sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

A PRIMEIRA RESSURREIÇÃO DE RUBEM ALVES.

A primeira ressureição de Rubem Alves

Galeno Amorim
As três boas horas que passei, hoje, entre cinquenta presos-leitores da Penitenciária Masculina de Ribeirão Preto, me deram alegria e alento redobrados. Em primeiro lugar, porque compartilhar histórias e uma prosa alongada sobre o papel dos livros na vida das pessoas com gente interessada no assunto não tem preço. Não é pouca coisa.

Depois, porque poder testemunhar a ressureição de uma biblioteca, literalmente das cinzas, e que já alcança, em tão pouco tempo, resultados pra bibliotecário nenhum botar defeito, também não é pra qualquer um.

O caso é que pude ver, com os próprios olhos (que ainda hão de ler muitos livros nesta vida), nesta quinta-feira de sol a pino, uma e outra coisa. E, no final, ainda filar uma bóia por lá, junto a pessoas queridas.

Desta vez resolvi deixar um pouco de lado minha velha e surrada ladainha sobre como livros mudam e transformam, para melhor, a vida de pessoas. Mesmo porque muitos deles, antes mesmo que eu repetisse minha cantilena, já me ensinavam, de modo prático e reto, como é que isso se dá, pra valer, na prática.

Muitos ali haviam acabado de ler "Carrasco de Goleiros", uma biografia que cobre os primeiros anos da vida do Ronaldo Fenômeno (na época, ainda Ronaldinho, um menino rumo ao prometido estrelato mundial). A obra foi escrita a seis mãos (belas mãos, diga-se de passagem, essas do escritor Luiz Puntel e dos jornalistas, também autores, Luiz Carlos Ramos e Brás Henrique), e publicada por mim, antes da virada do último milênio.

O livro fez muito sucesso entre os jovens na última década do século passado. E faz até hoje, entre os participantes dos vinte clubes de leitura que o Instituto Palavra Mágica, que eu criei e mantenho, leva, junto com a Funap, aos presídios paulistas. Uma hora dessas eu conto algumas dessas histórias.

Mas o fato é que a alegria maior ainda estava por vir.

Nesse presídio, eu inaugurei, nos primeiros anos da década de 2.000, quando era secretário de Cultura de Ribeirão Preto, uma das 80 bibliotecas (sim, isto mesmo: 80 bibliotecas) que abri, em pouco mais de três anos, na cidade. Era uma biblioteca modelar e eu sempre a citava como exemplo por duas razões: primeiro porque, em apenas quatro meses, a quantidade inaugural de livros mais que dobrou, graças às doações dos visitantes que se encantavam, nas visitas, de ouvir dos entes queridos e amigos presos que só faziam ler e falar de livros e personagens.

As doações não tardaram, rápidas e certeiras, e o acervo foi lá pras alturas.

Contudo, o que dava mesmo água na boca e fazia encher de outras águas, estas salgadas, os olhos de quem quer que tomasse conhecimento do que se passava por ali, era seus indicadores de leitura (na ocasião, graças a essa e a outras políticas, o índice de leitura na cidade multiplicou-se por 6, e muito se devia ao número de livros emprestados, especificamente, naquela biblioteca, não por acaso batizada de Rubem Alves).

Pois bem: numa rebelião, em 2006, esses livros viraram pó.

Mas a história que traziam esses livros e a história da própria biblioteca, não. Algo permaneceu em seu DNA.

Custou, mas, enfim, a boa e aguerrida bibliotequinha da cadeia se reergueu. Agora, está de pé. Já contabiliza 2.500 livros, que crescem feito foguete. Estão, hermeticamente, enfileirados e organizados, de tal forma que encheriam de orgulho qualquer bibliotecário. Quem faz isso, com zelo de quem carrega o andor, é um dos presos, também incubido de fazer os livros voarem pelos quatro pavilhões. E como o faz!

Assim do nada (eita expressão que, definitivamente, não cabe aqui, nestas linhas...), os presos voltaram a ler. E os livros já não param nas estantes. Nos oito meses do ano, um entre cada 4 reclusos leu ao menos um livro. Mais: cada leitor do lugar (há 2.000 homens cumprindo pena por lá) lê, em média, 3 livros por mês (ou 36 por ano, várias vezes mais do que a média nacional, de míseros 4,97 livros lidos pelos brasileiros acima de 5 anos a cada 12 meses, incluídos aí os escolares).

Rubem Alves, lá de onde está, sorri. É um sorriso de criança.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

UM BELO CONJUNTO ARQUITETÔNICO.

Vejam que belo conjunto arquitetônico e de muitas histórias na Rua Saturnino de Oliveira (Rua Direita).Podemos ver com muito orgulho a casa que pertenceu a família de Bárbara Eliodora e onde ela se hospedava sempre que vinha a Campanha.
Ao seu lado, subindo a rua, a antiga residência do Dr. José Borges Neto. O
O solar dos Villamarim.
A casa que pertenceu a família de dona Mariana de Santa Bárbara Ferreira, madrinha de Padre Victor e onde ele se hospedava sempre que vinha para a cidade.

NESTE SÁBADO, ENCONTRO NATALINO DE CORAIS NA CAMPANHA-MG

A exemplo do que vem acontecendo há alguns anos, no próximo dia dois de dezembro, você tem um encontro marcado com os caralistas da nossa região. 
Local: Igreja de São Sebastião a partir das 19h:30min.

SÍNDROME DO PÂNICO NA VISÃO ESPÍRITA.

SÍNDROME DO PÂNICO NA VISÃO ESPÍRITA.

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Outro distúrbio que tem atingido níveis alarmantes é a síndrome do pânico. Qual a explicação que o Espiritismo oferece para esse transtorno?
O nome pânico vem do deus Pan, que na tradição grega apresenta-se com metade do corpo com forma humana e a outra com modulagem caprina. O deus Pan era guardador das montanhas da Arcádia e, quando alguém adentrava nos seus domínios, ele aparecia, produzindo no visitante o estado de pânico, palavra essa derivada do seu nome. Portanto, é um distúrbio muito antigo.
Invariavelmente a psicogênese do ponto de vista espírita encontra-se na consciência de culpa do paciente por atos perturbadores praticados na atual existência ou em existências pretéritas, o que proporciona um comportamento inseguro, desconfiado. Trata-se de alguém que busca esconder-se no corpo para fugir dos problemas que foram praticados anteriormente. Quando irrompe a síndrome do pânico, a sensação é terrível, porque é semelhante à da morte. É eminentemente um distúrbio feminino, embora atinja também, segundo os especialistas, o sexo masculino. Segundo estou informado, faltando, naturalmente, confirmação científica, a síndrome do pânico nunca matou ninguém durante o surto, entretanto, aquela sensação horrorosa é praticamente igual à de morte. Que fazer? Orar. Ter a certeza de que ela é de breve curso, procurar respirar profundamente, acalmar-se, vincular-se a Deus, rogar a proteção dos Espíritos nobres. Assim, lentamente, dá-se uma descarga de adrenalina, procedente das glândulas supra-renais, e o indivíduo refaz-se, passando aquele período mais doloroso, fazendo simultaneamente a terapêutica com um psiquiatra e, de acordo com a psicogênese, um psicólogo ou psicanalista. Nada obstante, eu sugeriria pessoalmente que a pessoa procurasse também as terapêuticas espíritas, quais as das boas palavras, das reuniões doutrinárias, do conhecimento de si mesmo, dos passes ou bioenergia, da água magnetizada e, por extensão, do socorro que os bons Espíritos propiciam através das reuniões mediúnicas de desobsessão, que dispensam a presença dos pacientes.

Divaldo Franco

QUEM SE HABILITA?!

Quem se habilita?!

Galeno Amorim
Sim, na falta de um livro, numa situação de crise de abstinência de palavras escritas, muita gente lê até bula de remédio. E se pega vasculhando, no meio da noite, gavetas de quartos de hotel.
Por puro desespero.
Devo admitir que sou um desses. Só que leitor de Diário Oficial eu nunca fui. Talvez por preguiça.
Esta semana, contudo, fiz questão de ler e reler um pedaço de página de um desses. Mais de uma vez. Por uma razão simples: ele trazia, estampada num canto de página, a portaria de um juiz de Ribeirão Preto que, enfim, reconhecia que um preso que lê livros ganhe a liberdade mais cedo.
E se uso a palavra "enfim" é porque isso já é um direito em vários estados do país. Mas em São Paulo, estado que produziu uma gigantesca população carcerária e aprecia ser tido como vanguarda numa porção de coisas, a história seguia em banho-maria.
Nem por isso presos-leitores como os que frequentam as duas dezenas de clubes de leitura que o Instituto Palavra Mágica, instituição que eu criei e dirijo, mantém, com a Funap, em presídios paulistas, liam menos. Mesmo sem saber que poderiam, um dia, ter a remição de suas penas para cada obra lida no xadrez, eles já liam de um a dois livros cada mês.
Mas não só. Depois de ler, passaram horas conversando sobre personagens e situações da literatura. Numa conversa dessas, em cárceres de cidades como Serra Azul, Jardinópolis, Pontal, Araraquara ou Ribeirão, uma discussão sobre "O Homem Nu", de Fernando Sabino, pode desbundar numa mega terapia de grupo. Adultério. Amizade. Confiança. E por ai vai...
"Tenda dos Milagres", de Jorge Amado, pode ser alçado, em minutos, da condição de pior livro do mundo (como costumam classificar os presos evangélicos) para de responsável, para o sujeito do lado, por uma experiência pessoal incrível.
Ou, ainda, mesmo que a dupla de escritores Ilan Brenman e Fernando Vilela jamais tenha cogitado isso, "Hermes, o Motoboy" pode vir a tornar-se, num piscar de olhos, o maior livro de auto-ajuda do mundo, na véspera de um deles ganhar as ruas e precisar encarar, lá fora, os desafios da nova vida.
O fato é que, do lado de dentro das grades, esses homens condenados por tráfico, assalto à mão armada, estupro ou sequestro sabem muito bem o que os livros podem fazer por eles.
Para esses, essa carta de alforria assinada pelo juiz corregedor Luiz Teotônio, do Departamento de Execução Criminal do Estado de São Paulo, tem valor dedobrado.
Portanto, que apareçam os voluntários! Vindos de onde quer que seja: universidades, escolas, bibliotecas ou empresas. Dentre a gente aposentada ou na ativa, que se disponha a dar duas ou três horas da semana para ler as resenhas escritas pelos presos, e dar a elas valor legal.
Alguém se habilita?

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

VOCÊ SABIA QUE A PRAÇA DOM FERRÃO ERA ASSIM?

           Esta é uma foto de 1934 da subida da Praça Dom Ferrão. Pela ordem temos; A Companhia Sul Mineira de Eletricidade, o Colégio Mariano, o Beco da Cadeia, o Cine Teatro São Cândido e o Bar do Chatinho. Ainda temos ao fundo a Catedral de Santo Antônio.
           No prédio, hoje CEMIG me lembro do senhor José Teodoro, do Joaquim eletricista e do Tarcísio, funcionários da CSME.
           No prédio hoje restaurado, acima da CEMIG ficou conhecido como Colégio Mariano de dona Emília Mariano, mas foi o Externato Sagrado Família.
           Entre o colégio e o cinema havia o Beco da Cadeia, que recebeu este nome porque era uma passagem da praça até o largo da cadeia, onde também funcionava a Câmara Municipal.
           Logo acima o Cine Teatro São Cândido, uma obra projetada pelo campanhense engenheiro Francisco Lobo Leite Pereira.
           E na esquina da curva do S ficava o Bar e Padaria do Chatinho que acabou incendiado em 1979.
           Os mais idosos, de boa memória que puderem colaborar com as informações que souberem, por favor, escrevam logo abaixo o seu comentário.

BREVEMENTE PARTE DA NOSSA CULTURA VAI VIRAR PONTO COMERCIAL.

Esta matéria foi postada há pouco tempo e está sendo reeditada só para curtirem um pouco do nosso passado. Pelo visto está longe de termos um Centro de Cultura em nossa cidade.

O NOSSO SAUDOSO CINEMA.

No final do século XIX a cidade da Campanha respirava cultura. Segundo notícia estampada no jornal local, "A Nova Província", de 08 de julho de 1854, "foi convocada uma reunião , presidida pelo ilustre médico, professor e parlamentar, Dr.Antônio Dias Ferraz da Luz, para tratar da edificação do teatro, saindo eleitos para a Comissão constituída para coordenar o assunto, o Com. Francisco de Paula Ferreira de Rezende e os senhores Antônio Justino Monteiro de Queiroz e Cândido Inácio Ferreira Lopes, respectivamente, Secretário, Tesoureiro, e Procurador.Para confeccionar os estatutos, foram escolhidos os senhores Lourenço Xavier da Veiga e Joaquim Leite Lobo Pereira. E assim se construiu em nossa praça principal o Cine Teatro São Cândido, dando oportunidade à vários grupos de teatro de nossa cidade, se apresentarem, inclusive companhias de teatro a nível nacional.
Em 1917 ele passou a ter esta fachada.
 Em 1928 sofreu outra transformação e ficou assim até i início dos anos 60, quando demolido para dar lugar a um prédio moderno.
Assim ele foi inaugurado em 1964 e durante umas duas décadas trouxe muita cultura e alegria para o povo da Campanha e região.
A partir da década de 80 o cinema sofreu a concorrência direta da televisão e da venda de filmes VHS, mas o prédio ainda servia para eventos sociais, teatro, apresentações artísticas, formaturas até virar loja de 1,99.
A última informação que tive, é que o prédio hoje pertence aos irmãos Dr.Belmiro Tavares e Luiz Fernando Tavares nosso prefeito eleito. Eles não são de jogar dinheiro fora, logo, devem ter uma ótima ideia para este prédio. Que seja para a nossa cultura que está em baixa há muito tempo.Se a prefeitura não tem condições de fazer um Centro de Convenções ou uma Sala cultural, que a iniciativa privada o faça e alugue aos interessados. Fica lançada a sugestão.

A IMPORTÂNCIA DO CULTO DO EVANGELHO NO LAR.

A IMPORTÂNCIA DO CULTO DO EVANGELHO NO LAR

A imagem pode conter: casa
Chico Xavier orientou um casal de amigos para criar o bom hábito do culto do evangelho no lar. Eles foram informados que se fizessem essa prática com muita fé, quando completasse seis anos, Jesus iria enviar um presente para eles. Eles eram um casal rico, viviam bem e possuíam um lindo e valioso diamante que vinha atravessando gerações. Quando se completou o sexto ano da prática do culto do evangelho, o casal estava ansioso para saber qual era o presente de Jesus anunciado por Chico Xavier. Depois de terminar o último culto daquela contagem, eles ficaram esperando até meia noite, mas nada aconteceu. No dia seguinte acordaram e viram que um ladrão entrou na casa e levou pertences caros e valiosos e entre eles o valioso diamante. Eles procuraram Chico Xavier reclamando a perda da jóia, e a resposta de Chico foi breve e esclarecedora.
- Mas o presente foi exatamente esse. O valor daquele diamante era incalculável e houve tantos crimes, tantos suicídios por causa dele que vocês estavam com quase uma centena de obsessores dentro de casa. Muitos foram doutrinados e esclarecidos com o culto. Mas, vinte e oito estavam irredutíveis. O único jeito para retirá-los dela foi fazer com que o diamante fosse embora e eles foram atrás da jóia.

Fonte: Rubens Germinhasi

JESUS CONTIGO

Dedica uma das sete noites da semana ao Culto Evangélico no Lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa.
Prepara a mesa, coloca água pura, abre o Evangelho, distende a mensagem da fé, enlaça a família e ora. Jesus virá em visita.
Quando o Lar se converte em santuário, o crime se recolhe ao museu. Quando a família ora, Jesus se demora em casa. Quando os corações se unem nos liames da Fé, o equilíbrio oferta bênçãos de consolo e a saúde derrama vinho de paz para todos.
Jesus no Lar é vida para o Lar.
Não aguardes que o mundo te leve a certeza do bem invariável. Distende, da tua casa cristã, a luz do Evangelho para o mundo atormentado.
Quando uma família ora em casa, reunida nas blandícias do Evangelho, toda a rua recebe o benefício da comunhão com o Alto.
Se alguém, num edifício de apartamentos, alça aos Céus a prece da comunhão em família, todo o edifício se beneficia, qual lâmpada ignorada, acesa na ventania.
Não te afastes da linha direcional do Evangelho entre os teus familiares. Continua orando fiel, estudando com os teus filhos e com aqueles a quem amas as diretrizes do Mestre e, quanto possível, debate os problemas que te afligem à luz clara da mensagem da Boa Nova e examina as dificuldades que te perturbam ante a inspiração consoladora do Cristo. Não demandes à rua, nessa noite, senão para os inevitáveis deveres que não possas adiar. Demora-te no Lar para que o Divino Hóspede aí também se possa demorar.
E quando as luzes se apagarem à hora do repouso, ora mais uma vez, comungando com Ele, como Ele procura fazer, a fim de que, ligado a ti, possas, em casa, uma vez por semana em sete noites, ter Jesus contigo.


Fonte: Joanna de Ângelis – do livro: Messe de Amor

O PREÇO A SER PAGO.

O preço a ser pago

Galeno Amorim
Escrevo este post enquanto cruzo os céus rumo ao Recife. Lá, no sabadão que precede o Dia Nacional da Leitura, celebrado no dia 12 (não por acaso o Dia da Criança), vou tratar de um dos meus temas prediletos. Vou falar, na Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, sobre como pequenas e singelas histórias de gente que lê (e transforma-se, a princípio, a si própria) andam mudando o mundo, a começar pelo próprio entorno social.
Pernambuco é pródigo em boas histórias. Vem dali, por exemplo, a da menina que rodou o mundo por ter salvo de uma enchente os poucos livros de que dispunha em sua casa simples, não muito longe da capital. Entre suas bonecas e os seus livros - tinha que fazer sua escolha! - ela ficou com os últimos.
Mas o que me leva escrever esse post é outra coisa. Ele é sobre o papel das feiras de livros e das festas literárias no desenvolvimento da leitura em países como o nosso, que tanto precisa amassar o barro se quiser mesmo vir a ser, um dia, uma nação de leitores. De cidadãos leitores.
Esses eventos, em primeiro lugar, chamam a atenção das pessoas sobre a importância da leitura na sociedade. Por dias seguidos, jornais e TVs falam sobre isso, cavucam belas histórias de superação pelos livros, cobram políticas públicas eficazes.
Em muitos lugares - Passo Fundo, Ribeirão Preto e tantos outros por aí - as escolas leem as obras antes e crianças e jovens travam, mais tarde, quando os eventos acontecem, deliciosos téte-a-tétes com seus autores preferidos. Estes, por sua vez, recuperam a confiança perdida e voltam a acreditar que este país tem jeito, sim, e que essa virada passa, necessariamente, pela educação e pela leitura.
Este post trata, portanto, da dedicação de professores, bibliotecários e outros agentes de leitura que aproveitam esses dias de feira como poderosa arma para despertar o gosto pelos livros e eventos literários. Mas não só. Trata também de editores, livreiros e pequenos distribuidores que, sabedores disso, se preparam como podem, e investem o que têm e o que não têm, e se fazem presentes, seja lá onde for, de Santa Maria (RS) a Belém, para expor e oferecer livros à mão cheia, a fim de fazer, como profetizou o poeta Castro Alves, o povo pensar.
Mas, sobretudo, promotores e organizadores de feiras, bienais, festivais e jornadas, país afora, que não deixam a peteca cair. Em tempos de crise, sempre se corta o cafezinho, a comunicação e a cultura. Esses homens e mulheres valentes, brigões mesmo, doidos varridos, não se deixam vencer. Alguns caem pelo caminho, é verdade. Mas outros chegam e pegam a bandeira.
Construir um país civilizado - portanto, justo e humano - tem o seu preço.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

SETE BELAS LÓGICAS.

Espero ter ajudado um pouco a melhorar o seu dia.
Se não melhorou ainda, é porque está faltando um sorriso em seus lábios. Sorria!
Sorrindo você fica bem melhor e contagia os outros.

ANOS 70, A IGREJA CATÓLICA AGITAVA A JUVENTUDE.

Na década de 70, havia um movimento da igreja católica, muito interessante. Era o encontro dos Cursilhistas. Me corrijam se estiver enganado com relação ao nome. Fiquei na dúvida porque neste grupo só tem meninas, e me parece que nos movimento dos Cursilhistas havia homens também.


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