segunda-feira, 19 de novembro de 2018
AS OBRAS DE ANTONIO PASSOS.
Este é o artista plástico campanhense Antônio Passos, que todos os domingos apresenta suas obras no coretinho da Praça Dom Ferrão. Confira o seu trabalho e gostando, ele aceita encomendas.
NA HORA DO DESÂNIMO
NA HORA DO DESÂNIMO Emmanuel
NA HORA DO DESÂNIMO
Emmanuel
Nunca desanimar na seara do bem
Desânimo em ação espírita-cristã é francamente injustificável.
Vejamos alguns apontamentos, suscetíveis de confirmar-nos o asserto.
Se fomos ludibriados, na expectativa honesta em torno de pessoas e
acontecimentos, o desânimo nos indicaria o propósito de infalibilidade, condição
incompatível com qualquer espírito em evolução; se incorremos em falta e caímos em
desalento, isso mostraria que andávamos sustentando juízo excessivamente benévolo,
acerca de nós mesmos, quando sabemos que, por agora, somos simples aprendizes na
escola da experiência; se esmorecemos na tarefa que nos cabe, tão-só porque outros
patenteiem dentro dela competência que ainda estamos longe de alcançar, nossa tristeza
destrutiva apenas nos revelaria a reduzida disposição de estudar e trabalhar, a fim de
crescer, melhorar-nos e merecer; se nos desnorteamos em amargura pelo fato de algum
companheiro nos endereçar determinada advertência, nesse ou naquele passo da vida,
tal atitude somente nos evidenciaria o orgulho ferido, inadmissível em criaturas
conscientes das próprias imperfeições; se entramos em desencanto porque entes
amados estejam tardando em adquirir as virtudes que lhe desejamos, certamente
estamos provisoriamente esquecidos de que também nós estagiamos, no passado, em
longos trechos de incompreensão e rebeldia.
Claramente, ninguém se rejubila com falhas e logros, abusos e desilusões, mas é
preciso recordar que, por enquanto, nós, os seres vinculados à Terra, somos alunos no
educandário da existência e que Espíritos bem-aventurados, em níveis muito superiores
ao nosso, ainda caminham encontrando desafios da vida e do Universo, a perseverarem
no esforço de aprender.
Regozijemo-nos pela felicidade de já albergar conosco o desejo sadio de educarnos,
e, toda vez que o desânimo nos atire ao chão da dificuldade, levantemo-nos, tantas
vezes quantas forem necessárias para o serviço do bem, na certeza de que não estamos
sozinhos e de que muito antes de nossos desapontamentos e de nossas lágrimas, Deus
estava no clima de nossos problemas, providenciando e trabalhando.
Desânimo em ação espírita-cristã é francamente injustificável.
Vejamos alguns apontamentos, suscetíveis de confirmar-nos o asserto.
Se fomos ludibriados, na expectativa honesta em torno de pessoas e
acontecimentos, o desânimo nos indicaria o propósito de infalibilidade, condição
incompatível com qualquer espírito em evolução; se incorremos em falta e caímos em
desalento, isso mostraria que andávamos sustentando juízo excessivamente benévolo,
acerca de nós mesmos, quando sabemos que, por agora, somos simples aprendizes na
escola da experiência; se esmorecemos na tarefa que nos cabe, tão-só porque outros
patenteiem dentro dela competência que ainda estamos longe de alcançar, nossa tristeza
destrutiva apenas nos revelaria a reduzida disposição de estudar e trabalhar, a fim de
crescer, melhorar-nos e merecer; se nos desnorteamos em amargura pelo fato de algum
companheiro nos endereçar determinada advertência, nesse ou naquele passo da vida,
tal atitude somente nos evidenciaria o orgulho ferido, inadmissível em criaturas
conscientes das próprias imperfeições; se entramos em desencanto porque entes
amados estejam tardando em adquirir as virtudes que lhe desejamos, certamente
estamos provisoriamente esquecidos de que também nós estagiamos, no passado, em
longos trechos de incompreensão e rebeldia.
Claramente, ninguém se rejubila com falhas e logros, abusos e desilusões, mas é
preciso recordar que, por enquanto, nós, os seres vinculados à Terra, somos alunos no
educandário da existência e que Espíritos bem-aventurados, em níveis muito superiores
ao nosso, ainda caminham encontrando desafios da vida e do Universo, a perseverarem
no esforço de aprender.
Regozijemo-nos pela felicidade de já albergar conosco o desejo sadio de educarnos,
e, toda vez que o desânimo nos atire ao chão da dificuldade, levantemo-nos, tantas
vezes quantas forem necessárias para o serviço do bem, na certeza de que não estamos
sozinhos e de que muito antes de nossos desapontamentos e de nossas lágrimas, Deus
estava no clima de nossos problemas, providenciando e trabalhando.
O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O NOSSO MUSEU?
Como cidadão campanhense que preza e se importa com o nosso patrimônio e falando em nome de inúmeros cidadãos que comentam e criticam a administração pública, mas não tem coragem para protestar publicamente, venho pedir aos responsáveis, que deem uma explicação sobre a reforma deste prédio histórico que está fechado há anos para reforma.
O prédio me parece que é da Mitra Diocesana. Pelo banner afixado no prédio, presumo que deva ter sido feito uma parceria com a Prefeitura e com o estado.
Desculpem a minha ignorância, mas não sendo engenheiro ou arquiteto, achei meio estranho o telhado afundado. Será que é assim mesmo? Como a obra está parada e o prazo para voltar o Museu já se passou, seria interessante que os responsáveis dessem uma explicação à população e aos turistas que vem visitar e voltam decepcionados.
Enquanto isto, as pombas vão fazendo a festa.
E o passeio do prédio na rua Cônego Antônio Felipe? O perigo de alguém se machucar seriamente é muito grande e a responsabilidade é de quem ocupa o prédio.
O prédio me parece que é da Mitra Diocesana. Pelo banner afixado no prédio, presumo que deva ter sido feito uma parceria com a Prefeitura e com o estado.
Desculpem a minha ignorância, mas não sendo engenheiro ou arquiteto, achei meio estranho o telhado afundado. Será que é assim mesmo? Como a obra está parada e o prazo para voltar o Museu já se passou, seria interessante que os responsáveis dessem uma explicação à população e aos turistas que vem visitar e voltam decepcionados.
Enquanto isto, as pombas vão fazendo a festa.
E o passeio do prédio na rua Cônego Antônio Felipe? O perigo de alguém se machucar seriamente é muito grande e a responsabilidade é de quem ocupa o prédio.
A EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO E A AMPLIAÇÃO DO CONHECIMENTO.
A evolução do espírito e a ampliação do conhecimento
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Existe um continuísmo em tudo, nada se cria, tudo evolui.
Nós humanos se preservamos no espírito em termos de
conhecimentos adquiridos e
podemos voltar agregando
experiências adquiridas no mesmo campo de ação de passagens
anteriores ou iniciar em novos campos e em retornos futuros,
voltar a agregar nestes, embora
tenhamos vivências em outros.
Tudo é uma eterna evolução; só que em um novo retorno,
podemos entrar na última
"sala de aula"
que estivemos ou em uma nova "sala", que eventualmente
podíamos ter
estado a um bom tempo ou então, estarmos
entrando nessa pela primeira vez.
Se você pensar bem, esta forma de raciocínio se aplica em tudo
o que existe,
inclusive no mundo material e pode explicar muito
do que não conhecemos dos outros planos
existenciais.
Pedro Paulo Lanetzki
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
ESPÍRITOS MAIS EVOLUÍDOS ENTRE NÓS
ESPÍRITOS MAIS EVOLUÍDOS ENTRE NÓS

ESPÍRITOS MAIS EVOLUÍDOS ENTRE NÓS
Há um bom tempo que se fala nas reencarnações de espíritos mais avançados objetivando a consolidação da Terra como mundo de regeneração.
Esse fato vem sendo comprovado através de informações advindas por intermédio de médiuns responsáveis em várias partes do planeta, além da simples observação do comportamento diferenciado de muitas crianças e jovens na atualidade.
Como Kardec escrevera na sua obra A Gênese, a troca de uma geração mais atrasada moralmente por outra mais desenvolvida se daria paulatinamente. Verificamos esta ocorrência na atualidade.
Boriska, na Rússia, vem impressionando os jornalistas com seus conceitos filosóficos morais, apesar de ser uma criança ainda. No México, um garoto vem impactando os médicos com os seus conhecimentos científicos e dizendo que uma de suas tarefas no mundo é conseguir a cura para diversos tipos de câncer. Vários outros estão deixando perplexos os que lhe ouvem ou com eles partilham a convivência, pelos tesouros morais que apresentam.
Gostaria, no entanto, de me referir, especificamente, a uma menina chamada Akiane. Desde os quatro anos que desenha de maneira encantadora, inclusive, seu primeiro desenho foi o rosto lindo que ela afirmou ser a de um anjo que a levou para um mundo muito belo de cores e luzes deslumbrantes. A partir daí, Akiane começou a retratar espíritos e paisagens maravilhosas. Ela afirma, ainda, que tem uma tarefa especial nesta vida. Escreve poemas extraordinários, de uma pureza deslumbrante.
Muito doce, hoje Akiane está com doze anos Mora em Idaho, EUA.
A garota seria o que alguns estudiosos definem como uma criança cristal, ou seja, uma alma evoluída, que veio contribuir para a mudança de nível espiritual do nosso mundo. Divaldo diz que Akiane pintou o que seria o rosto mais próximo do que tinha Jesus. Assisti um vídeo e fiquei realmente impressionado com os seus quadros e, particularmente, o de Jesus. No YouTube há vários vídeos sobre ela. Recomendamos.
Como se vê, eles já estão entre nós para fazer a diferença. Façamos a nossa parte.
Por Frederico Menezes
CINE TEATRO SÃO CÂNDIDO, UMA VIAGEM NO TEMPO.
Para aqueles que tiveram a felicidades de conhecer o Cine Teatro São Cândido e puderam ali viver fortes emoções com as peças de teatro vindas de São Paulo e Rio de Janeiro principalmente, além dos grandes filmes que marcaram época, o Canal 100 inesquecível, que nos trazia as notícias da semana. Este é mais um trabalho de recuperação da memória da cidade da Campanha realizada pelo Foto Fênix que, traz além da imagem algumas lembranças de pessoas inesquecíveis como: Sebastião Pereira que durante algum tempo foi gerente da casa. Ari Lemes e dona Conceição que deram suas vidas por aquela casa de espetáculos. O Mosquito elétrico que rodava por todo canto acalmando os mais exaltados.O Cuta da bilheteria e a Nilza Mendes. O Arizinho na portaria da Torrinha. O seu Zé Roque pipoqueiro era presença obrigatória todos as noites. Me lembro de mais alguns porém não me recordo de seus nomes. Mas certamente você que viveu aquela época vai se lembrar e poderá fazer o seu comentário no espaço abaixo.
sábado, 10 de novembro de 2018
MENINAS DE SION.
Lembrança das meninas de Sion. Conheci aqui a Xaxá, Neide Lemos e Stael Fleming. Quem mais, vocês se lembram?
QUANDO DESENCARNARMOS, TEMOS A CONSCIÊNCIA DE NOSSO ESTADO NO MUNDO ESPIRITUAL?
Quando DESENCARNAMOS, temos A CONSCIÊNCIA de NOSSO ESTADO no MUNDO ESPIRITUAL ?
Apesar de já ter desencarnado inúmeras vezes, pensar na morte ainda demonstra algumas características errôneas de um possível fim. A despedida inesperada com uma sensação de adeus perpétuo e não um simples até logo.
O estado de perturbação espiritual, principalmente após uma morte violenta, pode fazer com que o espírito não entenda os acontecimentos, nem recobre a memória, e pior, fazer com que o espírito viva situações criadas pela sua consciência, como se estivesse encarnado.
O conto abaixo retrata a história de Mateus e sua mentora espiritual Clarissa. Em um ambiente alegórico, criado pela consciência de Mateus, ambos irão refletir sobre a passagem do jovem, onde o espírito guia irá ajudar o recém desencarnado a sair do estado de perturbação espiritual.
A Estação
-Mateus?
Foi no instante em que percebeu a realidade. Seu nome ecoava ante a grande arquitetura. Uma estação de trem executada em aço e vidro dava a forma exuberante, a transparência e luminosidade, fatores que compunham a paz envolta pelo leve som dos ventos nas árvores do entorno.
-Olá, Mateus.
A mulher sentou-se ao lado do jovem. Eles estavam em um banco de ferro num tom de azul claro, ornamentado em espiral nas extremidades do banco.
-Clarissa, prazer.
Mateus continuava confuso, olhou para o telhado da estação. As ferragens transformavam o topo do prédio em vários triângulos. Com os vidros, a claridade do sol invadia cada canto do enorme e limpo galpão.
A estação se manteve vazia desde que o garoto pôde perceber sua presença naquele banco. Olhava para todos os detalhes expressando sua característica de observador.
Reparou também em suas roupas brancas e leves, material similar ao das roupas de Clarissa que vestia uma túnica com detalhes em dourado. Notou então que deixava de usar sua camiseta e calça que estava antes.
-O que faço nesta estação, Clarissa? -Pela primeira vez durante todo o tempo daquela cena, Mateus se pronunciou.
-Eu sou uma amiga e vim te acompanhar nesta viagem.
O olhar de Mateus ainda estava penetrante, porém, perdido em seus próprios pensamentos. Sua confiança em Clarissa aumentava a cada instante que estavam um perto do outro.
-Vamos pegar um trem e viajar? Qual será o destino?
Clarissa tocou na mão de Mateus, se aproximou e com sua voz suave e serena perguntou:
-Você não se lembra do acidente?
O toque de auxílio e as palavras foram como um gatilho para a memória de Mateus. Em flashes, as imagens surgiram em sua mente. Mateus morrera em um acidente de carro na viagem que fazia para visitar seus tios e primos do interior.
O jovem pôs-se a chorar de forma intensa e seus pensamentos ficaram agitados. Os ventos que balançavam as copas das árvores ficaram mais agressivos, nuvens escuras tamparam a iluminação em instantes e o único brilho da estação era o emanado por Clarissa em seus pontos dourados.
-Mateus, acalme-se. Eu estarei aqui com você, da maneira que estive em silêncio por toda a sua vida como o menino Mateus.
Aos poucos Clarissa foi acalmando o espírito recém desencarnado e a paz retornou a estação de trem.
-Quem é você, Clarissa?
-Eu sou sua mentora, como uma tutora espiritual. Eu te auxilio a algum tempo, e nesta encarnação estivemos mais próximos.
Agora a situação começara a fazer mais sentido para Mateus que lembrara de alguns ensinamentos ao ouvir a palavra encarnação.
-Minha família é espírita. – Aquela afirmação era praticamente a aceitação de seu estado. – Então eu morri, não é mesmo? Eu desencarnei, Clarissa.
É comum, no estado de perturbação espiritual, o espírito recém desencarnado demorar para recobrar a memória e a plena consciência de seu atual estado. Quando a energia de Mateus se estabeleceu, Clarissa, sua mentora, pode se aproximar do espírito do jovem que tinha sofrido de um desencarne rápido, porém violento.
-Se eu desencarnei, onde eu estou?
A pergunta do jovem era pertinente em relação aos fatos decorrentes de seu desencarne.
Estavam indo viajar Mateus e sua irmã, eles iriam passar as férias de verão na fazenda de seus tios no interior. Quando seus pais o levavam para a estação de trem, um carro desgovernado bateu no veículo da família. Todos os envolvidos ficaram levemente feridos, exceto Mateus que desencarnara no mesmo instante. Quando os paramédicos chegaram, constataram sua morte.
O espírito de Mateus acompanhou todo o processo do luto de sua família, assim como seu enterro, sem perceber que estava se tratando de si próprio e os dias que sucederam o acidente foram horríveis, principalmente para sua irmã.
Mateus ainda pensava na viagem, na casa de seus tios e primos e no trem que pegariam para a cidade do interior. O espírito do jovem de 21 anos de idade ficará condicionado no estado de perturbação espiritual de sua consciência a tal modo que Mateus sentou na estação e lá esperou até aquele momento, até o chamado de sua mentora Clarissa.
-Você está esperando o trem Mateus. Eu vim ajudar em seu embarque.
-Para onde nós vamos Clarissa? Vou ver meus pais?
No fundo o jovem sabia que não os veria por um tempo, e também sentia que precisava de ajuda e estar perto de sua mentora o fazia bem.
-Você lembra de sua avó Teresa? Ela disse que está com saudades.
-Vó Tereza.
O sorriso de Mateus não apenas despertava esperanças em Clarissa de resgatá-lo, mas as lembranças de sua avó fizeram com que a estação começasse a virar luz. Os vidros começaram a cair e ao se chorarem com o chão se transformavam em radiantes feixes de luz.
Cada estrutura destruída era uma luz ou um esclarecimento a mais dentro do espírito de Mateus. Era possível ver mais de perto as árvores e ouvir o vento em cada folha tremulando nos galhos. Essa barulho foi breve. O apito do trem se aproximava, cada vez mais perto, cada vez mais forte.
Quando a última estrutura metálica da estação caiu nos pés dos espíritos, eles se levantaram, e assim como a peça destruída o banco de desfez em luz e calor. Foi questão de instantes, um breve olhar. O trem estava lá, como ele esperava.
As portas dos vagões se abriram. A Maria-Fumaça dera o apito de parada. Clarissa estendeu as mãos ao trem mostrando à Mateus. Quando ele olhou, seguindo a mão de sua mentora, pode ver a capa branca esvoaçada em meio ao cenário de luz.
Depoimento de um fumante após o seu desencarne?
Mateus correu para o abraço de sua avó. Ambos pouparam as palavras, pois apenas sentiam.
Clarissa os envolveu em seu braços. O amor transbordando em energia luminosa e acalmava aquele cenário. Foi quando a mentora, olhando para o jovem, disse:
– Podemos ir Mateus. Seu Trem Chegou.
Os espíritos subiram no vagão. As portas se fecharam e o trem apitou três vezes. Sua partida foi magistral em meio as árvores e a luz que envolvia a passagem do jovem Mateus para o plano espiritual com o auxílio de sua mentora e de sua avó.
TV MUNDO MAIOR | Ricardo Guelfi de Souza
Fonte: Chico de Minas Xavier
O QUASE SUICÍDIO.
O QUASE SUICÍDIO.
Mas existe o quase suicídio que não deixa de ser também grave.
Em muitas situações da vida, isto é, ao longo da nossa permanência aqui na Terra, certamente vamos ter de enfrentar alguns problemas, mesmo que procuremos ter bons pensamentos e tentar não praticar mal a outrem. Quantos se desesperam por ocasião do passamento de pessoa querida, ou ás vezes não tão querida, mas é a que dava suporte financeiro a família? Quantos entram em pânico em razão de perderem fortunas em ações judiciais ou por mau negócio concretizado? Quantos cometem injustiças ou até crimes hediondos e depois se arrependem e ficam impossibilitadas de reparar o erro? Quantos sofrem acidentes dos mais diversos e após longo tratamento doloroso ficam com mobilidade parcial ou ás vezes em uma cama?
Pois é, o fato de não conseguir meios para enfrentar todos estes momentos difíceis que lembrei, entrando em depressão, angústia profunda, tristeza avassaladora, revolta com todos que os cercam, procurando colocar a culpa em alguém ou alimentando sentimento de vingança, ou até mesmo passando a viver com o pensamento voltado para uma punição pela justiça que normalmente leva muitos anos para sentenciar, tudo isso faz com que a pessoa transforme seu organismo num complexo gerador de energia ruim, cujo contaminado é ela própria, podendo a qualquer momento fazer eclodir em si doenças das mais variadas e até gravíssima ao cabo de alguns anos. Isso pode ser interpretado como quase suicídio, pois o indivíduo deixa de existir no meio para o qual veio a Terra, passando a ocupar sua mente apenas com questões de baixo padrão vibratório.
Pensamento é energia poderosa, e o primeiro a ser envolvido por ela é o pensador. Quando emanamos um mau conceito o primeiro a banhar-se neste fluido somos nós, para depois o alvo ser alcançado. O famoso olho grande, ou olho gordo, maquiado pelo nome de inveja ou ciúmes, existe sim e sabemos da sua letalidade.
O quase suicídio é um atraso muito grande na nossa trajetória na Terra, pois viemos aqui para progredir, nos melhorar, sermos resignados. De que adianta, por exemplo, um casal viver harmonicamente um tempo e depois passar a brigar constantemente, e ao cabo de alguns anos voltarem à harmonia? Será que valeu a pena o tempo perdido com as brigas? Certamente que não.
Então, temos que desenvolver em nós meios de enfrentar as intempéries que surgirem, sem desespero, pensando tudo ter saída. Não estamos abandonados na Terra. Existe um Ser Supremo que permitiu que aqui viéssemos e nos possibilita todos os meios de enfrentamentos, bastando que não percamos o endereço Dele, e peçamos socorro no momento certo.
Muita harmonia amigos.
segunda-feira, 5 de novembro de 2018
A ORAÇÃO DE UMA MÃE ABRE AS PORTAS DO CÉU !
A ORAÇÃO de uma MÃE ABRE as PORTAS DO CÉU !

A ORAÇÃO DE UMA MÃE ABRE AS PORTAS DO CÉU!
Coração de mãe é uma couraça, nunca sucumbe, sustentando-a durante as noites insones e as horas de prece velando nossa febre, durante a madrugada sem fim de nossa adolescência, à espera de nosso telefonema, à espera de nossa voz viva, diariamente, a todo instante.
***
Não dá para escrever sobre mães sem que as palavras enveredem por um viés deliciosamente piegas – ouso até dizer que toda mãe é babosa. Senão vejamos: quem é que fantasia o bebê para tirar fotos e mostrá-las às amigas, toda cheia de si? Quem chora nas apresentações da escolinha? Quem guarda o primeiro dentinho que cai, molda o pezinho, vibra com o primeiro “mama” – ou algo parecido – que ouve do filho? Pois é, mães são amor em estado puro, desprovido de censuras e etiquetas, de qualquer senso que possa existir. E é exatamente isso que as torna essenciais, indispensáveis, inesquecíveis e únicas em nossas vidas.
Nós recebemos tudo delas: sangue, matéria, existência, essência – quer elas tenham ou não nos gerado em seu ventre. Crescemos com elas ali, sempre presentes, e vez ou outra olhamos em busca de seu olhar de aprovação. Mãe é a segurança, o esteio, o porto-seguro para onde voltamos, mesmo que em memória, quando dos reveses da vida. Não existe cafuné mais gostoso, comida mais saborosa, cheiro mais penetrante ou voz mais acalentadora do que de nossas mães. Sabemos que, quando ninguém mais nos der razão, no colo das mães encontraremos repouso consolador.
Por outro lado, elas também sabem ser críticas, mordazes, ferinas, num primeiro momento, quando fugimos às suas expectativas. Porque precisam colocar pra fora todo aquele ranço acumulado, para que o encantamento de seu coração possa transbordar livre, trazendo-nos de volta à realidade. Ao final, elas sempre acabam nos aceitando como somos, em tudo o que nos define. Elas até tentam nos moldar e nos conduzir à sua imagem e semelhança, mas invariavelmente acabam nos deixando livres – e nos amando ainda mais por sermos nós mesmos e por termos nos tornado quem somos.
Coração de mãe é uma couraça, nunca sucumbe, sustentando-a durante as noites insones e as horas de prece velando nossa febre, durante a madrugada sem fim de nossa adolescência, à espera de nosso telefonema, à espera de nossa voz viva, diariamente, a todo instante. Mães têm uma fé absurda e a força de suas orações chega a gritar aos nossos ouvidos – Chico Xavier disse que a oração de uma mãe arrebenta as portas do céu: alguém duvida? Elas estão ali ao lado dos filhos, firmes, esperançosas, quando nada mais parece ter salvação, à cabeceira das sessões de quimioterapia, à porta dos prontos-socorros, em frente aos portões das prisões. Mãe é esperança sem fim, fé inconteste.
Mães não erram deliberadamente, posto que em razão do amor. O filho é seu projeto de vida, sua perpetuação nesse mundo, o legado que deixa à sociedade, por isso elas relutam tanto diante das falhas, dos vícios e dos erros de seu rebento. Aceitar as imperfeições do ser humano a quem outorga sua vida requer desconstruir-se, ressignificar paradigmas, abrir mão da felicidade completa e sofrer, frustando planos acalentados em vão. Mas nada é em vão, em se tratando de mãe e filho. Sorvemos tudo o que vem delas, mesmo que fique adormecido, aguardando o momento certo de vir à tona em nosso favor – sempre em nosso favor.
Mãe também é solidão. Porque ninguém, a não ser elas mesmas, conseguem compreender o que é tudo isso que lhes é tão peculiar. Um amor que transborda além do permitido, um amor que cura, acalma e alimenta a alma. Um amor que nunca desiste da esperança, presente ali nas casas de repouso e nos asilos, onde aguardam ansiosas pelas visitas esparsas, ou mesmo inexistentes. Mãe é persistência, é crença indelével na capacidade do ser humano. É aceitação e resignação, sem questionamento nem cobranças. E precisamos que elas assim o sejam, pois nos são exemplos da necessidade de nos entregar, de acreditar, de amar, de aceitar e de brigar por aquilo que se quer.
Mães não morrem como as outras pessoas – elas são tiradas de nós, abruptamente, sem aviso, porque nunca estaremos preparados para enfrentar a vida sem elas. E então vamos nos agarrando dolorosamente às memórias, às fotos, filmes, cartas e à certeza de que teria sido muito pior se tivéssemos sido nós tirados delas, tentando nos consolar e aprumar nosso navio que parece navegar à deriva de nós mesmos, enquanto experienciamos os ambientes sem a sua presença e nos consolamos com as suas visitas em nossos sonhos. E, nesse processo de luto, somos obrigados a aprender a viver somente de nós mesmos, sem a ternura, a bravura, a cafonice e a sabedoria de um de nossos sustentáculos emocionais mais preciosos. Enfim a dor, burilada e mitigada, transforma-se em saudade contida e em gratidão por termos sido filhos das melhores mães do mundo.
*O título deste artigo alude a uma conhecida citação de autoria de Chico Xavier.
Autor: MARCEL CAMARGO
Fonte: O Segredo.
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