sexta-feira, 23 de setembro de 2016

LIVRO DIGITAL E IMPRESSO CONTINUARÃO DIVIDINDO ESPAÇO.

Futuro do livro: digital e impresso continuarão dividindo espaço

Leonardo Neto e Talita Facchini - Publishnews - 26/08/2016

Decretos do “apocalipse do livro” não são novidades e nem vieram junto com o livro digital como podem imaginar alguns. O historiador e diretor da Biblioteca da Universidade de Harvard Robert Darnton, que abriu nesta quinta-feira (25), o Congresso CBL do Livro Digital, lembrou que, em 1928, Walter Benjamin já dizia que, ao que tudo indicava, o livro estaria chegando ao seu fim. Mas chegamos a 2016, e “o livro não está morto. Ao contrário, Nos EUA, no ano passado, foram publicados mais livros do que no anterior”, comentou Darnton.
“Já tivemos muitas profecias sobre o fim do livro, mas quero trazer uma mensagem mais otimista”, brincou com a plateia. Darnton disse acreditar que o futuro do livro será decidido pelo próprio leitor. Esse tema, o do fim do livro ou da substituição do físico pelo digital, foi recorrente nas discussões levantadas no Congresso. Carlo Gimeno, diretor Internacional de Vendas da ProQuest Books, sentenciou: "o que falta é achar um equilíbrio, um meio termo entre os dois”.
Sam Missingham, chefe de Desenvolvimento de Audiência da HarperCollins na Inglaterra, encerrou a programação lembrando aos participantes que a concorrência do livro não é entre as editoras. “Estamos competindo com outras coisas e não com outras editoras”, disse. Foi em nome dessa concorrência que Darnton, em 2004, comprou uma briga com o Google. Naquela época, o Google procurou as bibliotecas universitárias dos EUA com a proposta de digitalizar e disponibilizar os seus acervos. Só a biblioteca dirigida pelo historiador tem mais de 20 milhões de itens. “Adoramos a ideia, mas eles voltaram e disseram que queriam digitalizar todos os nossos livros, incluindo os que estavam protegidos por direitos autorais”, relembra. O assunto foi parar nos tribunais e o Google se viu obrigado a suspender a iniciativa. “É um mito essa história de que na internet estão todas as informações do mundo ou que as bibliotecas se tornaram obsoletadas. Claro, suas funções mudaram, mas estão mais vivas do que nunca”, comentou o historiador.
Autopublicação
O assunto “obsolescência” foi retomado em outra mesa. Para o editor alemão Leander Wattig, as editoras são outras que vão ter que se reinventar caso queiram continuar atraindo bons autores, vendendo bons livros e fazendo sentido dentro da cadeia do livro. Em sua palestra, intitulada Gamechanger Selfpublishing – fatores de sucesso no novo mercado editorial, ele apresentou dados de uma pesquisa feita na Alemanha com autores autopublicados. No país, um em cada dois livros digitais já são autopublicados. Entre os livros impressos, a relação é de um autopublicado para cada quatro livros lançados. E, segundo o editor, esse número só cresce, mas isso não é refletido nas estatísticas oficiais do setor (como aliás, também acontece no Brasil). Leander reconheceu que a fama de que os livros autopublicados são, na média, ruins ou mal escritos é verdadeira. “Mas não existem só coisas estranhas nesse segmento. Nem todos são livros como A biografia do papagaio. Tem muita coisa boa e que, pelo menos na Alemanha, tem ido muito bem”, defendeu e citou exemplos como Hopi J. Andersen, que já vendeu 400 mil exemplares; Hannes Müller, 295 mil exemplares vendidos, e Nuka Lubitsch, que já vendeu mais de 280 mil cópias de seus livros.
“Pode parecer banal que as listas de mais vendidos da Amazon tragam tantos livros autopublicados, mas não é”, declarou. “Os autores dessa área já estão entrando na mente das pessoas”, observou. A pesquisa de que Leander falou demonstra que autores autopublicados querem profissionalizar seu trabalho. Para isso, procuram cursos de aprimoramento e gastam dinheiro na produção do livro. “Todo autor que hoje trabalha com editoras, um dia, será um autopublicador”, previu.
Leander contou que, ao perguntar aos escritores autopublicados por que eles preferiram a autopublicação, eles responderam que querem liberdade. Entre os pesquisados, 83% declararam que preferem a autopublicação por terem controle pleno do dinheiro que ganham, 67% porque, nesse processo, têm controle da comercialização. “Eles têm a sensação de que as editoras não estão satisfazendo essas necessidades”, analisou Leander.
Apesar disso, 80% declararam que, sim, topariam publicar por uma editora, desde que estejam dentro de determinadas condições. A maior desvantagem apontadas pelos autores questionados na pesquisa é que, como autopublicados, têm dificuldades de entrar nas livrarias. “Eles estão interessados em ter seus livros nas prateleiras”, comentou Leander. Na Alemanha, as editoras estão reagindo a isso. A Ulstein, por exemplo, lançou dois selos digitais que abrigam trabalhos de autores autopublicados: o Forever, com livros de amor, e o Midnight, com livros policiais.
A visão agnóstica da Amazon
Alex Szapiro também falou de autopublicação, mas usou o seu espaço para... fazer um merchand da Amazon, empresa que dirige no Brasil. “Falaram para eu não falar muito dos nossos produtos, mas, entrem no nosso site...”, disse. Ao interagir com Marcos Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), que estava na plateia, levou uma resposta: “se você pagar, você pode fazer a propaganda que quiser”, disse bem-humorado.
Szapiro voltou a lembrar que a “obsessão da Amazon é ter um catálogo cada vez maior de livros digitais”, mas que a empresa que ele dirige no Brasil tem “uma visão agnóstica”: “para nós importa que as pessoas leiam mais, independente do formato. Não é inteligente colocar um formato contra o outro”, disse.
Avessa sempre a apresentar números, a Amazon divulgou alguns. Szapiro disse que, na média, as pessoas que eram clientes da Amazon que passaram a comprar livros digitais, não pararam de comprar livros físicos. Ao contrário, passaram a consumir 3,8 vezes mais livros. Segundo seus clientes, 42% buscam na Amazon o preço, 21% variedade e 20% comodidade. O preço do e-book também foi alvo de uma pesquisa da varejista. Segundo dados apresentados por Szapiro, quando os e-books são oferecidos com 30% de desconto em relação ao livro impresso, a versão digital vende 3,3 vezes mais e à medida em que o desconto cai, essa relação também cai. Livros colocados em pré-venda com um mês e meio de antecedência têm performance de venda 11% melhor. Se o e-book tem amostra, há aumento de 50% nas vendas.
Szapiro falou também do Kindle Unlimited e da resistência que alguns editores têm em colocar títulos na plataforma de subscrição de e-books da varejista. “O Brasil é um dos países onde o Kindle Unlimited mais cresce no mundo. A cultura da assinatura já está muito arraigada na nossa Cultura”, comentou citando a boa performance do Brasil em serviços como Netflix e Spotify. “Alguns editores já estão entendendo o Kindle Unlimited como uma ferramenta de marketing. As pessoas que assinam o serviço leem 30% mais e continuam comprando livros a la carte. Para nós, não há uma canibalização”, comentou. Os livros acessados pelo Kindle Unlimited, lembrou Szapiro, influenciam os rankings da Amazon.
O country manager da Amazon no Brasil encerrou a sua participação dizendo que não tem pressa para ver a empresa decolar de vez no País. “A gente não tem pressa. A nossa obsessão é se perguntar sempre se estamos fazendo a coisa certa: nosso catálogo está crescendo? Estamos melhorando as facilidades? É isso o que nos interessa nesse momento”, disse.

O GRANDE DOADOR – Mensagem de André Luiz

O Grande Doador – Mensagem de André Luiz

humanidadeamor

Ele não era médico e levantou paralíticos e restaurou leprosos, usando o divino poder do amor.
Não era advogado e elegeu-se o supremo defensor de todos os injustiçados do mundo.
Não possuía fazendas e estabeleceu novo reino na Terra.
Não improvisava festas e consolou os tristes e reergueu o bom ânimo das almas desesperadas.
Não era professor consagrado e fez se o Mestre da Evolução e do Aprimoramento da Humanidade.
Não era Doutor da Lei e criou a universidade sublime do bem para todos os espíritos de boa vontade.
Padecendo amarguras – reconfortou a muitos.
Tolerando aflições – semeou a fé e a coragem.
Ferido – curou as chagas morais do povo.
Supliciado – expediu a mensagem do perdão e do amor, em todas as direções.
Esquecido pelos mais amados – ensinou a fraternidade e o reconhecimento.
Vencido na cruz – revelou a vitória da vida eterna, em plena e gloriosa ressurreição, renovando os destinos das nações e santificando o caminho dos povos.
Ele não era, portanto, rico e engrandeceu os celeiros dos séculos.
Quem oferecer, assim, o coração, em homenagem ao Divino Amor na Terra, poderá, desse modo, no exemplo de Jesus, embora anônimo, aflito, apagado ou crucificado, atender à santificada colaboração com Deus, a benefício da Humanidade.

André Luiz – Médium: Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

TEATRO EM CAMPANHA.

Na década de 60 tivemos aqui na Campanha, alguns bons grupos de teatro, como podemos ver nesta foto onde aparecem Nilza Pires, Fernando Bacha, Franz de Pádua Lemes, João Evangelista, Zezé Nicolau e Jesualda Cunha Tavares. O palco era do Clube Concórdia, hoje Sindicato Rural.
O que foi que mudou de lá para cá?
Cadê a nossa cultura?

A LIVRARIA DO FUTURO TEM FUTURO.

A livraria do futuro tem futuro

Talita Facchini - Publishnews - 25/08/2016
Livreiros reunidos na 26ª Convenção Nacional de Livrarias, realizada pela Associação Nacional de Livrarias (ANL) na última quarta-feira, em São Paulo, debateram o futuro do livro. “Está claro para mim que a gente precisa olhar para o presente. Se a gente conseguir ter clareza do que está acontecendo hoje, esse futuro vai ficar muito mais claro”, pontuou Marcos Pedri, da Livrarias Curitiba. Pedri dividiu o palco com Benjamin Magalhães, da Livraria da Travessa, e Marcus Teles, da Leitura, na mesa Pensar e criar a livraria do futuro.
Teles traçou dois cenários para o futuro das livrarias. O primeiro deles, se as coisas continuarem como estão, sem a regulamentação do mercado, Teles prevê aumento na concentração do mercado em poucas redes, aumento dos descontos das editoras e, em consequência disso, o fechamento das livrarias. No outro cenário, com a Lei do Preço Fixo, que tramita no Congresso Nacional, aprovada, ou uma auto-regulamentação do mercado, Teles prevê mais competitividade para as livrarias físicas. Sem citar o grande bicho papão das livrarias, a Amazon, Teles decretou: “ganhar da turma da internet não é fácil não”.
Se Marcus Teles poupou o nome da Amazon, seu companheiro de mesa Benjamim Magalhães soltou o verbo. “A Amazon não é a favor do comércio. A Amazon não quer relacionamento com ninguém. Quer que a festa do play seja só deles”, destilou. E foi além e alfinetou também os editores. “Para pensar na livraria do futuro, tem que pensar no mercado como um todo. O relacionamento com os editores deveria ser um relacionamento de marido e mulher: com algumas brigas de vez em quando, mas com fidelidade. Mas o que a gente vê é que as editoras, para pagarem suas contas, ultrapassam as livrarias. A gente ainda olha muito desconfiados um para o outro. Temos que parar com isso. Editores e livreiros precisam se unir para pensar no mercado e criar uma política. Só assim a gente vai conseguir acabar com essa força bruta que não quer negociar, que é a Amazon”, comentou.
Crise
O assunto crise foi recorrente durante a convenção. Já na primeira mesa do evento, a jornalista e escritora Miriam Leitão fez um painel das crises brasileiras, dando ênfase ao momento atual e às perspectivas de futuro. Ela acredita que o pior da crise já passou e que, já para os próximos meses, deverá haver uma melhora nesse cenário de crise.
A crise levou a Travessa a diminuir em 20% o seu quadro de funcionários no ano passado e pisar no freio dos seus planos de expansão. “Em tempos de intenso nevoeiro, a gente leva o barco bem devagar”, disse Benjamin Magalhães.
Marcus Teles, mais otimista, acredita que a crise ensina a ter coragem. Mesmo abrindo novas lojas todos os anos, a estratégia da Livraria da Leitura é não ter medo de fechar as que não apresentam resultados positivos. “A crise nos ensina a economizar e a fechar lojas. Não vamos segurar lojas deficitárias. Manter uma empresa lucrativa nesse período é muito difícil”, disse. “Estamos fechando lojas que estão sem lucrar há dois anos. Estamos aproveitando a crise para isso”, comentou.



Teria a MEDIUNIDADE um MECANISMO QUÂNTICO ?

Teria a MEDIUNIDADE um MECANISMO QUÂNTICO ?

  
Uma pequena análise que aparentemente nos mostra a existência de uma ligação entre a Física Quântica, nos estudos científicos atuais, e a Mediunidade oferecida pela Espiritualidade Maior.

O Espiritismo tem na sua base uma estrutura religiosa baseada nos ensinos do nosso Mestre Jesus.

Kardec nos ensina que o Espiritismo transcende a uma religião, pois também é uma filosofia e uma Ciência de origem experimental.

A Filosofia espírita tem seus princípios na Lei de Causa e Efeito baseada na Reencarnação. Ela pode até ser criticada pelos opositores da Doutrina, mas não tem como negar sua coerência do começo ao fim, pois nos oferece uma explicação clara da vida e da morte. Juntando a Religião e a Filosofia espírita o resultado é um princípio totalmente coerente e inquestionável, partindo da existência de um Deus infinitamente justo e bom.

O aspecto Científico da Doutrina nasce com os profundos estudos de Kardec junto aos médiuns e através de um processo experimental na mesma linha de análise utilizada por Galileu no sec. XVI, pois era assim que se utilizava na época para os estudos científicos. Um método hoje superado por novas técnicas de análise, pois a técnica de Galileu dizia que tudo para ser ciência precisava ter a possibilidade de ser mensurado e sabemos hoje que isso não é totalmente verdade, e vamos procurar explicar isso nessa nossa modesta análise.

Kardec experimentou, testou, verificou dentro das ferramentas que ele tinha em mãos (médiuns com possibilidade de errar) e realizando muitas extrapolações para chegar a afirmativas coerentes, sensatas e acertadas. O método de Kardec transcendeu ao método de Galileu, chegando algumas vezes ao método utilizado nos dias de hoje pelas ciências modernas.

Nós espíritas dificilmente nos perguntamos o quanto Kardec questionou, analisou e experimentou os seus estudos para chegar à realidade da mediunidade nos moldes que conhecemos hoje, mas seus opositores sempre questionaram a validade científica da Doutrina pela impossibilidade da repetição contínua e assertiva do processo mediúnico.

Os opositores atuais da Doutrina espírita, dentro do aspecto científico de análise, esquecem que suas posições estão baseadas num processo científico de análise antiquado que não é mais usado na atualidade. Esses processos modernos são os aplicados em estudos avançados na Física de alta energia, entre outros.

A mediunidade para ser analisada e verificada sobre sua veracidade somente será possível com métodos mais profundos e modernos, pois estamos falando de algo complexo demais para ser visto de forma superficial, senão vejamos:

A Física Quântica é sem dúvida algo apaixonante, pois ela nos mostra e prova que a energia não é contínua, mas sim funciona em pacotes de energias descontínuos chamados de “quantas de energia”. Max Planck foi um dos primeiros cientistas a idealizar essa nova ciência, e até mesmo ele demorou para aceitar suas próprias descobertas. Sua descoberta identificou que o elétron apresenta comportamento ondulatório quando não está sobre observação, ou seja, pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo e comporta-se como partícula no momento da observação. Não se consegue determinar a posição exata do elétron, tudo é feito por cálculo estatístico. Quando ele está numa órbita em volta do núcleo do átomo e salta para outra órbita, ele desaparece e reaparece nessa outra órbita. Realmente ele some e os cientistas atualmente realizam investigações para saber para onde ele vai. Podemos determinar a sua posição apenas de forma estatística como nos mostra a Teoria de Incerteza de Heisenberg. Além do que o instrumento de medição, que é matéria, e portanto feito de átomos, influencia na observação do elétron, porque entre outras coisas, ao jogarmos luz no objeto de análise, estamos dando energia para ele, o que altera, portanto, o seu estado energético. A energia dos átomos dos instrumentos interfere nos átomos em estudos. Complica-se então todo o processo de análise e observação.

Podemos perceber o que ocorre na Física de alta energia, verificamos que a investigação da mediunidade não é diferente, pois o circuito médium-espírito é influenciado pelo médium, pelos presentes na sala, pelas energias circundantes, da mesma forma que o instrumento e tudo mais em volta influenciam o estudo das partículas atômicas, quando da sua investigação.

Os Estudos de Einstein em torno da Relatividade nos mostra que quando estamos num sistema de altíssima velocidade, próxima à velocidade da luz, o tempo diminui bem, como as medidas físicas do mundo em volta. Estamos falando de uma forma mais simples para melhor entender esse sofisticado conceito, pois o objetivo é relacionar e explicar como a Mediunidade não é uma brincadeira de teatro ou para ser usada para exaltar a nossa vaidade ou obter algum resultado de interesse pessoal, mas sim uma ferramenta de evolução complexa, profunda e importante em nossas vidas.

O físico teórico Fritjof Capra tornou-se mundialmente famoso com seu O Tao da Física, traduzido para vários idiomas. Nele, o Físico traça um paralelo entre a Física moderna (relatividade, física quântica, física das partículas de alta energia) e as filosofias e pensamentos orientais tradicionais, como o Taoista de Lao Tsé, o Budismo (incluindo o Zen) e o Hinduísmo. Surgido nos anos 70, O Tao da Física busca os pontos comuns entre as abordagens oriental e ocidental da realidade.

Os estudos de Capra procuram mostrar a Física não mais como uma Ciência fria, mas como uma Ciência que hoje transcende a nossa observação apenas material das coisas.

Quando estamos falando na dedicação ao trabalho, seja no campo da espiritualidade ou no campo científico, ocorrem situações muito parecidas como podemos ver nos dois exemplos a seguir:

Wagner Ideali - 
Fórum Espírita

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

POLÍTICA E JUSTIÇA.


LETRAMENTO, ALFABETIZAÇÃO E PEQUENOS ESCRITORES.

Letramento, alfabetização e pequenos escritores

Lilian Kuhn - Revista Crescer - 05/09/2016


O último trimestre escolar de 2016 está a caminho e, consequentemente, aumentam-se as buscas por avaliação fonoaudiológica para o “filho de 4 ou 5 anos que ainda não escreve”. Muitas vezes, os pais também relatam ter sensação de que a alfabetização tem começado muito cedo e que seu filho talvez não esteja preparado para tal etapa. Será que eles têm razão ou tem havido uma confusão entre letramento e alfabetização?

O conceito de “letramento” vem sendo fortemente adotado pelas escolas, cujas práticas de ensino são voltadas para o “alfabetizar letrando”. O letramento considera a aprendizagem, reflexão e construção dos aspectos sociais da escrita. Nessa perspectiva, a apresentação, o manuseio e a construção de materiais escritos são inseridos no cotidiano da criança desde muito cedo, de maneira lúdica e informal.

As pesquisas em educação mostram, por exemplo, que, quanto maior for o nível de letramento do ambiente em que o aluno está inserido, melhor será a relação dele com a escrita formal. E, portanto, melhor também será seu desempenho no processo de alfabetização. Nas escolas em que o letramento é um dos objetivos, as atividades de leitura e escrita são feitas com todos os alunos e durante todo o ciclo escolar, o que não significa que exigiremos que as crianças saibam ler e escrever mais cedo.

Por outro lado, estar alfabetizado significa ter domínio total da leitura e da escrita, com possibilidade plena de ter os atos mecânicos de ler (decodificação) e escrever (codificação), mas também de interpretar, compreender e criar textos. Para o Programa Alfabetização na Idade Certa do Ministério da Educação (MEC), isso deve acontecer aos 8 anos, com o inicio formal desse processo aos 6, que é quando o aluno ingressa no Ensino Fundamental.

Claro que, como em todos os outros aspectos do desenvolvimento infantil, as variações individuais estão presentes e podemos ver crianças que, aos 5, já leem e escrevem facilmente. Mas, além da definição da faixa etária, temos que nos embasar na presença de aspectos físicos e sociais, que seriam pré-requisitos para a leitura e a escrita: fluência de linguagem oral, pensamentos abstratos, noções de espaço e tempo, estabelecimento de coordenação motora fina, entre outros.

Acreditando que, assim como falar culmina do processo de aquisição da linguagem oral, escrever é produto da construção da linguagem escrita. E mais: algumas atividades e muitos conteúdos podem ser apresentados desde o inicio da Educação Infantil, mesmo que as habilidades primordiais não estejam totalmente desenvolvidas e que os pais precisam ser informados de que o objetivo é de “letrar” e não de alfabetizar.

Desta forma, ao propor como lição de casa a leitura de um livro, a escrita de uma mensagem para a mãe ou a criação de uma lista de compras, não se supõe que o aluno da Educação Infantil o faça sozinho, formalmente ou corretamente, mas que se habitue a um novo código de comunicação e que desperte seu interesse por ele.

Para garantir que chegaremos lá no final do processo de alfabetização com sucesso e sem obstáculos, lembrem-se que:

– Ambiente letrado(r): ter contato social com materiais escritos no dia-a-dia, bem como ver que os adultos ao redor também leem e se interessam pela atividade;

– O fator “motivação” é essencial para qualquer aprendizado ocorrer. Portanto, não brigue com seu filho se ele errar ou disser que não consegue ler/escrever. Incentive-o e ofereça ajuda para que ele continue motivado na viagem ao mundo das letras!

– Perceba se ele está apto a entrar na jornada da alfabetização. Crianças com alterações visuais, auditiva, de linguagem oral ou neurológica podem precisar de adaptações de materiais, maior exposição ao conteúdo e/ou mais tempo para completar o ciclo da alfabetização.

A escola já sinalizou que o filho está com “dificuldade” para ser alfabetizado? Tente entender qual é a queixa da equipe pedagógica, busque avaliações com um fonoaudiólogo para investigar se há algum distúrbio (transtorno) de aprendizagem, mas não aceite (e nem use) rótulos de que o seu filho tem “preguiça de pensar” ou “preguiça de aprender”. Combinado?

O QUE É A MEDIUNIDADE INFANTIL ?

O QUE É A MEDIUNIDADE INFANTIL ?


Segundo a doutrina espírita, todo ser humano tem a capacidade de se comunicar com os mortos do 
mundo espiritual. Não é um dom sobrenatural - é uma habilidade física, ligada à glândula pineal, no centro do cérebro, que capta o sinal do "além" como se fosse uma onda magnética e o converte em percepções. 
O que difere em cada um é a sensibilidade para interpretar essas percepções. Alguns entendem como pressentimento, um medo repentino ou uma intuição inexplicável. Uma pessoa só é considerada médium quando manifesta esse fenômeno de forma ostensiva, ou seja, quando as comunicações podem ser percebidas de forma clara. Ela pode sentir, ver, ouvir, falar ou ainda psicografar textos ditados pelos espíritos. Não há idade determinada para o início das ocorrências e elas podem rolar mesmo se a pessoa não acreditar na interação com os mortos.
Lá no começo.
A crença na comunicação com espíritos existiu em quase todas as civilizações. Xamãs invocavam curandeiros, profetas recebiam mensagens divinas e pitonisas viam o futuro. Mas o fenômeno só foi estudado com mais rigor científico após o professor francês Allan Kardec (1804-1869) codificar a 
doutrina espírita e conceitos como imortalidade da alma e evolução por meio de várias reencarnações
Entre dois mundos.
Ainda segundo a doutrina, o processo reencarnatório só se encerra por volta dos 7 anos. Até lá, a criança está ligada tanto ao mundo espiritual quanto ao físico. Por isso, é na infância que mais ocorrem casos de comunicação desse tipo. Isso não significa que ela seja médium - o título só será confirmado no restante da vida, se ela demonstrar essa capacidade de modo ostensivo
As primeiras interações...
As ocorrências tendem a intensificar-se logo que a criança aprende a falar. Visões e audições são as manifestações mais comuns e podem ocorrer juntas. Na maioria das vezes, o pequeno não tem medo 
algum e não entende por que seus pais também não conseguem ver a presença que ele percebe. Ele não compreende o conceito de morte e por isso encara a "companhia" com naturalidade
Fantasma camarada.
Na infância, as interações tendem a ser positivas. É comum, por exemplo, bebês rirem sozinhos, olhando para o "nada". Em muitos casos, podem estar vendo amigos de vidas passadas ou espíritos protetores. Também são recorrentes as visitas de parentes falecidos ou de amiguinhos espirituais que assumem uma fisionomia mais infantil
Recordações inexplicáveis.
Em alguns casos, o contato pode revelar lembranças pregressas: a criança reconhece gente da encarnação anterior e até renega a atual família. Para Léon Denis, filósofo francês e seguidor da doutrina espírita, a mediunidade também pode estar por trás de prodígios precoces: casos de genialidade podem ser manifestados, mesmo de forma inconsciente, pelo estímulo de espíritos
De tremer a espinha.
"Assombrações" (em especial, aquelas chamadas de "obsessões" pela doutrina) são mais raras nessa 
fase da vida. Na maioria das vezes, são espíritos sofredores que habitam o mesmo local que a criança. Mesmo que não desejem causar mal, podem provocar medo. Há também os que querem assustá-la 
para punir alguém da família por alguma dívida passada
Pais e a mediunidade infantil.
MEDIUNIDADE... OU IMAGINAÇÃO?
Como identificar se um "amiguinho invisível" pode ser mesmo um contato espiritual
De olho nos pequenos.
Segundo estatísticas, três em cada dez crianças apresentam "amigos invisíveis" - algo encarado com naturalidade pela psicologia. Então, como diferi-los de um evento mediúnico? Para a vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, Marta Antunes, não há uma receita exata: o fundamental é que os pais observem o comportamento dos filhos e conheçam bem sua personalidade e hábitos
Tudo bem.
Segundo a autora espírita e especialista em terapia comunitária Walkiria Kaminski, as crianças que se comunicam com espíritos costumam ser saudáveis, sem sinais de apatia ou depressão. Interessam-se 
por brinquedos ou jogos tanto quanto as outras. Elas encaram as visões com naturalidade, sem 
espanto - e ficam até intrigadas com o fato de os pais não serem capazes de vê-las
Tudo mal.
E se as visões forem sinal de uma doença psiquiátrica? Pode acontecer, mas é raro: esquizofrenia só acomete uma em cada 10 mil crianças. E traz indícios mais fáceis de detectar, como desejo por 
isolamento, depressão, mudanças repentinas de humor... Além disso, as "vozes" ouvidas costumam
 ser ameaçadoras e o pequenino tem dificuldade de relatar o fenômeno para os adultos
Clube dos solitários.
A imaginação é uma característica comum nessa fase e pode servir como suporte a quem tem pouco ou nenhum contato com amiguinhos da sua idade. A construção fantasiosa também pode rolar quando os
 filhos não recebem a devida atenção dos pais e passam a maior parte do tempo sozinhos. Assim, as companhias de mentirinha servem para evitar a solidão
MANUAL PARA PAIS PREOCUPADOS.
A principal dica é abordar o fenômeno com tranquilidade - ele passa com o tempo.
1. Para a educadora espírita Martha Guimarães, os pais devem encarar os relatos com naturalidade. 
Se eles entram na "brincadeira", a criança fica à vontade para dar mais dados sobre o "amigo invisível": nome, aparência, idade... Em alguns casos, ela pode até identificar nos álbuns da família a imagem do espírito como sendo a de um parente já falecido.
2. Evite incutir medo. Ele tem péssimas consequências. Aludir a figuras como "monstros" ou 
"bicho-papão" pode deixar o(a) garoto(a) com pavor de ficar sozinho(a) ou no escuro. Também se 
deve evitar dizer que "isso é coisa do capeta" ou que as vozes são "do demônio". Além de apavorar a criança, ela poderá achar que está sendo possuída.
3. É importante achar um equilíbrio. Se os adultos acusarem a criança de mentir, ela pode começar um processo de negação da mediunidade e acreditar que é louca. Por outro lado, eles também não devem incentivar demais a habilidade, para que ela não perca interesse pelo mundo físico ou se sinta forçada a forjar relatos de contatos só para agradá-los.
4. Para quem estiver aberto à ideia, uma sugestão é buscar apoio num centro espírita. A maioria 
desenvolve trabalhos voltados às crianças que explicam, em linguagem apropriada, a definição de 
conceitos como mediunidade e vida após a morte. Além disso, a aplicação de passes e orações já é 
o suficiente para diminuir a frequência do fenômeno.
5. Outra opção é recorrer a um terapeuta profissional. A psicologia nega a existência da mediunidade, 
mas considera a criação de amigos imaginários natural e positiva. A criança tende a abandonar esse
 recurso de socialização quando envelhece - geralmente, na mesma época em que a doutrina espírita acredita que o processo reencarnatório se conclui, aos 7 anos.
Fonte:http://mundoestranho.abril.com.br/…/o-que-e-mediunidade-inf…

terça-feira, 20 de setembro de 2016

O LABORATÓRIO DO SION EM CAMPANHA.

Laboratório do Colégio de Sion em Campanha - MG até 1963.

CONFIRA 7 LIVROS QUE ENSINAM MAIS DO QUE UM CURSO DE MBA.

Confira 7 livros que ensinam mais do que um curso de MBA

Exame - 24/08/2016

“As lições destes livros têm mais valor prático e de aplicação imediata do que anos de discursos teóricos e apresentações maçantes pelas universidades do mundo”, diz o fundador e presidente da consultoria dbBS Business Solutions, Deni Belotti.

E a frase parte de um partidário ferrenho dos estudos acadêmicos formais, como ele mesmo se define. “Sempre fui um defensor e praticante compulsivo da formação acadêmica de alto nível e, dentro do possível, realizada de uma maneira coordenada com a carreira”, diz.

No entanto, a velocidade das mudanças e o protagonismo atual de ambientes criativos e dinâmicos no contexto dos negócios têm colocado, de acordo com Belotti, em dúvida a eficácia – mensurável, diz – de cursos de extensão, como pós-graduações e MBAs, que se proliferam com o passar dos anos.

Assim, é sob este cenário que o especialista recomenda a leitura destes sete clássicos sobre gestão. Confira, nas fotos, quais são.

“Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”

“Cerca de 15% do sucesso financeiro de alguém se deve ao conhecimento técnico e 85% à personalidade e à habilidade de liderar pessoas”, escreveu Dale Carnegie no livro. “O autor foi mágico em fazer o público gostar dele. Além de vender dezenas de milhões de cópias de seu livro em todo o mundo, ele abriu as portas de seus programas educacionais, os quais prometiam sucesso profissional e felicidade”, diz Belotti que leu o livro dezenas de vezes.

O que o livro ensina: como sair de uma rotina mental estagnada, conceber novas ideias e novas visões, além de auxiliar a manter um modelo mental positivo de forma a despertar entusiasmo e inspiração naqueles que estão à sua volta, segundo Belotti.

Autor: Dale Carnegie.
Ano: 1936.

“O Gerente Minuto”

“No livro, os aspirantes a bons administradores são avisados a “visar um empregado fazendo a coisa certa” e a reforçar seu bom comportamento com um minuto de elogios. Más ações devem ser igualmente apontadas e punidas com um minuto de represálias”, diz Belotti.

O que o livro ensina: o que significa ser um bom gerente. “Se há uma definição melhor e mais simples sobre isso, eu ainda não encontrei”, diz. O livro, segundo o consultor, contém mais sabedoria a respeito de negócios do que uma dúzia de bibliotecas completas de estudos acadêmicos.

Autores: Kenneth Blanchard e Spencer Johnson.
Ano: 1982.

“Gerenciando o Lado Humano da Empresa”

O autor, Douglas McGregor, revolucionou os recursos humanos pensando em duas formas que gestores enxergam empregados. “A Teoria X assume que trabalhadores são inerentemente preguiçosos A Teoria Y assume que eles são motivados por si mesmos”, diz Belotti. O consultor explica que, ao questionar a Teoria Y, o autor inclina-se à ideia de que a gestão deve fazer com que o ambiente de trabalho dê condições para que as pessoas queiram desempenhar bem suas atividades.

O que o livro ensina: “Ao contrário da maioria dos livros técnicos, nos quais modelos de gestão empresarial são apresentados como fórmulas mágicas, esta obra coloca os modelos em segundo plano e ressalta o sujeito e os conflitos decorrentes das relações interpessoais nas instituições”, diz Deni Belotti. Exemplos concretos, estudos de casos e até conceitos filosóficos propostos por Italo Calvino – como a leveza, a rapidez, a exatidão, a multiplicidade e a consistência – estão na obra. “Tudo com uma linguagem simples e direta”, diz o consultor.

Autor: Douglas McGregor.
Ano: 1960.

“A Era da Irracionalidade”

“Este livro teve poderosa influência no que mais tarde viria a ser chamado de pensar fora da caixa”, diz Deni Belotti. É que o então professor visitante na Escola de Negócios de Londres descreveu as mudanças que se faziam necessárias a partir das transformações sociais. “Novas tecnologias e o decréscimo nas posições da carga horária integral, além de outras mudanças, requeriam o abandono das regras estabelecidas e tentativas com novas maneiras de trabalho”, diz Belotti.

O que o livro ensina: o livro aborda a ideia da organização sistêmica como elemento capaz de gerar aprendizado e, consequentemente, autodesenvolvimento. A ideia do autor é que as empresas sejam lugar de aprendizado em que pessoas possam crescer à medida que trabalham.

Autor: Charles Handy.
Ano: 1989.

“Inteligência Emocional”

O que está em jogo quando pessoas que QI alto tropeçam e aqueles com QI modesto surpreendem? Esta é a pergunta que o autor propõe para trazer à tona qualidades como autocontrole, persistência e motivação, bases da inteligência emocional. “Sem elas, escreve Goleman, carreiras seriam desnecessariamente jogadas no lixo”, diz Belotti. No livro, o autor explica ainda que a inteligência emocional pode ser desenvolvida.

O que o livro ensina: “Uma teoria revolucionária que redefine os conceitos de inteligência”, diz Belotti. A partir de exemplos de casos do cotidiano o livro mostra a importância de saber lidar com as emoções, quesito essencial para o desenvolvimento da inteligência de qualquer indivíduo.

Autor: Daniel Goleman
Ano: 1995

“Marketing de Guerrilha”

O termo guerrilha refere-se às táticas de mobilidade e ocultação utilizadas por pequenos exércitos para vencer tropas maiores e com maior poder bélico, diz Belotti. O sucesso da guerrilha está na mobilidade e no efeito surpresa que rendem ataques quase sempre pelos flancos ou pela retaguarda, seguidos de retirada estratégica para locais de difícil acesso.

Transposto para o contexto de negócios, o conceito de marketing de guerrilha, criado pelo publicitário Jay Conrad Levinson, remodelou a maneira de pensar em pequenas companhias em relação a como se promover.

“Antes, companhias muitas vezes usavam enormes e caras ações de marketing. Para as companhias menores que desejavam competir Levinson defendeu a ideia da preponderância do cérebro sobre os músculos”, diz Belotti. O marketing de guerrilha foi a base para construção dos princípios de buzz marketing, segmentação de mercado, mídias não convencionais, criatividade e mídia espontânea.

O que o livro ensina: “uma estratégia composta de diversas ferramentas que permitem ter os seus dispositivos reconfigurados no tempo e espaço, de acordo com a realidade, os recursos e as intenções do anunciante”, diz Belotti.

Autor: Jay Conrad Levinson.
Ano: 1984.

“O Maior Vendedor do Mundo”

O livro conta a história de Hafid, um humilde guardador de camelos que fica muito rico. “É um guia clássico da filosofia do vendedor”, diz Belotti. O autor mostra que satisfação e bem-estar são resultantes do (re)encontro com sua verdadeira essência. A partir daí, os benefícios de ordem material se transformam em consequência lógica.

O que o livro ensina: “Se você não pode vender suas ideias, seu produto ou seus serviços, você nunca será bem sucedido nos negócios. Você não pode ser bem sucedido nos negócios se não for bem-sucedido na vida”, diz Belotti.

Autor: Og Mandino.
Ano: 1968.

PAVOR DA MORTE OU DESENCARNE!

PAVOR da MORTE ou DESENCARNE !



Vamos ver a importância do estudo da Doutrina Espírita na hora da morte. Mesmo não precisando de provas purgativas, o espírito que cultivou a bondade e as virtudes naturalmente em sua reencarnação, ainda assim a falta do conhecimento poderá gerar uma perturbação espírita pavorosa. Vamos ler um resumo do Capítulo 48, Pavor da Morte, do Livro “OS MENSAGEIROS” de André Luiz/Chico Xavier, onde Cremilda apesar de desencarnada e laços rompidos, fica apavorada com a presença do Noivo falecido ao seu lado.

Resumo do CAPÍTULO 48 – Pavor da morte

O colega, gentil, conduziu-nos ao interior de espaçoso necrotério, onde defrontamos um quadro interessante. O cadáver de uma jovem, de menos de trinta anos, ali jazia gelado e rígido, tendo a seu lado uma entidade masculina, em atitude de zelo. Com assombro, notei que a desencarnada estava ligada aos despojos. Parecia recolhida a si mesma, sob forte expressão de terror. Cerrava as pálpebras, deliberadamente, receosa de olhar em torno.

— Terminou o processo de desligamento dos laços fisiológicos — aclamou o facultativo atento — mas a pobrezinha há seis horas que está dominada por terrível pavor.

E apontando o cavalheiro desencarnado, que permanecia junto dela, cuidadoso, o receitista esclareceu:

— Aquele é o noivo que a espera, há muito.

Aproximamo-nos um tanto e ouvimo-lo exclamar carinhosamente.

— Cremilda! Cremilda! vem! abandona as vestes rotas. Fiz tudo para que não sofresse mais… Nossa casa te aguarda, cheia de amor e luz.

A jovem, todavia, cerrava os olhos, demonstrando não querer vê-lo.

Notava-se, perfeitamente, que seu organismo espiritual permanecia totalmente desligado do vaso físico, mas a pobrezinha continuava estendida, copiando a posição cadavérica, tomada de infinito horror.

Aniceto, que tudo pareceu compreender num abrir e fechar de olhos, fez leve sinal ao rapaz desencarnado, que se aproximou comovido.

É preciso atendê-la doutro modo — disse o nosso orientador, resoluto.

— vejo que a pobrezinha não dormiu no desprendimento e mostra-se amedrontada por falta de preparação espiritual. Não convém que o amigo se apresente a ela já. Não obstante o amor que lhe consagra, ela não poderia revê-lo sem terrível comoção, neste instante em que a mente lhe flutua sem rumo…

— Sim — considerou ele, tristemente —, há seis horas chamo-a sem cessar, intensificando lhe o terror.

Redargüiu Aniceto, conselheiro:

— Ausência de preparação religiosa, meu irmão. Ela dormirá, porém, e, tão logo consiga repouso, entregá-la-ei aos seus cuidados. Por enquanto, conserve a alguma distância.

E fazendo-se acompanhar do facultativo, que assistira espiritualmente a jovem nos últimos dias, aproximou-se da recém-desencarnada falando com inflexão paternal.

— Vamos, Cremilda, ao novo tratamento.

Ouvindo a moça abriu os olhos espantadiços e exclamou:

— Ah, doutor, graças a Deus! Que pesadelo horrível! Sentia-me no reino dos mortos, ouvindo meu noivo, falecido há anos, chamar-me para a Eternidade!..

— Não há morte, minha filha! — objetou Aniceto, afetuoso — creia na vida, na vida eterna, profunda, vitoriosa!

— É o senhor o novo médico? — indagou, confortada.

— Sim, fui chamado para aplicar-lhe alguns recursos em bases magnéticas. Torna-se indispensável que durma e descanse.

— É verdade… — tornou ela de modo comovente —, estou muito cansada, necessitando de repouso…

Recomendou-nos o instrutor, em voz baixa, prestássemos auxílio, em atitude íntima de oração, e, depois de conservar-se em silêncio por instantes ministrou-lhe o passe reconfortador. A jovem dormiu quase imediatamente.

Deslocou-a Aniceto, afastando-a dos despojos, com o zelo amoroso dum pai, e, chamando o noivo reconhecido, entregou-a carinhosamente.

— Agora, poderá encaminhá-la, meu irmão.

O rapaz agradeceu com lágrimas de júbilo e vi-o retirar-se de semblante iluminado, utilizando a volitação, a carregar consigo o fardo suave do seu amor.

Nosso mentor fixou um gesto expressivo e falou:

— Pela bondade natural do coração e pelo espontâneo cultivo da virtude, não precisará ela de provas purgatoriais. É de lamentar, contudo, não se tivesse preparado na educação religiosa dos pensamentos. Em breve, porém, ter-se-á adaptado à vida nova. Os bons não encontram obstáculos insuperáveis.

E, desejoso talvez de consubstanciar a síntese da lição, rematou:

— Como veem, a ideia da morte não serve para aliviar, curar ou edificar verdadeiramente. É necessário difundir a ideia da vida vitoriosa. Aliás, o Evangelho já nos ensina, há muitos séculos, que Deus não é Deus de mortos, e, sim, o Pai das criaturas que vivem para sempre.

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