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sábado, 16 de dezembro de 2017

A FAMÍLIA DO SENHOR JUCA MARCELINO

                    Uma das mais tradicionais famílias da Campanha, o senhor José Marcelino de Carvalho  e dona Maria Amélia Fonseca Carvalho ao lado de seus filhos genros, noras e netos. Seu Juca como era conhecido era um abastado fazendeiro e empreendedor.
                    Foi o maior responsável pela abertura da estrada rodoviária ligando Campanha a Cambuquira no final da década de 20 e início de 30. Foi dele a primeira agência da Ford na região, num prédio ao lado de sua casa na Rua Direita (Saturnino de Oliveira) e parceria com o senhor Rafael Ambrósio.
                    Foi o primeiro a introduzir uma máquina agrícola no município da Campanha.
                    Em 1936 foi eleito vice-presidente do Jóquei Clube da Campanha, onde exerceu também o papel de juiz de largada.
                    Foi o fundador de uma fábrica de manteiga marca "Celina" , localizada na Rua Santa Cruz (Rua das Almas).
                    Como pessoa muito estimada pela população, teve numerosos afilhados.
                    Nesta foto aparecem também seu filho José Marcelino de Carvalho Filho (Zezé do sô Juca) que foi o primeiro produtor de Ponkan da Campanha, trabalho este que vem sendo mantido e ampliado por seus filhos Paulo Jaques e Suzana.
                    E mantendo a tradição de liderança da família, aparece também dona Heloísa a (Tia Helô) que fundou a Escola Nossa Senhora de Lourdes, hoje CEDEC.







COLHEU O QUE PLANTOU

Gratidão une ex-alunos em campanha para pagar dívida de mais de R$ 100 mil de professor aposentado no RJ

Aline Rickly e Ariane Marques - G1 - 10/12/2017


O sentimento de gratidão une ex-alunos em uma campanha para pagar dívidas que somam mais de R$ 100 mil do professor aposentado Maurício Barroso, de 82 anos. O docente tinha um curso tradicional em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, de preparação para o vestibular, mas acabou falindo.

Apesar da inadimplência dos alunos na época, hoje Maurício conta que nunca se importou em dar bolsas e mais bolsas de estudo, além de destinar parte de seu tempo para aulas particulares de graça. Para ele, realizar o sonho dos alunos era o mais importante de tudo.

“Eu fazia com que eles gostassem de ir para a aula e para a escola. Tinha sempre o desafio de fazer com que eles entendessem que eram capazes de irem até onde quisessem. Dessa forma, ia ajudando cada um a desenvolver a sua capacidade”, afirma o professor.

E foi assim que, em quase duas décadas do cursinho MPB Vestibular, que o professor ajudava cerca de 200 alunos, todos os anos, a entrarem para faculdades estaduais e federais. Ele também ficou conhecido por pagar lanches e até passagem.

E são esses alunos, hoje profissionais formados e com carreira, que, em vaquinha na internet, tentam melhorar as condições vida do mestre, em nome do respeito e do que se tornaram.

Diego Inagoki se formou em odontologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além de ter ganhado bolsa de estudos é grato pelas aulas particulares de geometria e trigonometria do professor Barroso.

“Ele permitia que eu acompanhasse a turma do pré-vestibular. Mas o incentivo vai muito além dessa parte financeira. Ele sempre me incentivou a ampliar os horizontes e os conhecimentos“, afirma.

Eva Maricato se formou em Administração pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Ela também reconhece a importância do ex-professor para a vida dela.

“Enquanto diziam que eu não ia conseguir e que era para desistir, o professor, por outro lado, afirmava que eu era muito capaz, que ainda ia me ver formada. Ele dizia para eu não desistir dos meus sonhos e me fez acreditar que iria passar para uma Universidade Federal“.

A mulher de Maurício, Iraci Barroso, se emocionou em entrevista ao G1 ao falar do amor dele pela profissão.

“Ele tinha uma preocupação com os alunos, dava muitas bolsas, não se importava com o dinheiro, mas sim em ensinar e aprender”, conta.

Maurício Barroso é formado em engenharia em faculdade pública. Na década de 1960, ele afirma que chegou a integrar o movimento estudantil que deu origem a UFF, Universidade Federal Fluminense.

O G1 entrou em contato com a universidade abrindo espaço para falarem da importância do movimento estudantil na época, do ensino público e da valorização do mestre, mas a assessoria preferiu não se manifestar.

Nas redes sociais, os ex-alunos pedem ajuda para pagar as dívidas acumuladas por Barroso questionando “quanto vale um professor?” Na vaquinha online eles chegam perto dos R$ 20 mil em arrecadações.

Dívidas

De forma voluntária, o ex-aluno, agora formado em direito pela UFRJ, José Ferreira Bernardo Junior, de 31 anos, está ajudando o professor Maurício com os problemas relacionados as dívidas que se acumularam ao longo dos anos.

Segundo o advogado, os problemas financeiros que hoje comprometem cerca de 50% da aposentadoria do professor, são provenientes de empréstimos, dívidas trabalhistas e referentes a mobiliário que era comprado para a escola.

“As dívidas começaram depois que ele vendeu os bens que tinha para investir na escola“, disse.

Além disso, o José Ferreira afirma que existe um impasse com relação a compra e venda do cursinho em 2015, uma vez que o professor Maurício afirma não ter recebido nada pela transação.

Com relação ao serviço gratuito que está prestando para ajudar ao ex-mestre, José destaca que tem uma dívida com ele.

“Se me tornei quem eu sou, foi porque me inspirei nele. O Maurício fazia a gente se enxergar como ser humano e a empreender no sentido de modificar a sociedade para melhor. Dinheiro nenhum no mundo é capaz de pagar o que ele fez por mim, minha família e meus amigos”, destaca.

O advogado diz que os outros três irmãos também foram alunos do professor e, atualmente, dois estão formados em medicina e um em biologia. Todos cursaram faculdades públicas.

O sonho

Por causa dos problemas financeiros, Maurício e a mulher Iraci se mudaram para Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, onde estão morando com a filha. Há dois anos o professor está longe das salas de aula.

“Às vezes choro de saudade de fazer o trabalho que sempre fiz. Passo a noite toda acordado, estudando, porque não consigo dormir. Tenho muita vontade de voltar a trabalhar, para ver novamente meus meninos entrando para uma faculdade”, diz.

Segundo Iracy, Maurício sente muita falta de compartilhar o conhecimento e ensinar.

“O amor pela educação era a vida dele, a razão de viver”, comenta.

O LAR - A ESCOLA DAS ALMAS.

 O LAR - A Escola das Almas 

(LAR – FAMÍLIA – CASA)

João Batista Armani

O ideal seria dizermos: “Lá em Casa, na nossa Família temos um Lar”.

Ao tratarmos desse importante assunto, pretendemos estabelecer paralelos, que venham a esclarecer a realidade exata de cada termo, devido a algumas vezes nos confundirmos, trocando uns pelos outros.

O que é casa? A casa é a habitação, o cimento, madeira, tijolos, móveis.

O que é a família? São Pessoas aparentadas que vivem em geral, na mesma casa, pai, a mãe, os filhos, genro, nora, avós, etc. A família é um grupo de Espíritos necessitados, em compromisso inadiável, para reparação e crescimento. Existem vários tipos de família conforme a afinidade entre os espíritos que as integram. As afeições reais sobrevivem, permanecendo indissolúveis e eternas. Independente do tipo de família que temos, vamos observar a importância desta instituição e como convivermos melhor dentro dela.

O que é lar? O lar é o sentimento de união que envolve a família em prol da harmonia doméstica. Temos então dedicação, renúncia, silêncio, zelo, e tantos outros sentimentos que devotamos àqueles que se unem pela eleição afetiva ou através do impositivo consangüíneo.

Sob esta ótica, podemos então ter uma casa, uma família, mas não termos um lar, se ali não há entendimento.

FUNÇÕES DA FAMÍLIA – (Numa visão sociológica).

BIOLÓGICA: Procriação de filhos para manutenção da espécie.

SOCIALIZAÇÃO: Fornecer condições aos novos seres, de relacionarem-se com a sociedade, preparando-os para a vida.

ECONÔMICA: Transmite noção de valores, comércio, propriedade, herança. Conhecimentos necessários ao crescimento e sustentação econômica das sociedades.

CULTURAL: A transmissão de educação e saber na perpetuação cultural e acompanhamento do progresso, embora não seja exclusividade da família, hoje temos rádio, tv, jornais, revistas, internet, e as ruas.

PSICOLÓGICA: A família é a base na qual se cria a nossa natureza como pessoa nos dando segurança, firmeza e confiança.

ESPIRITUAL: Educação do Espírito (através da orientação); Formação de valores regenerativos (corrigindo tendências equivocadas); Oportunidade evolutiva (adquirindo novos conhecimentos); Desenvolvimento da afetividade e do amor para atingir a dimensão da família universal (desarmando animosidades).

Mas as dificuldades de relacionamento familiar não são de hoje.

O Evangelho de João (C7: V6) afirma que “nem os próprios irmãos de Jesus acreditavam nele”. Mateus (C12: V46), nos relata uma passagem do Cristo:

“Enquanto Jesus ainda falava às multidões, estavam do lado de fora sua mãe e seus irmãos, procurando falar-lhe.

- Disse-lhe alguém: Mestre, eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, e procuram falar contigo.

- Jesus, fitando o seu interlocutor com aquele olhar doce e sereno respondeu: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos?

- E, estendendo a mão para os seus discípulos disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos, pois todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe...”

Jesus não estava renegando os laços familiares, mas aproveitando a oportunidade para nos trazer mais um de seus ensinamentos, dizendo-nos que existem as famílias espirituais e as famílias consangüíneas. O Mestre considerou seus apóstolos como sendo seus irmãos espirituais, diferentes dos seus irmãos carnais, aos quais estava meramente ligado por laços consangüíneos. Esta passagem busca incentivar a todos nós, a realizarmos um esforço de progresso no bem comum.


Fonte: Portal do Espírito

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

O GLAMOUR DAS DEBUTANTES DOS ANOS 70.

                      Nos anos 70 a vida social na Campanha era muito intensa. Todos os anos uma das festas mais esperadas era o Baile de Debutantes. Um festão com muito glamour, conjuntos ou orquestras sensacionais, muita gente bonita, elegante, bem vestidos. Um festa aguardada pela sociedade campanhense durante todo o ano. A responsabilidade de tudo era do Lions Clube que tinha a colaboração da equipe de domadoras sob a liderança de dona Maria Helena Valladão Nogueira e a coordenação artística de dona Finéas Vilhena Skau. Feliz de quem curtiu aqueles tempos. Quem viu, viu, só nos resta a saudade. Quem não viu, paciência, vai tendo que aguentar os funk, rap e sertanejo universitário.

PERFIL DE ESCRITOR BRASILEIRO NÃO MUDA HÁ 52 ANOS.

Perfil do escritor brasileiro não muda desde 1965, diz pesquisa da UnB

Paulo Lannes - Metrópoles 
Uma pesquisa realizada na Universidade de Brasília (UnB) traz um relato desanimador sobre a literatura nacional: as grandes editoras seguem publicando obras de escritores brasileiros com o mesmo perfil há mais de 50 anos. O trabalho compreende livros nacionais lançados entre 1965 e 2014. Mais de 70% deles foram escritos por homens, 90% são brancos e pelo menos a metade veio do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A análise também entrou no enredo da literatura nacional, chegando à conclusão de que os personagens retratados se aproximam da realidade dos escritores. Cerca de 60% são protagonizados por homens, sendo 80% deles brancos e 95% heterossexuais.

“Os dados mostram que há uma homogeneidade entre os escritores e os romances publicados no Brasil. Isso praticamente não mudou ao longo das décadas. É muito preocupante”, afirma a professora do Departamento de Teoria Literária Regina Dalcastagnè, coordenadora da pesquisa.

Pesquisa
O trabalho, realizado pelo Grupo de Estudos em Literatura Contemporânea da UnB ao longo de 14 anos, contou com a participação de mais de 30 universitários. A pesquisa fez um recorte por editoras em três períodos diferentes.

O primeiro deles foi entre 1965 e 1979, que contava com publicações da José Olympio e da Civilização Brasileira. O segundo recorte foi de 1990 a 2004, com a presença da Companhia das Letras, da Rocco e da Record. Já o último compreende 2005 a 2014 e quase as mesmas editoras, trocando apenas a Rocco pela Objetiva.

“Com a pesquisa, percebemos que as editoras não estão dispostas a diversificar o cenário literário. Assim, caso o leitor esteja atrás de literatura produzidas por mulheres, negros e de diferentes regiões terá que buscar independentes, com menor alcance às livrarias brasileiras”, conclui Regina Dalcastagnè.

Confira, em detalhes, o resultado do estudo da UnB:

DEPOIS DA MORTE.

DEPOIS DA MORTE



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Depois da morte
É bastante comum se ouvir comentários de que quem morre não volta. Em torno desta assertiva, muitos ousam afirmar que, portanto, ninguém tem certeza se há mesmo algo para além deste mundo.

Estão equivocados, contudo, os que assim pensam e se expressam. Os Espíritos retornam, sim, depois da morte física, para atestarem o seu amor aos que deixaram na Terra.
Ou para dizerem da sua dor, do seu arrependimento por algumas atitudes tomadas, enquanto estavam por aqui.
Você pode pensar que tudo isso é somente uma questão de crença.
Mas, não é verdade. Se você é cristão, deve recordar que o nosso Mestre e Senhor deu a maior prova de que se pode retornar após a morte.
Enquanto entre os homens, Ele, certo dia, subiu ao Monte Tabor e ali, ante os apóstolos Pedro, Tiago e João, conversou com os Espíritos materializados de Moisés e Elias.
Ora, Elias era um profeta que morrera há muitos séculos. Moisés, da mesma forma.
Portanto, eram Espíritos que ali se manifestaram, conversando com Jesus.
Depois da morte na cruz, Jesus se apresenta para Maria Madalena, no Jardim das Oliveiras.
Ela O reconhece como sendo o seu Senhor. E, sai, feliz, para a cidade, a fim de contar a novidade para os amigos do colégio apostólico.
No caminho de Emaús, dois discípulos encontram um estranho que segue com eles. Conversam a respeito dos últimos acontecimentos de Jerusalém.
A prisão do Mestre, o julgamento arbitrário na calada da noite, o suplício, a morte na cruz.
O estranho lhes fala e os elucida a respeito de coisas que não haviam entendido.
Quando chegam ao seu destino, convidam-no a ficar com eles. Afinal, desce a noite.
Durante a refeição, ao partir o pão, eles se dão conta que aquele é o Mestre que voltara do vale da morte.
No cenáculo, Jesus aparece aos apóstolos reunidos. Identifica-se: Sou Eu, não temais!
Fica com eles. Conforta-lhes os corações.
Aparece e desaparece, muitas vezes, em lugares totalmente fechados.
Em outro momento, os aguarda na praia. Orienta-os no rumo da divulgação da Sua doutrina.
Depois de quarenta dias, aos olhos de uma quase multidão de 500 pessoas, Ele desaparece.
Mais tarde, apareceria presente outra vez, no caminho de Damasco, para o jovem de Tarso.
Não somente aparece. Mas indaga e orienta a Saulo acerca do que deve fazer.
E, ainda, apareceria ao velho apóstolo Pedro, na Via Ápia, na manhã de luz, a caminho de Roma.
Aonde vais, Senhor? Indaga o velho apóstolo.
Eu vou para Roma, Pedro, para tornar a ser crucificado. Vou para ficar com os meus, desde que tu os abandonas.
E Pedro, envergonhado, volta para o cárcere, entregando-se voluntariamente, a fim de morrer, pouco tempo depois com heroísmo.
Ora, se nosso Modelo e Guia tantos exemplos deu de que o Espírito vive e retorna após a morte física, que desejamos mais para crer?
* * *
A morte não é o fim. É a continuidade da vida em outra dimensão.
Você pode não crer e achar que está certo.
Ou você pode pensar a respeito e concluir que racionalmente assim deve ser.
Somente não negue aos amores que partiram a sua certeza de que eles continuam a amá-lo, além das fronteiras da vida física.
Pense nisso!
Redação do Momento Espírita.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

SOS SANTA CASA.

                    Tem coisas que nós só valorizamos quando precisamos, e exatamente por isso não ficarei chateado se não entenderem esta mensagem. É sinal de que, graças à Deus você não precisou, mas poderá precisar.

                    Há anos temos ouvido falar das dificuldades pelas quais passa a Santa Casa de Misericórdia da Campanha. Sabemos de boa parte das responsabilidades, mas não vem ao caso agora, procurar de quem é a culpa. O que importa, é que a nossa secular Santa Casa hoje, vive a pior situação de toda a sua história. Ela só não fechou as portas, porque a lei não permite que os contratos nas carteiras de trabalham  sejam rescindido sem o pagamento devido. Assim sendo, eles não podem sair e nem arrumar outro emprego. Vale lembrar que, muitos deles são pais e mães de família e mesmo que não fossem, todos tem seus compromissos, suas dívidas e graças a esta situação humilhante estão inadimplentes e vários lugares. Agora em dezembro, segundo me foi dito la dentro, eles entrarão no sexto mês de atraso dos salários, e outros benefícios, nem pensar.

                    Apesar de tudo, o atendimento que prestam aos pacientes e acompanhantes é o melhor possível, sempre com um sorriso, boa educação e presteza. Estas pessoas são seres humanos, tem sentimentos, necessidades e merecem uma atenção, um carinho, uma solidariedade, o mínimo de interesse da nossa comunidade, principalmente das autoridades e de todos nós cidadãos, que a qualquer momento podemos precisar dos seus cuidados.

                    O custo mensal da Santa Casa, deve girar em torno de mais ou menos 150 mil reais. Que sugestão de renda a Santa Casa poderia ter para honrar com os seus compromissos e oferecer um atendimento de qualidade à nossa população?