sábado, 25 de novembro de 2017

OS SUICIDAS E SEU SOFRIMENTO (Chico Xavier responde a entrevista)

OS SUICIDAS E SEU SOFRIMENTO (Chico Xavier responde a entrevista)

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P – Na sua vida mediúnica, Chico Xavier, conheceu amigos suicidas reencarnados?

R – Alguns. Tendo começado a tarefa mediúnica em 1927, há quase 41 anos, tive tempo suficiente para observar alguns casos e posso dizer que todos aqueles que vi reencarnados, depois do atentado contra eles mesmos, traziam consigo os sinais, os reflexos da leviandade que haviam perpetrado.

Contudo, devemos respeitar os suicidas como criaturas extremamente sofredoras que, muitas vezes, perderam o controle das próprias emoções, raiando para o desrespeito a si próprios.

Os resultados do suicídio acabam sempre impressos naqueles que o perpetram; desse modo, a dois companheiros que se suicidaram com bala no ouvido – e que revi, no espaço, depois de 10 anos – vi-os reencarnados na condição de crianças retardadas num estado de extrema idiotia.

Outro companheiro que se suicidou, com o veneno, renasceu como uma criança que trazia já o câncer na garganta, tendo desencarnado pouco tempo depois.

Os espíritos me explicaram que muitas vezes, o suicida, em se reencarnando como que destrói os tecidos do novo corpo; a desencarnação, ou a morte propriamente considerada, ocorre logo depois do nascimento ou algum tempo depois. Ai; então, o espírito estará em condições de aprender quanto vale a vida; deseja viver, mas não consegue, conseguindo, enfim, depois de grande esforço.

P – Aproveitando a oportunidade de seu profundo conhecimento da matéria, nós perguntamos: os espíritos acham que os sofrimentos do suicidas decorrem de um castigo e Deus?

R – Não. Não decorrem de um castigo de Deus, porque Deus é a Misericórdia Infinita, a Justiça Perfeita.

Emmanuel sempre me explica e outros amigos espirituais, lecionando sobre o assunto também explicam, que, quando atentamos contra o nosso corpo, na Terra, ferimos as estruturas do nosso corpo espiritual. Infringimos a nós mesmos essas punições.

Se malbaratamos o crânio com um tiro, estamos destruindo determinados recursos do nosso cérebro espiritual; se nos envenenamos, perturbamos determinados centros de nossa alma; se nos projetamos de grande altura, estamos, também, perturbando os ligamentos, as estruturas, as conexões de nosso corpo espiritual e permanecemos no além com os resultados do suicídio para depois, ao reencarnarmos na Terra, trazermos as conseqüências em nosso próprio corpo.

Entrevistas (psicografia Chico Xavier - espírito Emmanuel)

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

COMO DEVEMOS CUIDAR DE QUEM ESTÁ MUITO PRÓXIMO DA MORTE.

COMO DEVEMOS CUIDAR DE QUEM ESTÁ MUITO PRÓXIMO DA MORTE.

A jornada na Terra sempre chega ao fim. Algumas vezes é necessário que o processo da velhice, doença e morte seja acompanhada de perto por alguém.
Esta pessoa pode ser você, que terá a responsabilidade de garantir o respeito, a dignidade e o conforto físico de seu parente amado.
Acredito eu que não exista gesto mais nobre de amor. Tenho a certeza que também não existe momento mais oportuno para o aprendizado e para a vivência espiritual.
Muitas pessoas sentem-se desconfortáveis frente à morte. Mas, acredite, para o espírito é um momento belo e grandioso. Este texto tem a missão de desmistificar a morte, facilitar sua vida ao lado da pessoa que se prepara para partir e te ajudar a viver plenamente o amor que existe dentro de você (sem medo e sem receio).
Se este texto for útil para você, será para outras pessoas. Portanto, te convido a divulgar o link deste texto.

"A separação da alma e do corpo é dolorosa?
— Não; o corpo, frequentemente, sofre mais durante a vida que no momento da morte; neste, a alma nada sente. Os sofrimentos que às vezes se provam no momento da morte são um prazer para o Espírito, que vê chegar o fim do seu exílio.

No momento da morte, a alma tem, às vezes, uma aspiração ou êxtase, que lhe faz entrever o mundo para o qual regressa?
— A alma sente, muitas vezes, que se quebram os liames que a prendem ao corpo, e então emprega todos os seus esforços para os romper de uma vez. Já parcialmente separada da matéria, vê o futuro desenrolar-se ante ela e goza por antecipação do estado de Espírito."

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos

Ajudar alguém nos últimos meses ou anos é uma das maiores responsabilidades que alguém pode ter. Sob certos aspectos é bem mais difícil que criar uma criança. A criança coleciona conquistas, o idoso ou o doente coleciona dificuldades. Mas, porém, virão conquistas; conquistas para o espírito e para o amadurecimento pessoal. Nesta fase os grandes ganhos não são exteriores, são interiores.
Tenha claro esta realidade: há muito aprendizado nos últimos anos de vida.

E mais, são alguns dos aprendizados mais importantes para o futuro do espírito.
Uma criança nasce e aprende a falar e a andar. São ganhos que parecem grandes, mas que se perdem com o falecimento. Já os aprendizados dos últimos anos são realmente centrais para o espírito. Por exemplo: uma pessoa muito orgulhosa, ao se ver necessitada de ajuda, descobriu na humildade a paz que lhe faltou por toda a vida. Ela dizia: "Meu Deus, porque não aprendi a viver assim antes?" Não aprendeu antes, mas aprendeu quando as limitações físicas se fizeram mais fortes.

Alguém poderia dizer; "antes tarde do que nunca". Quem conhece a vida espiritual sabe que NUNCA é tarde para esta transformação positiva. Esta transformação será muito importante por décadas e séculos.
Por isto, não fique tão triste com as perdas que acompanham a velhice e as doenças. São oportunidades únicas. São oportunidades importantíssimas.

Primeiro porque "tira de cima da pessoa" o peso da sociedade. A sociedade é uma prisão brutal para grande parte das pessoas. Somos orgulhosos, esta é a verdade. São raríssimos os seres humanos que não são orgulhosos. A doença e as limitações da idade jogam por terra grande parte das vaidades, orgulho e desejo de ser aceito (os místicos dizem: tudo desaba). É um choque que coloca o ego da pessoa lá embaixo; algumas até deprimem. Mas, a queda do ego é a porta aberta para a emersão do que é realmente importante para o espírito.

São bilhões de pessoas que tem na velhice e nas doenças as últimas oportunidades para realizar seu progresso espiritual.
Importante: aprenda a olhar para a pessoa amada como um espírito que dá os últimos passos e que tem as últimas oportunidades de realizar conquistas nesta vida (nesta encarnação).

O corpo perde, mas o espírito pode ganhar. O corpo vai finalizar, mas a vida espiritual ainda é longa. Por isto, tranquilize-se com as perdas. Tenha serenidade para acompanhar estas perdas. Cuide com carinho, mas treine-se para o desligamento. Aceite cada passo que a natureza der; traga conforto e use sempre um diálogo espiritualizado para facilitar o entendimento e a superação das dificuldades.

Treine com a mensagem de Jesus: "seja feita a Sua vontade". Nada é perda, tudo é transformação. Tenha paciência, porque você é apenas alguém que acompanha uma trajetória que é muito pessoal e especial - a trajetória do seu ente querido até a libertação do corpo.

Veja a morte como saudade para quem fica e liberdade para quem vai. É uma libertação, porque chegará um momento em que os aprendizados serão pequenos; este é o momento de voltar para a vida espiritual.

Autor: Regis Mesquita – Blog Nascer Várias Vezes

Autor desconhecido

REENCARNAÇÃO E CIÊNCIA.

Reencarnação e ciência

Presente nas mais diversas culturas, a reencarnação
desafia o tempo, permanecendo viva na mente e nas crenças
do ser humano. Desde a mais remota antigüidade até os
nossos dias, ela vem sendo a forma mais completa de
explicar os diversos e complexos fenômenos da experiência
humana. Sua credibilidade vem de evidências
experimentais, de provas sob rigoroso controle científico.

A reencarnação é hoje um fato cientificamente
provado. Com fortes evidências sob o ponto de vista da
ciência, já alcançou a atenção dos institutos de pesquisas
das universidades. Não é difícil demonstrar, através de
provas científicas, que a Reencarnação é uma lei universal e
que a evolução humana se processa através dela.

Reencarnar é o retorno a um novo corpo, através de
um novo nascimento, via fecundação, da personalidade
individualizada do ser humano. Retornar significa voltar
com a mesma individualidade anterior. Apesar de mudar-se
de nome não se passa a ser outra pessoa. A personalidade
anterior se modifica a partir do nascimento, com um novo
ambiente, porém o espírito é o mesmo. Encontramos como
sinônimo de reencarnação o termo palingênese, que
significa nascer de novo e o termo metempsicose, de
origem grega, cujo significado aproxima-se do de
reencarnação, porém, ao contrário do conceito espírita, que
só admite o retorno a um corpo humano, aceita também o
regredir às formas animais.

Os mais antigos livros onde encontramos a doutrina
da reencarnação são os Vedas, de cuja matriz surgiram
grande parte das religiões e sistemas filosóficos da Índia, e
que contêm hinos sagrados cuja origem remonta há muitos
anos antes de Cristo. No Egito, as dinastias mais antigas
acreditavam na preexistência da alma, antes do seu
nascimento, assim como na sua pós-existência depois da
morte, e nos muitos nascimentos da alma neste e em outros
mundos.

Religiões significativas da Pérsia, principalmente o
Zoroastrismo, na sua forma genérica popular e dinâmica,
seguiam doutrinas contendo a reencarnação, sendo que no
Zoroastrismo (século VII a. C.) há a concepção de uma
espécie de justiça cósmica de que as almas recebiam os
seus prêmios ou castigos merecidos nas vidas futuras. Há
registros de que da Pérsia a crença da reencarnação foi
levada à Grécia.

A religião ortodoxa Islâmica não aceita nenhuma
doutrina de reencarnação. Apesar disso, algumas escolas
esotéricas dentro do Islamismo – tais como os Sufis e os
Drusos, defendem fortemente a reencarnação. Alguns
místicos islâmicos e poetas sufis como Rumi, Hafiz e
outros, defendiam abertamente a reencarnação.

De acordo com Flavius Josephus, o 1º historiador
judeu do século I d. C., as três escolas antigas de
pensamento e prática da religião judaica – os Saduceus, os
Fariseus e os Essênios – diferenciavam-se acerca do destino
da alma após a morte do corpo. Os Saduceus defendiam que
a alma morre juntamente com o corpo. Os Fariseus
mantiveram a imortalidade da alma, o renascimento das
almas das pessoas boas noutros corpos e o castigo eterno
das almas dos mais fracos. Os Essênios aceitavam a
imortalidade e rejeitavam a reencarnação. O Velho
Testamento contém passagens (Provérbios 8:22-31;
Jeremias 1:4-5) nas quais o autor professa que teriam
existido anteriormente ao nascimento físico, com destaque
para Malachias (4:2-6) que previu o retorno de Elias à
Terra.

No Alasca, entre os índios da tribo Tlingits, é crença
geral que os mesmos sinais e cicatrizes podem reaparecer
no corpo do renascido. Entre os Esquimós, há inúmeros
casos de pessoas que se recordam de suas vidas pregressas.

Diversas tribos americanas, dentre elas os Peles-Vermelhas,
aceitam a reencarnação. Os Winnibagos crêem na
reencarnação. Crença idêntica existe entre os índios
Chippeway. Eles estão certos de que, em seus sonhos,
podem reviver acontecimentos de encarnações passadas.

A principal corrente do Cristianismo ortodoxo, o
Catolicismo, nunca acolheu abertamente a doutrina da
reencarnação nas suas crenças, enquanto pensadores
importantes e seitas dinâmicas abraçaram uma ou outra
versão da doutrina dos renascimentos terrestres. Um
conselho Ecumênico importante (o 2º de Constantinopla,
em 553 d. C.), de acordo com a crença comum
anatematizou todas as concepções da preexistência da alma
e do renascimento, que faziam parte das teses de Orígenes
(185 – 254 d. C.), excomungado em 232 d. C. por adotar a
reencarnação. Um dos expoentes máximos da Igreja,
Clemente de Alexandria (preceptor de Orígenes) aceitava a
reencarnação e, ainda mais, afirmava que São Paulo
também professava tal crença.

Nos Diálogos de Platão - Fedon, Banquete e
República a reencarnação é apresentada como um dos
ensinos de Sócrates. Em República, livro X, p. 614 à 620,
há o episódio de Er, filho de Armênio, originário da
Panfília, que, após 12 dias de morte aparente, recupera-se e
conta o que viu no mundo dos mortos. Relatou como se dá
o retorno das almas para o renascimento.

Anteriormente a Sócrates, pelo menos Pitágoras,
Heráclito e Empédocles expressaram explicitamente idéias
de reencarnação. Em Fedro, Platão atribuiu a Sócrates a
doutrina da existência da alma antes de entrar neste mundo,
assim como a sua sobrevivência.

A despeito da Filosofia e em pleno século XX, as
investigações sobre o tema tomaram novo impulso. Na
França, com Albert Des Rochas, na Índia com Hamendras
Nat Banerjee, nos Estados Unidos, com Ian Stevenson.
Cada um à sua época desenvolvendo diferentes métodos de
pesquisas, a partir de fatos concretos, trouxeram nova luz a
respeito da reencarnação, principalmente introduzindo-a
como objeto de investigação científica.

As pesquisas em torno da reencarnação virificam-se
em vários campos; dentre eles tem-se a Regressão de
Memória e as Lembranças Espontâneas na Infância. Entre
os estudiosos de regressão de memória destaca-se Albert
Des Rochas, Edith Fiore, Denis Kelsey, Morris Netherton,
Helen Wambach e Hermínio Miranda. Todos eles
desenvolveram experiências em torno da regressão de
memória com resultados surpreendentes, que extrapolaram
os espaços científicos, penetrando nos consultórios de
psicólogos como técnica terapêutica.

Nas pesquisas de Lembranças Espontâneas na
Infância, destacam-se os trabalhos de Ian Stevenson, H. N.
Banerjee e Hernani G. Andrade. São pesquisas de grande
credibilidade pelas características da espontaneidade e da
insuspeição em se tratando de crianças. Há milhares de
casos catalogados com a confirmação das informações
sobre vidas passadas que não se resumem a vagas
memórias, mas, sim, a dados precisos, com nomes, datas,
locais e detalhes importantes. Em tais pesquisas verificouse
que, o intervalo de tempo entre uma e outra encarnação
pode variar de dias a séculos.

A necessidade de se estabelecer um princípio diretor,
justo e equânime para justificar a sociedade e suas
complexas relações, coloca a reencarnação como o
mecanismo capaz de exercer a justiça divina e de
possibilitar o crescimento da sociedade. Nada poderia
justificar as contingências do existir com a precisão com
que a reencarnação o faz. As dificuldades e conflitos
humanos passam pela necessidade de uma justificativa
filosófica e até mesmo do ponto de vista do equilíbrio
energético. A reencarnação é a chave para desvendar os
mistérios provocados pelo vazio do conhecimento parcial
que o homem tem sobre si mesmo.

Nem sempre a justiça que se processa pela via da
reencarnação, dá-se imediatamente na encarnação seguinte
do espírito. Os mecanismos educativos podem ocorrer na
mesma existência, sem a necessidade da reencarnação,
como também podem se dar após várias encarnações. O
tempo que leva para que o processo educativo se instale,
dependerá da ocorrência de fatores que propiciem o
aprendizado do espírito. Às vezes, há a necessidade de se
reunir pessoas várias num processo único, o que poderá
levar séculos ou milênios. Deve-se salientar que ninguém,
nenhum ser humano, estará isento do processo de educação.

A reencarnação é mecanismo obrigatório no nível de
evolução em que se encontra a humanidade terrestre.
Ninguém está isento dela. Não há privilégios nem
privilegiados.

Reencarnar sem a lembrança do passado é o
mecanismo que possibilita a convivência de contrários e
daqueles que elevaram a paixão ao seu grau máximo. Sem o
esquecimento das experiências anteriores não é profícua a
reencarnação. Reencarna-se para aprender, para educar-se.

Para crescer a partir de novos elementos, de uma nova
oportunidade, num novo ambiente, onde se possa construir
ou reconstruir seu próprio crescimento. Tal esquecimento
não significa a perda do conhecimento adquirido nas
existências anteriores. O espírito não involui. Não se perde
o que já se sabe. Esquece-se temporariamente o que não é
relevante para o crescimento do espírito. As qualidades, os
defeitos, as emoções, os amores, os ódios, ficam latentes e
participam, de forma subjacente nas relações do
reencarnado, atuando de forma inconsciente.

Muitos espíritos que estiveram juntos em encarnações
anteriores se separam para se reencontrarem mais adiante.
Alguns desafetos quando se vêem se “lembram” do
passado. Pode ocorrer que a inimizade retorne. Como
também os afetos quando se reencontram refazem a mesma
ligação que tiveram no passado. O espírito “enxerga” o
outro espírito, independente do corpo que tem e do grau de
parentesco que possuem. Alguns espíritos não reencarnam
na mesma época que seus afetos e ficam a velar por eles
para que obtenham sucesso naquela encarnação. Ao
libertar-se do corpo, seja durante o sono ou com a morte, o
espírito vai aos poucos retomando sua memória integral.

O retorno através da reencarnação se dá para o
crescimento do espírito. É um processo educativo, e não
punitivo. Encarado dessa forma, não há um número
definido de encarnações para um espírito. Os processos não
se dão de forma linear, isto é, não se passa pelo que se
causou a outrem na mesma proporção. As circunstâncias a
que um espírito está sujeito numa encarnação expiatória são
sempre atenuadas pela Misericórdia Divina. A Lei de Causa
e Efeito não é “olho por olho dente por dente”. Não se deve
interpretar as doenças e outros sofrimentos senão como
processos educativos. Errou-se no passado porque não se
sabia como agir corretamente. Retorna-se para aprender até
não mais se precisar reencarnar.

As idéias inatas, as simpatias e antipatias gratuitas, os
gênios, de alguma forma parecem denunciar uma
experiência anterior. O conhecimento não se produz de
forma mágica. A reencarnação explica tais conhecimentos
“inatos”, como oriundos de existências anteriores. Tudo
então é aprendido pelo espírito. Nada lhe é “dado” de graça.
Se no passado alguém adquiriu uma aptidão qualquer, ela
hoje se manifestaria de alguma maneira.

Em muitos casos os reencarnantes retornam com
marcas de nascença. Trazem cicatrizes denunciadoras de
experiências pregressas. Marcas que, quando não são
creditadas a fatores genéticos, reproduzem-se de uma a
outra existência por mecanismos psíquicos. As experiências
que produziram as marcas foram de tal forma intensas que
gravaram o corpo físico, denunciando a existência de uma
matriz comum onde ficam “guardadas” as impressões do
espírito. Essa matriz é o perispírito. Da mesma forma que
essas marcas, surgem fobias, traumas, que se revelam logo
na primeira infância.

O conceito de reencarnação transcende ao aspecto da
mera crença que está presente nas mais antigas culturas,
tornando-se a base para a compreensão da razão de viver do
homem. A reencarnação não foi concebida como uma teoria
para explicar a realidade, mas é uma realidade que explica e
suscita muitas teorias. As relações humanas estão
carregadas das emoções do passado. Impulsos, estímulos,
reações emotivas, atitudes diversas, não são apenas fruto da
vontade e do meio ambiente, mas principalmente das
experiências pregressas gravadas no psiquismo.

A personalidade integral, que sobrevive à morte, já
possui experiências diversas em matéria de profissões, de
línguas aprendidas, de tipos de sexo, de classe social, de
condição econômica. O fato, por exemplo, de já ter
experienciado viver nos dois tipos de sexo, concede ao ser
humano habilidades para habitar nesse ou naquele corpo,
sem que isso lhe cause qualquer problema quanto à sua
relação com o sexo do corpo escolhido. Uma nova
encarnação representa a construção de uma nova
personalidade no novo meio em que se vai renascer. Os
traumas e conflitos, dessa forma, aparecem tendo como
uma das causas, talvez a principal, essa realidade interna,
anterior, que contracena com a realidade externa. A solidão
e as repetidas e constantes desilusões afetivas podem ser
encaradas como resultantes de processos educativos,
oriundos de experiências mal sucedidas no passado.

O Espiritismo, com Allan Kardec, trouxe de volta a
reencarnação como conhecimento fundamental de sua
doutrina (entenda-se doutrina dos Espíritos).

Através do Espiritismo a reencarnação é analisada
sob o ponto de vista sociológico e moral. A doutrina das
vidas sucessivas é o alicerce da evolução. A frase “Nascer,
morrer, renascer ainda, progredir sempre, tal é a lei” resume
o significado da reencarnação para o Espiritismo.

Fonte - Da obra; Conhecendo o Espiritismo de Adenáuer Marcos Ferraz de Novaes

BLOG DO GALENO FINALISTA DO PRÊMIO RETRATOS DA LEITURA.

Blog do Galeno finalista do Prêmio Retratos da Leitura

Galeno Amorim
Dia 04/12 vou a São Paulo para a cerimônia de entrega do Prêmio Retratos da Leitura no Brasil. É que o Blog do Galeno (que há 10 anos busca manter informado o povo do livro e da leitura e acesa a chama daqueles que são os grandes responsáveis pela formar leitura e leitores país afora) é finalista na edição de 2017, na categoria mídia.
Não me cabe aqui dizer se a escolha foi justa ou não.
Mas cabe lembrar do gigantesco vazio de informações sobre políticas e práticas sociais da leitura que havia quando resolvi por no ar, em 2007, o blog. Ao correr o país, pouco antes, a fim de criar o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), percebi que quase ninguém sabia de nada o que acontecia na área. Nem que fosse notícias falando mal da política pública que então nascia.
Anos depois era eu presidente da Biblioteca Nacional, também responsável, na ocasião, pelas políticas do livro e leitura no Brasil. Uns falavam bem, outros falavam mal, como de praxe.
Me afastei, evidentemente, da direção do Blog. Mas a orientação fora clara: toda e qualquer notícia ou artigo sobre o tema, especialmente aquelas com criticas contra a minha gestsão, justas ou não, deveriam ser republicadas como qualquer outra.
Assim foi feito. Dez anos depois, ao revirar os arquivos do blog, vejo que continuam lá. Mesmo aquelas que não resistiram ao tempo.
Era a coisa certa a fazer.

ROGÉRIO: "MAIS LIVROS COM PERSONAGENS NEGROS"

Rogério: 'mais livros com personagens negros'

Na semana em que se comemorou o Dia da Consciência Negra, o escritor Rogério Andrade Barbosa, que acaba de mais um livro para discutir preconceitos, defende as políticas afirmativas na educação e na literatura e diz que, embora autores negros ainda sejam minoria, já há mais personagens negros na literatura brasileira.

1. Qual a importância das políticas públicas de educação que buscam assegurar a presença da cultura negra nas escolas?

As políticas públicas, de suma importância, são baseadas essencialmente na lei que obriga o ensino da história e da cultura africana em sala de aula. Mas, a meu ver, o foco principal deve ser voltado para a formação dos professores, pois boa parte deles não foram preparados para lidar com o assunto. 

2. Na prática, a lei tem tido resultado eficaz?

Os efeitos da lei, de uma maneira geral, foram positivos.

3. Já é possivel dizer que a literatura negra e os autores negros já têm lugar assegurado no mercado editorial brasileiro?

Autores negros ainda são minoria, mas a produção de livros com personagens negros cresceu consideravelmente.

4. Como livros como esse seu mais recente, Beijados Pelo Sol, podem ser trabalhados na escola ajudar na luta com os preconceitos?

O livro infantil é como um espelho no qual a criança, não importa a sua etnia ou cor, precisa se ver refletida. Portanto, livros como o Beijados pelo Sol contribuem na luta contra preconceitos. No caso específico de meu livro, o protagonista é um menino negro portador de albinismo.

Quando ser albino representa perigo de vida

A denúncia sobre a perseguição e agressões contra os negros portadores de albinismo em alguns países da África é o ponto de partida do livro Beijados pelo Sol, de Rogério Andrade Barbosa

Especialista em temáticas africanas, o escritor Rogério Andrade Barbosa escreveu “Beijados pelo Sol”, após conhecer o sofrimento dos portadores de albinismo na África, onde relatórios oficiais indicam 129 pessoas assassinadas e 181 mutiladas em 23 países daquele continente até 2014.

Barbosa visitava a África em busca de subsídios para outros trabalhos, quando se comoveu com a perseguição sofrida por crianças albinas, que têm partes do corpo retiradas e usadas em rituais de magia, cujos praticantes acreditam que o membro ou corpo de um albino, pode trazer força, sorte ou azar. A prática movimenta um comércio clandestino, no qual um membro pode custar 2 mil dólares e um corpo inteiro, 75 mil dólares.

No livro, Barbosa relata a história de um garoto, Kivuli, que nasceu com albinismo, no interior da Tanzânia, país com incidência de albinismo na África. Kivuli tentava entender a diferença com os amigos e sabia dos riscos que ele corria, até de morrer. Tudo, só porque era diferente dos outros. Ele se protegia do sol na sombra das árvores ao ir para escola, mas um dia foi sequestrado e levado para longe.

A narrativa do escritor presenteia o leitor com um ‘thriller’ de suspense, perseguições, fugas e superstições, num ritmo de aventura com a luta e fugas do herói juvenil para se libertar. Essa movimentação faz com que o leitor, especialmente o mais jovem -- alertado pela gravidade da denúncia e do perigo que envolve o personagem principal--- se prenda ainda mais ao livro, interessado no desfecho da história.

A ideia é fazer com que a história de Kivuli sensibilize e sirva de alerta e inspiração para as pessoas que lutam contra o preconceito e pela igualdade e respeito, mesmo para quem é diferente. No Brasil, por exemplo, onde é maioria, a população negra ainda sofre todo tipo de preconceito.

Na África, os portadores de albinismo, além das mutilações de mãos, pés, cabelo, olhos e outras partes do corpo, também sofrem com outros tipos de ataques e agressões menores, como o bullying, tipo de agressão que também é registrada em outros países e continentes.

As ilustrações são de John Kilaka, que nasceu e mora na Tanzânia e é um artista premiado na Europa e na África. Ele usa em sua arte a tradição da “tingatinga”, um estilo imortalizado por um artista da Tanzânia, para conferir um colorido especial às ilustrações.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O QUE EXPLICA O SUCESSO DO CONALER.

O que explica o sucesso do Conaler

Galeno Amorim
"Maravilhoso", "excelente", "fantástico", "formidável", "extraordinário". Essas foram as palavras mais usadas pelos participantes para definir o que foi o Conaler 2017, II Congresso Nacional de Leitura 100% online. Para 93% o evento virtual, encerrado esta semana com a reprise da conferência do escritor Pedro Bandeira, foi "excelente" ou "bom".
Metade dos 5.289 inscritos era professores. Em seguida, bibliotecários e estudantes de Letras e Pedagogia. Todos em busca de mais e melhor formação para enfrentar os desafios se seguir formando mais leitores que gostem de ler pela vida afora.
Tem jeito, sim!

AUDIOLIVROS SÃO A TENDÊNCIA E OPÇÃO PARA QUEM TEM POUCO TEMPO PARA LER.

Para ouvir: audiolivros são tendência e opção para quem tem pouco tempo para ler

Carol Macário - Diário Catarinense - 03/09/2017

Se é a voz de Cid Moreira narrando as histórias da Bíblia que lhe vem à cabeça quando se fala em audiolivros, atualize seus conceitos. Mais tendência que nunca, e bem mais simples que os jurássicos CD-Rooms, os livros em áudio são os que mais crescem em vendas pela internet. Durante a 18ª Bienal do Livro do Rio, maior evento literário e da indústria editorial do Brasil que ocorre até o dia 10 no Rio de Janeiro, a possibilidade de ouvir histórias em vez de decifrá-las com os olhos foi uma ideia que caiu bem para adultos e crianças.

— Tem um pouco a ver também com a tradição oral, lembra o tempo que nossos antepassados contavam histórias — comentou Lucas Souza, 24 anos, um adepto desse formato.

Imagine, por exemplo, ouvir a história do clássico Drácula, Bram Stoker, com ambientações e diferentes vozes. E isso enquanto faz academia ou qualquer outra atividade.

— É um dos formatos que mais cresce na rede. Muitas editoras estão apostando nisso por ter a ver com a ideia de se oferecer diferentes experiências. Está ligado também ao fato de as pessoas terem pouco tempo para consumir informação — diz Adriano Tarolassi, diretor de e-commerce da Saraiva.

A rede varejista vende livros e e-books e hoje tem um acervo também com 10 mil obras em áudio, em parceria com a plataforma Ubook.

—Os smartphones mudaram a forma de consumir livro. E tem a vantagem de que se pode ouvir em duas ou até em mais pessoas — diz Gustavo Mondo, gerente de e-commerce da Saraiva.

Best-seller A Garota no Trem, de Paula Hawkins, também em áudio.


Hoje é possível ter acesso a audiolivros até mesmo por plataformas de streaming de música como o Spotify, que já disponibiliza alguns clássicos e livros de negócios. Na Saraiva, com uma mensalidade a partir de R$ 24,90 se pode ter acesso ao catálogo e ouvir livros enquanto dirige, caminha, vai para academia ou aguarda em sala de espera.

Para ter um gostinho, veja trechos de outros audiolivros neste link.

ENCONTRO COM DEUS - por RICHARD SIMONETTI.

ENCONTRO COM DEUS - por RICHARD SIMONETTI.

A imagem pode conter: 1 pessoa, céu, noite, montanha, atividades ao ar livre e natureza
Dona Cidinha lia tranquila O Evangelho segundo o Espiritismo, no jardim do edifício de apartamentos onde residia, quando uma moradora aproximou-se:

– Bom dia, dona Cidinha.

– Bom dia, minha filha.

– A senhora é espírita, não é mesmo?

– Sim, de todo coração. O Espiritismo é bênção de Deus em nossas vidas.

– Eu queria justamente perguntar-lhe a respeito de Deus. Sou católica e aos domingos tenho um encontro com o Senhor na missa. Como fazem os espíritas, se não frequentam a igreja?

– Estou surpresa! O seu Deus é tão limitado assim?

– Como?

– Se comparece perante os fiéis apenas na missa, e só para os católicos!…

– Como é o seu Deus?

– Não o meu. O nosso, minha filha! Deus é o Pai de todos nós, não apenas de católicos, mas de todos os religiosos e até de quem não tem religião. E não está dentro de uma igreja, mas em todo o Universo, em todas as manifestações da Natureza, nos mundos que se equilibram no espaço, na beleza das flores, no trinar dos pássaros, no sorriso da criança, na solicitude das mães…

– Como pode Deus estar presente em tudo? Ele não tem seus compromissos, governando o Universo?

– Você está imaginando Deus de maneira antropomórfica. Por isso tem dificuldade.

– Antropomórfica, que nome esquisito!

– É a concepção de Deus à imagem do homem, como se fosse um soberano a governar o Universo, instalado num palácio celestial.

– Não é assim?

– Deus, minha querida é a Consciência Cósmica do Universo, a Mente Divina, presente em tudo e em todos.

– Em todos? Também em nós?

– Sim, na intimidade de nossa consciência, a exprimir-se no ideal de servir, nas sementes de virtude, no anseio de aprender, nas dores de consciência pelo exercício do mal, ou na satisfação pelo Bem praticado. Tudo isso é Deus que nos fala, que nos orienta, que nos adverte, que nos chama, que
nos espera...

– E por que as pessoas não conseguem perceber a presença de Deus?

– Quando o fariseu perguntou a Jesus qual o mandamento maior da Lei, o que o Mestre respondeu?

– Isso eu sei. Jesus citou dois mandamentos: o amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. E explicou que resumem tudo o que está no Velho Testamento.

– Muito bem, você está demonstrando conhecer o pensamento de Jesus. Quando estudamos o assunto, logo percebemos que esses dois mandamentos se completam. Impossível amar a Deus sem amar o próximo. Não há melhor maneira de demonstrar amor a um pai do que cuidando de seu filho.

– Agora entendo por que os espíritas empenham-se tanto em praticar a caridade. Seria uma ponte para Deus?

– Perfeito, minha querida. O melhor altar para nos aproximarmos de Nosso Pai, independente de nossa concepção religiosa, é a caridade. Sempre que a exercitarmos perceberemos a presença de Deus em nossas vidas, proporcionando-nos a maior de todas as alegrias, aquela que decorre do dever cumprido.

***

Os teólogos criaram, ao longo do tempo, concepções dogmáticas, com ritos e rezas voltados para o culto exterior, sugerindo que Deus está no interior de sua igreja e que só ela levará os crentes ao Céu.

Afastaram-se do pensamento original de Jesus, que, despido de formalismos e firulas dogmáticas, nos ensina, com a simplicidade da sabedoria autêntica e a profundidade da verdade revelada, que o Reino de Deus deve ser encontrado na intimidade de nossas almas, como exprime em Lucas (17:21):

…o Reino está dentro de vós.

E mais: se pretendemos um encontro com o Senhor nesse reino íntimo é fundamental que observemos sua recomendação (Mateus, 7:12):

Tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também a eles…

MAIS UMA LÍDER CAMPANHENSE LA FORA.

ALEXANDRINA MELQUÍADES DE ALCKMIM – (VER JOÃO ALVES DE OLIVEIRA).

Campanhense, filha de João Rodrigues de Macedo. Casou-se aos 12 anos com João Alves de Oliveira, também campanhense, e o casal foi residir no “sertão paulista”. Ficando viúva muito cedo, continuou a obra de seu marido e fundou em terras de sua fazenda a cidade de São Carlos do Pinhal. Alexandrina é nome da principal avenida daquela cidade. Por volta de 1940 foi inaugurado no salão nobre da Prefeitura de São Carlos um retrato da fundadora da cidade. PSM,C: “Sul de Minas”, jornal nº 207 de 13/10/1940.

Ela foi uma das fundadoras da cidade paulista, ao lado de vários outros como líderes da época como Carlos José Botelho, Jesuíno José Soares de Arruda e o Te. Cel. Antônio Carlos de Arruda.



quarta-feira, 22 de novembro de 2017

PROFESSORA QUE ENSINOU ÍNDIOS NA LÍNGUA-MÃE É A EDUCADORA DO ANO.

Professora que ensinou índios na língua-mãe é a Educadora do Ano

A professora Elisângela Dell-Armelina Suruí subiu ao palco do Prêmio Educador Nota 10 na noite de segunda-feira, 30, para receber o título de Educador do Ano, em evento realizado pela Fundação Victor Civita. Emocionada, disse “muito obrigada” ao público em paiter suruí – a língua materna dos índios da tribo nabekodabadakiba, em Rondônia. O gesto faz clara referência ao trabalho feito pela educadora com os pequenos índios da região.
Nascida em Ji-Paraná, a aproximadamente 370 quilômetros de distância da capital de Rondônia, Elisângela foi trabalhar como voluntária na aldeia próxima a Cacoal, cidade do interior do estado. Isso foi suficiente para que, dezesseis anos depois, ela realizasse um importante projeto de alfabetização dos índios na língua-mãe das crianças da Escola Sertanista Francisco Meireles.
Durante o trabalho de ensinar aos pequenos a escrever e ligar palavras a objetos, Elisângela sentiu falta de um material que ensinasse o paiter suruí, já que os livros dados pelo governo eram em português. Surgiu assim a ideia de confeccionar um caderno de escrita e atividades com textos simples na língua-mãe das crianças, com figuras que pudessem ser coloridas e nomeadas. Tudo feito pelos alunos – que vão do 1º ao 5º ano.
“Eles se viram naquele livro. Em um dia, eles se questionavam sobre quem fazia aqueles livros bonitos que chegavam de tão longe para a escola deles e, em outro, eram os produtores do próprio conhecimento. Isso não tem preço”, conta a professora.
Agora, a melhor educadora brasileira espera que seu projeto seja levado adiante – e auxilie não apenas as aldeias que falem o paiter suruí, mas as outras que também possuem dificuldade de encontrar material de alfabetização nas línguas indígenas. “O caderno pode ser usado não apenas na minha aldeia, mas servir como molde para que outros professores consigam ensinar a língua materna aos alunos. Espero que, com o prêmio, isso sirva como referência”, afirma Elisângela após receber o troféu de Educador do Ano de 2017.

CORDÃO DE PRATA, ligando CORPO E ALMA !

Recordando: CORDÃO DE PRATA, ligando CORPO E ALMA !

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Como o próprio nome sugere, trata-se de uma espécie de "cordão" que liga o perispírito ao corpo físico. É imprescindível à vida carnal, pois assegura a perfeita realização das funções biológicas vitais durante o período do sono natural, quando então o espírito se desprende do corpo físico para interagir no mundo espiritual, embora sempre seu corpo e seu perispírito estejam sempre ligados através do chamado cordão de prata.

O cordão de prata é pré-requisito essencial para a vida orgânica, posto que no momento da morte física ele se rompe. Em alguns meios "espiritualistas" com pouco estudo, há uma discussão sobre os "perigos de rompimento" de tal cordão espontaneamente, durante o conhecido fenômeno das projeções para fora do corpo, como se algo no Universo pudesse acontecer "espontaneamente", ou seja, sem o consentimento e o conhecimento de Deus. Esse temor não tem lógica, nem sentido algum, a não ser que seja "a hora exata" de o indivíduo desencarnar.

O cordão de prata não é feito de material suscetível a atritos ou a acontecimentos que possam vir a "rompê-lo" - esse tipo de pensamento não apenas contraria diametralmente a lógica, mas sobretudo vai inteiramente contra os ensinamentos estabelecidos pela codificação Kardequiana.

MISSIONÁRIOS DA LUZ,
de André Luiz, por Chico Xavier

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