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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

CONCLUSÃO DO CURSO DE ELETRICISTA NESTE SÁBADO.



                    No dia 12 de novembro de 2016 convidei algumas pessoas em minha casa, para discutirmos sobre uma nova maneira de educação. Após discutirmos novas e mais eficientes metodologias, alguma coisa deveríamos fazer para dar início. E foi o que aconteceu através da disponibilidade do amigo Luiz Antônio Pierrotti que, abraçou a causa e se dispôs a ministrar um curso para formação de eletricista. A idéia do curso foi também a de despertar nos alunos o interesse para um curso superior. É verdade que se trata de um curso básico, que compreendeu desde o início da geração de energia até conceitos básicos de projetos de estrutura residencial e predial. Foi um curso altamente produtivo de onde Campanha acabou ganhando mais seis novos habilitados eletricista. O curso teve duração de 1.000 horas de aulas teórica e prática, com a participação inicial de 20 alunos. Infelizmente vários tiveram que parar por motivo de conseguirem emprego, e outros porque não se identificaram mesmo.

                    Alunos que concluíram o curso e que receberão o seu certificado no próximo sábado às 20h00min. no GEFROMP. Adriano Régis, Luiz Cláudio dos Reis, Otávio Fernandes Coelho, Willian da Silva Alves, Breno Hanserberg e Wilson Teixeira de Melo.

O curso teve o apoio do GEFROMP, da Prefeitura Municipal através do Pró Jovem com Lucas Dallapé, CEMEPRO, CEMIG, FURNAS e Foto Fênix. As aulas prática e teórica ficaram a cargo de Luiz Antonio Pierrotti, que ainda conseguiu leva-los até a cidade de Itutinga para conhecerem a subestação da usina de FURNAS, contando com a grande colaboração do senhor Wilson Teixeira de Melo como instrutor na visita a FURNAS.

 Alunos efetuando a instalação elétrica de uma casa.


Colocação da rede residencial do padrão com toda a instalação subterrânea.
 A comitiva momentos antes da partida para Itutinga.
Aqui começa a visitação à subestação de Itutinga.
 Visita à sala de controle da subestação de Itutinga.
 Visita à sala de controle da usina da CEMIG



Palestra sobre o funcionamento da usina.
 Saída da comitiva de retorno à Campanha, após um dia de muita aprendizagem na subestação de Itutinga e usina da CEMIG.
José Milton














quarta-feira, 15 de novembro de 2017

MILHARES DE CAMPANHENSES PARTICIPAM DA FESTA DOS 280 ANOS DE DESCOBRIMENTO.

                    Depois de muitos anos, finalmente Campanha volta a comemorar o seu aniversário de fundação.
                    Após ser adiado o desfile escolar em virtude do tempo, nossos alunos finalmente tiveram seus sonhos realizados, podendo mostrar a nossa comunidade os seus conhecimentos da nossa história e suas artes em confeccionar, roupas, faixas e cartazes em homenagem aos 280 anos da Campanha.
                    Foi um trabalho árduo da administração municipal, especialmente do departamento de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo que tem a responsabilidade da senhora Luciana Cláudia Oliveira Souza, que contaram com o entusiasmo dos diretores, professores e alunos da maioria das escolas da Campanha.
                    A secretaria de cultura local sugeriu alguns temas relevantes da história campanhense, que foram aceitos pelas escolas que, imediatamente iniciaram as pesquisas e confecções do que apresentaria.
                    Posso imaginar a frustração dos participantes, quando em cima da hora do grande dia de seu primeiro desfile, o tempo não colaborou. Mas, finalmente marcada a nova data, a expectativa a emoção e entusiasmo tomou conta de todos que puderam fazer uma grande festa homenageando a sua cidade natal. Logo após o encerramento conversei com alguns alunos para saber as suas opiniões a respeito. Todos com quem conversei, expressaram a sua alegria em poder participar de seu primeiro desfile. Alguns se disseram anciosos, pois, sempre ouviam dizer dos desfiles e eles nem tinham ideia de como era.
                    Este é um evento que toda administração municipal deve ter como prioridade, pois é um momento de aumentar os conhecimentos dos alunos sobre a sua cidade, do seu país, melhorar a auto estima, a cidadania, a boa educação a boa relação entre os colegas e professores e com isso todos saem ganhando.
                    Às 8:00 tivemos o hasteamento das bandeiras do Brasil, de Minas Gerais e da Campanha e às 9:30 teve início o desfile, saindo da Praça Zoroastro de Oliveira.
                    O Desfile.
                    Para a abertura do desfile, tal honra foi dada à escola mais antiga da Campanha a Escola Estadual Zoroastro de Oliveira, sob a direção da professora Vânia Campos, que apresentou o tema: Expedições de Cipriano, os escravos e os bandeirantes.
                       O CEMEI Jeferson de Oliveira que tem a direção da professora Fernandes e o CEMEI Glycia Maria Cunha Tavares com o tema: Contribuições da Escravidão e Congadas.
                         A COOPERCAMP que tem como diretor o senhor César Henrique Barreto Ferreira apresentou o tema: História da Imprensa Campanhense.
                          A Escola Estadual Benedita Roquim sob o comando da professora Tânia Lima apresentou o tema: Evolução política: Prefeitos da cidade da Campanha.

                      Coube a Escola Municipal Dom Othon Motta sob a direção do professor Claudinei Ribeiro, apresentar o tema: Diocese da Campanha.
 
                     As Escola Rurais que tem a sua frente a professora Regina Coeli Santos Dias apresentou o tema: As estradas de ferro.
                      A Escola Estadual Vital Brasil, sob a direção da professora Lúcia Helena Arantes Sales
teve como tema: A chegada do Sion e as Antigas Instituições de Ensino da Campanha.
 
                     A última escola a desfilar foi o CEDEC que tem em seu comando a senhora Maria de Fátima Vilhena que, apresentou o tema: Olimpíada Campanhense e a Grande Corrida da Independência.
 
                      Mais uma vez o Grupo Bem Viver sob a direção da senhora Norma Nazareth Suzano se fez presente, prestando a sua homenagem a cidade da Campanha pelos seus 280 anos e levando entusiasmos, alegria e simpatia aos presentes, especialmente aos mais jovens que estão desfilando pela primeira vez.Parabéns.
                     A participação da Banda Marcial Irmão Paulo é presença obrigatória em todos os eventos de nossa cidade levando sempre muita alegria à todos nós. Nosso reconhecimento especial ao senhor Maurílio Teodoro Dias que, com muita dedicação e entusiasmo manteve a chama, acesa pelo querido e saudoso Irmão Paulo.
                      O encerramento coube a outra joia da cultura campanhense, a Corporação Musical Maestro Walter Sales que tem sob sua batuta o Maestro Lucas Furtado. E assim milhares de campanhense saíram de casa para prestigiar a nossa terra mãe e serem brindados com um evento a altura das nossa tradições.
                     Esta foto registra a participação do senhor Prefeito Municipal Luiz Fernando Tavares, seu secretariado e do senhor Leandro Prock, Presidente da Câmara Municipal e seus colegas vereadores. Parabéns por voltarem com esta tradição de comemorar o aniversário da mãe do Sul de Minas, a nossa Campanha. Nossa cidade é muito rica, tem uma história que pouquíssimas cidades no Brasil tem. Tema, é o que não nos falta para todos os anos. Parabéns à todos que se empenharam para a realização deste evento.










terça-feira, 14 de novembro de 2017

AUTORIDADES MARCAM PRESENÇA NO ANIVERSÁRIO DA CAMPANHA.

                 Num dos aniversários da Campanha, a Rádio Difusora estava presente registrando todos os eventos. Nesta foto na Praça Dr. Jéferson podemos ver: O diretor dos Correios Sr.Santana, o vereador Toninho Furtado, o presidente da OAB local Dr. Vivaldi José de Melo, o radialista Rubens Ramos de Oliveira, o Prefeito Dr. Manoel Alves Valladão, o Promotor de Justiça Dr. Nilton Val Ribeiro, o orador Dr. Márcio Nogueira, o repórter João Raimundo Garotti,  o Senador Morvan Acayaba de Resende, o Bispo Diocesano Dom Othon Motta, o Governador do estado de Minas Rondon Pacheco, o Chanceler do Bispado Monsenhor José do Patrocínio Lefort, Dr. Ivan Sérgio Pires, Secretário do Governador, o Provedor da Santa Casa Dr. Serafim Paiva de Vilhena, Sr. Andrielle Andreatta e o Presidente da Fundação Cultural Campanha da Princesa Dr. Manoel Maria Paiva de Vilhena.
                 Bons tempos, quando todos as autoridade de peso marcavam presença na data magna da cidade.

O PODER DA LEITURA.

O poder da leitura: escola de Manaus transforma crianças em grandes leitores

Isabelle Valois - A Crítica - 19/10/2017

Filho de um casal de indígenas da etnia tukano, o estudante Evandro Santos, 10, aprendeu a ler ainda na alfabetização, quando tinha 6 anos de idade. No entanto, desde essa época até o mês de julho deste ano, ele nunca tinha tido a oportunidade de colocar o aprendizado em prática da forma mais simples: lendo um livro. O motivo? Muito carente, a família do pequeno não tem condições financeiras para comprar livros e permitir a ele desenvolver a prática da leitura.

Mas a realidade de Evandro mudou após o desenvolvimento do projeto piloto “Um por todos e todos pelo livro”, que foi implantado há pouco mais de três meses na escola municipal Francisca Campos Corrêa, na avenida do Cetur, bairro Tarumã, Zona Oeste, onde ele estuda. Em pouco tempo, o resultado surpreendeu os professores: Evandro se apaixonou pela leitura e concluiu a leitura de mais de 20 livros, tornando-se um exemplo para os colegas.

O garoto contou que não imaginava que poderia “viajar na imaginação” por meio das histórias, contos e fábulas dos livros. Agora que está mais íntimo das páginas, ele diz que o sonho é conhecer uma biblioteca de verdade. “Nunca entrei em uma e fico imaginando como dever ser lá dentro, cheio de livros. Durante um bom tempo meu pai esteve desempregado e por isso nunca teve condições de comprar um livro. Hoje ele se orgulha quando me vê lendo os livros que empresto da escola e os levo para ler em casa”, comentou o estudante.

O gosto pela leitura levou o jovem a vislumbrar até um futuro melhor. O sonho de estudar, se tornar policial e ajudar no sustento da família ficou bem mais próximo depois desse novo hábito, diz o jovem leitor. “Com esta prática vou adquirir novos conhecimentos, aprender novas palavras, novo vocabulário e isso tudo no futuro me ajudará quando for seguir uma profissão”, comentou.

E não é só no futuro que a prática da leitura reflete. Antes do projeto ser implantado na escola, Evandro, que cursa o terceiro ano do ensino fundamental, tinha dificuldades para o aprendizado, mas segundo o professor de Evandro, Vilssonei Dias, após o início das leituras, ele demonstrou grandes avanços. “Evandro é só um de muitos alunos que estão tendo uma evolução significativa com esta prática da leitura. É bom vê-los interessados pelos contos e histórias, depois eles compartilham entre si e isso gera mais interesse pela leitura, além de refletir no melhor rendimento em sala”, explicou o professor.

O projeto de leitura

“Um por todos e todos pelo livro”, é um projeto idealizado pelo conselheiro municipal de cultura Jorge Ernesto Klein com apoio do Instituto Navegando e Lendo. O projeto implantou estantes nas salas de aula da escola, disponibilizando livros didáticos e de literatura infantil aos 480 alunos da escola.

No caderno de cada aluno, o professor controla as leituras por meio de uma planilha, com o nome, autor e período da leitura, para que os estudantes possam levar os livros para casa e compartilhar com familiares.

Desenvoltura dos estudantes

A implantação do projeto também contribuiu para a desenvoltura dos alunos e a perda da timidez, como contou a professora Elizabeth Aguiar. Um dos exemplos é a a aluna Ana Clara Leal Araújo, 10, que cursa o 4º ano do ensino fundamental.

Desde o início do ano, quando Ana ingressou na escola, a professora acompanha a aluna, que tinha dificuldades no aprendizado porque ainda não dominava a leitura. Mas, nos últimos três meses, com ajuda dos livros deixados nas salas de aula pelo projeto de leitura, ela teve um avanço significativo e fez, inclusive, mais amigos. “Hoje ela pede para ler para todos na sala de aula, e até opina sobre o tema lido”, disse Aguiar.

“Não tenho mais vergonha de ler na frente dos meus colegas de sala, pois tenho praticado a leitura aqui e em casa. Agora posso dizer que sei ler e não tenho mais medo de ler textos em voz alta. Era por isso que tinha vergonha e medo de conversar com meus colegas e minha professora”, comentou a estudante, que diariamente leva um livro para casa para ler.

Lei disciplina espaços

A Lei 12.244/2010 estabeleceu que as escolas providenciassem um acervo de, no mínimo, um livro para cada aluno matriculado, até o ano de 2015. Para atingir a meta, o Brasil precisa construir 64,3 mil bibliotecas em escolas públicas até 2020.

No Amazonas, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que 91,31% das escolas da rede estadual tinham biblioteca em 2015 e que as unidades inauguradas a partir desse ano já constavam com o espaço. As demais estão em processo de adaptação. A Semed não divulgou dados sobre bibliotecas nas escolas.

Segundo dados do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), o Amazonas possui 65 bibliotecas públicas, entre municipais e estaduais, quatro delas em Manaus.

ESPIRITUALIDADE NOS HOSPITAIS.

ESPIRITUALIDADE nos HOSPITAIS

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e pessoas sentadas
"Paredes de hospitais já ouviram preces mais honestas do que em igrejas. Já viram despedidas e beijos mais sinceros do que aeroportos. 
É no hospital que você vê um homofóbico ser salvo por um médico gay. A médica patricinha salvando a vida do mendigo. 
Na UTI você vê um judeu cuidando de um racista, policial e presidiário na mesma enfermaria recebendo os mesmos cuidados, 
um Rico na fila de transplante hepático, o doador é pobre, nessa hora que o "Hospital" toca na ferida das pessoas, universos que se cruzam em um propósito divino, e nessa comunhão de destinos nos damos conta de que sozinhos não somos ninguém!
A verdade absoluta das pessoas, na maioria das vezes, só aparece no momento da dor ou na ameaça da perda!! "

"Quando a humanidade vai entender que somos todos iguais?"

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

TELEMING INAUGURA POSTO TELEFÔNICO EM CAMPANHA.

                    Só mesmo quem viveu esta época para reconhecer e valorizar a privatização das comunicações no Brasil. Nesta época, nós já estávamos relativamente bem com a inauguração do Posto da TELEMIG aqui em Campanha no local onde hoje é a residência e consultório do dentista Leonardo Reis.
Antes, que precisasse fazer uma ligação interurbana tinha que ir até o posto telefônico do senhor Almeida, que era na Rua Direita onde hoje reside a dona Maura Villamarim. A telefonista fazia a sua chamada e depois de alguns minutos, informava ao cliente que sua ligação seria completada dentro de aproximadamente duas, três horas ou mais.
Mas em fevereiro de 1970 as coisas melhoraram bastante. Foi inaugurado o Posto Telefônico da TELEMIG como mostra a foto acima onde aparecem, o Sr. Rosendo de Varginha em primeiro plano, o de bigode é o Dr.Wilson da companhia telefônica, Dr. Nélson Dias Ayres, José Augusto Bellato, Dr. Manoel Alves Valladão,Marceliano Fleming, Milton Xavier de Carvalho, Padre Fuhad dando a benção, de pé a telefonista Neusa Azevedo, sentadas as telefonistas Sandra Silva Gomes e Evanísia.
Ainda de pé, o Dr. Assis chefe regional da empresa, senhor Almeida, Dr. Márcio Nogueira, Mozart Araújo e no canto Roberto Ribeiro.







A QUE PONTO CHEGOU A NOSSA EDUCAÇÃO!

Brasil pode levar 76 anos para adequar nível de leitura de todos os alunos


Se o país continuar no atual ritmo de melhorias no nível de aprendizado dos alunos, serão necessários 76 anos para que todos os estudantes sejam considerados proficientes em leitura ao final do 3º ano do Ensino Fundamental. O cálculo é do movimento Todos Pela Educação, feito com base nos resultados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) de 2016, divulgados na última semana pelo Ministério da Educação (MEC).

Os dados da ANA mostram que o índice de alunos com nível insuficiente de leitura em 2016 correspondia a 54,73%. Em 2014, o número estava em 56,17%, o que pode ser considerado uma estagnação na melhoria das taxas. Pela classificação, alunos nos níveis insuficientes não conseguem realizar tarefas como identificar informações explícitas localizadas no meio ou no fim de um texto, escrever corretamente palavras com diferentes estruturas silábicas ou fazer contas de subtração com números maiores ou iguais a 100.

“Isso significa que as crianças vão para o 4º ano do Ensino Fundamental sem conseguirem, por exemplo, identificar relação simples de causa e consequência em textos pequenos, o que é uma habilidade absolutamente fundamental para a sequencia escolar e para a construção de uma cidadania plena”, diz o coordenador de projetos do Todos pela Educação, Caio Callegari.

Progressos

Apesar do quadro de estagnação, o especialista acredita que ocorreram processos importantes nos últimos anos, como a aprovação do Plano Nacional de Educação, em 2014, que estabelece para 2024 a meta de todas as crianças estarem alfabetizadas. Ele também cita a Base Nacional Comum Curricular, em análise no Conselho Nacional de Educação, e a construção do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic). “A política foi bem desenhada, teve uma construção conjunta da sociedade civil. Foi um bom desenho, mas pecou na implementação”, diz.

Para Callegari, as novas ações anunciadas pelo MEC podem representar uma melhora no cenário da alfabetização do país, mas ainda é uma política tímida para o tamanho do desafio, especialmente em relação às desigualdades regionais. “Tanto o contingente de crianças que não estão sendo alfabetizadas, quanto o ritmo muito lento de superação, quanto esse quadro inaceitável de desigualdade são fundamentais para a gente conseguir refletir quais são as necessidades em termos de políticas públicas”, ressalta.

Desigualdades

Os dados da ANA mostram que as regiões Norte e Nordeste foram as que obtiveram os piores resultados de leitura, com 70,21% e 69,15% dos estudantes apresentando nível de insuficiência, respectivamente. Esses percentuais caem para 51,22% no Centro-Oeste, 44,92% no Sul e 43,69% no Sudeste. Em estados como Maranhão, Sergipe e Amapá, o índice de crianças com nível considerado suficiente em leitura está em torno de 20%.

O especialista Ernesto Martins Faria, diretor do Portal Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), ressalta que os dados divulgados pelo MEC confirmam a dificuldade que o país tem para enfrentar as desigualdades. “É preciso ter altas expectativas e buscar dar mais recursos e suporte para as escolas que mais precisam. E é necessário, sim, ter altas expectativas já no 1º ano do Ensino Fundamental, no 2º, no 3º ano”, destaca.

Para Faria, ainda não dá para avaliar quais serão os resultados das medidas anunciadas pelo governo, pois o sucesso de uma política depende da qualidade da implementação. “A questão é complexa e passa por vários aspectos: promoção de altas expectativas nas escolas, alinhamento da Base Nacional Comum com o programa de formação e com o plano pedagógico da escola, a legitimidade que o programa terá com os docentes, entre outros aspectos”, explica.

Política

A Política Nacional de Alfabetização, anunciada pelo MEC, traz um conjunto de iniciativas que envolvem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a formação de professores, o protagonismo das redes e o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Também será criado o Programa Mais Alfabetização, que deve atender, a partir de 2018, 4,6 milhões de alunos com a presença de assistentes de alfabetização, que trabalharão em conjunto com os professores em sala de aula.

A principal iniciativa da Política Nacional de Alfabetização é um programa de apoio aos estados e aos municípios, às turmas do primeiro e do segundo ano, com materiais didáticos de apoio, de acordo com a escolha dos estados e municípios, com apoio para o professor-assistente e formação continuada. O investimento corresponderá a R$ 523 milhões em 2018.