quarta-feira, 7 de junho de 2017

IDOSOS ESCREVEM AUTOBIOGRAFIAS PARA SEREM LEMBRADOS POR AMIGOS E FAMILIARES.

Idosos escrevem autobiografias para serem lembrados por amigos e familiares

Chico Felitti - Folha de S.Paulo - 21/05/2017
O fundo da gaveta superior de uma escrivaninha numa casa do Jabaquara, zona sul paulistana, esconde uma obra inédita. Está lá um livro, de 120 páginas, ainda sem título. “É a minha história. E as pessoas só vão ler depois que eu não estiver mais aqui para contar”, diz a autora, Maria, 78.

A escritora, que pediu para não ter o sobrenome publicado, é uma professora aposentada que resolveu colocar no papel sua trajetória.

“Falo da aflição que é criar os filhos. O medo que aquela responsabilidade traz”, afirma.

Mas na obra ela também versa sobre o prazer que foi lecionar por quatro décadas. “Dou conselhos para os meus netos. Coisas que acho que valorizarão mais quando forem mais velhos. A história se repete.”

Maria preparou-se para a tarefa, que já consumiu oito meses. Leu uma dúzia de biografias (entre elas as de Evita Perón e Garrincha) e fez cursos de escrita no Sesc. Em um deles, conheceu o engenheiro químico Clayton Fernandes, 63, que também trabalha nas memórias escritas. Ele, entretanto, quer ouvir as críticas.

O engenheiro iniciou a obra há uma década, com registros sobre a turma com quem trabalhou por 26 anos no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). Com tudo pronto, enviou os textos para os retratados, que gostaram e pediram mais.

Clayton passou, então, a escrever acerca da família. Escolheu a avó Elmira. “Tive uma convivência estranha com ela.” Os dois passavam as férias numa fazenda no sul de Minas. Eram três meses de pouquíssima troca de palavras. “Eu me lembro bem do dia em que assistimos juntos pela TV à chegada do homem à Lua. Ela não acreditava muito naquilo.”

Atualmente, ele se debruça sobre os anos que passou na Freguesia do Ó —ele chegou ao bairro da zona norte aos 11 anos de idade e só saiu de lá quando foi aprovado na USP. “É um exercício puxar a memória. Às vezes, vêm coisas das quais eu nem lembrava.” O manuscrito vai para os amigos do bairro.

Ele, que já escreveu contos e participou de um concurso literário da revista “Piauí”, agora concentra-se na não ficção. “Não sei exatamente por que eu faço isso. Talvez seja porque a gente é a coisa que a gente mais conhece.”


VINHOS SUL MINEIRO SÃO PREMIADOS EM LONDRES COM TECNOLOGIA DA EPAMIG

Vinhos premiados em Londres têm tecnologia da Epamig


A tecnologia da dupla poda da videira, criada pela Epamig, contribuiu para o surgimento de inúmeras vinícolas na região da serra da Mantiqueira, que, agora, estão até ganhando prêmios (foto extraída da fanpage:facebook.com/vinhosmariamaria)
 Minas Gerais é reconhecida como a terra da cachaça, e também já vem sendo chamada de "Bélgica Brasileira", devido ao grande número de cervejarias artesanais. Agora, é a vez do vinho projetar o nome do estado internacionalmente. É o que mostra o resultado do prêmio Decanter World Wine Awards 2017, realizado em Londres, Inglaterra. Dos 27 vinhos brasileiros participantes da premiação, cinco são elaborados com a tecnologia da dupla poda, desenvolvida pelo Núcleo Tecnológico Uva e Vinho da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Caldas, no sul do estado.

O vinho Maria Maria Bel Sauvignon Blanc 2015, vencedor da categoria bronze, é de Três Pontas (MG). A uva é plantada na fazenda Capetinga, do produtor Eduardo Junqueira, e processada na vinícola experimental da Epamig em Caldas. Já os vinhos da vinícola Guaspari – Vista do Chá, Vista da Serra, Vale da Pedra, Vista do Bosque – são produzidos em Espírito Santo do Pinhal (SP), em vinícola própria.

Eduardo Junqueira, produtor do Maria Maria, que carrega esse nome por causa da célebre música do cantor Milton Nascimento, conta que a primeira safra foi produzida em 2013 e que enviou a de 2015 para participar, pela primeira vez, de um concurso. O rótulo sagrou-se vencedor. "No fim do mês de junho, vou viajar para Londres e receber a premiação. É muito gratificante. Foi uma decisão muito acertada ter selado essa parceria com a Epamig, que veio desde a compra de mudas, e dura até hoje, com assessorias técnicas remotas do órgão aqui na minha propriedade", comenta o produtor.

Fabrizia Zucherato, gerente da vinícola Guaspari, credita o nascimento da iniciativa à tecnologia da Epamig. "Nosso impulso foi o uso das podas invertidas, para que pudéssemos colher uvas no meio do ano, pois, só assim, poderíamos produzir vinhos finos numa altitude como essa, em um país tropical", explica a gerente sobre as características da uva destinada à vinicultura. "São 50 hectares de parreiras, todas plantadas com a tecnologia da Epamig. Além do prêmio deste ano, vencemos também o Decanter 2016", complementa Fabrizia.
Foto da fanpage:facebook.com/vinhosmariamaria
Tecnologia mineira
O sucesso no prêmio londrino deste ano é reflexo de um trabalho bem sucedido da Epamig, que aperfeiçoou a qualidade dos vinhos finos produzidos no Brasil em propriedades do sul de Minas, do Rio de Janeiro e de São Paulo. Só nas montanhas mineiras, cerca de 2,5 milhões de litros de vinho são elaborados, incluindo tintos, brancos e espumantes. Trata-se da técnica da dupla poda, que implica na inversão do ciclo produtivo da videira – a planta passa a produzir os frutos o Inverno do Hemisfério Sul.

O método consiste na realização de duas podas: uma de formação dos ramos no mês de agosto; e outra de produção no mês de janeiro. A informação é do pesquisador Murillo Albuquerque Regina, da Epamig em Caldas (MG), responsável por desenvolver a iniciativa. A combinação do tempo seco, dos dias ensolarados e das noites frias ocasionam na colheita de uma uva sã, de maturação plena, que apresenta mais aroma e maior concentração de cor, contribuindo para o incremento da qualidade do vinho. A tecnologia mineira possibilitou a produção de vinhos finos na serra da Mantiqueira, onde, tradicionalmente, eram vistas apenas plantações de café.

Decanter Award
O prêmio Decanter World Wine Award 2017 foi organizado pela revista inglesa Decanter – uma das mais tradicionais e respeitadas publicações sobre vinhos no mundo. Contou com avaliação de mais de 17 mil vinhos, julgados por 219 experts, sendo 65 mestres na área e 20 sommeliers.

Quem se interessar e quiser conhecer o vinho Maria Maria, pode entrar em contato com a vinícola na fanpage www.facebook.com/vinhosmariamaria

(com Agência Minas) - Fonte da matéria: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/vinhos-premiados-em-londres-tem-tecnologia-da-epamig (ilustrações nossa)

terça-feira, 6 de junho de 2017

DEPRESSÃO OU OBSESSÃO? COMO IDENTIFICAR A DIFERENÇA?

DEPRESSÃO ou OBSESSÃO ? Como identificar a DIFERENÇA ?


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É um transtorno do humor, com baixa da atividade geral, levando ao sofrimento íntimo profundo, desesperança, falta de fé em Deus, em si próprio e na vida. A ciência médica ainda não tem, claramente, o conhecimento da origem da depressão. Fala-se em distúrbios dos neurotransmissores a nível do sistema nervoso central, de herança genética de pressão social, frustrações, perdas precoces importantes e outras mais; porém, embora todas as possibilidades acima sejam verdadeiras como desencadeadoras, não explicam porque alguns indivíduos, sofrendo as mesmas contingências, não desenvolvem um quadro depressivo. Todas as possibilidades acima são efeitos e não causas.

A causa da depressão vige na alma e não somente no corpo físico. O conflito do deprimido remonta a causas pretéritas, provavelmente longínquas, com repercussão no presente. O cerne da questão liga-se a não identificação do amor divino e da paternidade do Criador. Por isso a rebeldia tão comum no deprimido.

Revolta-se contra as leis, desdenha a própria vida, não concordando em ter sido criado, vai com facilidade ao suicídio (10 a 15% dos deprimidos se suicidará . Num ato de rebeldia extrema tentam devolver a própria vida ao Criador.

Adão e Eva não representam um simples mito, mas sim a dura trajetória da humanidade.

O deprimido apresenta duas características: - egoísmo e agressividade.

Egoísmo por crer que sua dor é a maior do mundo e agressividade voltada principalmente contra si próprio. Não pensam que seus atos irão fazer sofrer os que vão ficar.

A essência da existência é o elo Criador-criatura, Pai-filho. A ruptura deste elo pelo deprimido suicida é extremamente sofrida, pois, talvez, repete o desligamento havido outrora, quando da separação Pai e filho. Por isso as perdas precoces falam alto ao coração do deprimido.

Entendemos que a primeira queda forma um clichê mental na vida do espírito, de modo que haveria uma tendência neurótica à repetição do mesmo erro durante as futuras reencarnações.

Estão incitas no perispirito as matrizes da depressão. O corpo físico reflete o corpo espiritual. Se o reencarnante traz insculpido no seu psicossoma as matrizes da depressão, elas influenciarão ativamente na seleção genética dos elementos que poderão viabilizá-la na vida física, caso o interessado deseje. Doenças são efeitos e não causas.

Assim podemos ,de maneira geral, dizer que a não identificação do Amor Divino e do Pai, leva à falta de fé, e esta à insegurança que desperta o egoísmo (como defesa). As excrescências do egoísmo são a vaidade, orgulho, inveja, revolta. E observando, vamos encontrar como ponto central da mente dos encarnados uma destas excrescências como núcleo motor da personalidade. Se for a rebeldia , a tendência pode ser a depressão. A taxa de prevalência é de 7 a 17 % e o gene participante é dominante e deve encontrar-se no cromossoma 11, embora haja uma tendência entre os geneticistas em aceitar como mais provável uma interação poligênica.

TRATAMENTO:

O tratamento deverá ser abrangente, holístico. Para efeito didático, diremos: - médico, psicológico, social e principalmente espiritual. O tratamento médico é imprescindível na fase crítica. O uso de antidepressivos é decisivo para restabelecer a fase aguda.

Sabe-se que alguns neurotransmissores estão envolvidos na depressão, tais como: noroadrenalina , serotonina , dopamina e outros. O uso dos antidepressivos estabelece a harmonia químico cerebral, melhorando o humor do paciente . Cuidam simplesmente do efeito, pois os medicamentos não curam a depressão; provavelmente restabelecem o trânsito das mensagens neuroniais, melhorando o funcionamento neuroquímico do SNC (sistema nervoso central).

A parte orgânica também tem que ser cuidada, em especial quando muito acometida. De maneira geral, melhorando o humor, todo o organismo tende a melhorar. Há que ter muito cuidado com os processos depressivos, porque várias afeções mórbidas costumam ganhar expressão no organismo após ou concomitantemente a uma depressão, pois o sistema imunológico é profundamente afetado por ela. O tratamento psicológico ganha importância pelo fato de auxiliar no auto-conhecimento, nas resoluções de conflitos e tomada de posição diante dos problemas.

A orientação social é necessária em especial naquela porcentagem de deprimidos (20%) que apresentam seqüelas profissionais após várias crises. Perdem EMPREGOS , família e consideração social, entrando num círculo vicioso agravante de seu problema. O tratamento espiritual é importantíssimo porque o " espírito é o fundamento da vida". Quando não valorizamos o tratamento espiritual, os resultados costumam ser precários, as recidivas constantes, com uma tendência ao envelhecimento precoce.

Sintetizando, diríamos que com a aquisição do livre-arbítrio, o ser adquiriu o sagrado direito da condução do seu destino. Para que isto ocorresse dentro do espírito de justiça que norteia o cosmos, ele não poderá ser influenciado pelo atavismo biológico e psicológico nas suas primeiras decisões . Não seria justo condenar a quem teve por contingências evolutivas , matar para viver, na cadeia predatória da vida.

O conhecimento não nos exime das tendências adquiridas nos processos evolutivos.

"Contra nossos anseios de luz, há milênios de trevas". Por isso, um dia alhures, quando da primeira opção consciente o espírito tinha que ser livre de qualquer influenciação pretérita, para que possamos falar de livre-arbítrio.

O grande percalço foi não ter identificado a paternidade Divina, o Amor de seu Pai. Porque uns identificaram e outros não, ainda não sabemos. Por isso a falta de fé está na raiz dos males da humanidade . Diz o evangelho que a fé é a mãe das virtudes, o caminho da redenção. "Que aquele que tem fé acredita mais em seu Criador que em si mesmo.

"Como dissemos anteriormente, a falta de fé levou a insegurança, esta despertou o egoísmo (como defesa) , esta suas excrescências: orgulho, inveja, vaidade. revolta, movido por um destes sentimentos o espírito em evolução na terra optou criando o carma em sua existência. Esta primeira opção criou um clichê mental que passou a influenciar suas futuras decisões. No deprimido encontramos uma revolta contra o seu Criador.

Como não pode destruí-lo, tenta destrui-se, destruindo-o em si. Sua crença é voltada para o negativo, é muito voltado para si e seus males (muito egoísta) . Seduz o mundo com sua dor. É pouco responsável em seus atos (embora pareça o contrario). E tem dificuldade no auto e eterno perdão. É perfeccionista por orgulho e vaidade. Tem convicção no fracasso.

Apresenta extrema agressividade voltada para si. Vinga-se de Deus e dos que amam-no. (70% pensam no suicídio e de 10 a 15% cometem-no). VIVE criando culpa por recapitularem o erro primeiro. É cheio de remorso por bagatelas - muitas doenças são originadas nele ou tem nele seu desenvolvimento acelerado.

O deprimido nega-se a viver, dissipa suas energias vitais em ruminações negativas. Os órgãos mais afetados são os pulmões e intestinos. No passado era comum os deprimidos românticos morrerem de tuberculose. Os pulmões captam os fluidos vitais SOLARES e os intestinos absorvem os alimentos e excretam as escorias. O centro de força mais afetado é o umbilical por ser o centro das emoções.

A depressão é a tristeza deteriorada. O duplo etérico é gravemente acometido apresentando dificuldades em fazer circular as energias necessárias à vida.

A áurea é acizentada demonstrando uma existência sem vida. No tratamento temos que orientar para a respiração a longos haustos(exercícios respiratórios), melhorando a captação da vitalidade e dissolvendo as energias negativas.

Alimentação que estimule o bom funcionamento dos intestinos, tais como frutas, verduras, banhos de sol em horários convenientes, evitar alcóolicos, fumos e excessos de carne. Passes fluidicos nos centros de forças genésico, esplênico e gástrico. Fazer exercícios físicos como caminhadas, natação e outros salutares.

Exercitar a mente de maneira consciente para olhar o lado bom das pessoas e das cousas. Fazer meditação, relaxamento e pequenas tarefas em favor dos semelhantes (sair de si). Buscar melhor convivência familiar e no trabalho, desenvolvendo o sentimento de gratidão com as pessoas, com a vida, com o Criador. Cultivar a oração regularmente restabelecendo a comunhão com Deus, o hábito de leituras nobres, melhorando o padrão vibratório e estimulando o sentimento de esperança.

Não podemos esquecer das obsessões espirituais que têm nos deprimidos fértil terreno para o seu acentamento.

Finalizamos com o Senhor Jesus, o médico de nossas almas, quando nos convidou ao caminho de retorno ao seio do Pai com o: "Vinde a mim, todos que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que Sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve". (Mateus , 11:28 A 30)

Há outro aspecto muito interessante, abordado pelo Espírito François de Genève, no capítulo V, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo":

"Sabeis porque, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? É que o vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele. Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia e vos julgais infelizes.

Dr. Jaider Rodrigues de Paula - PSIQUIATRA / AMEMG

segunda-feira, 5 de junho de 2017

LEITURA EM FAMÍLIA FORTALECE OS LAÇOS ENTRE PAIS E FILHOS, DIZEM ESPECIALISTAS.

Leitura em família fortalece os laços entre pais e filhos, dizem especialistas

Ana Paula Blower - Extra - 20/05/2017


A leitura abre as portas do mundo. Através dela, é possível conhecer culturas e novas histórias sem sair do lugar. Quando se é criança, então, ler ajuda a construir a criatividade e a se comunicar melhor, dizem especialistas. Além disso, um livro pode ser elo de aproximação entre pais e filhos, servindo como ferramenta para o diálogo. E para celebrar a leitura, tem evento hoje com diversão e literatura. É a edição especial do “Leitura em família”, na Lagoa.

— A criança que lê não só é inserida no mundo, como é ajudada na formação acadêmica. Trabalha a imaginação através da leitura, incentivando a criatividade. Além disso, quem lê, escreve e se comunica melhor. Acostumar as crianças desde pequenas ajuda a criar esse hábito tão importante — diz a pedagoga May Chagas, diretora pedagógica do Centro Educacional da Lagoa, organizador do evento.

Para a psicóloga Renata Yamasaki, separar um momento da semana para ler com os filhos reforça o vínculo familiar e pode promover discussões sobre temas atuais. Ela lembra que é importante estimular a reflexão sobre a leitura.

— A criança pode lembrar de uma situação que já aconteceu na escola, por exemplo, e é possível conversar sobre ela. Um livro pode ainda abordar questões importantes, como gênero e deficiência. Na relação familiar, é essencial ouvir o outro e o livro é o meio do caminho para isso — afirma.

Para dar uma forcinha, a escolha do livro é determinante. Os pais precisam, segundo Renata, se dispor e embarcar no mundo dos pequenos e respeitar seus interesses. Pular etapas, como sugerir obras com muito texto, pode atrapalhar.

— Num mundo tão tecnológico, a família tem papel primordial para a criança adquirir hábito da leitura. Ler para uma criança é uma forma de afeto. Os livros não podem ser vistos apenas como obrigação pelas crianças — diz Cristina Figueiredo, idealizadora do “Livros nas praças”, outro organizador do encontro.

Fique por dentro da programação

O evento

O “Leitura em família" é uma parceria entre o projeto “Livros nas praças", uma biblioteca sobre rodas itinerante que percorre comunidades no Rio ao longo do ano, e o Centro Educacional da Lagoa (CEL).

Onde e quando

O evento será hoje, no Parque dos Patins, na Lagoa Rodrigo de Freitas, das 9h às 16h. O “ônibus-biblioteca” ficará no estacionamento do parque e terá tendas para o público, além de tapetes emborrachados e mesas.

Programação

Bate-papo com escritores de literatura infanto-juvenil: às 11h, Mirna Brasil Portella, autora de livros como “Carnavalança” e “Do Mar", conversa com as crianças. Às 15h, a autora Giulia Paim fala com jovens e pais sobre o livro “Boston Boy” e troca ideias sobre principais conflitos da adolescência.

E mais

Serão distribuídos kits para a criançada com lápis de cera, lápis de cor e papel para oficinas.

sábado, 3 de junho de 2017

A DOR QUE NÃO PASSA!

A DOR que NÃO PASSA NUNCA ! Onde você está colocando SUAS PREOCUPAÇÕES e RECLAMAÇÕES ? Artigo da REVISTA SUPERINTERESSANTE !


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UM BELO DIA, FUI DESCER A ESCADA DE CASA E CAÍ. QUEBREI UM OSSINHO, MAS NÃO PARECIA MUITO GRAVE. ATÉ QUE UMA SÉRIE DE CIRURGIAS TRANSFORMOU MINHA VIDA PARA SEMPRE! "SAÚDE SIGNIFICA LIBERDADE. SE EU SOUBESSE DISSO, TERIA APROVEITADO CADA MILÉSIMO DE SEGUNDO DELA."

Faltavam só três dias para a minha formatura na faculdade de medicina. As aulas já tinham acabado, então acordei tarde naquele dia, o fatídico 8 de novembro de 2010. Eu tinha 23 anos. Meu único compromisso era ir cortar o cabelo. Descendo as escadas da minha casa rumo ao cabeleireiro, escorreguei, caí e fraturei o cóccix. Eu não sabia, mas ali começava uma nova fase da minha vida. Uma fase que seria dominada por uma única sensação: dor. Dor ininterrupta, constante, eterna, que me acompanha por todos os minutos de todos os dias. Uma dor que não passa nunca.

No começo, eu só sentia dor quando sentava. Já era o suficiente para interferir em várias tarefas diárias e me deprimir bastante.

Os médicos resolveram fazer uma cirurgia de remoção do cóccix.

Foi um grande erro. A dor só aumentava, e começou a se espalhar pelo meu corpo - alcançou a perna direita, a lombar, a pélvis. Na tentativa de corrigir o estrago, me submeti a mais uma operação. E outra, e outra, e mais outra. Em três anos, passei por cinco cirurgias na coluna. O plano de saúde não cobria, e minha família gastou mais de R$ 100 mil. Nenhuma operação deu certo. Mas a última... foi especial. Não apenas não resolveu o meu problema. O elevou à vigésima potência.

Os médicos me prometeram uma solução quase milagrosa. Seu nome: neuroestimulador medular. A essa altura da história, meu medo de cirurgias já era considerável, haja vista que as anteriores não tinham eliminado minha dor.

Apenas me deixado com cicatrizes feias e tendo de tomar remédios fortes para funcionar no dia a dia. Mas o lero-lero médico novamente me convenceu de que dessa vez seria diferente. O neuroestimulador seria implantado por meio de um procedimento minimamente invasivo, rápido e com sedação mínima. O aparelhinho ficaria alojado no espaço epidural, dentro da minha coluna, e seria alimentado por uma bateria implantada na minha barriga.

Não era pouca coisa. Mas eu aceitei, porque a promessa era boa. O neuroestimulador aplicaria pulsos elétricos sobre a minha medula. Isso bloquearia os sinais de dor, impedindo que chegassem ao cérebro. E eu não sentiria mais dor.

Sete meses depois do procedimento, a dor veio com tudo. Tinha uma força que não consigo descrever. De zero a dez, era um gritante dez.

Antes de prosseguir com a história, preciso fazer um parêntese importante. Um paciente de dor crônica que um dia foi saudável, ao ouvir as palavras "livre de dor", "vida normal novamente", "retorno às atividades", "alívio significativo", "risco pequeno" e qualquer coisa que indique o fim, ou pelo menos a atenuação de uma vida de sofrimento físico, se agarra a isso com todas as forças que tem. Se enche de vida.

Começa a sonhar acordado. Ele tentará qualquer coisa que lhe oferecerem. Eu, se um dia acordar sem sentir dor, provavelmente serei mais feliz do que todas as pessoas que conheço - somadas. É um clichê, mas os clichês existem por uma razão: não se dá valor à saúde até que ela seja perdida. Saúde significa liberdade.

Se eu soubesse desde sempre o que só descobri há quatro anos, teria aproveitado cada milésimo de segundo dessa liberdade. Mas estou divagando. Ficar no terreno do "se" nunca levou ninguém a lugar algum.

NA MESA DE CIRURGIA!

Antes de implantar o neuroestimulador, os médicos precisavam fazer um teste. Colocar um catéter com analgésicos (opioides, os mais fortes que existem) e metilprednisolona, um anti-inflamatório, no meu espaço epidural.

Se isso aliviasse minha dor, significava que eu era boa candidata ao implante. O problema é que não aliviou. Aconteceu o contrário. Comecei a sentir uma dor excruciante, beirando o insuportável, no local de inserção do catéter. Ninguém conseguiu entender o porquê. Nem meus médicos e nem eu mesma, que, afinal, também já havia me formado médica.

O catéter foi retirado, e a dor aguda foi cedendo. Mas deu lugar a uma dor intermitente, que piorava muito quando eu fazia esforço, na coluna dorsal (adjacente às costelas). Era ainda mais debilitante. A menor atividade física, como andar ou tomar banho, passou a me deixar de cama.

Tive que sair do pilates, que me ajudava muito com as outras dores. Não tinha mais força nos membros. A explicação que os médicos me deram à época - e, veja bem, todos eram especialistas em dor crônica e trabalhavam num hospital privado conceituado e caro - foi que era apenas a dor crônica anterior seguindo seu curso natural e sensibilizando todo o meu sistema nervoso central.

A explicação não me pareceu razoável. Afinal, antes da cirurgia essa nova dor não existia. Ela começou exatamente depois da operação.

Comecei a sentir muita dor, todos os dias, o tempo todo. A dor crônica é um emprego de 24 horas por dia e sete dias por semana. Eu nunca deixo de senti-la. Em algumas posições sinto mais; em outras, menos. Mas sempre. Ela também tem uma faceta muito cruel: é invisível.

Como as pessoas não conseguem ver a sua dor, acham que é neurose, preguiça, fingimento. É complicado convencer alguém de que você sofre de algo que não aparece nos exames. Nós podemos estar morrendo por dentro, desabando, mas se estivermos com um sorriso no rosto, acharão que está tudo bem.

E o comportamento em relação à dor é uma faca de dois gumes: se o doente sorri, é porque deve estar bem.

Não tem dor. Se chora, reclama e se contorce a cada movimento doloroso, é porque é uma pessoa negativa, só sabe reclamar. É fraco.

Outros sintomas foram aparecendo. Dor na coluna dorsal, mudanças de sensibilidade na perna esquerda, zumbido constante nos ouvidos, visão turva, dificuldade para urinar, congestão nasal, febre constante, sudorese excessiva, espasmos musculares, inchaço em pés e mãos, dores articulares e perda progressiva de força nos membros inferiores.

Numa determinada semana, cerca de sete meses após o tal teste e já com todos esses sintomas, a "nova" dor na coluna me quebrou. Ela veio com uma intensidade que eu não consigo descrever. Talvez seja melhor usar a escala de dor, de zero a dez, que os médicos usam com os pacientes. Minha dor era um gritante dez.

Dessa vez, eles tentaram parar de me dar explicações furadas e resolveram fazer todos os tipos possíveis de exame. Para meu desespero, todos vieram normais. Enquanto isso, eu não saía da internet. Pesquisava sintomas e síndromes raras. Numa dessas pesquisas, encontrei um artigo que descrevia com clareza matemática o que eu sentia.

Era sobre uma doença chamada aracnoidite adesiva. Eu não cheguei a estudá-la na faculdade, apesar de ter visto as meningites mais comuns.

A aracnoidite é um tipo de meningite. As meninges são as membranas que envolvem e protegem o sistema nervoso central. Elas são três: a dura-máter, a aracnoide e a pia-máter. A aracnoidite adesiva é uma doença na membrana intermediária, a aracnoide.

"OS MÉDICOS OFERECERAM UMA SOLUÇÃO QUASE MILAGROSA. EU TINHA MEDO, MAS ACEITEI."

Me lembrei do relato de um homem, num dos fóruns sobre dor que eu acompanhava. Na tentativa de conter a dor no cóccix, ele fez infiltrações de corticoide no espaço epidural. E desenvolveu aracnoidite adesiva. Uma de suas principais causas é a injeção de corticoide epidural, como a que fizeram em mim.

É que, dependendo da composição do corticoide, ele pode atravessar a barreira da meninge e ir parar dentro dela (o que também pode acontecer se o médico perfurar acidentalmente a membrana dura-máter). Isso irrita a membrana aracnoide, e consequentemente os nervos.

Eles iniciam um processo inflamatório e, depois, um processo cicatricial, que faz com que a membrana fique repleta de adesões e os comprima. Os feixes nervosos grudam uns aos outros e às meninges. Isso provoca uma dor extremamente resistente a todo tipo de analgésicos e anti-inflamatórios.

Os médicos aventaram as mais diversas possibilidades para a minha dor - inclusive a de eu estar louca ou fingindo. Tentaram me colocar na psicoterapia. Não fui. Não por achar que seria inútil, mas porque a minha condição não estava "na cabeça", como insinuaram.

Psicoterapia poderia me ajudar a lidar com a dor, mas jamais tirá-la. E antes de aprender a lidar com ela, eu precisava provar que ela existia. Tentaram persuadir meus pais de que eu não tinha o que achava que tinha, duvidaram da intensidade da dor, me encaminharam para outras pessoas e sumiram. Pararam de atender minhas ligações. Não sei deles até hoje. Minha vida foi virada de cabeça para baixo e a deles continuou como sempre foi. Provavelmente nem lembram que existo.

Um ano após o início dos sintomas, minha aracnoidite finalmente foi diagnosticada. Ela apareceu nos exames de ressonância magnética. Não foi surpresa para mim. Foi o pior "eu já sabia" que amarguei na vida.

A aracnoidite adesiva é uma das doenças mais subdiagnosticadas da atualidade. É por isso que ninguém ouviu falar dela, e não por ser "rara", como a comunidade médica acredita e quer que acreditemos também. Um motivo importante para varrê-la para baixo do tapete é o fato de ser uma doença essencialmente iatrogênica - ou seja, causada por erro médico.

Ela pode ter outras causas, como meningites infecciosas, mas em pequena parcela dos casos. Na maioria das vezes, ela é causada por intervenções cirúrgicas, que médicos recomendam ao menor sinal de problemas na coluna.

Os pacientes acabam recebendo diagnósticos genéricos, como fibromialgia ou FBSS (failed back surgery syndrome - síndrome da cirurgia fracassada de coluna), e nunca descobrem o que realmente têm. Mesmo assim, nos EUA - país campeão em intervenções cirúrgicas na coluna - estima-se que 11% dos casos de FBSS sejam, na realidade, aracnoidite adesiva. Isso significa que, nas últimas cinco décadas, houve pelo menos 1 milhão de casos de aracnoidite naquele país.

Os médicos não acreditavam em mim. Achavam que eu estava louca ou fingindo. Tentaram me colocar na psicoterapia.
Lutarei contra a doença pelo resto da vida. Não consigo mais trabalhar, praticar atividades físicas ou fazer muita coisa que não seja estar deitada ou sentada em uma cadeira reclinável. Tomo diversos remédios para suportar a dor.

Mas não perdi a esperança no surgimento de uma cura ou, ao menos, de um tratamento eficaz. A ciência não falhou comigo; as pessoas, sim.

Eu gostaria que alguém tivesse me pedido, naquele 8 de novembro de 2010, para que não descesse as escadas da minha casa. Sonho acordada com a minha vida antes da lesão o tempo todo. Vejo fotos antigas e fico desejando - como se, inconscientemente, achasse que o desejo possa se tornar realidade - voltar ao dia em que elas foram tiradas. Penso no passado o tempo inteiro.

"Com o que eu me preocupava, e do que tanto reclamava, quando era saudável? O que podia ser tão ruim?" Nunca consigo encontrar respostas. Não me lembro de nenhum sofrimento que se compare ao que vivo hoje.

Por outro lado, quando não estou desejando voltar à minha vida pré-lesão, consigo manter algum grau de otimismo. Aprendi a dar mais valor ao que tenho. Um dia com pouca dor é um dia feliz. Não preciso de mais do que isso para ficar de bom humor.

Quando um problema é grande demais, os outros esmaecem. Hoje me preocupo pouco com coisas pequenas. E sei que não falo só por mim, mas por muitos doentes crônicos - sejam eles de dor ou de outra coisa. Nossa luta não é só contra a doença, mas também em busca de esperança, paciência e vontade de viver. E eu, mesmo com toda a dor, consegui encontrar as três.

GAROTOS "BRILHANTE": O DE 14 ANOS JÁ FEZ FACULDADE; IRMÃO DE 11 SEGUE SEUS PASSOS.

Garotos ‘brilhantes’: o de 14 anos e já fez faculdade; irmão de 11 segue seus passos

Claudia Gasparini - Exame - 19/05/2017


Os garotos norte-americanos Carson e Cannan Huey-You têm 14 e 11 anos, mas não estão cursando o ensino fundamental. Bem longe disso: o mais velho acabou de obter um diploma de graduação em física; o mais novo está prestes a começar um curso de nível superior em astrofísica e engenharia.

Parece mentira, e a mãe dos dois meninos sabe disso. Segundo o jornal “The Washington Post”, Claretta Kimp já está acostumada a explicar a história várias vezes até os mais incrédulos acreditarem.

“Acho que só percebi que ele [Carson] era superdotado quando ele tinha 3 anos e me disse que queria aprender cálculo”, relembra a mãe. “Comprei um livro de cálculo e ele conseguia resolver alguns dos primeiros exercícios e aí eu disse ‘Ok, você é inteligente’”.

Irmãos

Formada em educação e administração de empresas, Claretta transformou um quarto vazio da casa em sala de aula e começou a dar aulas para Carson. De acordo com ela, o garotinho ainda nem sabia andar, mas já mostrava grande entusiasmo em aprender.

Com 5 anos, começou a cursar a 8ª série numa pequena escola privada e, aos 11, foi aceito na Texas Christian University (TCU), onda passou a estudar ao lado de colegas com 18 anos ou mais.

Seu desempenho foi um sucesso: na última semana, Carson obteve o diploma de graduação e se tornou o mais jovem graduado da história da universidade. Agora, o plano do adolescente é fazer doutorado.

Seu irmão mais novo, Cannan, está seguindo seus passos. Ele começou sua vida escolar de forma normal, frequentando o jardim de infância com crianças da sua idade. Quando chegou à 2ª série, porém, ele começou a se entediar e pediu para a mãe para ter aulas em casa, assim como Carson.

Aos 11 anos de idade, Cannan acabou se matriculando na mesma faculdade do irmão, a TCU, e já começou a trabalhar em um projeto de pesquisa em astronomia. O menino sonha em ser astronauta.

A mãe dos “geninhos” diz que seus filhos são crianças normais, que adoram rir e brincar com seu cachorro, Klaus, e simular lutas com os sabres de luz de Star Wars. “Eles são dois menininhos normais que fazem coisas normais de menininhos”, resume ela.

O DAY AFTER NA CAMPANHA







Passada a nebulosidade de ontem, vejam o dia maravilhoso que temos  nossa velha querida Campanha.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

ASSIM AMANHECEU CAMPANHA.

Assim amanheceu Campanha no dia de hoje. Já eram 9 horas e a cidade ainda estava assim.
Até a estátua do ministro parece que sentiu.

SAIBA COMO TRANSFORMAR O HÁBITO DA LEITURA DAS CRIANÇAS NUMA ATIVIDADE DIVERTIDA.

Saiba como transformar o hábito de leitura das crianças numa atividade divertida

Cenário MT - 22/05/2017

Apesar de ser consenso que o hábito de ler é fundamental para o desenvolvimento das crianças, é notória a dificuldade que os pais e educadores têm de incutir essa atividade no dia a dia. O desinteresse pode estar ligado a inúmeros fatores, como o fato de a criança enxergar os livros como uma atividade pedagógica enfadonha e chata, que ela tem que fazer por obrigação.

Para reverter esse problema, é importante mostrar para elas que a atividade de leitura pode ser muito prazerosa e divertida. O hábito é essencial para o desenvolvimento infantil, a retenção de vocabulário, o estímulo ao pensamento analítico e criativo, além de trazer outros benefícios.


Participação dos pais é fundamental

Os pais possuem um importante papel nessa tarefa. De acordo com a quarta edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada pelo Instituto Pró-Livro, há uma grande associação entre os leitores (classificados pela pesquisa como aqueles que leram um livro inteiro ou em parte nos últimos três meses) com o hábito de leitura dos pais.

Segundo a pesquisa, a percepção de que o pai ou a mãe costumavam ler é maior no grupo de leitores do que no grupo de não leitores. Portanto, a dica é que os pais sejam os exemplos, mostrando que eles leem com frequência.

Leitura pode ser atividade familiar

O estímulo passa, também, a transformar esse momento em uma atividade familiar. O objetivo, nesse caso, é incentivar as crianças a procurarem livros sobre assuntos pelos quais elas se interessam. Nada de obrigar seu filho a ler sobre temas com os quais ele não se identifica. Isso só vai reforçar o estereótipo de que livros são chatos e desinteressantes.

Nesse momento, converse com a criança sobre a história que ela está lendo, pergunte sobre o que mais gostou, faça questionamentos sobre a narrativa e estimule-a a raciocinar acerca do enredo. Para tornar a atividade ainda mais divertida, você também pode ler histórias fazendo uso de entonações diferentes e dramatizações.

É importante que você também mostre a obra que escolheu para ler. Não para a criança ler, e sim para ela saber que existem diversos tipos de literatura e assuntos que podem ser abordados em uma obra. O espaço deve estimular a criatividade, a liberdade e a descoberta.

Apresente o mundo dos livros

A teoria é importante, mas a prática e as atitudes são mais ainda. Presenteie os pequenos com livros de vez em quando, leve-os para bibliotecas e lugares que estimulam essa prática. Há diversos projetos que incentivam a literatura infantil, como é o caso de clubes de livros como o leiturinha.com.br, que manda por correspondência obras que passaram antes por uma curadoria de pedagogos e psicólogos.

PESSOAS AMADAS, QUE JÁ PARTIRAM, E QUE VÊM NOS VISITAR EM SONHOS!

PESSOAS AMADAS, que JÁ PARTIRAM, e que VÊM NOS VISITAR em SONHOS !


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Desdobramento é a capacidade que todo o ser humano possui de projetar a consciência para fora do corpo, utilizando-se dos corpos sutis de manifestação.

VEÍCULOS DE MANIFESTAÇÃO!

É importante compreender que o espírito possui diversos corpos de manifestação que se interpenetram e coexistem em freqüências vibratórias diferentes.

Para melhor compreensão do assunto abordado no presente trabalho dividiremos esses veículos de manifestação da seguinte maneira:

1. Corpo Mental;
2. Corpo Astral;
3. Corpo Físico.

O desdobramento pode ocorrer durante o sono, no transe, na síncope, no desmaio, ou sob a influência de anestésicos.

Corpo Astral: Sendo um corpo energético, com uma capacidade de plasmagem de formas em sua estrutura, o corpo astral pode se apresentar ocasionalmente durante o desdobramento com configurações não antropomórficas como: bola de luz, forma vaporosa, formato semi-humanóide etc.

Isso ocorre porque temos como plasmador do corpo astral o nosso próprio pensamento, e como as células astralinas são dotadas de maior aceleração e sutileza, são mais vulneráveis aos pulsos mentais que regem a sua forma.

DESDOBRAMENTO NATURAL OU PROVOCADA:

No desdobramento natural a pessoa desloca-se do corpo sem o concurso da vontade e não compreende como isso aconteceu.

No desdobramento provocado a pessoa tenta sair do corpo pela vontade e consegue.

O CORDÃO DE PRATA:

O corpo astral é ligado ao corpo físico por um apêndice energético, conhecido como cordão de prata, através do qual é transmitida a energia vital para o corpo físico, abandonado durante a projeção e também são transmitidas energias do corpo físico para o corpo astral, criando um circuito energético de ida e volta.

Enquanto os dois corpos estão próximos, o cordão é como um cabo grosso. A medida que o corpo astral se afasta das imediações do corpo físico, o cordão torna-se cada vez mais sutil.

O vigor e a elasticidade do cordão de prata são incalculáveis.

Por meio deste cordão, é possível afirmar que o ser desdobrado jamais se perderá do seu corpo físico; também não há possibilidade do ser optar por não voltar mais para o corpo físico. Para voltar basta pensar firmemente no seu corpo físico e o retorno se dará automaticamente. O cordão de prata possui uma espécie de automatismo subconsciente que funciona independente da vontade do ser e atrai o corpo astral de volta para o corpo físico.

No caso de surgir alguma perturbação física, durante o desdobramento, o corpo astral será imediatamente atraído pelo cordão de prata para dentro dele. Daí vem muitas vezes a sensação de queda e o despertar assustado no corpo físico.

Não se trata de uma corda de luz, mas sim um feixe de energia de alta densidade.

O cordão de prata não pode ser cortado, por um simples motivo, ele não é uma corda, é energia, não dá nó, não enrola e muito menos emaranha em coisa alguma.
Diâmetro: de 3 a 15 cm de distância, 5 cm de espessura; de 10 m em diante: fio luminoso.
Elasticidade: Infinita.
Cor: Quando muito denso: verde, azul ou alaranjado. Quando mais sutil: branco-acinzentado, branco prateado ou dourado.
Vigor da cúpula: Variável de acordo com a saúde de quem se desdobra.
Aviso admonitório: Forte tração (Repulsão) do cordão de prata, alertando o ser desdobrado de que está no momento de retornar ao corpo físico.

O principal filamento energético do cordão de prata está situado na cabeça, onde se liga internamente na fossa rombóide.
Vejamos o que diz André Luiz na obra “Mecanismos da Mediunidade”.

- “...Por um fio tenuíssimo, fio este muito superficialmente comparável, de certo modo, à onda do radar, que pode vencer imensuráveis distâncias, voltando inalterável ao centro emissor, não obstante sabermos que semelhante confronto resulta de todo impróprio para o fenômeno que estudamos no campo da inteligência.”

PONTO DE LIGAÇÃO DO CORDÃO DE PRATA NOS CORPOS:

Os principais filamentos energéticos são aqueles que partem da área da cabeça, através dos chácras coronário e frontal e a partir da fossa rombóide segundo André Luiz em “Evolução em dois mundos – pag. 167”, no interior do crânio. Na parte desdobrada, o cordão de prata se liga na parte posterior da cabeça astral.

CATALEPSIA ASTRAL

Às vezes, a pessoa pode sentir uma paralisia dos veículos de manifestação, principalmente dentro da faixa de atividade do cordão de prata, chama-se catalepsia astral. Não deve ser confundida com catalepsia patológica que é uma doença rara.
Obs. É importante saber que o desdobramento é uma capacidade inerente a todos os seres, encarnados e desencarnados.

ÉTICA

A pessoa que se propõe a desdobrar-se conscientemente deverá estar bem intencionada, sabendo o que irá fazer com as informações que obtiver a respeito do desdobramento, usando-as com discernimento e coerência para crescer espiritualmente e ajudar os outros. Conhecimento implica em responsabilidade e sair do corpo não é brincadeira, nem turismo extra-físico.

O desejo sincero de adquirir conhecimento fora do corpo e o desejo de prestar assistência extra-física que pode ser ministrado para doentes encarnados e desencarnados deve ser o nosso norte no desenvolvimento desta faculdade.

Se a intenção da pessoa for aprender fora do corpo ou ajudar o próximo terá a ajuda de espíritos amigos durante a experiência.

Intenções negativas atrairá espíritos densos, também com intenções negativas, que o perturbarão.

Diante do mundo espiritual e das consciências desencarnadas, o ser não conseguirá esconder de ninguém o que ele é e o que pensa. O corpo astral é um veículo de manifestação que reflete o que a consciência é realmente.

O que cada um deve almejar com toda força é o enriquecimento íntimo e o fortalecimento do amor por todas as criaturas.

Três posturas que devem ser observadas por quem deseje desdobrar-se são: Humildade, respeito e consideração por aqueles que o assistem.

SINTOMAS DO DESDOBRAMENTO

Muitas pessoas, ao adormecer, tem a sensação de estar “Escorregando” ou caindo em um buraco e despertam sobressaltadas. Isso acontece devido a um deslocamento do corpo astral dentro do corpo físico. Conforme a ilustração a seguir:

ESTADO VIBRACIONAL

São vibrações intensas que percorrem o corpo astral e o físico antes do desdobramento. O estado vibracional pode produzir uma espécie de zumbido ou ruído estridente que incomoda a pessoa.

BALLONNEMENT

A pessoa tem a impressão de que seu corpo está inflando como um balão.

OSCILAÇÃO ASTRAL

É quando o corpo astral flutua acima do corpo físico sem controle de um lado para o outro.

RUÍDOS INTRACRANIANOS

Podem ser percebidos pela pessoa como estalidos, como zumbido estridente ou como uma espécie de “click” energético bem no centro da cabeça. (Pineal)

O corpo astral flutuando no ar, acima do corpo físico.

Envolvendo os dois corpos, e interpenetrando-os, está a faixa de atividade do cordão de prata.

O corpo físico sofre uma ligeira queda de atividade e os liames energéticos que prendem o corpo astral nele, afrouxam-se temporariamente, ejetando-o, então, para a vivência extracorpórea.

BENEFÍCIOS DO DESDOBRAMENTO

Nas horas em que o corpo físico está adormecido, o ser desdobrado pode observar, trabalhar, participar e aprender fora do corpo.

Constatar, através da experiência pessoal, a realidade do mundo espiritual, prestar assistência extra-física, através da exteriorização de energias fora do corpo para doentes encarnados e desencarnados, a desobsessão extra-física e encontrar pessoas amadas.

A assistência extrafísica a enfermos físicos e extra físicos é uma das grandes utilidades do desdobramento.

Vejamos o que diz André Luiz a respeito da assistência no mundo espiritual dos seres desdobrados na obra “Mecanismos da Mediunidade”.

“...efetuam incursões nos planos do espírito, transformando-se muitas vezes, em preciosos instrumentos dos Bem Feitores da espiritualidade, como oficiais de ligação entre a esfera física e a esfera extra física.”

DESDOBRAMENTO E OBJETIVOS MENTAIS

Carregamos para fora do corpo físico os últimos pensamentos e desejos que manifestávamos nos momentos que antecederam nossa entrada no sono, por isso a importância de mantermos pensamentos elevados antes de deitar e ter em mente objetivos espirituais sadios, porque devemos sempre lembrar da lei de afinidade espiritual.

DESDOBRAMENTO NA BÍBLIA

Na bíblia existem várias referências simbólicas sobre
desdobramento:

- Ezequiel: cap. 3, vers. 14: "Então o espírito me levantou e me levou; e eu fui muito triste, no ardor do meu espírito..."

- Apocalipse: cap. 1, vers. 10: "Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor..."

- São Paulo; Segunda Epístola aos Coríntios: cap. 12, vers. 2 à 6: "Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até o terceiro céu, e sei que o tal homem foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir."

DESDOBRAMENTO E RESPONSABILIDADE

É inviável e desaconselhável a prática do desdobramento sem o conhecimento do processo de saída do corpo físico, bem como sem o estudo prévio dos habitantes e situações extra físicas e das leis sutis regentes em todas as dimensões. Como por exemplo, o carma e a sempre lembrada Lei: “Semelhante atrai semelhante”. É necessário estudo paralelo da teoria e da prática, unindo inteligência, sentimento, intuição, ética, disciplina, responsabilidade e maturidade.

É muito importante lembrar que um dos principais objetivos do desdobramento é prestação de assistência extra física.

O desdobramento não deve ser encarado como fuga dos problemas da vida.

EUFORIA EXTRA-FÍSICA

Muitas vezes, por falta de experiência durante o desdobramento, é gerada forte atividade emocional. O estímulo emocional gera uma descarga energética que acaba fluindo pelo cordão de prata para o corpo físico, e, por repercussão vibratória, acelera os batimentos cardíacos, gerando dessa maneira, atividade fisiológica correspondente à vigília física. Esta reação que é gerada em fração de segundo, faz com que o cordão de prata puxe, rapidamente, o corpo astral para dentro do corpo físico.

DESDOBRAMENTO ASSISTIDO

Durante todo o desdobramento os guias estão presentes, assistindo e orientando o ser desdobrado, mesmo que não possa ser percebido. Na maioria das vezes estão intangíveis.

Mesmo que o ser desdobrado não os perceba, devido as suas energias demasiado sutis, eles estão lá, observando e conduzindo-o sutilmente. Praticamente não há desdobramento sozinho, já que os orientadores estarão observando o ser desdobrado onde quer que seja.

DESDOBRAMENTO DO CORPO MENTAL

corpo mental é o veículo no qual a consciência se manifesta no plano mental, o corpo mental interpenetra o corpo astral. O meio de comunicação nesse plano é pensamento a pensamento.

O corpo mental é ligado ao corpo astral através de um conduto energético bastante sutil denominado “Cordão de ouro”.

O desdobramento mental ocorre quando o corpo mental se projeta para fora da cabeça astral diretamente para o plano mental, isso pode acontecer de duas maneiras.

1) O corpo mental se desdobra em um só estágio, deixando o corpo astral no interior do corpo físico.

2) O corpo mental se desdobra em dois estágios: no primeiro, se desdobra com o corpo astral para fora do corpo físico, no segundo, se desdobra para fora do corpo astral, deixando-o flutuando nas proximidades do corpo físico ou em alguma dimensão do plano astral.

O corpo mental (sem forma antropomórfica) desdobrando-se para fora da cabeça astral do corpo astral que, por sua vez, flutua no ar, acima do corpo físico.

CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DE CANDIDATOS A DESDOBRAMENTO

Para que a experiência fora do corpo se torne sadia e de grande relevância para a evolução do ser, é necessário, para quem se candidate a esta tarefa, almejar certas qualidades, atitudes para que aquilo que pode ser um bem não se torne motivo de queda.

O candidato ao desdobramento deve ser portador de uma vontade inquebrantável, pois não existe nenhuma forma de evolução espiritual baseada na preguiça; é necessário que a idéia de se desdobrar seja um pensamento diário, um hábito.

É muito importante compreender que desdobramento não é turismo extra físico nem brincadeira para espiritualistas ociosos e irresponsáveis.

A coerência mostra-se como fator decisivo para o bom aproveitamento da experiência, necessária coerência no cotidiano. Alguém incoerente na vida física, também será incoerente na experiência extra-física.

Altruísmo; porque vale mais um materialista altruísta do que um alguém que se desdobra no mundo extra-físico e é egoísta.

Ter prioridades. Pois muitos querem desenvolver suas potencialidades espirituais, mas estão mais interessados no desfecho de sua novela predileta, no que aconteceu com o carro do vizinho do que com o desenvolvimento da própria consciência.

Conhecimento sobre o assunto, leitura freqüente de livros a respeito do assunto, procurando penetrar o, tanto quanto possível, nas questões técnicas e morais que envolvem o assunto, visando o aprimoramento da faculdade.

Ética, sempre fundamentada nos ensinamentos do mestre Jesus.

Equilíbrio emocional. Quanto maior for seu equilíbrio emocional na vida física, maior será sua lucidez fora do corpo.

Persistência.

Honestidade consigo mesmo, com suas convicções; É importante responder à seguinte pergunta:

Qual é o real objetivo ao tentar desdobrar-se conscientemente para fora do corpo físico? A resposta para esta pergunta encerra em si mesmo a chave para o êxito ou o fracasso no desdobramento.

Objetividade; nunca desistir dos objetivos espirituais.

Higiene física e mental. Diz um velho ditado chinês: “Um corpo sujo sempre abriga uma alma imunda”; e um outro: “Uma mente suja sempre abriga pensamentos imundos”.

Paciência!!!

Respeito por todas as criaturas. Não estamos acima de ninguém, os irmãos que se encontram na esfera extra-física, em situação desfavorável, são nossos irmãos em Deus e merecem todo o nosso carinho e amparo. O segredo para se ter uma experiência extracorpórea saudável durante o sono é sempre estar munido da força básica e poderosa do universo que é o amor.

Ter uma vida lúcida.

Com relação a aquisição de conhecimento para esta tarefa vamos observar o que diz André Luiz em “Mecanismos da Mediunidade”.

“Cumpre destacar, entretanto, a importância do estudo para quantos se vejam chamados a semelhante gênero de serviço, porque segundo a lei do campo mental, cada espírito somente logrará chegar, do ponto de vista da compreensão necessária, até onde se lhe paire o discernimento”.

Podemos observar a partir das palavras de André Luiz que os vôos da alma estão delimitados pela sua compreensão. É da lei também que não haja desperdício na economia cósmica, portanto não seria correto expor o espírito a paragens das quais não teria compreensão, e, sendo assim, não tendo aproveitamento algum no caminho evolutivo do ser.

REMEMORAÇÃO E LUCIDEZ DAS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS:

Algumas pessoas têm uma maior predisposição para rememorar as experiências fora do corpo. Isso se deve a cursos pré-reencarnatórios realizados por estes no plano extra-físico, ou até mesmo em reencarnações anteriores, nos quais desenvolveram seu potencial anímico mediúnico, através de processos iniciáticos de escolas de esoterismo da antiguidade, principalmente no antigo Egito e nas antigas academias espiritualistas da China e da Índia.

Observemos agora as questões fisiológicas que impedem uma boa rememoração das experiências extra-físicas:

O problema está no cérebro, nas ligações entre o tálamo que se localiza na parte posterior do cérebro e as regiões corticais.

O tálamo é o ponto que permite que a criatura conscientize as sensações recebidas pelo córtex, de modo que é responsável pela conscientização dos fatos; recebe os pulsos nervosos do córtex e transmite-os a consciência da criatura, podendo porém ser isolado, para que não atinja a consciência. Durante o sono essa ligação entre o tálamo e as regiões corticais é isolada, o que impede que tenhamos a rememoração perfeita dos fatos ocorridos durante o sono.

Vejamos o que diz a respeito Carlos Torres Pastorino na obra “Técnica da Mediunidade”.

“Se o corpo astral se afasta do corpo físico, vive sua própria vida independente, se o que vive se comunica ao tálamo, este pode comunicá-lo, ao despertar, ao córtex, e a pessoa se recorda do que viveu realmente.”

Além do que já foi citado, podemos ainda observar o quesito autorização, que se obtém ou não das esferas superiores para rememoração dos fatos ocorridos nos planos extra-físicos, levando em consideração a repercussão que isso terá na vida da pessoa. Auxiliará ou prejudicará o processo evolutivo em curso?

DESTINO DO SER DESDOBRADO

Em primeiro lugar é necessário possuir um corpo astral adequado, que por ser o corpo emocional, é quase desnecessário dizer que o bom funcionamento deste corpo depende do nosso equilíbrio emocional. Isso só ocorre quando mantemos este veículo limpo ou seja, sem plaquetas emocionais densas, abastecido de grande capacidade energética.

Um corpo astral em péssimo estado pode trazer riscos a integridade espiritual pois, estando em desequilíbrio, será atraído por correspondência de freqüência (sintonia) para o plano extra físico denso (Umbral), o que pode acarretar em perda de energia e (ou) trauma emocional.

É sempre bom lembrar que um corpo astral em situação X será atraído para uma dimensão X correspondente.

Portanto, é imprescindível uma avaliação do contexto emocional-energético e, dentro do possível, descobrir os pontos fracos e ajustá-los, equilibrá-los.

Vejamos o que diz a esse respeito o espírito André Luiz na obra “Evolução em dois mundos”.

- “Durante o sono, a mente suscetível a influenciação dos desencarnados, que evoluídos ou não, lhe visitam o ser, atraídos pelos quadros que se lhe filtram da aura, ofertando-lhes auxílio eficiente quando se mostre inclinada a ascensão de ordem moral, ou sugando-lhe as energias e assoprando-lhe sugestões infelizes quando, pela própria ociosidade ou intenção maligna, adere ao consórcio psíquico de espécie aviltante, que lhe favorece a estagnação na preguiça ou a envolve nas obsessões viciosas pelas quais se entregam a temíveis contratos com as forças sombrias.”

- “O corpo espiritual acompanha, de inicio, o impulso da corrente mental que por ele extravasa”.

E o mesmo autor na obra “Mecanismos da Mediunidade”
“...Nesse estágio evolutivo permanecem milhões de pessoas – representando a faixa de evolução mediana da Humanidade, rendendo-se, cada dia, ao impositivo do sono ou hipnose natural de refazimento, em que se desdobram, mecanicamente, entrando, fora do indumento carnal, em sintonia com as entidades que se lhe revelam afins, tanto na ação construtiva do bem, quanto na ação deletéria do mal, entretecendo-se-lhes o caminho da experiência que lhes é necessário a sublimação no porvir.”

E logo em seguida,

“Desdobrando-se, no sono vulgar, a criatura segue o rumo da própria concentração, procurando automaticamente, fora do corpo de carne, os objetivos que se casam com o seus interesses evidentes ou escusos.”

DESDOBRAMENTO E MÚSICA

Existem alguns tipos de músicas, que também são utilizadas
para relaxamento, que induzem o cérebro a produzir ondas alfa, que estão relacionadas com o relaxamento e a criatividade (intelectual, artística ou espiritual) da pessoa e que, em alguns casos, pode facilitar o desdobramento, pois favorecem a soltura energética dos veículos de manifestação.

DESDOBRAMENTO E ALIMENTAÇÃO:

Baseado em pesquisas realizadas a este respeito e à própria experiência, o fato da pessoa comer determinado tipo de alimento não determina maior facilidade ou dificuldade para desdobrar-se.

Por exemplo, não seria correto afirmar que uma pessoa que não come carne vermelha terá maior facilidade de desdobrar-se, ao passo que uma pessoa, que nutre-se de carne vermelha, terá maior dificuldade para desdobrar-se.

A minha alimentação contém carne vermelha e derivados, nem por isso deixei de vivenciar experiências extracorpóreas com lucidez.

Devemos prestar atenção no que vamos ingerir, algumas horas antes do sono físico. Isso sim pode fazer a diferença.

Não é recomendado alimentar-se duas horas antes de deitar, pois qualquer alimento seja carne ou arroz, ou feijão, provocará atividade digestiva e isso sim pode ser um empecilho para quem deseja desdobrar-se, pois o corpo, em atividade digestiva ou qualquer outro tipo de atividade, dificulta o afrouxamento dos liames energéticos que o prendem aos corpos sutis.

DESDOBRAMENTO E DROGAS

Há muitos pacientes que tiveram experiências fora do corpo, durante uma intervenção cirúrgica. Há muitos relatos em livros especializados no assunto. A ação do anestésico faz com que o metabolismo do corpo caia provocando o deslocamento do corpo astral.

Drogas como a maconha, cocaína, heroína, o haxixe, o crack, o LSD entre outras drogas pesadas, também podem provocar desdobramentos. Mas, nesta modalidade, há o agravante de que espíritos desencarnados doentes, viciados na energia dessas drogas, se aproximarão dessa pessoa desdobrada (por sintonia energética) com a finalidade de vampirizá-la.

Importante frisar também que aqueles que pretendem desdobrar-se não abusem da utilização de alcoólicos, pois há muitos alcoólatras desencarnados os esperando para transformá-los em taças vivas!

“Todo o exagero, físico ou espiritual leva ao desequilíbrio da alma”

7. Assistência extrafísica:

O valor da consciência está claramente delineado no serviço desinteressado que se possa prestar à coletividade física e extra física.

Mediante processos específicos de transmissão de energia, os trabalhadores extra físicos usam o ser desdobrado como doador de energia para pessoa enferma (na maioria das vezes já desencarnadas e sem se aperceberem disso).

Os enfermos desencarnados, muitos deles portam no corpo espiritual energias densas, oriundas de desequilíbrios variados, na existência terrestre. Além disso, como o corpo astral reflete fielmente o que a consciência pensa e sente, as formas mentais engendradas pelo pensamento negativo aderem a sua aura, gerando com isso sérios bloqueios espirituais que mantém a entidade agregada vibratoriamente aos níveis extra físicos mais densos, ou como, acontece comumente, no campo energético da própria crosta terrestre.

Mediante a isto, os trabalhadores espirituais utilizam as energias da pessoa desdobrada, pois estas também manifestam, na maioria das vezes, energias densas que são compatíveis com as energias dos enfermos extra físicos. Então os trabalhadores espirituais utilizam as energias densas do cordão de prata do projetor e de seu duplo Etérico ligado ao corpo.

Vejamos mais uma vez o que diz a esse respeito André Luiz na obra “No mundo maior”.

- “A libertação pelo sono é o recurso imediato de amparo fraterno. A princípio, recebem-nos a influência inconscientemente; em seguida porém, fortalecem a mente, devagarinho, gravando-nos no concurso da memória, apresentando idéias, alvitres sugestões, pareceres e inspirações beneficientes e salvadoras, através de recordações imprecisas”.

E mediante a isso André Luiz comenta a respeito da oportunidade que significa ter essa faculdade desenvolvida:

“Milhões de homens e mulheres a dormir em cidades próximas, algemados aos interesses imediatos e ansiando a permuta das mais vis sensações, nem de longe suspeitariam a existência daquela original aglomeração de candidatos a luz íntima, convocados a preparação intensiva para incursões mais longas e eficientes na espiritualidade superior. Teriam noção do sublime ensejo que lhes aprazia? Aproveitariam a dádiva com suficiente compreensão dos valores eternos? Marchariam desassombrados para frente, ou estacionariam ao contato dos primeiros óbices, no esforço iluminativo?”

“Enquanto vossa orgnização fisiológica repousa a distância, exercitando-se para morte, vossas almas quase libertas partilham conosco a fraternidade e a esperança, adestrando faculdades e sentimentos para a verdadeira vida”.

Mediante a pesquisa realizada, é possível observar que o Desdobramento, mais do que qualquer outra coisa, é uma oportunidade de nos melhorarmos e servirmos ao bem, beneficiando todos os necessitados nas zonas física e extra-física, conforme a capacidade de quem esteja na tarefa em curso.

É impossível não perceber que a utilização desta faculdade, bem como de todas as outras que o Pai nos concede, deve ser administrada com extremo bom senso, afim de que a oportunidade não se torne motivo de queda, sempre tendo como base das nossas ações o ensinamento do magnânimo MESTRE, “amai-vos uns aos outros como EU vos amei”. Ou seja, amar incondicionalmente, de forma que possamos sublimar tudo o que nos foi dado, até mesmo porque Ele também deixa a advertência. “Aquele que não tem, até o que pensa ter lhe será tirado”. Portanto, devemos ter as nossas mentes em qualquer circunstância, sempre voltadas para o bem de todos sem exceção.
O desdobramento exige prudência, pois nos coloca diretamente em contato com o mundo dos espíritos, onde não há máscaras, e ninguém poderá transgredir a Lei de afinidade espiritual, assim, aquele que se candidatar ao desenvolvimento desta faculdade necessita primeiramente observar-se, melhorar-se, corrigir-se o melhor possível, para não tornar o que poderia ser imensamente produtivo em um oceano de desacertos.

O Mestre também disse. “Aquele que faz a vontade do meu Pai é meu irmão”. Estejamos sempre orientados para o bem que permitirá que sempre sejamos amparados pelo Mestre.

O CONHECIMENTO NADA PODE PERTO DE TUDO QUE O AMOR PODE!

Porque, quando um irmão está no cume da dor, do remorso, do flagelo, nenhuma técnica, nenhuma faculdade, nada é mais poderoso e eficaz do que o AMOR que JESUS nos ensinou.

Obras consultadas:

1. André Luiz – Francisco Cândido Xavier (Nos domínios da Mediunidade), FEB.
2. André Luiz – Francisco Cândido Xavier (Mecanismos da Mediunidade), FEB.
3. André Luiz – Francisco Candido Xavier (No Mundo Maior), FEB.
4. André Luiz – Francisco Cândido Xavier (Evolução em dois Mundos), FEB.
5. Carlos Torres Pastorino (Técnica da Mediunidade).
6. Wagner Borges, (Viagem espiritual II).
7. A Bíblia Sagrada, Edição Pastoral.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

IDOSOS CRIAM LIVROS E TREINAM MEMÓRIA.

Idosos criam livro e treinam memória

O Estado de S. Paulo - 16/05/2017
São Paulo - "Eu pude escrever, eu pude contar uma história que eu sempre queria contar." A frase, de Therezinha Carelli dos Santos, de 88 anos, mãe de três filhos e avó de quatro netos, resume bem a importância e a simplicidade do projeto que culminou com o livro Histórias Que Se Encontram, recém-lançado pelo GerosCenter, espaço de lazer e de manutenção de saúde física e mental do Lar Sant'Ana, residencial de idosos mantido pela Liga Solidária no Alto de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.

No fim do ano passado, ao longo de quatro encontros de 1h30 cada, 18 vovós e vovôs tiveram a ajuda da educadora social e especialista em políticas públicas Cida Lemos para traduzir em palavras e ilustrações quatro contos, quatro histórias que eles gostariam de contar.

Voluntária, foi a primeira vez que Cida trabalhou com esse tipo de público. E com um desafio: metade dos participantes tem doença de Alzheimer. "O livro é a síntese de nossas atividades. Trabalhamos a memória do aqui e do agora", diz a educadora. "Com técnicas de teatro e ilustração, conseguimos extrair as histórias que gostariam de escrever."

A Família Feliz, A Renovação, Tico e Fada e Dois Amigos são obras coletivas. As histórias foram assinadas por todos os participantes: Anna Miguel Attie, Aylsa Ludovice Peake, Carmen Costa Verlangieri, Dagmar Barretto Araújo, Eloah Galvão Rodrigues, Francisco Sera Rocasalbas, Isolina Guimarães Salles, Maçae Inada, Maria Alice Carvalho de Resende, Maria Aparecida Salgado Orsi, Maria Isabel Vasquez Gonzalez, Maria José Sawaia, Maria Perpétua da Cunha Mendes, Rosaly Muniz Ribeiro Herling, Taka Hattori, Therezinha Carelli dos Santos, Therezinha de Souza Granziera e Therezinha Prada Estrela.

"Para mim, o principal resultado do projeto foi a união que se formou entre nós. Nos encontros, cada uma queria projetar a história da amiga", diz Maria Alice de Resende, de 90 anos, mãe de quatro filhos, avó de quatro netos e bisavó de dois. "O que mais vale é a amizade."

Autógrafo

No fim de abril, o livro foi lançado para familiares no próprio Lar Sant?Ana. "Foi a nossa manhã de autógrafos", orgulha-se Anna Miguel Attie, de 84 anos, três filhos, seis netos, uma bisneta. De acordo com Cristiane Felipe, gestora do GerosCenter, a ideia é promover uma nova leva em breve. "Se tudo der certo, faremos um por ano", adianta.

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