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sábado, 18 de novembro de 2017

ADEUS LEDA, O ANJO DA APAE.

                    Está nos braços do Pai, o anjo LEDA FERREIRA LOPES RAMOS.
                    Depois de quase dois meses internada no hospital, ela acaba de nos deixar fisicamente. Sua imagem estará sempre em nossas memórias porque, mesmo que involuntariamente, ela foi a responsável através de seus familiares, por trazer à centenas de famílias campanhenses e de outras localidades a esperanças de uma vida melhor para seus filhos, com a criação da APAE a quase 60 anos. La, as crianças passaram a receber ainda mais carinho, amor, dedicação, inclusão na sociedade, quebrando assim um certo tabu com relação às crianças especiais.

                    Logo que ela nasceu e foi detectado que era portadora da Síndrome de Down, seus pais e familiares não tiveram dúvidas em buscar recursos com especialistas. Foi quando a Dra. Elisabete da APAE de São Lourenço começou a assisti-la e orientando no que deveria ser feito. Tia Celina e tio Geraldo logo montaram em sua casa todo aparato necessário, com vários equipamentos para que Leda tivesse as devidas condições de levar uma vida o mais normal possível.

                    Foi quando começaram a surgir muitas famílias que tinham também problemas de algum tipo com seus filhos. Como eram muitas crianças e não haveria como dar assistência à todas com os equipamentos da Leda, iniciou-se então o movimento para a criação da APAE, hoje AMAE.
Inúmeras são as famílias que tiveram ou tem seus filhos nesta importante instituição da nossa cidade. E quantas não foram as famílias que se mudaram para Campanha para usufruirem desses recursos. Muitas são as famílias que reconhecem este grande feito e são gratas por seus filhos terem tido a oportunidade de frequentarem essa escola.

                    Fica aqui o registro da gratidão de toda comunidade campanhense aos familiares de LEDA FERREIRA LOPES RAMOS, pelo imenso benefícios que trouxeram às centenas e centenas de crianças lá assistidas. À querida e saudosa Leda, hoje um Anjo, todo o nosso carinho e gratidão pelo bem que nos fez e que neste retorno à Pátria Espiritual continue a interceder por todos nós.

CONCLUÍDO O CURSO DE ORATÓRIA DO SENAC.

          Encerrado na noite de ontem no SENAC de Varginha, o curso de Oratória, A arte de falar em público" . Foi a primeira turma do Professor Carlos Roberto Faustino, que durante três semanas nos passou as técnicas de falar em público. Trata-se de um curso que não tem muita procura pelos mais variados motivos, mas que é de suma importância para os que querem se comunicar melhor, seja no seu trabalho, nas relação com cliente, e até mesmo em sua casa. Afinal de conta, temos que pensar em quem vai nos ouvir. 

          Todos fomos unânimes em afirmar em nossos depoimentos, o quanto pudemos aprender a nos comunicar melhor. São detalhes, que fazem toda a diferença. A respiração, a postura de voz, o olhar, a organização da fala. Foi impressionante a nossa mudança desde a primeira fala até a última. 

          Tivemos oportunidade de nos dirigirmos à dezenas de alunos de vários cursos, o que foi uma experiência excepcional, quando pudemos dominar nossas emoções e falarmos com muita tranquilidade. Cada um pode usar o tema que quisesse e assim sendo, tivemos a fala sobre: Comunicação, Economia Doméstica, Direitos Previdenciários, Neurolinguística, Medo de Falar em Público, e eu não perdi a oportunidade de falar sobre o Sul de Minas que e outras palavras é A Nossa Campanha. Tive o cuidado de escrever a minha fala, mas motivado pela colega Mariana, acabei por falar quase tudo sem ter que me recorrer ao texto, o que de deixou bem mais a vontade. E para quem não me ouviu vai logo abaixo o texto que preparei.


O SUL DE MINAS OU SEJA, A GRANDE CAMPANHA.

               É uma grata satisfação esta oportunidade de me dirigir a vocês para apresentar um tema que julgo de grande importância e que possivelmente a maioria não tenha conhecimento.

               Não se preocupem com o tempo porque até as 22 horas todos estarão liberados.

               Meu nome é José Milton, natural da cidade da Campanha, fotógrafo em processo de desaceleração, ainda trabalhando enquanto Deus me permitir porque não quero ficar velho. Idoso, sim. Mas, velho não. E hoje dedico boa parte de meu tempo  pesquisando a história do Sul de Minas, especialmente a da Campanha.


               Se eu disser para você que: Todos vocês sul mineiros também podem se considerar campanhense, vocês acreditam?

Pois podem acreditar, porque são.


               Outra pergunta, tem como  gostarmos de um lugar, de uma coisa, de alguém, sem conhecer?


               Foi por isso que resolvi trazer a vocês este tema, ainda que rapidamente para que saibam da nossa origem.


               A cidade da Campanha foi descoberta no século XVIII exatamente no dia 02 de outubro de 1737, por Cipriano José da Rocha. Naquela época já tinha uma população de aproximadamente 10 mil pessoas sendo sete mil escravos. Da margem esquerda do Rio Grande, até da margem direita do rio Pardo na cidade de Mococa, Franca, rumo hoje a São Paulo, a região de  Extrema, Jacutinga, O alto da Mantiqueira, tudo isso era o município da Campanha. Havia núcleos de pequenas comunidades que com o passar dos anos foram se emancipando. São consideradas filhas da Campanha as cidades de: Jacuí, Pouso Alegre, Itajubá, São Gonçalo do Sapucaí, Baependi, Lambari, Três Corações e Monsenhor Paulo. As demais, que são mais de 150 cidades, já são netas, bisnetas e por ai vai. 

               Falar que somos um povo bom, simples, hospitaleiro, é como chover no molhado. Estas são as características do povo brasileiro. Mas o povo mineiro, especialmente o sul mineiro tem um algo a mais, um jeitinho todo especial para acolher. Um cadim de proza, um cafezim.

Estou exagerando? Creio que não. Vocês mesmo já devem ter ouvido isso de outras pessoas que nos visitam.


               E por que é que somos assim?

               Passada a fase da exploração do ouro, a prioridade foi à exploração da nossa cultura, da nossa educação e isso fez toda a diferença, porque a CULTURA É A ALMA E A HONRA DA NOSSA GENTE. Ainda bem que os governantes daquela época tiveram esta grande sacada, pois a matéria pode ser roubada, já o conhecimento, ninguém tira de você. Tivemos o Colégio dos Jesuítas, Colégio Sion das irmãs francesas, o Ginásio São João dos Irmãos Canadenses e muitos outros. Infelizmente os governantes de hoje, não tem esta visão. Eles querem que sejamos um povo de pouca formação, sem opinião, para sermos manipulados.


               Especialmente nos séculos XIX e XX foram muitos os campanhenses que se destacaram a nível nacional e até internacional. Vou citar aqui apenas alguns, que nos enchem de orgulho.


Cônego José de Souza Lima que em 1810 plantou uvas e ja em 1820 foi o primeiro produtor de vinho do Brasil. Era um produto tão bom, que na virada do século em 1899 na Feira mundial de Paris, outro campanhense Adolpho Lion Teixeira ganhou a medalha de ouro de melhor vinho do mundo, concorrendo com vinhos europeus.


Padre José Bento, mais conhecido como Senador José Bento, foi um dos políticos mais influente e respeitado no congresso brasileiro, por suas ideias sempre claras e coerentes.


Padre Victor de Três Pontas nasceu na fazenda da Conquista em Campanha e mesmo tendo nascido em plena escravidão nunca foi escravo, estudou, se formou padre, ficou um ano em Campanha e foi nomeado vigário de Três Pontas, onde teve uma importância tão grande, que hoje está prestes a ser santificado.


Vital Brasil Mineiro da Campanha foi um cientista dos mais notáveis a nível mundial. Foi o descobridor do Soro antiofídico e outros soros contra picadas de animais peçonhentos.


Maria Martins, até hoje, 44 anos após a sua morte ainda é considerada a maior escultora surrealista do mundo.

José Pedro Xavier da Veiga, o precursor da imprensa mineira. Mudou para a capital levando seus conhecimentos adquiridos na imprensa campanhense, que era uma imprensa de ponta a nível nacional, formadora de opinião e muito respeitada.


Bernardo Saturnino da Veiga, escritor, criador da Enciclopédia Popular Campanhense, tendo ele escrito, datilografado, diagramado e imprimido na gráfica da família em Campanha um livro que, guardando as devidas proporções, era o Google da época. Foi o primeiro recurso de pesquisa daquele tempo.


Os irmãos Lobo Leite Pereira o médico Joaquim, o engenheiro Francisco, os advogados Fernando e Américo que foram também senadores, Ministros da Justiça, das Relações Exteriores e do Supremo Tribunal de Justiça, dentre outros cargos.


O jurista Alfredo de Vilhena Valladão, ministro do STJ.


Álvaro Gomes da Rocha Azevedo, jurista, vereador e prefeito de São Paulo, homenageado com seu nome numa das principais avenidas de SP. Assim como Vital Brazil.


Francisco de Paula Ferreira de Rezende, jurista, Ministro do Supremo Tribunal Federal e Vice-governador de MG.


Gaspar José Ferreira Lopes, médico que dedicou boa parte de sua vida à cidade de Alfenas, onde foi de tudo.


Jarbas Bela Karman, o engenheiro e arquiteto fundador o Instituto de Pesquisa Hospitalar, o primeiro do gênero no Brasil.


Dr. Sérgio de Almeida Oliveira, considerado hoje a maior autoridade brasileira de cardiologia.


O Sangonçalense Fernando de Azevedo estudou em Campanha com os padres Jesuítas. Indo para São Paulo ele criou nada mais nada menos que a USP.


A Sanjuanense Francisca Senhorinha da Motta Diniz em Campanha encontrou clima para escrever o jornal O SEXO FEMININO por dois anos.


O cantagalense Euclides da Cunha residiu em Campanha por um bom tempo, La ele teve seu primeiro filho Euclides que foi batizado em Campanha e começou a escrever o livro “Os Sertões”.


O Caldense Pastor Eduardo Carlos Pereira que era um educador, escritor autor de vários livros didáticos que foram usados em todas as escolas.


O jornalista, escritor, professor, Padre Antônio Godinho que nasceu em Carmo da Cachoeira e ao lado de Dom Inocêncio Enguelke escreveu o primeiro manifesto para a criação da Reforma Agrária, na década de 30.

Eu poderia ficar aqui citando muitos outros grandes exemplos, mas não quero ficar cansativo e ou concluir a minha fala.
Por que estou dizendo tudo isto?
Por vaidade? Por bairrismo porque sou de um lugar importante? Não. Todos nós sul-mineiros somos conterrâneos destas grandes figuras, o que mostra o alto nível do Sul de Minas. Na sua cidade deve ter pessoas geniais que fazem a diferença. E agora conhecendo a nossa história, temos mais motivação para seguir os passos destes nossos heróis e termos mais orgulho de onde nascemos. Creiam, orgulhem-se de sua cidade natal, pois ela esta num dos melhores lugares do mundo e lembrem-se de que 
A CULTURA É A ALMA E A HONRA DE UM POVO.

Grato pela atenção de todos e até uma próxima.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

CONCLUSÃO DO CURSO DE ELETRICISTA NESTE SÁBADO.



                    No dia 12 de novembro de 2016 convidei algumas pessoas em minha casa, para discutirmos sobre uma nova maneira de educação. Após discutirmos novas e mais eficientes metodologias, alguma coisa deveríamos fazer para dar início. E foi o que aconteceu através da disponibilidade do amigo Luiz Antônio Pierrotti que, abraçou a causa e se dispôs a ministrar um curso para formação de eletricista. A idéia do curso foi também a de despertar nos alunos o interesse para um curso superior. É verdade que se trata de um curso básico, que compreendeu desde o início da geração de energia até conceitos básicos de projetos de estrutura residencial e predial. Foi um curso altamente produtivo de onde Campanha acabou ganhando mais seis novos habilitados eletricista. O curso teve duração de 1.000 horas de aulas teórica e prática, com a participação inicial de 20 alunos. Infelizmente vários tiveram que parar por motivo de conseguirem emprego, e outros porque não se identificaram mesmo.

                    Alunos que concluíram o curso e que receberão o seu certificado no próximo sábado às 20h00min. no GEFROMP. Adriano Régis, Luiz Cláudio dos Reis, Otávio Fernandes Coelho, Willian da Silva Alves, Breno Hanserberg e Wilson Teixeira de Melo.

O curso teve o apoio do GEFROMP, da Prefeitura Municipal através do Pró Jovem com Lucas Dallapé, CEMEPRO, CEMIG, FURNAS e Foto Fênix. As aulas prática e teórica ficaram a cargo de Luiz Antonio Pierrotti, que ainda conseguiu leva-los até a cidade de Itutinga para conhecerem a subestação da usina de FURNAS, contando com a grande colaboração do senhor Wilson Teixeira de Melo como instrutor na visita a FURNAS.




 
Alunos efetuando a instalação elétrica de uma casa.

Colocação da rede residencial do padrão com toda a instalação subterrânea. 
A comitiva momentos antes da partida para Itutinga.

Aqui começa a visitação à subestação de Itutinga. 
Visita à sala de controle da subestação de Itutinga.
 Visita à sala de controle da usina da CEMIG

Palestra sobre o funcionamento da usina.
 
Saída da comitiva de retorno à Campanha, após um dia de muita aprendizagem na subestação de Itutinga e usina da CEMIG.















quarta-feira, 15 de novembro de 2017

MILHARES DE CAMPANHENSES PARTICIPAM DA FESTA DOS 280 ANOS DE DESCOBRIMENTO.

                    Depois de muitos anos, finalmente Campanha volta a comemorar o seu aniversário de fundação.
                    Após ser adiado o desfile escolar em virtude do tempo, nossos alunos finalmente tiveram seus sonhos realizados, podendo mostrar a nossa comunidade os seus conhecimentos da nossa história e suas artes em confeccionar, roupas, faixas e cartazes em homenagem aos 280 anos da Campanha.
                    Foi um trabalho árduo da administração municipal, especialmente do departamento de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo que tem a responsabilidade da senhora Luciana Cláudia Oliveira Souza, que contaram com o entusiasmo dos diretores, professores e alunos da maioria das escolas da Campanha.
                    A secretaria de cultura local sugeriu alguns temas relevantes da história campanhense, que foram aceitos pelas escolas que, imediatamente iniciaram as pesquisas e confecções do que apresentaria.
                    Posso imaginar a frustração dos participantes, quando em cima da hora do grande dia de seu primeiro desfile, o tempo não colaborou. Mas, finalmente marcada a nova data, a expectativa a emoção e entusiasmo tomou conta de todos que puderam fazer uma grande festa homenageando a sua cidade natal. Logo após o encerramento conversei com alguns alunos para saber as suas opiniões a respeito. Todos com quem conversei, expressaram a sua alegria em poder participar de seu primeiro desfile. Alguns se disseram anciosos, pois, sempre ouviam dizer dos desfiles e eles nem tinham ideia de como era.
                    Este é um evento que toda administração municipal deve ter como prioridade, pois é um momento de aumentar os conhecimentos dos alunos sobre a sua cidade, do seu país, melhorar a auto estima, a cidadania, a boa educação a boa relação entre os colegas e professores e com isso todos saem ganhando.
                    Às 8:00 tivemos o hasteamento das bandeiras do Brasil, de Minas Gerais e da Campanha e às 9:30 teve início o desfile, saindo da Praça Zoroastro de Oliveira.
                    O Desfile.
                    Para a abertura do desfile, tal honra foi dada à escola mais antiga da Campanha a Escola Estadual Zoroastro de Oliveira, sob a direção da professora Vânia Campos, que apresentou o tema: Expedições de Cipriano, os escravos e os bandeirantes.
                       O CEMEI Jeferson de Oliveira que tem a direção da professora Fernandes e o CEMEI Glycia Maria Cunha Tavares com o tema: Contribuições da Escravidão e Congadas.
                         A COOPERCAMP que tem como diretor o senhor César Henrique Barreto Ferreira apresentou o tema: História da Imprensa Campanhense.
                          A Escola Estadual Benedita Roquim sob o comando da professora Tânia Lima apresentou o tema: Evolução política: Prefeitos da cidade da Campanha.

                      Coube a Escola Municipal Dom Othon Motta sob a direção do professor Claudinei Ribeiro, apresentar o tema: Diocese da Campanha.
 
                     As Escola Rurais que tem a sua frente a professora Regina Coeli Santos Dias apresentou o tema: As estradas de ferro.
                      A Escola Estadual Vital Brasil, sob a direção da professora Lúcia Helena Arantes Sales
teve como tema: A chegada do Sion e as Antigas Instituições de Ensino da Campanha.
 
                     A última escola a desfilar foi o CEDEC que tem em seu comando a senhora Maria de Fátima Vilhena que, apresentou o tema: Olimpíada Campanhense e a Grande Corrida da Independência.
 
                      Mais uma vez o Grupo Bem Viver sob a direção da senhora Norma Nazareth Suzano se fez presente, prestando a sua homenagem a cidade da Campanha pelos seus 280 anos e levando entusiasmos, alegria e simpatia aos presentes, especialmente aos mais jovens que estão desfilando pela primeira vez.Parabéns.
                     A participação da Banda Marcial Irmão Paulo é presença obrigatória em todos os eventos de nossa cidade levando sempre muita alegria à todos nós. Nosso reconhecimento especial ao senhor Maurílio Teodoro Dias que, com muita dedicação e entusiasmo manteve a chama, acesa pelo querido e saudoso Irmão Paulo.
                      O encerramento coube a outra joia da cultura campanhense, a Corporação Musical Maestro Walter Sales que tem sob sua batuta o Maestro Lucas Furtado. E assim milhares de campanhense saíram de casa para prestigiar a nossa terra mãe e serem brindados com um evento a altura das nossa tradições.
                     Esta foto registra a participação do senhor Prefeito Municipal Luiz Fernando Tavares, seu secretariado e do senhor Leandro Prock, Presidente da Câmara Municipal e seus colegas vereadores. Parabéns por voltarem com esta tradição de comemorar o aniversário da mãe do Sul de Minas, a nossa Campanha. Nossa cidade é muito rica, tem uma história que pouquíssimas cidades no Brasil tem. Tema, é o que não nos falta para todos os anos. Parabéns à todos que se empenharam para a realização deste evento.










terça-feira, 14 de novembro de 2017

AUTORIDADES MARCAM PRESENÇA NO ANIVERSÁRIO DA CAMPANHA.

                 Num dos aniversários da Campanha, a Rádio Difusora estava presente registrando todos os eventos. Nesta foto na Praça Dr. Jéferson podemos ver: O diretor dos Correios Sr.Santana, o vereador Toninho Furtado, o presidente da OAB local Dr. Vivaldi José de Melo, o radialista Rubens Ramos de Oliveira, o Prefeito Dr. Manoel Alves Valladão, o Promotor de Justiça Dr. Nilton Val Ribeiro, o orador Dr. Márcio Nogueira, o repórter João Raimundo Garotti,  o Senador Morvan Acayaba de Resende, o Bispo Diocesano Dom Othon Motta, o Governador do estado de Minas Rondon Pacheco, o Chanceler do Bispado Monsenhor José do Patrocínio Lefort, Dr. Ivan Sérgio Pires, Secretário do Governador, o Provedor da Santa Casa Dr. Serafim Paiva de Vilhena, Sr. Andrielle Andreatta e o Presidente da Fundação Cultural Campanha da Princesa Dr. Manoel Maria Paiva de Vilhena.
                 Bons tempos, quando todos as autoridade de peso marcavam presença na data magna da cidade.

O PODER DA LEITURA.

O poder da leitura: escola de Manaus transforma crianças em grandes leitores

Isabelle Valois - A Crítica - 19/10/2017

Filho de um casal de indígenas da etnia tukano, o estudante Evandro Santos, 10, aprendeu a ler ainda na alfabetização, quando tinha 6 anos de idade. No entanto, desde essa época até o mês de julho deste ano, ele nunca tinha tido a oportunidade de colocar o aprendizado em prática da forma mais simples: lendo um livro. O motivo? Muito carente, a família do pequeno não tem condições financeiras para comprar livros e permitir a ele desenvolver a prática da leitura.

Mas a realidade de Evandro mudou após o desenvolvimento do projeto piloto “Um por todos e todos pelo livro”, que foi implantado há pouco mais de três meses na escola municipal Francisca Campos Corrêa, na avenida do Cetur, bairro Tarumã, Zona Oeste, onde ele estuda. Em pouco tempo, o resultado surpreendeu os professores: Evandro se apaixonou pela leitura e concluiu a leitura de mais de 20 livros, tornando-se um exemplo para os colegas.

O garoto contou que não imaginava que poderia “viajar na imaginação” por meio das histórias, contos e fábulas dos livros. Agora que está mais íntimo das páginas, ele diz que o sonho é conhecer uma biblioteca de verdade. “Nunca entrei em uma e fico imaginando como dever ser lá dentro, cheio de livros. Durante um bom tempo meu pai esteve desempregado e por isso nunca teve condições de comprar um livro. Hoje ele se orgulha quando me vê lendo os livros que empresto da escola e os levo para ler em casa”, comentou o estudante.

O gosto pela leitura levou o jovem a vislumbrar até um futuro melhor. O sonho de estudar, se tornar policial e ajudar no sustento da família ficou bem mais próximo depois desse novo hábito, diz o jovem leitor. “Com esta prática vou adquirir novos conhecimentos, aprender novas palavras, novo vocabulário e isso tudo no futuro me ajudará quando for seguir uma profissão”, comentou.

E não é só no futuro que a prática da leitura reflete. Antes do projeto ser implantado na escola, Evandro, que cursa o terceiro ano do ensino fundamental, tinha dificuldades para o aprendizado, mas segundo o professor de Evandro, Vilssonei Dias, após o início das leituras, ele demonstrou grandes avanços. “Evandro é só um de muitos alunos que estão tendo uma evolução significativa com esta prática da leitura. É bom vê-los interessados pelos contos e histórias, depois eles compartilham entre si e isso gera mais interesse pela leitura, além de refletir no melhor rendimento em sala”, explicou o professor.

O projeto de leitura

“Um por todos e todos pelo livro”, é um projeto idealizado pelo conselheiro municipal de cultura Jorge Ernesto Klein com apoio do Instituto Navegando e Lendo. O projeto implantou estantes nas salas de aula da escola, disponibilizando livros didáticos e de literatura infantil aos 480 alunos da escola.

No caderno de cada aluno, o professor controla as leituras por meio de uma planilha, com o nome, autor e período da leitura, para que os estudantes possam levar os livros para casa e compartilhar com familiares.

Desenvoltura dos estudantes

A implantação do projeto também contribuiu para a desenvoltura dos alunos e a perda da timidez, como contou a professora Elizabeth Aguiar. Um dos exemplos é a a aluna Ana Clara Leal Araújo, 10, que cursa o 4º ano do ensino fundamental.

Desde o início do ano, quando Ana ingressou na escola, a professora acompanha a aluna, que tinha dificuldades no aprendizado porque ainda não dominava a leitura. Mas, nos últimos três meses, com ajuda dos livros deixados nas salas de aula pelo projeto de leitura, ela teve um avanço significativo e fez, inclusive, mais amigos. “Hoje ela pede para ler para todos na sala de aula, e até opina sobre o tema lido”, disse Aguiar.

“Não tenho mais vergonha de ler na frente dos meus colegas de sala, pois tenho praticado a leitura aqui e em casa. Agora posso dizer que sei ler e não tenho mais medo de ler textos em voz alta. Era por isso que tinha vergonha e medo de conversar com meus colegas e minha professora”, comentou a estudante, que diariamente leva um livro para casa para ler.

Lei disciplina espaços

A Lei 12.244/2010 estabeleceu que as escolas providenciassem um acervo de, no mínimo, um livro para cada aluno matriculado, até o ano de 2015. Para atingir a meta, o Brasil precisa construir 64,3 mil bibliotecas em escolas públicas até 2020.

No Amazonas, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que 91,31% das escolas da rede estadual tinham biblioteca em 2015 e que as unidades inauguradas a partir desse ano já constavam com o espaço. As demais estão em processo de adaptação. A Semed não divulgou dados sobre bibliotecas nas escolas.

Segundo dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), o Amazonas possui 65 bibliotecas públicas, entre municipais e estaduais, quatro delas em Manaus.

ESPIRITUALIDADE NOS HOSPITAIS.

ESPIRITUALIDADE nos HOSPITAIS

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e pessoas sentadas
"Paredes de hospitais já ouviram preces mais honestas do que em igrejas. Já viram despedidas e beijos mais sinceros do que aeroportos. 
É no hospital que você vê um homofóbico ser salvo por um médico gay. A médica patricinha salvando a vida do mendigo. 
Na UTI você vê um judeu cuidando de um racista, policial e presidiário na mesma enfermaria recebendo os mesmos cuidados, 
um Rico na fila de transplante hepático, o doador é pobre, nessa hora que o "Hospital" toca na ferida das pessoas, universos que se cruzam em um propósito divino, e nessa comunhão de destinos nos damos conta de que sozinhos não somos ninguém!
A verdade absoluta das pessoas, na maioria das vezes, só aparece no momento da dor ou na ameaça da perda!! "

"Quando a humanidade vai entender que somos todos iguais?"