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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

OS 10 MELHORES LIVROS DE 2017.

Os dez melhores livros de 2017

André Barcisnki - Blog do Barcinski
Chegou a hora de fazer o balanço de 2017. Esse ano tomei a decisão de não fazer mais listas dos melhores filmes do ano, por uma razão simples: moro a 250 km de distância de qualquer sala de cinema decente e não consigo acompanhar os lançamentos. Até hoje não consegui ver “Mãe!” ou o filme da Sofia Coppola, por exemplo. Uma pena, mas é o preço que se paga por morar longe demais das capitais, como diria Humberto Gessinger.

Como não fiz lista de melhores livros em 2016 (o blog reestreou no UOL em outubro de 2016), incluí aqui alguns livros lançados no fim do ano passado. Priorizei títulos em português, mas incluí alguns títulos ainda não lançados por aqui.

Aqui vão, sem ordem de preferência, os dez livros mais legais que li este ano.

1 – Breve História de Sete Assassinatos, de Marlon James

Claramente inspirado por Don De Lillo e James Ellroy, o jamaicano Marlon James fez um épico histórico-policial centrado na tentativa de assassinato de Bob Marley, no meio dos anos 70.

2 – Sem Causar Mal, de Henry Marsh
Quem diria que um livro sobre neurocirurgia seria tão emocionante e tenso? As memórias de Henry Marsh, conhecido neurocirurguião britânico, e os relatos das operações que ele executou em décadas de carreira, são impressionantes.

3 – Dias Bárbaros, de William Finnegan
Conhecido jornalista investigativo e surfista amador, Finnegan conta sua vida em busca das ondas mais desafiadoras do planeta, de Fiji ao Havaí, da Austrália a Portugal.

4 – Distancia de Rescate, de Samantha Schweblin
Lançado originalmente na Argentina em 2014, o livro só ganhou tradução para o inglês este ano, com o título de “Fever Dream”. É uma história curta, surrealista e aterrorizante, narrada durante uma conversa entre uma mulher e uma criança em um hospital. Lembro que terminei de ler e, um tanto decepcionado com alguns aspectos da narrativa, liguei para discutir o livro com um amigo, que o havia recomendado. Mesmo insatisfeito com a leitura, a história não saiu da minha cabeça, e reli longos trechos. Até hoje, meses depois de terminar o livro, ainda me pego lendo algumas páginas especialmente estranhas.

5 – Enquanto Houver Champanhe, Há Esperança – Uma Biografia de Zózimo Barroso do Amaral, de Joaquim Ferreira dos Santos
Biografia de Zózimo (1941-1997), jornalista que não revolucionou só o colunismo social, mas o jornalismo brasileiro, com seu texto cheio de humor e, muitas vezes, venenoso. Tive a sorte de trabalhar no “Jornal do Brasil” no fim dos anos 80 e vi de perto muitas das figuras incríveis descritas por Joaquim. Esse livro deveria ser obrigatório em escolas de jornalismo.

6 – A Segunda Mais Antiga Profissão do Mundo, de Paulo Francis
Coletânea de artigos que Francis escreveu para a “Folha” entre 1975 e 1990. Os temas são variados: política, cinema, literatura, e casos pitorescos envolvendo seus amigos – e desafetos, claro. Francis era um dos poucos articulistas que se lia com prazer mesmo discordando dele.

7 – Killers of the Flower Moon: The Osage Murders and the Birth of the FBI, de David Grann
Nos anos 1920, os índios Osage venceram uma antiga luta contra o governo norte-americano para permanecer na região do Oklahoma que habitavam há muitos anos. Os nativos deram sorte: pouco depois, acharam petróleo em toda a área, o que fez dos Osage o povo mais rico do mundo. Logo, índios andavam em carros de luxo e construíam palacetes suntuosos. Mas a alegria durou pouco: um a um, os Osage começaram a ser exterminados por tiros, envenenamento, e até bombas. Esse livro conta a história da misteriosa matança dos Osage e da criação de uma força-tarefa da polícia que resultou na fundação do FBI. Fascinante.

8 – Move Fast and Break Things – Jonathan Taplin
O subtítulo resume bem a tese defendida pelo autor: “Como Facebook, Google e Amazon encurralaram a cultura e o que isso significa para nós”. No livro, Taplin explica como a Internet, cujo objetivo inicial era ser um instrumento de democratização da informação, foi usada por algumas empresas, como Google, Facebook, Amazon e Paypal, para monopolizar mercados e dar a seus donos um poder econômico e uma capacidade de controle da sociedade nunca antes imaginado. Leitura obrigatória para quem ainda acredita que vivemos na era da “Democracia Digital”.

9 – Uma História do Samba – Volume 1, de Lira Neto

Primeiro volume de uma trilogia em que Neto – biógrafo de personagens tão diversos quanto Padre Cícero, Getúlio Vargas e a cantora Maysa – contará toda a trajetória do samba, do fim do século 19 aos tempos atuais. A história desse primeiro livro começa no Rio de Janeiro no fim do século 19, logo após a Abolição da Escravatura, e vai até o surgimento das primeiras escolas de samba e o aparecimento de bambas como Noel Rosa, Cartola, Ismael Silva, Bide, Paulo da Portela e Almirante. É um livro excepcional, que mistura grandes personagens a um relato minucioso sobre a criação de uma cidade e de um gênero musical que ajudou a definir a identidade brasileira.

10 – Uncommon People: The Rise and Fall of The Rock Stars, de David Hepworth
O autor relata 40 histórias – uma por ano, de 1955 a 1995 – que marcaram a história do rock, e explica por que a era do rockstar durou até meados dos anos 90. Hepworth conta histórias já conhecidas, mas sempre trazendo uma visão nova e cheia de detalhes e informações, que as tornam interessantes.

VICIAÇÕES MENTAIS - INSATISFAÇÃO. INDIFERENÇA. PÂNICO. MEDO DA MORTE.

VICIAÇÕES MENTAIS - INSATISFAÇÃO. INDIFERENÇA. PÂNICO. MEDO DA MORTE.

INSATISFAÇÃO

Há uma necessidade urgente de reprogramar-se
a mente. Hábitos longamente mantidos, viciações
sustentadas por largo prazo, acomodações
psicológicas a acontecimentos e atitudes justificadas por
mecanismos de evasão do ego tornam-se outra forma de
natureza nos automatismos da própria natureza.

Quando a mente está pronta, parece que todas as coisas
o estão igualmente, isto porque dela dependem o senso
crítico, a avaliação, o discernimento. Enquanto se encontra
entorpecida ou mal desenvolvida, não consegue abranger a
finalidade existencial, e também se adapta ao habitual, automatizando-se.

À medida que se amplia o campo mental, mais fáceis
se tornam as novas aquisições psíquicas, favorecendo
a memória, que supera os lapsos, por liberar-se das cargas
negativas que a obnubilam.

A autodepreciação é fator preponderante para a infelicidade
pessoal e para o relacionamento com outras pessoas, em
razão do desrespeito a si mesmo. Quem se subestima, supervaloriza os outros, fazendo confrontos entre si e os demais de forma inadequada, ou projeta a sua sombra, acreditando que
são todos iguais, variando apenas na habilidade que aqueles
possuem para mascarar-se. O seu é um critério de avaliação
distorcido, doentio, sem parâmetros bem delineados.

Quando tal ocorre, pensa-se em viajar, mudar de trabalho,
acabar o casamento ou casar-se, conforme o caso,
variar os relacionamentos sociais... O problema, no entanto,
não se encontra nos outros, mas no próprio indivíduo, nele
enraizado. Claramente possui uma autoimagem incorreta,
feita de autopiedade ou com autopunição, o que se transforma
em uma lente defeituosa que altera a visão do mundo e
das outras criaturas.

Para onde o ser se transfere, fugindo, leva-se consigo e
reencontra-se, logo mais, no novo lugar, assim se acostume
com a novidade.

O fundamento não é mudar de atividade profissional,
alterar a vida conjugal e social... Talvez essas atitudes possam
contribuir para um despertamento interior, que é difícil, mas
o essencial é a coragem para enfrentar-se, despir-se e querer
realmente modificar-se.

O tentame se coroará de êxito mediante uma reprogramação
da mente, iniciando-a com a indispensável conceituação
da autoimagem, reforçada com a disposição de não
retroceder. Funcionará, a vontade, na forma de dever para
consigo mesmo, de reestruturação do programa da vida, do
redescobrimento do Si e da sua eternidade diante do Cosmo.

Diminuem, nesse momento, os gigantes íntimos
ameaçadores, que se fazem pigmeus e se desintegram na sucessão da experiência renovadora.

Nessa fase de reprogramação mental, a pessoa descobre
que todos são diferentes uns dos outros, com desafios parecidos, mas não iguais, em lutas contínuas, no entanto, específicas, e que a vitória alcançada por eles, em determinados combates não lhes impede nem lhes evita novos enfrentamentos.

Lentamente nascem os estímulos para avançar, as disposições
para não ceder às tentações da acomodação, e a lucidez
mental propicia a percepção das vantagens que advêm
de cada conquista alcançada. Os problemas e dificuldades se
tornam mais fáceis de ser resolvidos e ultrapassados, fazendo
a vida mais agradável, não lhes dando maior importância.

Os obstáculos, que antes pareciam intransponíveis, agora
são contornáveis, e as pessoas adquirem outro valor, na sua
grandeza como na sua pequenez. Desaparecem os privilegiados
e os abandonados pela sorte, passando a ser compreendidos
e tolerados como são, e não pela forma da apresentação.

A tolerância, que resulta da melhor identificação dos
valores éticos e das conquistas espirituais, enseja maior
respeito por si mesmo, permitindo-se os limites aos quais
não se submete mais, sem reações inamistosas nem aquiescências injustificáveis.

A insatisfação decorre da ignorância, do desconhecimento
do Eu profundo e das suas inesgotáveis possibilidades.
Supondo-se, equivocadamente, que tudo está feito e
terminado, a entrega a esse fatalismo gera saturação, desmotivando para novas conquistas.

Quanto mais a pessoa se autopenetra, mais se descobre
e mais possibilidades tem de conhecer-se. Essa conquista
leva ao infinito, porque vai até o deus interno que abre as
portas ao entendimento do Criador.

A psicologia da religião começa na análise dos recursos
de cada um: sua fé, sua dedicação, seus interesses espirituais,
suas buscas e fugas, seus medos e conflitos...

Na programação da mente, saturando o subconsciente
de forças positivas, de legados idealistas, de esperanças
factíveis de ser conseguidas, da luz do amor, do perdão, do
Bem, todos os resíduos de negativismo, de depreciação, de
antagonismo devem ser eliminados, sem saudades, iniciando-
se novo ciclo de experiências de equilíbrio.

As agressões exteriores, os choques sociais e emocionais,
mesmo que recebidos, passarão por critérios novos de
avaliação e serão compreendidos, retirando-se deles o que
seja positivo e diluindo os efeitos perturbadores.

A mente, desacostumada aos novos compromissos,
expressará lapsos, reavivará fixações, que são os naturais fenômenos de sobrevivência das ideias usuais. Não abastecida
pela mesma vibração dos pensamentos anteriores se lhes desabituará, imprimindo as novas ordens recebidas e ampliando
a área de entendimento.

A insatisfação, irmã gêmea do tédio, nesse campo
mental programado, com muita atividade a executar, não
encontra área para permanecer e desaparece. Somente através
do esforço do próprio indivíduo que se sente saturado,
descontente com a vida, é que o fenômeno da sua transformação se opera.

INDIFERENÇA

Nos estados depressivos a apatia se manifesta, não
raro, dominando as paisagens emocionais da pessoa. Essa
apatia impede a realização das atividades habituais, matando o interesse por quaisquer objetivos. É uma indiferença
tormentosa, que isola, a pouco e pouco, o paciente
do mundo objetivo, alienando-o.

Além dessa manifestação psicopatológica, há aquela
que resulta da viciação mental em não se preocupar com
as outras pessoas, nem com o lugar onde se encontra. Tão
grave quanto a primeira, essa indiferença provém de vários
conflitos, como as decepções em relação à própria existência,
em demasiada valorização do secundário em detrimento do
essencial, que é a própria vida e não aqueles que a utilizam
egoisticamente, de forma infeliz, com desrespeito pelo seu
próximo, pela sociedade.

Noutros casos, há a atitude egocêntrica, que remanesce
da infância e não alcançou a maturidade psicológica na
idade adulta, sentindo-se o ser desconsiderado, desamparado,
sem chance de triunfar; o cansaço decorrente de tentativas
malogradas de autoafirmação, de empreendimentos
perdidos; o desamor, em razão de haver aplicado mal o sentimento, como troca de interesses ou vigência de paixões; o
abandono de si mesmo pela falta de autoestima... 

Para esse tipo psicológico é mais fácil entregar-se à indiferença, numa postura fria de inimigo de todos, do que lutar contra as
causas desse comportamento.

Vício mental profundamente alienador, arraigado nos
derrotistas, a indiferença termina por matar os sentimentos, levando o paciente a patologias mais graves na sucessão do tempo.

Caracteriza também a personalidade esquizofrênica de
muitos títeres e algozes da Humanidade, a insensibilidade que
resulta da indiferença, quando praticam crimes, por mais hediondos sejam.

Inicia-se, às vezes, numa acomodação mental em relação
aos acontecimentos, como mecanismo de defesa, para
poupar-se a trabalho ou a preocupação, caracterizado num
triste conceito: - Deixa pra lá.

Toda questão não resolvida, retorna complicada.

Ninguém se pode manter em indiferença no inevitável
processo da evolução. A vida é movimento e o repouso
traduz pobreza de percepção dos fenômenos em volta.

Terminada uma cerimônia religiosa em plena Natureza,
fez-se um imenso silêncio que tomou conta de todos
os presentes. Sensibilizado, um jovem disse ao seu pastor:

- Nunca percebi tão grande e profundo silêncio. Ao que o
outro respondeu: — Nunca havia ouvido toda a música das
galáxias nas suas revoluções siderais...

Quando a indiferença começar a sinalizar as atividades
emocionais, faz-se urgente interrompê-la, aplicar-lhe a terapia
da mudança do centro de interesse emotivo, despertando
outras áreas do sentimento, adormecidas ou virgens, a fim de
poupar-se o indivíduo à sua soberania. Acostumando-se-lhe,
inicia-se uma viciação mental mais difícil de ser corrigida,
por ter um caráter anestesiante, tóxico, ao largo do tempo.

Se o estresse responde pela sua existência, em alguns
casos, o relaxamento, acompanhado de novas propostas de
vida, produz efeito salutar, que deve ser utilizado.

O Fluxo Divino da força da vida é incessante, e qualquer
indiferença significa rebeldia aos códigos do movimento, da
ação, proporcionando hipertrofia do ser e paralisia da alma.

Uma análise do próprio fracasso em qualquer campo
redunda eficaz, para retirar proveitosa lição dele e levantar-
-se para novas tentativas.

Nas experiências retributivas da afetividade mal direcionada,
das quais resulta a síndrome da indiferença, a
escolha pelo amor sem recompensa, pelo bem sem gratidão,
emula o indivíduo a sair do gelo interior para os primeiros
ardores da emotividade e da autorrealização.

Nunca deixar que a indiferença se enraíze. E se, por
acaso, crer que a própria vida não tem sentido nem significado,
num gesto honroso de arrebentar algemas, deve experimentar
dar-se ao próximo, a quem deseja viver, a quem,
na paralisia e na enfermidade, busca uma quota mínima de
alegria, de companheirismo, de afeto e de paz. Fazendo-o,
esse indivíduo descobre que se encontra consigo mesmo no
seu próximo ao doar-se, assim recuperando a razão e o objetivo
para viver em atividade realizadora.

PÂNICO

No imenso painel dos distúrbios psicológicos, o medo
avulta, predominando em muitos indivíduos e apresentando-
se, quando na sua expressão patológica, em forma de distúrbio
de pânico.

O medo, em si mesmo, não é negativo, assim se mostrando
quando, irracionalmente, desequilibra a pessoa.

O desconhecido, pelas características de que se reveste,
pode desencadear momentos de medo, o que também
ocorre em relação ao futuro e sob determinadas circunstâncias,
tornando-se, de certo modo, fator de preservação da
vida, ampliação do instinto de autodefesa. Mal trabalhado
na infância, por educação deficiente, o que poderia tornar-
-se útil, diminuindo os arroubos excessivos e a precipitação
irrefletida, converte-se em perigoso adversário do equilíbrio
do educando.

São comuns, nesse período, as ameaças e as chantagens
afetivas: — Se você não se alimentar, ou não dormir, ou
não proceder bem, papai e mamãe não gostarão mais de você...,
ou O bicho papão lhe pega, etc. A criança, incapaz de digerir
a informação, passa a ter medo de perder o amor, de ser
devorada, perturbando a afetividade, que entorpece a naturalidade no seu processo de amadurecimento, tornando o
adolescente inseguro e um adulto que não se sente credor de
carinho, de respeito, de consideração. 

A deformação leva-o às barganhas sentimentais - conquistar mediante presentes materiais, bajulação, anulando a sua personalidade, procurando agradar o outro, diminuindo-se e supervalorizando o afeto que anela.

A pessoa é, e deve ser amada, assim como é. Naturalmente,
todo o seu empenho deve ser direcionado para o
crescimento interior, o desenvolvimento dos recursos que
dignificam: não invejando quem lhe parece melhor — pois
alcançará o mesmo patamar e outros mais elevados, se o desejar - nem se magoando ante a agressividade dos que se encontram em níveis menores.

Por outro lado, em face das ameaças, o ser permanece
tímido, procurando fazer-se bonzinho, não pela excelência
das virtudes, mas por mecanismo de sobrevivência afetiva.

O medo, assim considerado, pode assumir estados incontroláveis, causando perturbações graves no comportamento.

Os fatores psicossociais, as pressões emocionais influem,
igualmente, para tornar o indivíduo amedrontado,
especialmente diante da liberação sexual, gerando temores
injustificáveis a respeito do desempenho na masculinidade
ou na feminilidade, que propiciam conflitos psicológicos de
insegurança, a se refletirem na área correspondente, com
prejuízos muito sérios.

Bem canalizado, o medo se transforma em prudência,
em equilíbrio, auxiliando a discernir qual o comportamento
ético adequado, até o momento em que o amadurecimento
emocional o substitui pela consciência responsável.

Confunde-se o pânico como expressão do medo,
quando irrompe acompanhado de sensações físicas: disritmia
cardíaca, sudorese, sufocação, colapso periférico produzindo
algidez generalizada. Essa sensação de morte com
opressão no peito e esvaecimento das energias que aparece
subitamente, desencadeada sem aparente motivo, tem outras
causas, raízes mais profundas.

Na anamnese do distúrbio de pânico, constata-se o fator
genético com alta carga de preponderância e especialmente
a presença da noradrenalina no sistema nervoso central.

É, portanto, uma disfunção fisiológica. Predomina no
sexo feminino, especialmente no período pré-catamenial, o
que mostra haver a interferência de hormônios, sendo menor
a incidência durante a gravidez.

Sem dúvida, a terapia psiquiátrica faz-se urgente, a fim
de que determinadas substâncias químicas sejam administradas
ao paciente, restabelecendo-lhe o equilíbrio fisiológico.
Invariavelmente atinge os indivíduos entre os vinte e
os trinta e cinco anos, podendo surgir também em outras
faixas etárias, desencadeado por fatores psicológicos, requerendo cuidadosa terapia correspondente.

Há, entretanto, síndromes de distúrbio de pânico que
fogem ao esquema convencional. Aquelas que têm um componente paranormal, como decorrência de ações espirituais
em processos lamentáveis de obsessão.

Agindo psiquicamente sobre a mente da vítima, o ser
espiritual estabelece um intercâmbio parasitário, transmitindo-
lhe telepaticamente clichês de aterradoras imagens
que vão se fixando, até se tornarem cenas vivas, ameaçadoras,
encontrando ressonância no inconsciente profundo,
onde estão armazenadas as experiências reencarnatórias,
que, desencadeadas, emergem, produzindo confusão mental
até o momento em que o pânico irrompe incontrolável,
generalizado. 

Dá-se, nesse momento, a incorporação do invasor do domicílio mental, que passa a controlar a conduta da vítima, que se lhe submete à indução cruel.

Cresce assustadoramente na sociedade atual essa psicopatologia mediúnica, que está requerendo sérios estudos e
cuidadosas pesquisas.

As terapias de libertação têm a ver com a transformação
moral do paciente, a orientação ao agente e a utilização
dos recursos da meditação, da oração, da ação dignificadora
e beneficente.

Quando a ingerência psíquica do agressor se faz prolongada,
somatiza distúrbios fisiológicos que eliminam noradrenalina
no sistema nervoso central do enfermo, requerendo,
concomitantemente, a terapia especializada, já referida.

Mediante uma conduta saudável de respeito ao próximo
e à vida, o indivíduo precata-se da interferência perniciosa
dos seres espirituais perturbadores, adversários de existências
passadas, que ainda se comprazem na ação perversa.
Esse sítio que promovem, responde por inúmeros fenômenos
de sofrimento entre os homens.

Não sendo a morte do soma o aniquilamento da vida,
a essência que o vitaliza - o Eu profundo — prossegue com
suas conquistas e limitações, grandezas e misérias. Como o
intercâmbio decorre das afinidades morais e psíquicas, fácil
é constatarem-se as ocorrências que se banalizam.

O medo, portanto, necessita de canalização adequada,
e o distúrbio do pânico, examinada a sua gênese, merece
os cuidados competentes, sendo passíveis de recuperação
ambos os fenômenos psicológicos viciosos, a que o indivíduo
se adapta, mesmo sofrendo.

MEDO DA MORTE

O medo da morte resulta do instinto de conservação,
que trabalha em favor da manutenção da vida.
A vida, no entanto, são todos os acontecimentos existenciais
que ocorrem durante a reencarnação — no corpo -
como fora dele - no Espírito.

O desconhecimento da imortalidade, as informações
fragmentárias, as lendas e fantasias, os mistérios, a ignorância,
vestiram a morte de inusitadas e irreais expressões, que
não correspondem à realidade. O fenômeno da morte diz
respeito ao fatalismo biológico das transformações moleculares
do corpo. Com o desaparecimento da forma, suspeitou-
se que haveria o aniquilamento da essência, como se
essa fosse derivada da matéria e não a sua responsável.

Para atenuar-se o desconhecimento, compuseram-se
os funerais, as cerimônias e ritos fúnebres, ocultando a face
inevitável da legitimidade imortal. Esses recursos são valiosos
para os familiares, parentes e amigos que se desobrigam das
responsabilidades humanas, na Terra, e dos deveres afetivos
para com os que são desalojados do corpo. Para o Espírito somente valem os sentimentos, as preces e vibrações de autêntica afeição e honesta intercessão, especialmente os próprios pensamentos e atos mantidos durante a experiência carnal.

Em outras circunstâncias, porque a fantasia concebeu o
Divino Poder com sentimentos arbitrários e apaixonados, que
perdoa e pune irremissivelmente, as consciências culpadas
temem-lhe o encontro, quando seriam duramente castigadas,
elaborando, inconscientemente, mecanismos de evasão.

Às vezes se torna tão grave o medo da morte que
portadores de transtornos psicológicos matam-se para não
aguardarem a morte, em terrível atitude paradoxal.
Não houvesse a morte física, e o sentido da vida desapareceria,
assim como a finalidade da luta, da conquista de
valores e do desenvolvimento intelecto-moral do ser.

Analisando-se a sobrevivência — fenômeno natural e
consequência da vida - a existência terrestre adquire significado
e a dimensão de tempo, um grande valor.
Por ignorar-se quando ocorrerá a fatalidade orgânica,
todo minuto e cada ação constituem admiráveis bênçãos
e devem ser utilizados com sabedoria e propriedade,
vivendo-os intensamente.

A compreensão da vida como um todo, feito de etapas,
estimula a conquista dos patamares do progresso, ainda
mais pela sua marcha ascensional. Fosse limitada ao período
berço - túmulo, todos os labores perderiam o seu conteúdo
ético e os esforços esvair-se-iam na consumpção do nada.
Considerando a energia psíquica valiosa e atuante, a
mente, desatrelada do cérebro, prossegue independente dele,
e a vida estua.

Desse modo, enfrentando-se com equilíbrio o conceito
da sobrevivência, a morte desaparece e o medo que
possa inspirar transforma-se em emulação para enfrentá-la
com uma atitude psicológica saudável e rica de motivações,
quando ocorrer naturalmente.
Vício mental arraigado, o medo do fim converte-se em
esperança de um novo princípio.

Fonte - Auto descobrimento - Uma Busca Interior (psicografia Divaldo Pereira Franco - espírito Joanna de Ângelis)

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

TOMA POSSE A NOVA DIRETORIA DA SANTA CASA.

               O público marcou presença significativamente na posse da atual diretoria da Santa Casa. Uma diretoria que recebeu 81% dos votos nas eleições tem agora o apoio da população dos poderes administrativo e legislativo da cidade. Estão cientes de que estão assumindo um compromisso hercúleo com a comunidade campanhense.
                A mesa composta pelos representantes da comissão de intervenção e da diretoria eleita. Na mesa os senhores: Hudson Fonseca da Comissão de Intervenção, Andrielli Braga Andreatta secretário da diretoria, Maria de Lourdes Souza, representando o legislativo local, Luiz Fernando Tavares prefeito municipal, Paulo César Ayres Junior provedor eleito, Éric Garotti tesoureiro, Luiz Alberto Bellato e José Carlos Canhisares da comissão de intervenção e o Dr. Vitor Lúcio Ribeiro Costa Faria  representando a OAB.
               Toda a equipe de enfermagem e funcionários, exceto os que estavam trabalhando, são os grandes heróis por manterem a nossa Santa Casa aberta. Mesmo passando vários meses sem receber seus salários, eles estavam lá, presentes diariamente para cumprirem o seu papel.
               O prefeito municipal em sua fala, trouxe aos novos administradores da Santa Casa o apoio do executivo local e apresentou aos presentes suas justificativas do porque de não apoiar a administração passada.
               Em nome da Comissão de Intervenção falou o senhor José Carlos Canhisares, fazendo um relato do trabalho executado.
               Em suas palavras, o provedor eleito Dr. Paulo César Ayres Junior reconheceu e elogiou muito os funcionários e enfermeiros da Santa Casa que durante meses mantiveram as portas abertas apesar de não estarem recebendo seus salários. Falou de sua boa relação com o executivo, legislativo e judiciário, o que vai facilitar nas negociações. Fez uma explanação da situação encontrada, uma dívida de dois milhões de reais, que serão negociados da melhor forma possível, de maneira que a Santa Casa continue a prestar à Campanha os bons serviços que outrora prestava. Contando com um grupo de companheiros ligados aos mais diversificados segmentos da sociedade, certamente
PROVEDOR: Paulo Cesar Ayres Junior (Junior Ayres)
SECRETÁRIO: Andrielli Braga Andreatta (Andrielinho)
TESOUREIRO: Éric Garotti Ferreira (Kiko)
CONSELHO FISCAL
André Domingues Lima
Roberto Ximenes de Souza
Stela Cecília F.B.de Carvalho 

SUPLENTES
Guilherme de Souza Serrano (Janta)
Rodrigo Carvalho (Rodriguinho da Van)
CONSELHO ADMINISTRATIVO
Alberto Ângelo de Araújo
Daniel Lemes Dorneles
Érico Francisco Fernandes
Franz Wolney Bernardes Lopes
Jorgina Maria de Jesus Garcia
Giuseppe Lemes Pereira
Itamar José dos Santos
José Francisco Suzano Ayres
Luiz Rodrigo Dias Maia
Marilda Fontes
Osmar Domingos Florentino
Randal Fernandes Silva
Régis Otéro de Paiva
Ronaldo Lopes Guerreiro 

LIVRARIA CULTURAL IMPLANTA PROJETOS DE INCLUSÃO SOCIAL.

Livraria Cultura implanta projetos de inclusão social

Talita Facchini - Publishnews - 07/12/2017

Há pouco mais de um mês, a Livraria Cultura deu mais um passo para reforçar a sua identidade como uma empresa que aposta na diversidade e deu a oportunidade de recomeçar para várias pessoas. A rede colocou em prática os projetos Cultura sem Fronteiras e Nova Página, que empregam, respectivamente, refugiados e pessoas em situação de rua.

O projeto Cultura sem Fronteiras surgiu a pedido de Pedro Herz, e acontece com a ajuda da ONG Estou Refugiado, que entrega os currículos para a Cultura analisar. Já o Nova Página, ideia de Sérgio Herz, CEO da Cultura, conta com a ajuda do projeto Trabalho Novo, encabeçado pela prefeitura de São Paulo, em parceria com a ONG Rede Cidadã, que recebe as pessoas em situação de rua, oferece um treinamento prévio e redireciona para a empresa.

Segundo Juliana Brandão, diretora de Operações e Coordenadora de Recursos Humanos da Cultura, atualmente são 15 pessoas empregadas como parte do Nova Página e oito no Cultura sem Fronteiras (dois em São Paulo, três em Recife e quatro em Brasília). “Num primeiro momento nós tínhamos pensado em vagas para auxiliar de limpeza para depois, se fosse o caso, ir redirecionando para outras áreas, mas de cara nós vimos que tinha gente preparada pra assumir outras funções, então temos pessoas contratadas como auxiliar de vendas, auxiliar administrativo e vigilante”.

Antes de colocar os projetos em prática, algumas questões tiveram que ser pensadas para que os projetos passassem do primeiro mês sem muita evasão, como por exemplo, a questão do primeiro salário e a dificuldade para se abrir uma conta no banco. “Para se abrir uma conta é necessário o comprovante de residência e essas pessoas não tinham, então juntamos todos os documentos deles e ligamos para o Itaú, que é o banco que nos atende e pedimos uma ajuda”, contou Juliana, que acredita que a ajuda de outras empresas é fundamental para o sucesso dos projetos. “É uma dica que eu dou pra quem quiser aderir a esses projetos, contar com outras empresas, porque a ajuda vem com muita facilidade, quando explicamos como tudo vai funcionar, elas se sensibilizam e ajudam”.

A Cultura já era uma empresa conhecida pela diversidade e segundo Fernanda Baggio, coordenadora de Treinamento e Desenvolvimento, agora sim, a rede pode afirmar isso de “boca cheia”. “É uma situação de muita alegria, e essas pessoas estão trazendo um novo ar pra gente. Nós abraçamos a causa de vez”, disse animada.

O resultado até agora, segundo Juliana e Fernanda, tem sido super positivo, tanto pela troca de experiências que os projetos proporcionam, mas mais ainda pela entrega de todas as pessoas envolvidas. “Eles dão muito valor ao trabalho e ensinam a gente a valorizar o nosso trabalho também”, conta Fernanda. 

Para Adelson Gonçalves da Cruz Pinto, auxiliar de limpeza que integra o Nova Página, estar na Cultura é o início de uma nova fase. “Quando a livraria abriu as portas pra gente, ela abriu um novo mundo praticamente, é ótimo ter um trabalho e tivemos o maior apoio para ficarmos tranquilos aqui”, relatou. Alexandro de Luzia, também auxiliar de limpeza contratado dentro do Nova Página, completa: “Nós fazemos a nossa parte, trabalhamos certinho, somos pontuais, e o pessoal da Cultura também é atencioso com a gente, então é ter esperança para que dê certo para todo mundo”.

Já Mamadu Korka Balde, 24 anos, veio da Guiné (África), e integra o projeto Cultura sem Fronteira. Ele está no Brasil desde fevereiro e durante esses nove meses aprendeu sozinho a falar português. Para ele, trabalhar na Livraria Cultura é uma oportunidade única. “A livraria me deu muita coisa nesse tempo e é muito importante pra mim porque me dá vontade de viver. Aqui dentro tenho acesso à informação, cultura, história e posso também compartilhar a minha história e cultura com eles”, disse em português bem claro à nossa redação.

Os planos para os próximos meses é continuar com o projeto e até expandir para dar oportunidade para mais pessoas. “Esses projetos não servem para nos promover, mas sim para inspirar, porque é muito positivo, tanto para o refugiado e a pessoa em situação de rua, quanto para a empresa e para as pessoas que estão em volta,. É um investimento que vale super a pena”, finaliza Juliana.

QUAL O MEU PROPÓSITO DE VIDA.

Qual o propósito da minha Vida?

Você que lê este texto é alguém que existe e está vivo. Parece óbvio ululante escrever isto, mas parece que esquecemos quesomos VIDA e estamos vivos. Mas PARA QUÊ isto?
Como espíritas já estamos informados de onde viemos antes desta encarnação (imediatamente do plano espiritual e mais recuadamente de Deus) e para onde vamos depois (imediatamente, voltamos ao plano espiritual e em última instância retornamos a Deus, em nossa essência consciente).
Entre nosso “antes” e “depois”, temos o “agora”, o “presente”. É uma parcela importantíssima de nossa vida como Espírito estar encarnado no presente, neste planeta-escola. Mas, PARA QUE MESMO estamos aqui?
PARA QUE quis a Providência que nascêssemos, no contexto familiar de origem e vivêssemos esta existência, nas condições que se nos apresentam?
Se queremos ter prazer, ser feliz e construir a bem-aventurança, inexorável nos perguntar: QUAL O MEU PROPÓSITO DE VIDA? Se já sei, estou vivendo e convivendo, conforme meu propósito maior?

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

PRIMEIRA DIRETORIA DA AMAE

                        Você sabia quais foram os participantes da primeira diretoria da AMAE Associação Mineira de Assistência aos Excepcionais?
                         Nossa homenagem aqueles abnegados cidadãos que se dispuseram a dedicar parte de seu tempo as crianças excepcionais. Naquela época a grande incentivadora e orientadora dona Bernadete P.Freitas de São Lourenço, recebeu todo o apoio do senhor Prefeito Municipal Dr. Manoel Alves Valladão, do Bispo Diocesano Dom Othon Motta e da diretoria abaixo, respondendo pelas famílias necessitadas das orientações técnicas necessárias.
                         Presidente: Irmã Maria Célia Coelho (Irmã Vera de Sion)
                         Vice-Presidente: Arminda Ferreira de Melo
                         Tesoureiro: José Augusto de Melo Ferreira Lopes
                         2º Tesoureiro: Luiz Outeiro
                         Secretária: Eny Reis
                         2ª-Secretária: Maria Antônia Valladão Pires
                         Conselho Fiscal:
                         Celso Augusto Fonseca
                         Vivaldi José de Melo
                         Geraldo da Silva Ramos

CHICO XAVIER, HADDAD E O PRIMEIRO CENTRO ESPÍRITA DOS ESTADOS UNIDOS.

CHICO XAVIER, HADDAD E O PRIMEIRO CENTRO ESPÍRITA DOS ESTADOS UNIDOS.

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CHICO XAVIER, HADDAD E O PRIMEIRO CENTRO ESPÍRITA DOS ESTADOS UNIDOS. PELA EXPOSITORA ESPÍRITA RADICADA NOS EUA VANESSA ANSELONI
Data: 3 jan 2018 Autor: blogdobrunotavares
“A caridade é um exercício espiritual. Ela, na verdade, move as forças da alma”, disse Chico Xavier durante sua incrível vida de amor pela humanidade. E ele realmente amava a todos indistintamente além das fronteiras do Brasil! Fez amigos por toda parte, dando-lhes igual atenção. Um desses amigos queridos foi Salim Haddad, (2) descendente de libaneses, nascido no Brasil. Haddad foi levado a aprofundar seus estudos sobre Espiritualidade e Espiritismo em virtude da tuberculose que adquiriu. Conheceu Chico Xavier na década de 1940 e casou-se com a doce Phillis – também médium – descendente de britânicos, nascida no Brasil. Por ser inventor, no mundo têxtil, Haddad mudou-se para a Carolina do Norte, nos Estados Unidos, com o intuito de ampliar suas oportunidades profissionais. A vida, contudo, tinha planos mais grandiosos para ele: ser o pioneiro do Espiritismo nos Estados Unidos.
Numa época em que o Espiritismo era quase inexistente em terras norte-americanas, Haddad o estudava à distância, pois a maior parte da literatura espírita era escrita em português do Brasil. Após uma década de estudos e ter trocado, com Chico Xavier, a metade de suas cartas históricas, foi finalmente possível a este último visitar a família Haddad no Elon College, em 1965, com o médium Waldo Vieira, fato que se repetiu no ano seguinte.

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Essas viagens históricas não eram de natureza turística. Tinham propósito sublime: lançar as bases do Espiritismo nos Estados Unidos! Sim, pois os médiuns viajaram juntos pelo país, de leste a oeste.
Parte dessa produtiva viagem está publicada no livro Among brothers of other lands, (3) da Edicei. Algumas obras inéditas foram recentemente resgatadas, quando nós (Kirsten Demelo, (4) Daniel Santos, Carlos Dias, Geraldo Lemos Netto e eu) entramos em contato, em julho de 2013, com Edwina Haddad, filha de Haddad e Phillis (o casal tem mais dois filhos). Edwina, que ainda mora na Carolina do Norte, compartilhou conosco centenas de peças históricas dos bastidores do Espiritismo nos Estados Unidos, as quais retratam o dedicado trabalho de seu pai e sua mãe, Salim e Phillis Haddad, com Chico Xavier.
Quando se examina esse extenso material, percebe-se que não se trata apenas de informações históricas; ele contém lições fundamentais para todos aqueles que, em qualquer lugar da Terra, queiram fortalecer-se com o exemplo desse trabalho pioneiro de Espiritismo. Gostaríamos de resumir, algumas dessas lições:


• Salim e Phillis Haddad fundaram, com Chico Xavier, o primeiro Centro Espírita dos Estados Unidos, no Elon College (Elon University, desde 2001), na Carolina do Norte.
• Haddad manteve correspondência com Chico Xavier por décadas, antes de receber a visita de Chico nos anos de 1965 e 1966. Durante esse período, Haddad procurou encontrar a cura espiritual para Chico Xavier, cujos olhos estavam enfermos.
• Os médiuns, Chico Xavier e Waldo Vieira, aproveitaram o período de visita aos Estados Unidos para psicografarem. Mensagens inéditas estão publicadas nesta edição da Spiritist Magazine, com os títulos Foundational Advice (5) e Historic Message. (6)
• Chico Xavier esforçou-se tanto para aprender o idioma inglês com o objetivo de divulgar o Espiritismo que chegou a ponto de se oferecer para traduzir mensagens espirituais para a língua inglesa. Além disso, Chico Xavier estudou inglês no período em que permaneceu nos Estados Unidos. Ele costumava pedir que Haddad lhe enviasse textos em inglês, a fim de que pudesse ir aprimorando suas habilidades linguísticas, enquanto residia no Brasil.
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JORGE RIZZINI E CHICO XAVIER, EM NOVA YORK, EM 1965, EM BUSCA DO TÚMULO DE ELIZABETH FOX, PIONEIRA NAS MANIFESTAÇÕES DOS ESPÍRITOS.
FOTO JORGE RIZZINI E CHICO XAVIER

• Os Haddads convidaram Chico Xavier para morar com eles. Chico escreveu-lhes agradecendo a gentil oferta, dizendo-lhes, entretanto, que não poderia aceitá-la à vista de seus compromissos no Brasil.
• Tanto Chico Xavier quanto Waldo Vieira publicaram mensagens psicográficas recebidas em português e, depois, traduzidas mediunicamente para o inglês pelos próprios médiuns. Ver mensagens Spiritual healing (7) e Spiritual guideposts (8).
• Haddad também se esforçou bastante para aprender a língua inglesa, no que foi auxiliado por sua esposa Phillis, cujos pais eram anglo-saxões. Apesar de suas transitórias limitações, Haddad não só traduziu centenas de messagens recebidas por Chico Xavier, como também seus livros Nosso lar, Ideal espírita e Pensamento e vida (recentemente publicados pela Roundtable, UK).
• Posteriormente, Haddad passou a dominar o idioma inglês, dedicando-se intensamente à divulgação do Espiritismo por meio de artigos como: Losses and the Spiritist Doctrine. (9)
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• Quando Haddad contou ao Chico que estava recebendo pedidos de contribuição financeira para organizações espíritas do Brasil, Chico Xavier aconselhou-o a concentrar-se nas necessidades do Centro Espírita da Carolina do Norte. Disse-lhe também que, na verdade, caberia ao Movimento Espírita brasileiro ajudar financeiramente o Movimento Espírita dos Estados Unidos, já que o primeiro era mais experiente e desenvolvido do que este último.
• Chico Xavier e Waldo Vieira cederam os direitos autorais do livro The world of the Spirit, (10) no dia 14 de abril de 1966, ao Christian Spiritist Center. (11) Não só este livro como a obra Ideal Espírita foram publicados pela Philosophical Library of New York. (12)
• Chico Xavier escreveu a Haddad sobre seus trabalhos no Brasil, relatando as razões por que deixara a Comunhão Espírita Cristã de Uberaba e os efeitos ocorridos em sua carga de trabalho pelo fato de Waldo Vieira ter abandonado suas tarefas espíritas.
• A paciente e verdadeira atitude cristã espírita de Haddad perante a vida era uma de suas marcas registradas na correspondência mantida com os médiuns Chico Xavier e Divaldo Franco, e com o presidente da Federação Espírita Brasileira, na época, Sr. Thiesen. (13)
Esses são alguns destaques das muitas lições aprendidas por meio do material a que tivemos acesso. Muito embora tudo isso esteja para ser publicado e disponibilizado ao grande público em futuro muito próximo, quisemos compartilhar seus pontos essenciais com você, caro leitor. Realmente esperamos que você faça bom proveito desse material, além de meditar sobre os esforços dos nossos pioneiros enquanto formule uma oração em agradecimento a eles, a Jesus e a Deus!
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A QUERIDA AMIGA VANESSA ANSELONI, RADICADA NOS EUA
1 N.R.: ARTIGO TRANSCRITO DA REVISTA THE SPIRITIST MAGAZINE. N. 25, APRIL-JUNE, 2014. IN: CHICO XAVIER, HADDAD AND THE FIRST SPIRITIST CENTER IN THE USA, EDITORIAL, P. 3. TRADUÇÃO JOSÉ CARLOS DA SILVA SILVEIRA. / 2 N.R.: SALIM SALOMÃO HADDAD – PRIMEIRO PRESIDENTE DO CHRISTIAN SPIRIT CENTER. / 3 N.T.: XAVIER, FRANCISCO C.; VIEIRA, WALDO. ENTRE IRMÃOS DE OUTRAS TERRAS (AMONG BROTHERS OF OTHER LANDS). DIVERSOS ESPÍRITOS. 8. ED. 1. REIMP. RIO DE JANEIRO: FEB, 2008. / 4 KISRTEN DEMELO ESFORÇOU-SE MUITO PARA CONSEGUIR ENTRAR EM CONTATO COM EDWINA HADDAD, O QUE NA VERDADE ACONTECEU PELO FACEBOOK. MAIS TARDE, ELA COMPARTILHOU TUDO ISSO COM VANESSA ANSELONI E OUTROS MENCIONADOS NO TEXTO ACIMA. UMA ENTREVISTA COM EDWINA E DAVID HADDAD (FILHOS DOS HADDADS) PODE SER OUVIDA NA KARDEC RADIO (ABRIL DE 2014). / 5 N.T.: CONSELHO FUNDAMENTAL. / 6 N.T.: MENSAGEM HISTÓRICA. / 7 N.T.: CURA ESPIRITUAL. / 8 N.T.: DIREÇÕES ESPIRITUAIS. / 9 N.T.: AS PERDAS E A DOUTRINA ESPÍRITA. / 10 N.T.: O MUNDO DO ESPÍRITO. / 11 N.T.: CENTRO ESPÍRITA CRISTÃO. / 12 N.T.: BIBLIOTECA FILOSÓFICA DE NOVA IORQUE. / 13 N.R.: FRANCISCO THIESEN, PRESIDENTE DA FEB NO PERÍODO DE 1975 A 1990.
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