona Maria Conceição de Vilhena Lisboa


Em 1909, Dom Ferrão funda o Seminário Nossa Senhora da Dores, tendo como o seu primeiro Reitor, Monsenhor Joaquim Soares.


Em 1910, sob sábia orientação desse extraordinário Bispo, Dom João de Almeida Ferrão, foi criado o Ginásio Diocesano São João que, em sua longa e gloriosa vida de mais meio século, formou várias gerações de jovens, preparando-os para a vida. Muitos daqueles que passaram por essa instituição se tornaram profissionais capacitados e de renome, nos vários segmentos de suas atividades profissionais.


Em 1915, inaugura-se em Campanha o externato para cursos primário e secundário para rapazes, sob a orientação do Professor Raul Ramos da Costa, auxiliado pelos prefessores Diaulas José de Lemos e Rubens Rezende.


Em 1929, ocorre o restabelecimento da Escola Normal da Campanha, sendo nomeado como seu primeiro Diretor o Prof. Juscelino Teodoro de Aguiar Júnior, que a instalou, tendo sido, em seguida, sucedido pelo Prof. Francisco de Melo Franco.


No ano de 1964, instala-se na cidade o seu segundo Grupo Escolar, que recebeu o nome de Dom Inocêncio, em homenagem ao segundo Bispo da Campanha.


Por último, assinalamos, como merecido destaque, a criação de ensino superior que tanto se orgulha Campanha. Uma instituição radiante e vitoriosa, graças ao idealismo do Campanhense de nobre origem, o Desembargador e Comendador Manoel Maria Paiva de Vilhena, uma bandeira de civismo e de grandeza cultural.


As faculdades Integradas Paiva de Vilhena, são, sem dúvida alguma, a culminância de um processo que, possivelmente, estivesse em gestação no seio da sociedade Campanhense e nasce pelo o idealismo de um obstinado, legítimo representante dessa sociedade, como afirmação de que Campanha sempre foi e será o centro irradiador de cultura e o viveiro dos melhores troncos que povoaram esse abençoado solo Sul Mineiro. Não à toa, ela foi cognominada "a Atenas do Sul.
Tarcísio Brandão de Vilhena
tb.vilhena@terra.com.br
http://vilhena.blogspot.com

Arquivo Púlico Mineiro
Alfredo de Vilhena Valladão
Antonio Casadei
Francisco de Paula Ferreira de Rezende

É PROIBIDO.





É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

DICA DE LEITURA - ADÉLIA PRADO.

Adélia Prado (escritora)

Clarissa Pinkola Estés - Mulheres que Correm com os Lobos: Mitos Histórias - Rocco


"O livro trata da questão feminina pela via das fábulas, dos mitos, dos contos de fada. Ele anula nossas defesas racionais e nos toma pela força do simbólico até a alma", diz a autora, sobre um de seus livros preferidos

DR. DEUSDETH DO NASCIMENTO

Ascensão social traz exemplos de superação

Na trajetória do médico Deusdeth do Nascimento, esforço para atingir os objetivos



28 de março de 2010 | 0h 0
Bruno Boghossian - O Estado de S.Paulo
  • O caminho trilhado pelo dr. Deusdeth do Nascimento, entre a infância pobre no interior da Bahia e o reconhecimento como referência em cirurgias de coluna, deixou marcas em 

  • Salvador, na Selva Amazônica e em Paris. O ortopedista superou estigmas raciais ao mudar de cidade com a família aos oito anos para estudar em escola pública, viver em áreas de fronteira e contrair empréstimos para se pós-graduar no exterior, seguindo princípios resumidos por ele mesmo: "Sempre conseguimos ir além daquilo que julgamos ser o limite".
Médico respeitado, dono do Centro Especializado da Coluna Vertebral e presidente do conselho deliberativo da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), Deusdeth deixou para trás a vida simples em São Roque, distrito do município de Coaraci, a 443 km da capital baiana, e hoje mora em um condomínio fechado na orla da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
Deusdeth se esforçou para vencer dificuldades enfrentadas por negros no País. Apesar de mostrar desconforto para discutir o tema, o médico usa sua história como exemplo de superação. "Não se pode negar que existe preconceito, mas não se pode ficar em um muro das lamentações, porque, assim, não se chega a lugar algum", afirma. "Hoje, me sinto confortável, sem essa fixação com a questão racial."
Nascido em 1948, Deusdeth estudou em escolas públicas e precisou recorrer a um programa de crédito estudantil para pagar o curso de Medicina na Universidade Católica da Bahia. No segundo ano, já acompanhava cirurgias e passou a morar no quarto dos plantonistas. Servindo ao Exército, passou 19 meses na Amazônia, na fronteira com Venezuela e Colômbia, e se endividou novamente para pagar o curso de pós-graduação na França.
"Nada cai do céu. Se há algum problema, você deve se esforçar para buscar o seu objetivo." A determinação é tanta que Deusdeth costuma se levantar às 4h30 e entrar na sala de cirurgia às 6h, para operações que duram até oito horas. Entre reuniões na ABBR, o atendimento na clínica particular e visitas a pacientes, dedica à medicina 14 horas por dia.
Esforço

DEUSDETH DO NASCIMENTO
MÉDICO ORTOPEDISTA

"Não se pode negar que existe preconceito, mas não se pode ficar em um muro de lamentações"

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

DICA DE LEITURA - CÉSAR CIELO

César Cielo (campeão olímpico)

Fonte: Blog do Galeno.

Lair Ribeiro - O Sucesso Não Ocorre por Acaso - Moderna


O livro favorito do nadador, ganhador do ouro nos 50 metros livre nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, é um best-seller que já foi lançado em vários idiomas. A obra busca mostrar a diferença entre as pessoas bem sucedidas e aquelas que batalham toda uma vida sem alcançar o êxito desejado.

VENDO ECOSPORT 2.0 CÔR PRETA

 VENDE-SE Veículo ECOSPORT 2.0 ANO 2007 FORD   -  CÔR PRETA KM: 160.000 R$35.000,00 Contato: 9.8848.1380

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