5 universidades brasileiras estão entre as 10 melhores da América Latina
USP lidera a lista da QS para a região, seguida pela Unicamp e pela Pontificia Universidad Católica de Chile
A Universidade de São Paulo (USP) voltou a liderar o ranking das melhores universidades da América Latina publicado pela Quacquarelli Symonds (QS), renomada empresa britânica especializada em avaliação educacional, após ter perdido a liderança em 2014 para a Pontificia Universidad Católica de Chile.
Na lista deste ano, o segundo lugar ficou com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e há outras três instituições brasileiras no top 10 do QS: a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que ficou em 5º lugar, a Unesp ficou em 8º e a Universidade de Brasília (UnB) ficou em 10º.
Como em anos anteriores, o Brasil continua a dominar o ranking, com 17 instituições entre as 50 melhores. Um comunicado da QS ressaltou o desempenho "particularmente impressionante" da Universidade de Brasília, que saltou sete posições no ranking deste ano.
O avanço da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Federal de Santa Catarina também foram destacados. Ambas ganharam 17 posições e saltaram das posições 40º e 41º, para 23º e 24º, respectivamente.
Produtividade
O instituto também deu destaque para o fato de nove entre as 10 melhores instituições no quesito produtividade, ou seja, estudos publicados.
No entanto, o Brasil teve um desempenho inexpressivo no que concerne o impacto dessas investigações, que diz respeito ao número de vezes que esses estudos foram citados por outros papers.
Diretor de pesquisa apontou que alto número de estudantes das faculdades da região são um problema, já que as universidades que lideram a lista geral, como Oxford, têm menos alunos.
"As universidade do México, Argentina e Colômbia se destacam em certas áreas, mas seguem atrasadas na tarefa de conseguir uma consistência no desempenho geral, como as instituições do Brasil e do Chile", afirma Ben Sowler, diretor de pesquisas da QS.
"O alto número de estudantes por professor é um problema para várias instituições educacionais públicas da região."
De fato, as universidades que lideram o ranking geral da QS (divulgado no ano passado) têm bem menos alunos do que as brasileiras.
Os primeiros lugares do ranking mundial são ocupados por, respectivamente, MIT (com 11 mil alunos), Cambridge (18 mil), Imperial College (14 mil), Harvard (21 mil), Oxford (22 mil), enquanto a USP tem mais de 90 mil estudantes.
Realizado desde 2011, o ranking leva em consideração indicadores como produtividade, impacto dos estudos, presença online, proporção de professores com PhD e reputação acadêmica e dos funcionários.
Era só uma brincadeira em família. Sophia já não estava mais tão interessada nos livros que os pais, Rodrigo e Paula, tinham em casa. Queria algo diferente, já que estava aprendendo a ler e escrever. Com o auxílio dos pais e da irmã Julia, deu forma à imaginação criando uma história divertida com personagens especiais. O livro Quanto é 3 + 2? foi montado nas férias da família Hoepers/Costa, nas férias de 2014, quando Sophia tinha 7 anos, se tornou realidade pelas mãos dos estudantes do 1º ano do curso técnico de Comunicação Visual.
A proposta era transformar a história de Sophia, montada num livro rústico, com o apoio da família, em um livro de verdade, com capa dura e desenhos coloridos. “Queria muito escrever um livro. Gosto de ler, principalmente textos grandes. Eu leio um pouco por dia”, comenta Sophia Hoepers Costa, 8 anos, estudante do 2º ano do ensino fundamental do Sesc. “Sempre procuramos estimular a leitura”, afirma a mãe Paula Hoepers Costa.
Estimulados pela professora Rafaela Monteguti, os estudantes receberam o material da pequena escritora e trabalharam os conteúdos propostos. “Eles se envolveram realmente, foi um mês de muito trabalho e dedicação. Era um livro apenas e todos tiveram que atuar em equipe porque deveria haver uma continuidade”, ressalta a professora.
O orgulho de ver o material impresso foi dividido na tarde desta quinta-feira, dia 28, pela autora e pela turma, no dia do lançamento da publicação. “Foi uma experiência nova. Nunca pensei em fazer e agora estou muito feliz, é uma área que quero atuar”, conta a estudante Stefany Chini, 15 anos. Além dela, outros 14 colegas também participaram de todo processo produtivo da publicação,
A turma se uniu e fez a impressão de um livro, em tamanho normal, para Sophia. Também reproduziu a história em pequenos livretos que foram autografados pela autora. O pai, Rodrigo Costa, professor da Satc, não escondeu o orgulho com o trabalho da filha. “Foi uma brincadeira que se transformou em algo real”, diz.
Turma de Românticos Conspiradores: Dentre eles: José Pacheco, Regina Pundek, Karina Pereira da Silva, Edileuza Camargo, Heloisa B. Moraes, Ely Paschoalick, Tina Carvalho e Maria Regina Potenza. Participantes 4º ENaRC, Boiçucanga, 13 e 14/JUN/2015, em Praia de Boiçucanga Foto de Alexandre Amorim Ranali David. Postado por
Job
Menezes - Ana Paula Casal Rey.
Uni Duni Ler cria clube de leitura de bebês em Brasília
Brasil Literário
O perfil do Uni duni Ler mudou nos últimos meses. "O que começou como uma ação de leitura pequena, apenas com poucos pais de uma única creche, cresceu bastante e hoje virou um núcleo de ações permanentes de incentivo à leitura com o clube de leitura dos bebês, que agora se reúne mensalmente", explica Alessandra Pontes Roscoe, coordenadora do Núcleo.
Ela conta que os integrantes do Núcleo sugeriram aos pais do primeiro "clube de bebês", cujos filhos têm hoje entre 5 e 7 anos de idade, a darem continuidade ao projeto, aos encontros do clube e à troca de livros. "Comecei meu 2015 me sentindo orfã daqueles leitores que aprenderam a amar os livros e a leitura literária, antes mesmo dos primeiros passos e das primeiras palavras!", se emociona. Mas não parou por aí! Uma vez por mês, eles realizarão, durante o ano, um pique-nique literário, com rodas de leitura e um título indicado também aos pais. "Ficamos muito felizes com a possibilidade de continuar com o Clube, mesmo que de outro jeito! Foi muito gratificante saber que as próprias crianças pediram a volta dos encontros de leitura e que os pais se empolgaram também!", conta Alessandra.
Festival intinerante
Além disso, o Uni duni Ler também se transformou em um Festival Itinerante de Leitura, com visitas a creches e asilos públicos, custeadas por meio de edital pelo Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. A primeira etapa do projeto foi realizada em 2013 e 2014 e garantiu aprovação de recursos para mais dois anos de atividade (2015/2016). Durante o Festival, o acervo do Uni duni Ler percorre regiões em situação de vulnerabilidade do DF com apresentações de escritores e ilustradores convidados, oficinas e formação de mediadores de leitura.
O primeiro sarau de leituras no novo modelo, ocorre nesta segunda quinzena de maio, quando começarão a ser também produzidos os eventos da Segunda edição do Festival Itinerante de Leituras Uni duni Ler, que terá como convidados: Marilda Castanha (MG), Luciano Pontes (PE), Laurent Cardon (França/SP), Guga Murray (RJ), Patrícia de Árias (Espanha/RJ) e Carlos Laredo (Espanha), além de convidados locais. Confira todos os saraus!
Sarau 1, com as escritoras de Brasília, Maria Célia Madureira e Raquel Gonçalves, no Jardim Botânico de Brasília
Sarau 2, com o escritor Jonas Ribeiro (SP), no Jardim Botânico de Brasília
Sarau 3 com Ivan Zigg (RJ) e Tino Freitas ( DF), na sede do Uni duni Ler
Sarau 4, com Laurent Cardon, escritor e ilustrador ( França/SP), no Jardim Botânico de Brasília
Sarau 5, com a escritora e ilustradora Marília Pirillo (RJ), o escritor Jonas Ribeiro, o escritor Tino Freitas (DF), a escritora Alessandra Roscoe (DF), no Vão da Biblioteca Nacional de Brasília
Sarau 6, com o escritor e ilustrador André Neves (POA) e o escritor Leo Cunha ( MG).
Coitadinho é um diminutivo que não cabe para aqueles que desde o nascimento lutam para viver. Afinal, sem ligar se estão ou não dentro dos padrões médicos ditos “normais”, as crianças só querem brincar, descobrir, sorrir. Os pais delas acham mais adequado chamar seus filhos de “guerreirinhos” e, como quem celebra, contam a história dos seus pequenos “com diagnóstico” em Sorrindo para a vida. O livro reúne relatos de onze famílias fortalezenses e já está à venda em prol de instituição carente ainda não definida.
Na última semana, a pedido do O POVO, cinco dessas famílias se reuniram na clínica Therapias, local onde o projeto nasceu em volta do carinho da fisioterapeuta “mais feliz do mundo”, Elizabeth Gurgel, a tia Lila. Ela assina a organização do livro com o pai de uma das crianças, Suderio Magalhães, que teve a ideia da publicação após ver o desespero de uma mãe que não sabia lidar com deficiência.
Paralisia cerebral, Síndrome de Down e autismo não são protagonistas da festa que é a reunião dessas famílias. “Meu filho me ensinou a viver”, resume o pai do Suderinho. Ele conta que durante a montagem da obra chorou lendo cada um dos textos. “Mas o livro traz emoção, não tristeza”, garante.
A cantora da turma é Anna Sophia, 7, que adora a música A Paz, do Roupa Nova. A mãe dela, Caliny Pinheiro, é só orgulho: “Ela consegue fazer de tudo da forma dela, seja educação física ou dança”. Se cair, não tem problema, Sophia já sabe: “Do chão não passa”.
A menina ouviu um “coisa fofa” de Pedro, 3, que chegou todo sorridente, de gel no cabelo. “Ele é bem sociável, acolhedor. Pedro é o nosso grande amor”, diz Maria do Carmo, mãe do garoto. Ela aprendeu com ele que não importa o “tempo que demorar e, sim, a conquista”.
Junto com os outros, Levi se diverte. “Com ele não tem tempo ruim, tem horas que a gente está estressado, mas quando olha, ele está feliz da vida”, diz Daniel Soares, que conta não se incomodar com a palavra “deficiência”, mas prefere dizer que ele só tem “um probleminha”. “É que é tão pequeno diante da nossa felicidade”.
“As conquistas do meu filho são tão grandes que ele ensina que coisas tão pequenas não valem nada. O que vale é o sorriso”, assegura Jô Peixoto, mãe de Laércio Filho. Ela explica que algumas pessoas se afastaram da família por “não olharem bem” para a criança. “Mas a gente não critica e, sim, procurar agir com delicadeza e normalidade”.
O pai do garoto, Laércio, destaca a importância do livro e dos grupos de pais: “Trocar informações e experiências vai fortalecendo a gente para encarar tudo de forma positiva, como tem que ser”.
Faleceu hoje o autor de "Travessia" Fernando Brant. Ele que fez grandes obras musicais, principalmente com Milton Nascimento. Grande perda para a música mineira.
Ilustrador mineiro propõe viagem ao mundo pelos livros
Ângela Faria - Estado de Minas - 30/05/2015
Chargista, ilustrador e escritor, o mineiro Lelis manda para as livrarias 'Hortência das tranças' (Editora Abacatte), uma delicada declaração de amor ao mundo das histórias. A moça do título deixa ensopado e café coado para o marido, enche a mala de livros e sai pelo mundo – de ônibus – espalhando causos inspirados em prosadores como ela: Monteiro Lobato, Franz Kafka, Cervantes e, claro, João Guimarães Rosa.
Gente simples da roça e da cidade toma ciência de aventuras de Quixote, dos aperreios de Riobaldo e Diadorim, assusta-se com a baleia Moby Dicky, diverte-se com a boneca de pano que atazana uma espiga de milho tirada a visconde. Com seu vozeirão, a contadora de histórias Hortência leva meninos, moços e velhos para Praga, uma cidade longínqua onde gente vira inseto.
As belas aquarelas de Lelis conduzem pequenos e veteranos leitores a uma viagem por lugares distantes e perdidos no tempo. À primeira vista, parece um livro infantil. Se as crianças tomam conhecimento de histórias que encantam os pais, quem vai viajar – mesmo – por ali são os adultos...
Ilustrador do Estado de Minas, o autor lançou vários livros, é artista premiado em salões de humor e tem trabalhos editados na França e no Canadá, entre outros países. Neste sábado, das 11h às 13h30, Lelis vai autografar Hortência das tranças no Museu Histórico Abílio Barreto (Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim).
Entrevista: Helena Singer para o Portal do Educador
por Redação em 01/06/2015
Em entrevista para o Portal do Educador, a socióloga Helena Singer, recém convidada para integrar a nova equipe do MEC como Assessora Especial do ministro Renato Janine, fala da necessidade de conceber a educação de modo integral para pensar politicas urbanas que levem em consideração o ser humano antes do automóvel, da indústria e do lucro.
Helena é membro fundadora do Núcleo de Psicopatologia, Políticas Públicas de Saúde Mental e Ações Comunicativas em Saúde Pública da Universidade de São Paulo (NUPSI-USP), Doutora em Sociologia pela USP, com pós-doutorado em Educação pela Unicamp, autora de livros e artigos publicados no Brasil e no exterior sobre educação e direitos humanos. Sua experiência como diretora pedagógica da Cidade Escola Aprendiz, pensando a educação não apenas dentro da escola, mas promovendoterritórios educativos em diferentes cidades do Brasil, contribuiu muito para o novo desafio de desenvolver a inovação dentro do sistema de educação no país.
Da República das Crianças aos Territórios educativos, o que mudou e o que permanece na forma como a Helena concebe a educação? Quando escrevi República das Crianças, mais de vinte anos atrás, estava muito focada na escola e nas relações pessoais que ela promovia. As escolas estudadas naquela pesquisa buscavam criar ambientes educadores que valorizassem a liberdade e ao mesmo tempo criassem espaços coletivos de decisão, democratizando as relações dentro das escolas. De lá para cá, não apenas eu, mas mesmo o movimento das escolas democráticas começou pensar o papel que a escola pode desempenhar no território e na comunidade em que ela está inserida. Não são todas as escolas democráticas que já pensam assim, nem todas que mencionei no livro, algumas tem objetivo mesmo de preservar as crianças dos males que a sociedade pode trazer. Mas experiências nos Estados Unidos, Europa, América Latina e Brasil tem se esforçado para melhorar a situação do seu entorno, compreendendo a escola como parte da comunidade.
De que modo você acredita que sua experiência no Aprendiz pode contribuir com o seu trabalho no MEC?
A experiência no Aprendiz foi o que me abriu a perspectiva de envolver a escola no território e me propiciou conhecer experiências em muitos lugares do Brasil. Assim a experiência do Aprendiz é de onde posso partir para pensar meu trabalho no MEC, jogando luz nas experiências educativas que criam novas possibilidades para as relações internas e externas, se reconhecendo como espaços de produção de conhecimento, de cultura, como agentes socioambientais que transformam o lugar onde estão. O processo de aprendizagem é muito mais efetivo quando se torna um processo de produção e não de reprodução de conhecimentos.
No primeiro volume da serie Territórios Educativos você menciona o movimento de cidades educadoras iniciado em Barcelona em 1990. Qual a importância deste movimento para o Brasil?
A proposta da cidade educadora de Barcelona é importante porque busca que o planejamento urbano seja pensado para as pessoas, para a promoção da qualidade de vida; o ponto de partida são as pessoas, não o crescimento econômico. A partir da experiência de Barcelona, criou-se a Associação Internacional de Cidades Educadoras que é importante para a promoção destas ideias, embora muitas das cidades que ali estejam não as implementem de fato. A cidade educadora traz uma visão de educação muito alargada, como um ambiente de desenvolvimento humano para todas idades, do bebe ao idoso. Os planos diretores conversam com os planos municipais de educação, de cultura, da assistência social, e toda esta articulação orienta os planos locais, de modo a pensar os territórios a favor da qualidade de vida. Qualidade de vida no sentido das pessoas poderem se desenvolver plenamente, nos aspectos intelectual, afetivo, social, cultural, para atingir o estado de felicidade, não pequenos episódios de alegria, mas atingir um bem estar permanente, o que depende de relações humanas de qualidade, assim como realização pessoal, profissional, familiar...
Você menciona o trabalho desenvolvido em 1980 por Darcy Ribeiro em conjunto com Oscar Niemeyer no CIEPs, no RJ, como uma forte referência para pensar os territórios educativos. Existe espaço hoje no Brasil para pensarmos o planejamento urbano de modo a associar arquitetura e educação nas grandes capitais?
Os CIEPs foram uma referencia importante para educação integral, assim como os CEUs e as Escolas Parque propostas por Anísio Teixeira em Brasília. Estes projetos buscavam que a escola tivesse os recursos e infraestrutura necessários para dar conta do desenvolvimento humano integral, com clareza de que a sala de aula não é suficiente, que precisamos de outras estruturas que possibilitem outras experiências. Mas o território educativo vai além disto, com um investimento no mapeamento do bairro, no que há de possibilidades para o território educativo, com as pessoas que ali vivem, com os recursos disponíveis ali. A arquitetura do prédio escolar, a gestão do espaço assim como do tempo compõem a matriz de toda instituição, então os espaços que não são formados por salas e corredores como na maior parte das escolas, mas que possibilitam vivências artísticas e ambientais são fundamentais para o desenvolvimento integral. E o planejamento urbano vai pensar como a politica de transportes, por exemplo, da cidade, vai propiciar que as pessoas possam usufruir do que ela oferece, assim como a politica de habitação vai oferecer moradia digna... Trata-se de uma politica urbana que leva em consideração o ser humano antes do automóvel, da indústria, do lucro.
Como você acredita que podemos articular melhor o planejamento, a distribuição e a gestão dos recursos de modo que possamos transformar nossos territórios em lugares de aprender?
De um lado, tem uma questão que é da formulação da política publica que precisa convergir e articular superando uma lógica de departamentos onde cada um faz seus programas visando um determinado aspecto da existência humana. As politicas precisam ser formuladas visando a integralidade, visando a criança, não o aluno, o usuário do equipamento de saúde ou da cultura. Formular uma politica voltada para o desenvolvimento integral da criança, propondo o que é preciso que venha da educação, da saúde, do esporte, da cultura, da assistência social. Por exemplo: muitas vezes acontece de uma criança ser encontrada vivendo nas ruas do centro da cidade e ser levada para a escola da região; ao chegar lá, a escola não encontra uma matrícula daquela criança no sistema e então compreende que ela não é da sua alçada, não é um “aluno”. Em outras situações, a criança passa mal na escola, mas não pode ser atendida no posto de saúde porque não mora no bairro e o posto só atende moradores.
De outro lado, comunidade também não costuma se articular Não é comum que as escolas dialoguem com as associações de moradores, os coletivos de cultura, os equipamentos da saúde, os conselhos locais. A politica publica pode induzir e favorecer a integração, mas a comunidade precisa se organizar para isto. A articulação tem que acontecer nas duas pontas, na formulação das politicas públicas e na sua apropriação pela comunidade.
O que você pensa sobre a redução da maioridade penal? Acredita que medidas como esta são eficientes no combate a violência?
Não acredito que a redução da maioridade penal vá fazer alguma diferença para reduzir a criminalidade ou atos violentos no país. Assim como não acredito que o sistema penal como um todo tenha impacto na redução da violência. A lógica do sistema penal é, como o nome diz, penalizar, atender o desejo de punição que marca a nossa sociedade. É uma contradição em relação papel que se espera do Estado que, no que se refere aos conflitos, deveria colocar fim à sucessão de atos de vingança que leva à escalada da violência no mundo privado. Teoricamente, o Estado deveria exercer o papel do interventor que coloca fim no conflito por meio de um sistema racional e justo. No entanto, não é isso que acontece de fato. Todo o processo, desde a primeira intervenção policial até a efetivação da pena nos presídio, passando pelo processo judiciário, é marcado pela violência e discriminação. Trabalhei isso no meu livro Discursos Desconcertados. O que reduz a violência são experiências em que as comunidades se organizam, fazendo crescer o nível de confiança entre as pessoas dali, impedindo que estruturas criminosas se fortaleçam. Políticas de combate à violência deveriam focar nisso. Em relação especificamente à redução da maioridade penal, ela vem atender a um forte desejo das forças conservadoras da sociedade brasileira de controlar e punir nossos adolescentes. É disso que se trata, não da redução da violência.
Na sua avaliação quais as maiores desafios a serem enfrentadas nos próximos anos para que possamos promover uma educação pública integral, viva e democrática? O maior desafio é sempre a transformação da cultura, há um limite do que a politica e as instituições podem fazer, este limite é dado pela cultura dos pais, dos estudantes, supervisores, da mídia. O que domina é uma visão que reduz educação à escolarização e que mantém um imaginário de escola formado por relações hierárquicas, conhecimento fragmentado, corpos controlados. Transformar esta visão, dar espaço, visibilidade a outras propostas, levar os meios de comunicação a tematizarem a educação de outra forma são estratégias importantes para enfrentar o desafio de transformar em larga escala a educação pública brasileira.
Como você enxerga e define o conceito de educação integral?
Educação integral é uma proposta que integra diferentes espaços, agentes, tempos e recursos de um território em busca de um projeto que promova o desenvolvimento integral, em todas as dimensões, das pessoas daquele território. A integralidade está, portanto, no princípio, na visão, no meio, que é o método, e no final, no objeto.
Comentários – inovação – quanto que é inovador tudo isto que estamos falando Os adjetivos escolas democráticas, educação integral, eles vem para diferenciar experiências localizadas, mas estamos falando de transformar a educação como um todo e quando atingirmos isto, não precisaremos de adjetivos que diferenciem determinadas propostas. Inovação é tudo que ajuda a transformar a educação neste sentido, da participação, da integração, do respeito à singularidade de cada de um, de valorização da potência das novas gerações para criar um mundo novo. O ministro Renato Janine vem falando de criatividade, o que faz muito sentido nesta perspectiva.
CURSO DE REIKI – NÍVEL I –
1º Grau “O Despertar” Programação do Curso A História e a Definição do Reiki;
Os Cinco Princípios do Reiki; Conceito de Energia e Campos de Energia; Chakras, Plexos e Glândulas (corpo físico); Prática do auto tratamento e posições para auto aplicação; Símbolos como amplificadores e direcionadores de energia; Ciclo de autolimpeza – 21 dias para trabalhar a auto cura; Treinamento para visualização de Aura; Cura Prânica / Varredura de limpeza; etc.
“O Reiki 1º Grau habilita o iniciado a aplicar a energia Reiki em: plantas, animais, objetos, etc... e fazer a auto aplicação com o toque suave das mãos.”
O tratamento de Reiki proporciona um sentimento profundo de paz, relaxamento e resgata o equilíbrio de todos os níveis do Ser. Sendo indicado para tratar dores e doenças físicas. Restaura o equilíbrio emocional, tratando depressão, ansiedade, medos, entre outros. Acalma a mente, alivia o stress e esgotamento mental. Fortalece a imunidade e equilibra o funcionamento de todo o organismo. Restaura todo o nosso corpo energético e espiritual, ativando a nossa luz interior.
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Horário: 09:00 às 17:00 (com intervalos para café e almoço)
Local: Rua Dr.Cezarino 658 – Campanha - MG
Investimento: - R$ 60,00
Telefones para inscrição e informações: 9984 4953 - 9705 0417
E_mail: ilangrafe@uol.com.br
Instrutor máster em Reiki: ISAEL LANGRAFE
O curso será ministrado com recursos de áudio / Vídeo que irão possibilitar aos participantes melhor compreensão e funcionamento desta maravilhosa energia. Será também fornecido uma apostilha completa + certificado de participação.
Fones para inscrição e informações: 9984 4953 / 9705 0417
Repasso aos interessados uma mensagem enviada por um grande amigo de infância, o culto Dr. Misael dos Santos Sá. E é sempre bom lembrar que Shakespeare em 2016 completaria 400 anos de nascimento. Um belo motivo para uma grande comemoração.
Mesmo longo (quase 1 hora e meia), vale a pena ver todo o vídeo sobre
"Hamlet de Shakespeare" em evento do Café Filosófico patrocinado pela CPFL (cia
fornecedora de energia elétrica do interior de São Paulo).
Apresentado pelo Leandro Karnal, doutor em História Social e professor da
Unicamp, é uma gostosa aula comparada entre a peça teatral e os problemas do
homem atual, motivo para importantes reflexões sobre o comportamento do ser
humano que habita qualquer um de nós.
Conheça 22 espécies de árvores que não devem ser plantadas
nas calçadas
Você já deve ter ouvido falar que algumas
árvores têm raízes agressivas, capazes de destruir tubulações enterradas,
calçadas, pavimentos, muros, etc. Eu não acredito que as raízes sejam
realmente agressivas, elas não querem o mal, apenas são vigorosas e com
crescimento superficial, que engrossam com o tempo e acabam por resultar em
efeitos catastróficos nos ambientes urbanos.
O que acontece na
verdade é uma má escolha das espécies acompanhado muitas vezes de um plantio
inadequado. Nem sempre uma árvore bonita, com uma floração espetacular é
indicada para áreas calçadas, estacionamentos e pequenos
quintais.
Elas são perfeitas
para serem admiradas em toda sua majestade em grandes áreas abertas, como
parques, praças e fazendas. Tenha em mente, que mesmo as espécies recomendadas
precisam de uma área mínima de absorção de água no canteiro para que não
apresentem raízes agressivas no futuro. Além disso, de nada adianta insistir
nestas espécies, plantando elas dentro de manilhas de concreto. Você estará
desvirtuando a natureza da árvore, prejudicando seu desenvolvimento e ainda
assim suas raízes destruirão as manilhas com o tempo, surgindo um pouco mais
distantes.
Abaixo segue uma lista de espécies de árvores comumente
encontradas nas grandes cidades, mas que podem representar um grande
inconveniente para as construções e pessoas, seja por suas raízes
“agressivas”, seja por frutos grandes e pesados, folhas ou flores escorregadias,
derrama natural perigosa, tronco frágil e suscetível a cupins, entre outros
problemas. Mas, antes de remover uma árvore por qualquer um destes motivos,
solicite a avaliação técnica de um engenheiro agrônomo ou florestal para
verificar se realmente há problemas ou se haverá no futuro.
1. Salgueiro-chorão – Salix x pendulina: Copa
inadequada para as calçadas, atrapalha os transeuntes. À procura de água, os
chorões têm tendência a destruir tubulações de água e esgoto
enterradas.
2. Flamboyant – Delonix regia: Raízes tabulares,
muito superficiais e agressivas.
3. Ficus – Ficus benjamina: Atinge grande
dimensões. Nunca para de crescer. Apresenta raízes superficiais e
adventícias.
4. Paineira-rosa – Ceiba speciosa: Árvore de
crescimento vigoroso, grande porte, que apresenta madeira frágil, tronco
recoberto de espinhos. Sujeita à quebra.
5. Pau-formiga – Triplaris americana: Madeira
leve, raízes superficiais, grandes dimensões e atrai
formigas.
6. Eucalipto – Eucaliptus spp: A maioria das
espécies apresenta grande porte, sistema radicular superficial e derrama
natural.
7. Abacate – Persea americana: Árvore de madeira
frágil, com tendência à quebra e que pode atingir grandes proporções. Frutos
grandes, que provocam sujeira.
8. Manga – Mangifera indica: Sistema radicular
superficial, frutos grandes que provocam muita sujeira.
9. Guapuruvu – Schizolobium parahyba: Árvore de
crescimento vertiginoso e porte avantajado. Madeira muito frágil, sujeito à
quedas e quebra dos ramos.
10. Pinheiro-do-paraná – Araucaria angustifolia: Árvore nativa de grandes dimensões, seu maior problema é a derrama natural.
Em locais com muitos exemplares, é indicado um programa de podas para evitar
a derrama. Suscetível a cupins.
11. Jaca – Artocarpus heterophyllus: Árvore de
frutos gigantes que podem causar sérios acidentes, caindo sobre automóveis e
ferindo pessoas.
12. Chapéu-de-sol – Terminalia catappa: Sistema
radicular superficial. Copa pode atingir grande proporções.
14. Plátano – Platanus x hispanica: Grandes
dimensões e raízes superficiais. Exige podas anuais e suas folhas provocam
muita sujeira. Tronco suscetível a brocas.
15. Tulipeira – Spathodea campanulata: Flores com
pólen tóxico às abelhas. Por ocasião da queda, as flores são mucilaginosas e
escorregadias. Raízes superficiais.
16. Grevilha – Grevilea robusta: Sistema radicular
superficial e vigoroso.
17. Tipuana – Tipuana tipu: Porte avantajado,
raízes agressivas e madeira frágil, que é mais propícia a quebras e
cupins.
18. Álamo – Populus nigra: Raízes
agressivas.
19. Abricó-de-macaco – Couroupita guianensis – Também conhecida como bola-de-canhão. Seus frutos são grande, pesados e
mal cheirosos, podem provocar acidentes e muita sujeira.
20. Falsa-seringueira – Ficus elastica: Como as
outras figueiras, esta apresenta tronco de grande diâmetro, raizes adventícias e
superficiais.
21. Pinheiro – Pinus spp: Muitas espécies de
grande porte, suscetível a cupins e com derrama natural.
22. Jambolão – Syzygium jambolanum – A queda dos
pequenos frutos provoca muita sujeira em calçamentos, áreas de
estacionamento e em automóveis.