quinta-feira, 5 de novembro de 2015

COMO A INVEJA ATUA EM NOSSAS VIDAS?

Como a inveja atua em nossas vidas?

inveja
  Como a inveja atua em nossas vidas?
Todos nós já ouvimos falar sobre a “inveja boa”, no entanto, este é um sentimento cheio de rancor e maus desejos. O que acontece é que, muitas vezes, para diminuir o efeito que a palavra “inveja” tem, costumamos dizer “inveja boa”, com o propósito de que não seja levado como um sentimento negativo a alguém. Mas será que existe mesmo isso de “inveja boa”? Ou simplesmente trata-se de uma falsidade dita para soar bem na frente dos outros?

Por que a inveja surge?

A inveja pode ter muitas origens, mas quem mais influencia nesse sentimento negativo para com os demais, é a própria pessoa e sua forma de ver a vida. Geralmente, esta emoção surge devido as frustrações pessoais, a baixa autoestima, ou a dificuldade em alcançar objetivos planejados para a vida. Este sentimento aparece quando as pessoas que estão ao nosso redor têm uma condição de vida um pouco melhor, e essa situação não é bem aceita. A insegurança é outro fator que torna possível o aparecimento deste ressentimento.
O desejo de conseguir o que os demais possuem ou de ter uma vida similar a dos demais é uma amostra muito clara de que a pessoa é insegura e egoísta. Geralmente, podemos observar este profundo sentimento negativo em nosso meio familiar, ou entre amigos; convivemos com pessoas que não são capazes de se alegrar com os bons momentos das outras.

A inveja pode ser classificada como uma atitude positiva e saudável?

A inveja é um sentimento negativo, composta por outros estados emocionais como o rancor, avareza ódio, frustração. Ela nunca poderá ser classificada como um sentimento positivo ou saudável. O tão popular termo “inveja boa” não é nada além de uma máscara, que esconde a verdadeira face da inveja.
As pessoas que sentem inveja de forma constante sofrem de uma grande frustração, o que pode levá-las à depressão. A inveja é associada à baixa autoestima, ao medo, à insegurança, assim como a depressão. Então, falar sobre “inveja boa” pode ser considerado, acima de tudo, como uma maneira de atenuar o discurso… ou seja, de esconder os sentimentos negativos que as pessoas têm para com as outras.
Fonte:A Mente é Maravilhosa

É INACREDITÁVEL, MAS É VERDADE.

O governo federal abriu uma turma de direito na UFPR de 60 alunos exclusiva para o MST.
Quando me contaram não acreditei, mas achei hoje no site do próprio MST... Com auxílio moradia e outros benefícios.... e você teve que enfrentar o VESTIBULAR ou PAGAR pelo ensino.
http://www.mst.org.br/2014/11/06/ufpr-abre-vagas-de-direito-para-assentados-acampados-e-quilombolas.htmlPor que o MST pode ter direito e os demais cidadãos pobres e trabalhadores não?! Que fase desse país!!
Primeiro fizeram os grileiros, hoje guerrilheiros, estão formando células de guerrilha petista, isso é de arrepiar. E o pior, nos escravizando. Já pensou quando esses caras forem juízes, promotores e delegados?! É o poder na mão de malucos doutrinados! A coisa já está feia vai ficar pior. Coitados dos nossos filhos e netos!!!
Se não fizermos alguma coisa para impedir a escalada do PT, eles irão inviabilizar este país.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

NOVOS RUMOS PARA A NOVA EDUCAÇÃO.

Novos rumos para a nova educação

29/10/2015
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No começo de 2002, 21 computadores da escola municipal Presidente Campos Salles, localizada na favela Heliópolis, em São Paulo, foram roubados. O diretor da época, Braz Rodrigues Nogueira, resolveu mobilizar a comunidade para encontrar os responsáveis e recuperar os equipamentos. Bateu de porta em porta, conscientizando os moradores de que os computadores eram propriedade de todos os alunos, e que foram instalados para melhorar o acesso das crianças a diferentes fontes do conhecimento. Três dias depois do ocorrido, Nogueira foi abordado na rua pelo líder de uma facção, que bloqueou a passagem do diretor com um carro. Abaixou o vidro, pediu desculpas e informou que os computadores da escola seriam devolvidos imediatamente. “Naquele momento, decidi derrubar todos os muros que separavam a escola da comunidade”, afirma Nogueira.
“Heliópolis tinha toque de recolher nas escolas. Várias fechavam à noite e a única escola que ficava aberta era a nossa, graças ao bom relacionamento que construímos ao longo dos anos com a comunidade”, destaca Nogueira que hoje é diretor da Diretoria Regional de Educação (DRE) Ipiranga. Com o episódio, ele destaca que aprendeu uma valiosa lição de gestão. “A principal característica de um líder é manter a esperança do grupo”, conta
Campos Salles derrubou não apenas os muros que isolavam a escola de seu principal público. Derrubou também as paredes internas. As 12 salas da escola foram transformadas em quatro grandes salões. As mesas individuais foram substituídas por mesas maiores, para acomodar quatro alunos cada, trabalhando em equipe na realização de atividades escolhidas por elesdentro do escopo curricular. Desta forma, explica Nogueira, os alunos são estimulados a sanar dúvidas entre si, a ajudar uns ao outros. As aulas são interdisciplinares, ministradas por três professores ao mesmo tempo. A instituição não fecha as portas nem de finais de semana, quando a comunidade pode realizar atividades culturais que ela propõe. “Educar é responsabilidade de toda a sociedade, da família à escola”, acredita. A estratégia de construir conhecimento em conjunto com a comunidade teve reflexos em diversos indicadores, como os de rendimento e evasão escolar.
O exemplo de Heliópolis revela como a educação segue modelos que se adaptam ao seu contexto específico. Assim, os especialistas apontam que a comparação do modelo de ensino brasileiro ao de países desenvolvidos acaba por nos induzir ao erro de tratar diferentes como iguais. Há uma realidade social, econômica e política bastante peculiar ao país que não deve ser ignorada na hora de discutir qual é o melhor sistema educacional a implantar. Ainda assim, a escola Campos Salles é um exemplo de como nem sempre é preciso despender um grande volume de recursos, nem é mandatário pertencer ao primeiro mundo, para incorporar métodos de ensino inovadores. O tema foi mote do Seminário internacional liderança e inovação na educação, promovido pelo jornal EL PAÍS, em conjunto com a Fundação Santillana, com patrocínio da Fundação Telefônica Vivo, em São Paulo, na última sexta-feira (18).
Segundo o britânico David Albury, especialista em inovação na educação, e diretor da Global Educational Leadership Program (GELP), casos como o da escola de Heliópolis demonstram que o debate em torno da qualidade de ensino não pode estar centrado na quantidade de recursos disponíveis, mas sim na forma como o conteúdo é difundido na sala de aula. “Mesmo sem equipamentos, infraestrutura adequada e tudo mais, algumas escolas têm conseguido promover grandes mudanças na forma como ensinam”, explica. “Performance e orçamento não estão diretamente relacionados. Educação tem um grande orçamento no Brasil, mas boa parte dos recursos não chegam até os alunos, até às salas de aula. É preciso direcionar os gastos com educação em ferramentas que permitam melhorar a experiência do aprendizado”, complementa.
O orçamento da educação é o terceiro maior entre os ministérios, atrás apenas de previdência e saúde. Para este ano, a Lei Orçamentária Anual prevê recursos de mais de 103 bilhões de reais para o setor. Os investimentos contrastam, contudo, com os resultados que o país obtém nos rankings mundiais que avaliam o desempenho escolar dos alunos brasileiros. A última edição do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) colocou o Brasil no 60ª lugar entre os 76 países avaliados — a Argentina está na posição 62º e a Colômbia, 67º.
Na avaliação de Albury, parte da explicação está na estrutura do aprendizado no país, pautada nos mesmos modelos utilizados há dois séculos. A educação do século XXI, na opinião do especialista, exige métodos mais dinâmicos e aderentes à realidade dos jovens. “Os alunos estão conectados em rede o tempo todo, mas, na escola isso é pouco explorado”, exemplifica. “Os alunos também não são motivados a falar o que querem aprender; a liderarem, portanto, o processo de aprendizado. A grade curricular é pré-formatada, mas ninguém aprende no mesmo ritmo, nem compartilha das mesmas paixões”, complementa.
Albury defende que a diversidade deve ser enxergada como um ativo, e não como um problema, nas salas de aula. Para ele, o professor tem muito a aprender com o aluno que, por sua vez, pode ajudar os colegas que têm dificuldade, ensinando aquilo que sabem melhor. Esta dinâmica, característica do que chama de “educação do século XXI”, pode ser aplicada para minimizar uma das maiores dificuldades que os professores enfrentam nas salas de aula, como a superlotação e a inclusão de alunos com necessidades especiais.
“Há profissionais altamente engajados e apaixonados pelo que fazem e eles precisam ser valorizados. Os salários no Brasil são um problema que precisa ser resolvido, claro, mas a motivação pode partir de outras frentes também”, afirma. Para o diretor do GELP, a forma como o professor aprende a ensinar está ultrapassada. “É muito acadêmica, ideológica e teórica. O país precisa investir na educação continuada de seus professores, priorizando a prática dos diferentes métodos de ensino”, destaca.
O currículo que o Ministério da Educação pretende atualizar é, por enquanto, somente o dos alunos do ensino básico. Na última quarta-feira, o MEC abriu para consulta pública uma proposta de currículo nacional para a educação básica, que deverá ser utilizada pelas 190.000 instituições de ensino desta modalidade do país.
Helena Singer, assessora especial do MEC, pondera que não é somente o currículo que está em reformulação. O ministério planeja esquematizar uma espécie de “mapa da inovação” nas escolas brasileiras. Para isso, abriu uma chamada pública na última quarta-feira (16), com o objetivo de conhecer a distribuição geográfica e o perfil da inovação e criatividade na educação básica e, desta forma, estabelecer políticas públicas para o segmento.
As escolas ou organizações comunitárias que possuem projetos inovadores na educação básica, ou que pretendem implementá-los, devem preencher um formulário padrão no site do MEC até o dia 23 de outubro. A pasta pretende utilizar esse banco de dados para fomentar a reprodução de modelos de sucesso em outras instituições, desenvolver políticas públicas e instigar a pesquisa por meio de parcerias com universidades. “Essas escolas, inclusive, deverão receber professores recém-formados para estágio, uma iniciativa que tende a estimular a disseminação de métodos inovadores de ensino pela rede”, afirma Singer, que preside, ainda, um grupo de trabalho de inovação e criatividade do MEC. Indiretamente, a iniciativa pode fomentar a demanda da comunidade escolar por um ensino mais inovador. “O aluno deve participar mais da construção do projeto pedagógico de sua escola, para que ela esteja mais adaptada às demandas do século XXI”, conclui.
A discussão da inovação, contudo, deve ser feita também no âmbito das instâncias burocráticas. Segundo Ricardo Cuenca, diretor e pesquisador do Instituto de Estudos Peruanos, as escolas enfrentam dificuldades em renovar processos e propor formas diferentes de aprendizado quando as decisões de um diretor de ensino, por exemplo, dependem da aprovação de departamentos e secretarias regionais, de governos municipais e estaduais. “Os diretores respondem para todos os órgãos que estão sob o guarda-chuva do ministério. Não há estímulo para executar tarefas de maneira diferente”, comenta. Segundo levantamento do pesquisador, que estuda o perfil e o papel dos líderes escolares na América Latina, mais de 50% do tempo dos diretores de ensino é gasto com atividades burocráticas de gestão, como administração de recursos, de processos e supervisão de profissionais. Somente 12% do tempo é despendido com questões do dia a dia dos alunos e professores.
Embora Cuenca acredite que a inovação das escolas também passe pela renovação das diretrizes curriculares, ele defende que os governos devem buscar desenvolver políticas que estimulem os líderes escolares a serem agentes de mudança dentro de suas comunidades. Menos de 1% das políticas educacionais desenvolvidas na América Latina nos últimos dez anos tiveram como foco os líderes do setor, estima. “Inovação não se promove apenas pela inserção de tecnologias. É preciso valorizar mais o papel dos diretores e professores da rede pública”, conclui. O "Seminário Internacional Liderança e Inovação na Educação" contou com o apoio da Unesco, Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Editora Moderna.

ERRATICIDADE.

Erraticidade - Segundo André Luiz

Erraticidade - Segundo André Luiz

Até 1943, os espíritas brasileiros tinham sobre a Erraticidade uma idéia um tanto vaga. É verdade que alguns autores espiritualistas falavam dela como algo bem concreto, uma cópia da vida terrena. No entanto, isso não era encarado com muita atenção pela coletividade espiritista.
Eis que, em 1943, tudo muda. Pelo lápis de Francisco Cândido Xavier, André Luiz, pseudônimo de um médico brasileiro, desencarnado na década de 30, envia-nos uma série de obras que começa com “Nosso Lar”.
O livro foi encarado de início com um misto de alegria, perplexidade, cepticismo e desconfiança. “Nosso Lar” era-nos apresentado como uma colônia. Em tudo semelhante à Terra.Hospitais, repartições, ambiente pleno de flores e até de frutos, água, etc.
E não era só. Havia também o famoso “Umbral”, no qual André Luiz passou cerca de 8 anos. Falando de suas vivências, nessa região inferior, este autêntico e maravilhoso repórter de outro mundo, alude inclusive, a necessidades fisiológicas.
Como entender tudo isso? Para compreendermos as informações de André Luiz, necessitamos de algumas idéias-chave:

1. - Evolução Espiritual: Milenarmente acostumados às energias densas da matéria, não seria possível adaptar-nos de maneira imediata a um mundo totalmente sutil, somente acessível aos Espíritos Puros ou Angélicos.

2. – Perispírito: O perispírito, campo eletromagnético, matriz do nosso corpo físico, é ainda matéria, embora quintessenciada. Ora, todos estamos acostumados ao fenômeno do “órgão fantasma” quando se amputa um membro do corpo, durante muito tempo a sensação desse membro permanece.

Conhecemos um caso de um homem que perdeu uma perna e, no entanto, sentia o pé amputado, no chão. Observe-se que não se trata aqui apenas de sensação do membro amputado, mas da percepção da posição deste membro tocando o solo.

3. - Energia Cósmica ou Fluido Universal: A energia que Allan Kardec denominou Fluido Universal é a matriz de todos os elementos do plano físico, logo, devidamente manipulada e combinada, pode reproduzir qualquer dos objetos que nos cercam. (Vide o “Laboratório do Mundo Invisível”, em O Livrodos Médiuns).

4. - Poder do Pensamento: Como porém, manipular a matéria cósmica? Exatamente através do pensamento. Voluntária ou involuntariamente, uma vez desencarnados, criamos tudo a nossa volta. Por sua vez, nosso perispírito conserva impressões e necessidades mais ou menos ligadas ao Plano Físico, de acordo com o nosso progresso espiritual.
Se nos debruçarmos sobre a obra de André Luiz, absorveremos tão copioso manancial de ensinamentos que só podemos perceber nela uma extraordinária continuação da Doutrina Espírita. Confirmando e desenvolvendo o que os Mentores transmitiram a Allan Kardec, André Luiz nos fala das conseqüências, após a morte, de todas as nossas atitudes felizes ou infelizes.
Nosso Lar e outras colônias espirituais são construções do futuro que almejamos para o nosso próprio planeta. O “Umbral” por sua vez, sendo antes de mais nada um estado de consciência, é apenas a exacerbação dos sentimentos de culpa que estavam escondidos dentro de nós.
Tudo começa em nossa própria alma, por isso, na mensagem que antecede o primeiro capítulo de sua obra, afirma André Luiz: “Oh! caminhos das almas, misteriosos caminhos do coração! É mister percorrer-vos, antes de tentar a suprema equação da Vida Eterna! É indispensável viver o vosso drama, conhecer-vos detalhe a detalhe, no longo processo do aperfeiçoamento espiritual!”
Harmonia Espiritual

terça-feira, 3 de novembro de 2015

A ESCOLA COM MAIS AUTONOMIA.

MEC amplia prazo para chamada pública “Inovação e Criatividade na Educação Básica”

29/10/2015
O Ministério da Educação (MEC) estendeu até 11 de novembro o prazo final de inscrição na chamada pública “Inovação e Criatividade na Educação Básica”. A chamada pública busca identificar, reconhecer e mapear iniciativas educacionais que fujam do modelo tradicional, com o objetivo de divulgar essas experiências. Além disso, o MEC pretende, a partir desse trabalho, criar uma política pública que fomente a inovação e a criatividade, estimulando escolas e organizações a colocarem em prática modelos que rompam com o padrão tradicional e que formem os alunos em uma perspectiva de desenvolvimento integral.
“É uma chamada pública para instituições que já praticam a inovação na gestão, na metodologia, na relação com a comunidade, na articulação entre os diversos setores para garantia dos direitos das crianças e jovens. Instituições escolares e não escolares podem se inscrever na chamada pública”, afirma a educadora e assessora especial do MEC Helena Singer, que coordena o grupo de trabalho nacional criado para implementar o projeto. Além do grupo de trabalho nacional, existem outros oito grupos regionais, encarregados de discutir a inovação e criatividade nas dimensões da gestão, currículo, metodologia e do próprio ambiente escolar e identificar experiências inovadoras nos diferentes estados brasileiros.
Outra intenção da chamada pública é dar visibilidade a experiências fora do eixo Rio de Janeiro–São Paulo. Na avaliação de Helena Singer, a grande imprensa acaba deixando de lado experiências inovadoras que acontecem fora desses estados. “O Brasil é muito grande e diverso, a grande mídia está localizada no eixo Rio–São Paulo e termina divulgando apenas o que acontece nesse território”, diz ela. “Tenho certeza absoluta de que existem outras experiências com grupos interessantes, engajados e envolvidos precisando ser também reconhecidos para ter força política e sustentar seus projetos.”
A chamada pública é aberta para escolas públicas e particulares, e organizações não escolares, como ONGs. As inscrições podem ser feitas por meio do site http://criatividade.mec.gov.br até o dia 11 de novembro. A previsão é que o resultado seja divulgado em 11 de dezembro e o mapa das iniciativas esteja pronto já no começo de 2016.

TRANSITORIEDADE DA EXISTÊNCIA FÍSICA.

Transitoriedade da Existência Física

Transitoriedade da Existência Física

Geraldo Campetti Sobrinho

O homem carnal, mais preso à vida corporal do que à vida espiritual, tem, na Terra, penas e gozos materiais. Sua felicidade consiste na satisfação fugaz de todos os seus desejos. Sua alma, constantemente preocupada e angustiada pelas vicissitudes da vida, mantém-se num estado de ansiedade e de tortura perpétuas. A morte o assusta, porque ele duvida do futuro e porque tem de deixar no mundo todas as suas afeições e esperanças.
O homem moral, que se colocou acima das necessidades artificiais, criadas pelas paixões, experimenta, já neste mundo, prazeres que o homem material desconhece. A moderação dos desejos dá ao seu Espírito calma e serenidade. Feliz pelo bem que faz, não há decepções para ele e as contrariedades deslizam sobre sua alma sem lhe deixarem nenhuma impressão dolorosa (O livro dos espíritos, q. 941, nota).
*
Conta-se que no século XIX, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito.
Seu objetivo era visitar um famoso rabino.
O turista ficou surpreso ao ver que o rabino morava num quarto simples, cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco.
– Onde estão os seus móveis? – perguntou o turista
E o rabino, bem depressa, perguntou também:
– Onde estão os seus?
– Os meus? – Disse o turista. – Mas eu estou aqui de passagem?!
– Eu também! – Disse o rabino.
*
A existência material, iniciada no momento da concepção e extinta na denominada morte, é uma passagem. Por mais que dure 80, 100 anos, transcorre com rapidez.
A reencarnação, definida como o retorno do Espírito a um novo corpo físico, constitui-se em valiosa oportunidade de desenvolvimento intelectual e moral. Por essa razão, deve ser bem aproveitada.
A cada dia deveríamos nos preparar para a morte, para bem morrer, considerando ser o passamento a nossa porta de entrada na vida real, permanente. Para isso, é importante aprender a bem viver a existência material, transitória, facultada pela experiência da pluralidade das existências.
Aprendemos com Jesus que é necessário cuidar das duas vidas: a material e a espiritual. Quando nos dedicamos exclusivamente à materialidade, tornando-nos consumistas, hedonistas, egoístas, perdemos a noção dos valores reais com os quais devemos alimentar a intimidade de nossos seres.
A compreensão dos ensinamentos de Jesus só é possível com o entendimento da vida futura.  O maior patrimônio que Deus concedeu aos seus filhos foi tê-los criado Espíritos imortais. A imortalidade é a dádiva por excelência a que o Espírito está destinado por concessão divina.
O Espiritismo combate assim o Materialismo que ainda alimenta o imaginário de boa parte de homens e mulheres que não creem na vida após a morte ou que não dão importância às questões da espiritualidade.
Para otimizar o aproveitamento da nossa atual existência, é importante manter a firmeza da vontade para o cultivo de virtudes imperecíveis que nos conduzirão ao autoconhecimento e realização interior. A melhor maneira de nos autodescubrir é a convivência salutar com os semelhantes.
Extratos do livro Anotações espíritas, ditado por Espíritos diversos e psicografado por Divaldo Pereira Franco. Ed. FEB.

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