Desdobramento
é a capacidade que todo o ser humano possui de projetar a consciência
para fora do corpo, utilizando-se dos corpos sutis de manifestação.
VEÍCULOS DE MANIFESTAÇÃO!
É importante compreender que o espírito possui diversos corpos de
manifestação que se interpenetram e coexistem em freqüências vibratórias
diferentes.
Para melhor compreensão do assunto abordado no
presente trabalho dividiremos esses veículos de manifestação da seguinte
maneira:
1. Corpo Mental;
2. Corpo Astral;
3. Corpo Físico.
O desdobramento pode ocorrer durante o sono, no transe, na síncope, no desmaio, ou sob a influência de anestésicos.
Corpo Astral: Sendo um corpo energético, com uma capacidade de
plasmagem de formas em sua estrutura, o corpo astral pode se apresentar
ocasionalmente durante o desdobramento com configurações não
antropomórficas como: bola de luz, forma vaporosa, formato
semi-humanóide etc.
Isso ocorre porque temos como plasmador do
corpo astral o nosso próprio pensamento, e como as células astralinas
são dotadas de maior aceleração e sutileza, são mais vulneráveis aos
pulsos mentais que regem a sua forma.
DESDOBRAMENTO NATURAL OU PROVOCADA:
No desdobramento natural a pessoa desloca-se do corpo sem o concurso da vontade e não compreende como isso aconteceu.
No desdobramento provocado a pessoa tenta sair do corpo pela vontade e consegue.
O CORDÃO DE PRATA:
O corpo astral é ligado ao corpo físico por um apêndice energético,
conhecido como cordão de prata, através do qual é transmitida a energia
vital para o corpo físico, abandonado durante a projeção e também são
transmitidas energias do corpo físico para o corpo astral, criando um
circuito energético de ida e volta.
Enquanto os dois corpos
estão próximos, o cordão é como um cabo grosso. A medida que o corpo
astral se afasta das imediações do corpo físico, o cordão torna-se cada
vez mais sutil.
O vigor e a elasticidade do cordão de prata são incalculáveis.
Por meio deste cordão, é possível afirmar que o ser desdobrado jamais
se perderá do seu corpo físico; também não há possibilidade do ser optar
por não voltar mais para o corpo físico. Para voltar basta pensar
firmemente no seu corpo físico e o retorno se dará automaticamente. O
cordão de prata possui uma espécie de automatismo subconsciente que
funciona independente da vontade do ser e atrai o corpo astral de volta
para o corpo físico.
No caso de surgir alguma perturbação
física, durante o desdobramento, o corpo astral será imediatamente
atraído pelo cordão de prata para dentro dele. Daí vem muitas vezes a
sensação de queda e o despertar assustado no corpo físico.
Não se trata de uma corda de luz, mas sim um feixe de energia de alta densidade.
O cordão de prata não pode ser cortado, por um simples motivo, ele não é
uma corda, é energia, não dá nó, não enrola e muito menos emaranha em
coisa alguma.
Diâmetro: de 3 a 15 cm de distância, 5 cm de espessura; de 10 m em diante: fio luminoso.
Elasticidade: Infinita.
Cor: Quando muito denso: verde, azul ou alaranjado. Quando mais sutil: branco-acinzentado, branco prateado ou dourado.
Vigor da cúpula: Variável de acordo com a saúde de quem se desdobra.
Aviso admonitório: Forte tração (Repulsão) do cordão de prata,
alertando o ser desdobrado de que está no momento de retornar ao corpo
físico.
O principal filamento energético do cordão de prata está situado na cabeça, onde se liga internamente na fossa rombóide.
Vejamos o que diz André Luiz na obra “Mecanismos da Mediunidade”.
- “...Por um fio tenuíssimo, fio este muito superficialmente
comparável, de certo modo, à onda do radar, que pode vencer imensuráveis
distâncias, voltando inalterável ao centro emissor, não obstante
sabermos que semelhante confronto resulta de todo impróprio para o
fenômeno que estudamos no campo da inteligência.”
PONTO DE LIGAÇÃO DO CORDÃO DE PRATA NOS CORPOS:
Os principais filamentos energéticos são aqueles que partem da área da
cabeça, através dos chácras coronário e frontal e a partir da fossa
rombóide segundo André Luiz em “Evolução em dois mundos – pag. 167”, no
interior do crânio. Na parte desdobrada, o cordão de prata se liga na
parte posterior da cabeça astral.
CATALEPSIA ASTRAL
Às vezes, a pessoa pode sentir uma paralisia dos veículos de
manifestação, principalmente dentro da faixa de atividade do cordão de
prata, chama-se catalepsia astral. Não deve ser confundida com
catalepsia patológica que é uma doença rara.
Obs. É importante saber que o desdobramento é uma capacidade inerente a todos os seres, encarnados e desencarnados.
ÉTICA
A pessoa que se propõe a desdobrar-se conscientemente deverá estar bem
intencionada, sabendo o que irá fazer com as informações que obtiver a
respeito do desdobramento, usando-as com discernimento e coerência para
crescer espiritualmente e ajudar os outros. Conhecimento implica em
responsabilidade e sair do corpo não é brincadeira, nem turismo
extra-físico.
O desejo sincero de adquirir conhecimento fora
do corpo e o desejo de prestar assistência extra-física que pode ser
ministrado para doentes encarnados e desencarnados deve ser o nosso
norte no desenvolvimento desta faculdade.
Se a intenção da pessoa for aprender fora do corpo ou ajudar o próximo terá a ajuda de espíritos amigos durante a experiência.
Intenções negativas atrairá espíritos densos, também com intenções negativas, que o perturbarão.
Diante do mundo espiritual e das consciências desencarnadas, o ser não
conseguirá esconder de ninguém o que ele é e o que pensa. O corpo astral
é um veículo de manifestação que reflete o que a consciência é
realmente.
O que cada um deve almejar com toda força é o enriquecimento íntimo e o fortalecimento do amor por todas as criaturas.
Três posturas que devem ser observadas por quem deseje desdobrar-se
são: Humildade, respeito e consideração por aqueles que o assistem.
SINTOMAS DO DESDOBRAMENTO
Muitas pessoas, ao adormecer, tem a sensação de estar “Escorregando” ou
caindo em um buraco e despertam sobressaltadas. Isso acontece devido a
um deslocamento do corpo astral dentro do corpo físico. Conforme a
ilustração a seguir:
ESTADO VIBRACIONAL
São vibrações
intensas que percorrem o corpo astral e o físico antes do
desdobramento. O estado vibracional pode produzir uma espécie de zumbido
ou ruído estridente que incomoda a pessoa.
BALLONNEMENT
A pessoa tem a impressão de que seu corpo está inflando como um balão.
OSCILAÇÃO ASTRAL
É quando o corpo astral flutua acima do corpo físico sem controle de um lado para o outro.
RUÍDOS INTRACRANIANOS
Podem ser percebidos pela pessoa como estalidos, como zumbido
estridente ou como uma espécie de “click” energético bem no centro da
cabeça. (Pineal)
O corpo astral flutuando no ar, acima do corpo físico.
Envolvendo os dois corpos, e interpenetrando-os, está a faixa de atividade do cordão de prata.
O corpo físico sofre uma ligeira queda de atividade e os liames
energéticos que prendem o corpo astral nele, afrouxam-se
temporariamente, ejetando-o, então, para a vivência extracorpórea.
BENEFÍCIOS DO DESDOBRAMENTO
Nas horas em que o corpo físico está adormecido, o ser desdobrado pode
observar, trabalhar, participar e aprender fora do corpo.
Constatar, através da experiência pessoal, a realidade do mundo
espiritual, prestar assistência extra-física, através da exteriorização
de energias fora do corpo para doentes encarnados e desencarnados, a
desobsessão extra-física e encontrar pessoas amadas.
A assistência extrafísica a enfermos físicos e extra físicos é uma das grandes utilidades do desdobramento.
Vejamos o que diz André Luiz a respeito da assistência no mundo
espiritual dos seres desdobrados na obra “Mecanismos da Mediunidade”.
“...efetuam incursões nos planos do espírito, transformando-se muitas
vezes, em preciosos instrumentos dos Bem Feitores da espiritualidade,
como oficiais de ligação entre a esfera física e a esfera extra
física.”
DESDOBRAMENTO E OBJETIVOS MENTAIS
Carregamos
para fora do corpo físico os últimos pensamentos e desejos que
manifestávamos nos momentos que antecederam nossa entrada no sono, por
isso a importância de mantermos pensamentos elevados antes de deitar e
ter em mente objetivos espirituais sadios, porque devemos sempre lembrar
da lei de afinidade espiritual.
DESDOBRAMENTO NA BÍBLIA
Na bíblia existem várias referências simbólicas sobre
desdobramento:
- Ezequiel: cap. 3, vers. 14: "Então o espírito me levantou e me levou; e eu fui muito triste, no ardor do meu espírito..."
- Apocalipse: cap. 1, vers. 10: "Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor..."
- São Paulo; Segunda Epístola aos Coríntios: cap. 12, vers. 2 à 6:
"Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até o
terceiro céu, e sei que o tal homem foi arrebatado ao paraíso e ouviu
palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir."
DESDOBRAMENTO E RESPONSABILIDADE
É inviável e desaconselhável a prática do desdobramento sem o
conhecimento do processo de saída do corpo físico, bem como sem o estudo
prévio dos habitantes e situações extra físicas e das leis sutis
regentes em todas as dimensões. Como por exemplo, o carma e a sempre
lembrada Lei: “Semelhante atrai semelhante”. É necessário estudo
paralelo da teoria e da prática, unindo inteligência, sentimento,
intuição, ética, disciplina, responsabilidade e maturidade.
É muito importante lembrar que um dos principais objetivos do desdobramento é prestação de assistência extra física.
O desdobramento não deve ser encarado como fuga dos problemas da vida.
EUFORIA EXTRA-FÍSICA
Muitas vezes, por falta de experiência durante o desdobramento, é
gerada forte atividade emocional. O estímulo emocional gera uma descarga
energética que acaba fluindo pelo cordão de prata para o corpo físico,
e, por repercussão vibratória, acelera os batimentos cardíacos, gerando
dessa maneira, atividade fisiológica correspondente à vigília física.
Esta reação que é gerada em fração de segundo, faz com que o cordão de
prata puxe, rapidamente, o corpo astral para dentro do corpo físico.
DESDOBRAMENTO ASSISTIDO
Durante todo o desdobramento os guias estão presentes, assistindo e
orientando o ser desdobrado, mesmo que não possa ser percebido. Na
maioria das vezes estão intangíveis.
Mesmo que o ser
desdobrado não os perceba, devido as suas energias demasiado sutis, eles
estão lá, observando e conduzindo-o sutilmente. Praticamente não há
desdobramento sozinho, já que os orientadores estarão observando o ser
desdobrado onde quer que seja.
DESDOBRAMENTO DO CORPO MENTAL
corpo mental é o veículo no qual a consciência se manifesta no plano
mental, o corpo mental interpenetra o corpo astral. O meio de
comunicação nesse plano é pensamento a pensamento.
O corpo mental é ligado ao corpo astral através de um conduto energético bastante sutil denominado “Cordão de ouro”.
O desdobramento mental ocorre quando o corpo mental se projeta para
fora da cabeça astral diretamente para o plano mental, isso pode
acontecer de duas maneiras.
1) O corpo mental se desdobra em um só estágio, deixando o corpo astral no interior do corpo físico.
2) O corpo mental se desdobra em dois estágios: no primeiro, se
desdobra com o corpo astral para fora do corpo físico, no segundo, se
desdobra para fora do corpo astral, deixando-o flutuando nas
proximidades do corpo físico ou em alguma dimensão do plano astral.
O corpo mental (sem forma antropomórfica) desdobrando-se para fora da
cabeça astral do corpo astral que, por sua vez, flutua no ar, acima do
corpo físico.
CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DE CANDIDATOS A DESDOBRAMENTO
Para que a experiência fora do corpo se torne sadia e de grande
relevância para a evolução do ser, é necessário, para quem se candidate a
esta tarefa, almejar certas qualidades, atitudes para que aquilo que
pode ser um bem não se torne motivo de queda.
O candidato ao
desdobramento deve ser portador de uma vontade inquebrantável, pois não
existe nenhuma forma de evolução espiritual baseada na preguiça; é
necessário que a idéia de se desdobrar seja um pensamento diário, um
hábito.
É muito importante compreender que desdobramento não é
turismo extra físico nem brincadeira para espiritualistas ociosos e
irresponsáveis.
A coerência mostra-se como fator decisivo para
o bom aproveitamento da experiência, necessária coerência no cotidiano.
Alguém incoerente na vida física, também será incoerente na experiência
extra-física.
Altruísmo; porque vale mais um materialista altruísta do que um alguém que se desdobra no mundo extra-físico e é egoísta.
Ter prioridades. Pois muitos querem desenvolver suas potencialidades
espirituais, mas estão mais interessados no desfecho de sua novela
predileta, no que aconteceu com o carro do vizinho do que com o
desenvolvimento da própria consciência.
Conhecimento sobre o
assunto, leitura freqüente de livros a respeito do assunto, procurando
penetrar o, tanto quanto possível, nas questões técnicas e morais que
envolvem o assunto, visando o aprimoramento da faculdade.
Ética, sempre fundamentada nos ensinamentos do mestre Jesus.
Equilíbrio emocional. Quanto maior for seu equilíbrio emocional na vida física, maior será sua lucidez fora do corpo.
Persistência.
Honestidade consigo mesmo, com suas convicções; É importante responder à seguinte pergunta:
Qual é o real objetivo ao tentar desdobrar-se conscientemente para fora
do corpo físico? A resposta para esta pergunta encerra em si mesmo a
chave para o êxito ou o fracasso no desdobramento.
Objetividade; nunca desistir dos objetivos espirituais.
Higiene física e mental. Diz um velho ditado chinês: “Um corpo sujo
sempre abriga uma alma imunda”; e um outro: “Uma mente suja sempre
abriga pensamentos imundos”.
Paciência!!!
Respeito
por todas as criaturas. Não estamos acima de ninguém, os irmãos que se
encontram na esfera extra-física, em situação desfavorável, são nossos
irmãos em Deus e merecem todo o nosso carinho e amparo. O segredo para
se ter uma experiência extracorpórea saudável durante o sono é sempre
estar munido da força básica e poderosa do universo que é o amor.
Ter uma vida lúcida.
Com relação a aquisição de conhecimento para esta tarefa vamos observar o que diz André Luiz em “Mecanismos da Mediunidade”.
“Cumpre destacar, entretanto, a importância do estudo para quantos se
vejam chamados a semelhante gênero de serviço, porque segundo a lei do
campo mental, cada espírito somente logrará chegar, do ponto de vista da
compreensão necessária, até onde se lhe paire o discernimento”.
Podemos observar a partir das palavras de André Luiz que os vôos da
alma estão delimitados pela sua compreensão. É da lei também que não
haja desperdício na economia cósmica, portanto não seria correto expor o
espírito a paragens das quais não teria compreensão, e, sendo assim,
não tendo aproveitamento algum no caminho evolutivo do ser.
REMEMORAÇÃO E LUCIDEZ DAS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS:
Algumas pessoas têm uma maior predisposição para rememorar as
experiências fora do corpo. Isso se deve a cursos pré-reencarnatórios
realizados por estes no plano extra-físico, ou até mesmo em
reencarnações anteriores, nos quais desenvolveram seu potencial anímico
mediúnico, através de processos iniciáticos de escolas de esoterismo da
antiguidade, principalmente no antigo Egito e nas antigas academias
espiritualistas da China e da Índia.
Observemos agora as questões fisiológicas que impedem uma boa rememoração das experiências extra-físicas:
O problema está no cérebro, nas ligações entre o tálamo que se localiza na parte posterior do cérebro e as regiões corticais.
O tálamo é o ponto que permite que a criatura conscientize as sensações
recebidas pelo córtex, de modo que é responsável pela conscientização
dos fatos; recebe os pulsos nervosos do córtex e transmite-os a
consciência da criatura, podendo porém ser isolado, para que não atinja a
consciência. Durante o sono essa ligação entre o tálamo e as regiões
corticais é isolada, o que impede que tenhamos a rememoração perfeita
dos fatos ocorridos durante o sono.
Vejamos o que diz a respeito Carlos Torres Pastorino na obra “Técnica da Mediunidade”.
“Se o corpo astral se afasta do corpo físico, vive sua própria vida
independente, se o que vive se comunica ao tálamo, este pode
comunicá-lo, ao despertar, ao córtex, e a pessoa se recorda do que viveu
realmente.”
Além do que já foi citado, podemos ainda observar
o quesito autorização, que se obtém ou não das esferas superiores para
rememoração dos fatos ocorridos nos planos extra-físicos, levando em
consideração a repercussão que isso terá na vida da pessoa. Auxiliará ou
prejudicará o processo evolutivo em curso?
DESTINO DO SER DESDOBRADO
Em primeiro lugar é necessário possuir um corpo astral adequado, que
por ser o corpo emocional, é quase desnecessário dizer que o bom
funcionamento deste corpo depende do nosso equilíbrio emocional. Isso só
ocorre quando mantemos este veículo limpo ou seja, sem plaquetas
emocionais densas, abastecido de grande capacidade energética.
Um corpo astral em péssimo estado pode trazer riscos a integridade
espiritual pois, estando em desequilíbrio, será atraído por
correspondência de freqüência (sintonia) para o plano extra físico denso
(Umbral), o que pode acarretar em perda de energia e (ou) trauma
emocional.
É sempre bom lembrar que um corpo astral em situação X será atraído para uma dimensão X correspondente.
Portanto, é imprescindível uma avaliação do contexto
emocional-energético e, dentro do possível, descobrir os pontos fracos e
ajustá-los, equilibrá-los.
Vejamos o que diz a esse respeito o espírito André Luiz na obra “Evolução em dois mundos”.
- “Durante o sono, a mente suscetível a influenciação dos
desencarnados, que evoluídos ou não, lhe visitam o ser, atraídos pelos
quadros que se lhe filtram da aura, ofertando-lhes auxílio eficiente
quando se mostre inclinada a ascensão de ordem moral, ou sugando-lhe as
energias e assoprando-lhe sugestões infelizes quando, pela própria
ociosidade ou intenção maligna, adere ao consórcio psíquico de espécie
aviltante, que lhe favorece a estagnação na preguiça ou a envolve nas
obsessões viciosas pelas quais se entregam a temíveis contratos com as
forças sombrias.”
- “O corpo espiritual acompanha, de inicio, o impulso da corrente mental que por ele extravasa”.
E o mesmo autor na obra “Mecanismos da Mediunidade”
“...Nesse estágio evolutivo permanecem milhões de pessoas –
representando a faixa de evolução mediana da Humanidade, rendendo-se,
cada dia, ao impositivo do sono ou hipnose natural de refazimento, em
que se desdobram, mecanicamente, entrando, fora do indumento carnal, em
sintonia com as entidades que se lhe revelam afins, tanto na ação
construtiva do bem, quanto na ação deletéria do mal,
entretecendo-se-lhes o caminho da experiência que lhes é necessário a
sublimação no porvir.”
E logo em seguida,
“Desdobrando-se, no sono vulgar, a criatura segue o rumo da própria
concentração, procurando automaticamente, fora do corpo de carne, os
objetivos que se casam com o seus interesses evidentes ou escusos.”
DESDOBRAMENTO E MÚSICA
Existem alguns tipos de músicas, que também são utilizadas
para relaxamento, que induzem o cérebro a produzir ondas alfa, que
estão relacionadas com o relaxamento e a criatividade (intelectual,
artística ou espiritual) da pessoa e que, em alguns casos, pode
facilitar o desdobramento, pois favorecem a soltura energética dos
veículos de manifestação.
DESDOBRAMENTO E ALIMENTAÇÃO:
Baseado em pesquisas realizadas a este respeito e à própria
experiência, o fato da pessoa comer determinado tipo de alimento não
determina maior facilidade ou dificuldade para desdobrar-se.
Por exemplo, não seria correto afirmar que uma pessoa que não come carne
vermelha terá maior facilidade de desdobrar-se, ao passo que uma
pessoa, que nutre-se de carne vermelha, terá maior dificuldade para
desdobrar-se.
A minha alimentação contém carne vermelha e
derivados, nem por isso deixei de vivenciar experiências extracorpóreas
com lucidez.
Devemos prestar atenção no que vamos ingerir, algumas horas antes do sono físico. Isso sim pode fazer a diferença.
Não é recomendado alimentar-se duas horas antes de deitar, pois
qualquer alimento seja carne ou arroz, ou feijão, provocará atividade
digestiva e isso sim pode ser um empecilho para quem deseja
desdobrar-se, pois o corpo, em atividade digestiva ou qualquer outro
tipo de atividade, dificulta o afrouxamento dos liames energéticos que o
prendem aos corpos sutis.
DESDOBRAMENTO E DROGAS
Há
muitos pacientes que tiveram experiências fora do corpo, durante uma
intervenção cirúrgica. Há muitos relatos em livros especializados no
assunto. A ação do anestésico faz com que o metabolismo do corpo caia
provocando o deslocamento do corpo astral.
Drogas como a
maconha, cocaína, heroína, o haxixe, o crack, o LSD entre outras drogas
pesadas, também podem provocar desdobramentos. Mas, nesta modalidade, há
o agravante de que espíritos desencarnados doentes, viciados na energia
dessas drogas, se aproximarão dessa pessoa desdobrada (por sintonia
energética) com a finalidade de vampirizá-la.
Importante
frisar também que aqueles que pretendem desdobrar-se não abusem da
utilização de alcoólicos, pois há muitos alcoólatras desencarnados os
esperando para transformá-los em taças vivas!
“Todo o exagero, físico ou espiritual leva ao desequilíbrio da alma”
7. Assistência extrafísica:
O valor da consciência está claramente delineado no serviço
desinteressado que se possa prestar à coletividade física e extra
física.
Mediante processos específicos de transmissão de
energia, os trabalhadores extra físicos usam o ser desdobrado como
doador de energia para pessoa enferma (na maioria das vezes já
desencarnadas e sem se aperceberem disso).
Os enfermos
desencarnados, muitos deles portam no corpo espiritual energias densas,
oriundas de desequilíbrios variados, na existência terrestre. Além
disso, como o corpo astral reflete fielmente o que a consciência pensa e
sente, as formas mentais engendradas pelo pensamento negativo aderem a
sua aura, gerando com isso sérios bloqueios espirituais que mantém a
entidade agregada vibratoriamente aos níveis extra físicos mais densos,
ou como, acontece comumente, no campo energético da própria crosta
terrestre.
Mediante a isto, os trabalhadores espirituais
utilizam as energias da pessoa desdobrada, pois estas também manifestam,
na maioria das vezes, energias densas que são compatíveis com as
energias dos enfermos extra físicos. Então os trabalhadores espirituais
utilizam as energias densas do cordão de prata do projetor e de seu
duplo Etérico ligado ao corpo.
Vejamos mais uma vez o que diz a esse respeito André Luiz na obra “No mundo maior”.
- “A libertação pelo sono é o recurso imediato de amparo fraterno. A
princípio, recebem-nos a influência inconscientemente; em seguida porém,
fortalecem a mente, devagarinho, gravando-nos no concurso da memória,
apresentando idéias, alvitres sugestões, pareceres e inspirações
beneficientes e salvadoras, através de recordações imprecisas”.
E mediante a isso André Luiz comenta a respeito da oportunidade que significa ter essa faculdade desenvolvida:
“Milhões de homens e mulheres a dormir em cidades próximas, algemados
aos interesses imediatos e ansiando a permuta das mais vis sensações,
nem de longe suspeitariam a existência daquela original aglomeração de
candidatos a luz íntima, convocados a preparação intensiva para
incursões mais longas e eficientes na espiritualidade superior. Teriam
noção do sublime ensejo que lhes aprazia? Aproveitariam a dádiva com
suficiente compreensão dos valores eternos? Marchariam desassombrados
para frente, ou estacionariam ao contato dos primeiros óbices, no
esforço iluminativo?”
“Enquanto vossa orgnização fisiológica
repousa a distância, exercitando-se para morte, vossas almas quase
libertas partilham conosco a fraternidade e a esperança, adestrando
faculdades e sentimentos para a verdadeira vida”.
Mediante a
pesquisa realizada, é possível observar que o Desdobramento, mais do que
qualquer outra coisa, é uma oportunidade de nos melhorarmos e servirmos
ao bem, beneficiando todos os necessitados nas zonas física e
extra-física, conforme a capacidade de quem esteja na tarefa em curso.
É impossível não perceber que a utilização desta faculdade, bem como de
todas as outras que o Pai nos concede, deve ser administrada com
extremo bom senso, afim de que a oportunidade não se torne motivo de
queda, sempre tendo como base das nossas ações o ensinamento do
magnânimo MESTRE, “amai-vos uns aos outros como EU vos amei”. Ou seja,
amar incondicionalmente, de forma que possamos sublimar tudo o que nos
foi dado, até mesmo porque Ele também deixa a advertência. “Aquele que
não tem, até o que pensa ter lhe será tirado”. Portanto, devemos ter as
nossas mentes em qualquer circunstância, sempre voltadas para o bem de
todos sem exceção.
O desdobramento exige prudência, pois nos coloca
diretamente em contato com o mundo dos espíritos, onde não há máscaras,
e ninguém poderá transgredir a Lei de afinidade espiritual, assim,
aquele que se candidatar ao desenvolvimento desta faculdade necessita
primeiramente observar-se, melhorar-se, corrigir-se o melhor possível,
para não tornar o que poderia ser imensamente produtivo em um oceano de
desacertos.
O Mestre também disse. “Aquele que faz a vontade
do meu Pai é meu irmão”. Estejamos sempre orientados para o bem que
permitirá que sempre sejamos amparados pelo Mestre.
O CONHECIMENTO NADA PODE PERTO DE TUDO QUE O AMOR PODE!
Porque, quando um irmão está no cume da dor, do remorso, do flagelo,
nenhuma técnica, nenhuma faculdade, nada é mais poderoso e eficaz do que
o AMOR que JESUS nos ensinou.
Obras consultadas:
1. André Luiz – Francisco Cândido Xavier (Nos domínios da Mediunidade), FEB.
2. André Luiz – Francisco Cândido Xavier (Mecanismos da Mediunidade), FEB.
3. André Luiz – Francisco Candido Xavier (No Mundo Maior), FEB.
4. André Luiz – Francisco Cândido Xavier (Evolução em dois Mundos), FEB.
5. Carlos Torres Pastorino (Técnica da Mediunidade).
6. Wagner Borges, (Viagem espiritual II).
7. A Bíblia Sagrada, Edição Pastoral.