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sexta-feira, 30 de junho de 2017

ALMA DOENTE, CORPO DOENTE!

ALMA DOENTE, CORPO DOENTE!

A doença do corpo físico origina-se de enfermidades da Alma, iniciadas no âmbito dos sentimentos. Tudo que plasmamos de bom ou de mau, de feio ou de belo, provém do fundo do coração, tido também na conta de sede das emoções e da consciência, daí Jesus ter dito: “Bem-aventurados aqueles que têm puro o coração”... (Mateus, 5:8). Os sentimentos impelem a mente, fonte criadora, a concretizar palavras e atos.

Sentimos e automaticamente pensamos e vice-versa para, em seguida, poder falar e agir conforme nossa capacidade de escolha, de decisão, esse poder natural, inato, denominado vontade, o veículo de nossos impulsos como o ar o é das vibrações sonoras. Essa congênita capacidade do ser humano é um meio pelo qual se pode conseguir ou atingir algo e se constitui em dispositivo de engrenagem das realizações do Princípio Inteligente, ou Espírito, esteja este dentro ou fora do corpo físico.

Somos o que pensamos, o pensamento é tudo. O Espírito André Luiz referiu-se a “raio da emoção” ou “raio do desejo”, ao discorrer por analogia: “Assim como o átomo é uma força viva e poderosa na própria contextura, a partícula de pensamento é igualmente passiva perante o sentimento que lhe dá formas e natureza para o bem ou para o mal, segundo força do sentimento que o impele e o configura”. (1) Em outras palavras: Modelamos tudo em torno de nossos passos ao longo das experiências regeneradoras.

Há uma máxima paulina que diz: “tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas, 6:7), numa alusão, para nós espíritas, à Lei de Causa e Efeito. Isto quer dizer nas entrelinhas: o homem é virtual causador do resultado de suas obras, ou disposição para se fazer o bem ou o mal. Somos livres para pensar, falar e agir, mas da mesma forma livres para arcar com as conseqüências de nosso procedimento.

Na obra O Evangelho segundo o Espiritismo lê-se também: “quantos homens caem por sua própria culpa!” (2), já que, em geral, tendemos à cólera e ao desânimo, em indignação prolongada, a se estender através de semanas ou de muito tempo, tornando-se hábito pernicioso de efeitos imprevisíveis. Diz mais ainda: “Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e de todos os excessos de todo gênero!”

No entanto, Deus permite-nos a cura quando pedimos socorro aos médicos da Terra ou do Espaço. Mas, não raro, obtendo alguma melhora, desprezamos o remédio ou o conselho salutar de ambos, deixamos de provê-los e voltamos a ser os mesmos de outrora. Em suma: perdem-se as energias restauradas, desperdiça-se a receita médica do corpo ou da alma.

Como criaturas encarnadas, e desencarnadas, ainda não cogitamos da verdadeira cura quando das enfermidades, a hora de parar para pensar maduramente em nossa própria conduta, a chance do autoconhecimento. Ao adoecermos, pensamos, é claro, somente na cura, em nos livrar da dor; mas raramente somos capazes de exames e reexames ponderados a respeito de nós mesmos.

Se a vontade estimular o pensamento às idéias desalentadoras e inúteis, à maledicência, sobretudo ao ódio e à vingança, lutemos por reverter este desfavorável quadro clínico da alma, nos solicitam os bondosos Espíritos. Eles nos aconselham a mudança de vícios e maus costumes, o combate contra tais nefastas sensações psíquicas, escudados na prece da fé atuante, isto é, a das obras, segundo o apóstolo Tiago (2:17), antes que provas muitíssimo dolorosas nos apanhem em cheio de improviso. É por isso que Jesus disse após realizar uma cura (João, 5:14): “Não peques mais para que não te suceda coisa pior”!

Referências:

(1) XAVIER, Francisco C., Evolução em Dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, 5. ed. Rio de Janeiro, Federação Espírita Brasileira (FEB), 1958. Capítulo cap. 13, p. 100.

(2) KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, 62. ed. São Paulo, Lake — Livraria Allan Kardec Editora, 2001, capítulo 5º, item 4, p. 0000.

FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL EM PARATY


A Festa Literária Internacional de Paraty (26 a 30/7) abriu esta manhã a venda de ingressos para as mesas literárias de seu programa principal, que acontecerão no Auditório da Matriz. A venda é limitada a dois ingressos por CPF para cada mesa da programação, e as compras feitas pela internet só são possíveis com cartão de crédito e com cadastro no site da Tickets for Fun. Já as compras presenciais, nos pontos de venda autorizados, permitem tanto os cartões de crédito quanto de débito. Quem fizer a compra nos pontos de venda terá os ingressos emitidos na hora. Quem preferir comprar pela internet, deve retirá-los em Paraty, na Bilheteria da Flip, ou em outros pontos de retirada. Os ingressos estarão à venda até 25 de julho ou "enquanto durarem os estoques". Eles custam R$ 55 (inteira) e R$ 27,50 (meia-entrada) por mesa. Já em Paraty, eles serão vendidos nos dias 28 e 29 de julho, das 10h às 18h, na Paraty Tours (Av. Roberto Silveira, 479 – Centro).


quinta-feira, 29 de junho de 2017

PROJETO COM QUADRINHOS ESTIMULA A LEITURA NOS ALUNOS.



Projeto com quadrinhos estimula a leitura nos alunos

Infonet - 14/06/2017


Incentivar a leitura e criar um passatempo divertido. Essa é a proposta do Projeto Lê Gibi, idealizado pelo contador de histórias André Comanche e desenvolvido nas escolas da rede municipal de ensino de Aracaju.

O projeto existe há pouco mais de três anos e é bem aceito pela comunidade escolar. "É sempre muito divertido e receptivo. As crianças adoram esse tipo de material porque o gibi na verdade é uma porta de entrada para a leitura e serve também como uma diversão. Muitas dessas crianças não tiveram acesso anterior a esse tipo de material", explicou André.

As amigas Marina Bomfim e Maria Eduarda de Oliveira, estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Santa Rita de Cássia, costumam fazer a leitura juntas. Para elas, os quadrinhos ajudam a desenvolver melhor a escrita. "A gente gosta de sentar uma ao lado da outra porque uma incentiva a outra. Eu não gostava muito de escrever, melhorei depois dos quadrinhos, das histórias com a Mônica e o Cebolinha, pois elas são engraçadas. A gente já leu uns quatro gibis", contou Maria Eduarda de Oliveira.

O material distribuído entre garotada vem de doações e segundo André Comanche, o trabalho de divulgação é feito nas redes sociais. "O pessoal entra em contato comigo e eu faço a coleta dessas revistas que não estão sendo mais utilizadas. Quando as escolas me convidam para fazer apresentações, eu levo o material para distribuir entre os estudantes. Até aqui, já foram entregues mais de 2.500 exemplares", relatou.

Para a professora de Português, Isabel Freire, o projeto é bastante interessante e ajuda no ensino da escrita. "Nós estamos inclusive trabalhando a questão da linguagem dos quadrinhos. Então, fica mais fácil para poder começar o estudo dos romances", afirmou a professora.

Paula Santos, de 14 anos, foi outra aluna que participou do Lê Gibi e garantiu que vai ler o exemplar todo do ‘Almanaque do Cebolinha' que ganhou. "Eu fiquei feliz porque ganhei esta revistinha. Eu queria muito. Quando eu terminar a leitura, irei emprestar a um colega que ainda não leu. Ele também vai gostar bastante", explicou.

A MORTE É DOLOROSA? LEIA AQUI E ACALME-SE DIFINITIVAMENTE!

A MORTE é DOLOROSA ? Leia aqui e ACALME-SE definitivamente!

A MORTE DÓI?

Quando morre alguém, sentimo-nos todos tomados por um sentimento de perda e dor. É natural, gostamos da pessoa e desejamos que continue vivendo conosco. Mas, a morte é a única certeza da vida e está enquadrada nos acontecimentos normais da existência de todo mundo. A todo instante, partem jovens e velhos, sadios e enfermos...

E muitos perguntam, talvez temerosos do momento em que também enfrentarão a circunstância e acerto de contas com D. Morte: ela dói? O que ensinam os espíritos a respeito?

Em O Livro dos Espíritos, há um capítulo inteiro sobre o assunto: é o III, do livro segundo, com o título Retorno da vida corpórea à vida espiritual. As questões 149 a 165 esclarecem o assunto. Para não ficarmos em simples transcrição das respostas dadas pelos espíritos, fizemos breve resumo de forma didática para melhor entendimento do assunto. Mas remetemos o leitor à pesquisa direta às questões citadas.
No instante da morte, todo homem retorna ao mundo dos espíritos, pátria de origem;
Uma vez no chamado outro mundo, conserva plenamente sua individualidade;
A separação da alma e do corpo não é dolorosa. O corpo sofre mais durante a vida que no momento da morte;
A alma se liberta com o rompimento dos laços que a mantinham presa ao corpo;
A sensação que se experimenta no momento em que se reconhece no mundo dos espíritos depende do que fizeram em vida. Se foram bons, sentirão enorme alegria. Se foram maus, sentirão vergonha;
Normalmente reencontra aqueles que partiram antes, se já não reencarnaram;
A consciência de si mesmo vem aos poucos. Passa-se algum tempo de perturbação, convalescente, cujo tempo de duração depende da elevação de cada um;

Compreender antes o assunto exerce grande influência sobre o tempo de perturbação, mas o que realmente alivia a perturbação são a prática do bem e a pureza de consciência.

Indicamos ainda ao leitor, estudar o livro O Céu e o Inferno, também de Allan Kardec, onde há diversas descrições do momento da morte e do pós-morte, de espíritos nas mais variadas condições evolutivas. O livro Depois da Morte, de Léon Denis e Obreiros da Vida Eterna, de André Luiz/Chico Xavier também trazem muitas explicações sobre o interessante tema. Há, também, uma série enumerável de livros de mensagens enviadas por desencarnados aos entes queridos que ficaram. Entre eles, o famoso Jovens no além, de 1975, recebido por Chico Xavier. O filme Joelma 23º andar, baseado no incêndio ocorrido em São Paulo, mostra bem a questão da continuidade da vida.

Não tema a morte. Ela faz parte do processo evolutivo. Viva de maneira prudente, faça o bem que puder e quando soar seu momento, vá sem medo. Mas nunca a busque ou a precipite. Tudo tem seu momento na vida e todos temos algo a fazer num tempo programado. Para aqueles que foram antes, guarde a convicção de breve reencontro e ore pela felicidade deles. Eles receberão a mensagem de seu coração.

Orson Peter Carrara

quarta-feira, 28 de junho de 2017

ARTES MARCIAIS AO SEU ALCANCE EM CAMPANHA.





COMBATE À EVASÃO ESCOLAR PODE EVITAR HOMICÍDIO.

Combate à evasão escolar pode evitar homicídio, diz pesquisadora

Fernanda Mena - Folha de S.Paulo - 21/06/2017

Com 8% da população mundial, a América Latina concentra 38% dos assassinatos globais. O problema se concentra em sete países: Brasil, Colômbia, El Salvador, Honduras, Guatemala, México e Venezuela. Só o Brasil responde por pouco mais de 10% dos assassinatos do planeta.

Foi a partir da eloquência desses dados que se articulou a campanha Instinto de Vida, que reúne 32 organizações latino-americanas e com um cardápio de políticas públicas baseadas em evidências para se reduzir em 50% os homicídios nos próximos dez anos.

Entre elas está o investimento em famílias vulneráveis e na redução da evasão escolar. “Investir na primeira infância tem relação custo-benefício altíssima, assim como a busca ativa de jovens que abandonaram a escola, porque é ali que começa o problema”, diz Ilona Szabó de Carvalho, 39, que abandonou o mercado financeiro para se especializar em segurança pública e política de drogas.

Ela é diretora do Instituto Igarapé, que lidera a campanha no Brasil ao lado de entidades como Anistia Internacional Brasil, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Instituto Sou da Paz, Nossas e Observatório de Favelas.

Para ela, além das linhas de prevenção e reabilitação, é imprescindível investigar a entrada de armas no país e todo o caminho dos recursos gerados pelo crime organizado.

RAIO-X

NASCIMENTO
Nova Friburgo (RJ), 1978

FORMAÇÃO
Mestre em Estudos de Conflito e Paz pela Universidade de Uppsala (Suécia), especialista em Desenvolvimento Internacional pela Universidade de Oslo (Noruega)

CARREIRA
Foi secretária-executiva da Comissão Global de Políticas sobre Drogas (2011-16) e pesquisadora e co-roteirista do documentário “Quebrando o Tabu”. É autora do livro “Drogas: As Histórias que Não te Contaram” (ed Zahar)
*
Como chegamos até índices recordistas de homicídio?
A América Latina é uma das regiões mais desiguais do mundo. A população jovem é numerosa, desempregada e de baixa escolaridade. Temos baixa regulação de acesso a drogas, armas e álcool. Temos a negligência dos governos. As ditaduras também influíram porque fizemos a transição para a democracia sem discutir o novo papel da polícia.

Quais são os fatores de risco para homicídios?
Homicídios são multicausais e decorrem da acumulação de fatores de risco. Desigualdade social, desemprego e baixa escolaridade são alguns. A escola expulsa o jovem e isso é um divisor de águas: ele vai para o sistema de justiça juvenil e depois para o sistema prisional ou vira estatística de homicídio.

A exposição à violência é outro fator importante. Hoje sabemos que ela promove comportamentos violentos, inclusive a partir de mudanças no cérebro.
Há ainda a urbanização rápida e irregular. Estudos mostram que, em áreas urbanas que crescem acima de 4% ao ano, rompe-se o tecido social.

Por fim, há comportamentos de risco associados a álcool, drogas e armas, que funcionam como gatilhos. Na nossa região, soma-se a isso a questão da impunidade porque a taxa de elucidação de homicídio é muito baixa.

Prendemos muito, mas prendemos mal
Sim! Esse jargão é verdadeiro. A gente não prioriza crimes que de fato ameacem a sociedade. Os crimes contra o patrimônio continuam sendo privilegiados, assim como o tráfico de drogas, na figura, não do traficante homicida, mas do produtor, transportador ou pequeno vendedor.
O Judiciário não revisa suas políticas em termos do efeito da aplicação das leis. O impacto da morosidade da Justiça é brutal para os presos provisórios do país, que somam 40% da massa carcerária. Sabemos que eles não são separados por periculosidade e que, portanto, a pessoa sai do sistema mais perigosa do que entrou. Além disso, temos um Congresso que passa ou tenta passar antimedidas de segurança.

Quais?
O porte de armas para civis, por exemplo. No Brasil, as pessoas podem ter armas, mas não podem andar armadas na rua. E há sempre novas iniciativas para liberar isso.
Em momentos de crise, o discurso do medo atende ao desespero da população. É justamente essa política que nos trouxe onde estamos. Tivemos uma trajetória de achar que algumas vidas valem mais do que outras, dependendo do seu CEP e da sua cor.

No Rio, havia a chamada “gratificação faroeste”, que dava bônus a policiais que matavam supostos bandidos. Como você acha que esse policial era recebido nas comunidades? Se o bandido sabe que o policial vai atirar antes de qualquer coisa, o que ele vai fazer? Atirar antes de qualquer coisa.

Como melhorar a atuação das polícias?
A estratégia número um é o policiamento de manchas criminais. São Paulo tem um sistema de dados, e a polícia militar coloca suas viaturas nas ruas baseada em informação de onde ocorrem mais crimes, de forma preventiva.

No Rio, conseguimos juntar empresários que doaram esse tipo de sistema ao Estado. Mas a maioria absoluta do território nacional não tem isso. Custa muito pouco: menos de R$ 1,5 milhão. Foi assim que Nova York diminuiu a violência.

Além disso, precisamos no Brasil de uma Lava Jato do tráfico de armas e da lavagem de dinheiro. Nunca usamos as técnicas que estão à serviço do combate à corrupção contra o crime organizado.





Quais outras políticas fazem parte da cartilha de redução de homicídios?
Políticas de prevenção e reabilitação, que são de âmbito local. Investimentos extra nas famílias mais vulneráveis. Investir na primeira infância tem relação custo-benefício altíssima, assim como a busca ativa de jovens que abandonaram a escola porque é ali que começa o problema. Criam-se comitês nas escolas para ir atrás deles, um a um.

Terapias cognitivo-comportamentais também têm funcionado nas periferias de grandes cidades norte-americanas tanto com egressos do sistema prisional quanto com jovens mais aguerridos, que são vistos como “problema”, mas que podem ser “solução” porque são líderes. São técnicas de autocontrole e a designação de mentores que podem ser acionados em momentos críticos. O custo disso é mínimo, não tem de criar estrutura, construir presídio…

E do ponto de vista urbano?
Intervenção nos modelos de Medellín e Bogotá são essenciais porque promovem integração física e social de locais mais vulneráveis com o restante da cidade, criando espaços seguros de convivência.

Além disso, tem a regulação do álcool, que é tabu, apesar de sabermos que muitas manchas criminais estão no entorno de bares. Em Diadema, Bogotá e Medellín houve fechamento de bares mais cedo. À medida que os índices melhoraram, permitiram sua abertura até mais tarde.

Por que parece tão difícil ao Brasil implementar um plano de redução de homicídios?
Passa por não querer enfrentar questões estruturais. Estamos com um problema de grande proporção, e quem se envolver acha que o preço político pode ser muito alto. Há uma saga dos planos nacionais desde o governo passado [Dilma Rousseff], quando um plano foi anunciado mas nunca lançado. O primeiro ministro da Justiça de Temer fez outro pré-lançamento de um plano de redução de homicídios motivado pela crise carcerária, mas ele nunca saiu do papel.
É triste, porque o conhecimento dos institutos de pesquisa não está sendo acessado. O pedido é: governos, por favor, diante desta urgência, usem esse conhecimento para não insistirmos em políticas que não geram resultados.

Como a campanha pretende influir nesse processo?
Qualquer plano de segurança é uma política de Estado, não de governos. Criamos um cardápio de políticas e o submetemos a quatro consultas regionais –em Washington, Cidade do México, Bogotá e Rio de Janeiro– para que pudéssemos oferecer aos governos um guia robusto de elaboração de políticas.

A ideia é assessorarmos tecnicamente vários níveis de governos que queiram fazer planos de redução de homicídios e se comprometer com metas e políticas eficazes. Estamos dialogando com a Organização dos Estados Americanos (OEA) para que haja compromisso dos países com uma redução clara na taxa de homicídios.
E negociamos com o Banco Interamericano (BID) e a CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) para que coloquem indicadores de redução de violência como contrapartida de seus empréstimos e doações.

HISTÓRIA DO BRASIL CONTADA DO ALÉM.

HISTÓRIA DO BRASIL CONTADA DO ALÉM POR ESPÍRITOS.

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História é uma palavra com origem no termo grego antigo que significa “conhecimento advindo da investigação”. Ou seja, a História é uma ciência que estuda o homem e a sua ação no tempo e no espaço, mas sempre baseada em provas materiais. Porém no espiritismo apreendemos a conhecer a história observada pelo ponto de vista espiritual, tendo em vista que grande parte dos acontecimentos registrados no mundo físico tem suas origens no mundo espiritual.
Desta forma, através de obras psicografadas por mãos abençoadas de médiuns de extrema confiança, aprendemos sobre o lado imaterial que a história nos conta e que está intimamente associada aos desejos das entidades superiores que comandam nosso planeta.
Lamentavelmente pouquíssimas pessoas conhecem a história espiritual que existe por trás de acontecimentos importantes como o Descobrimento do Brasil, a Inconfidência Mineira, a Independência do Brasil, entre tantas outras que jamais supomos terem recebido influência divina; como se a história material e a espiritual não ocorressem simultaneamente, uma em concordância da outra sob a aplicação da vontade suprema.
Talvez aqueles espíritas que conheçam o livro “Brasil, Coração do Mundo e Pátria do Evangelho”, do espírito de Humberto de Campos e psicografado por Chico Xavier, já tenham compreendido que tudo está nas mãos e no meigo coração de jesus e, que portanto , embora não sejamos “marionetes da vontade divinas”, somos sempre intuídos em nossas ações.
A história espiritual narrada por esse valoroso e incontestável espírito, afirma que Jesus , de volta ao mundo espiritual, por volta do ano de 1.370 esteve reunido com os espíritos dirigentes do planeta para transplantar a árvore do evangelho que havia sido plantada na palestina para outro local – O Brasil -, e ,que a terra que recebesse tal árvore , teria o formato geográfico de um coração e que sobre seu céu , seria designada a constante marca da cruz de estrelas , para ser reconhecida como a terra onde o amor , o perdão das ofensas , o trabalho e a caridade seriam definitivamente instaurados.
Desta forma podemos concluir que tudo é criteriosamente planejado no mundo espiritual e com grande antecedência para que os espíritos envolvidos estejam aptos a assumirem sua nova performance.
Para que o Brasil entrasse para os anais da história, encarnaram em Portugal os maiores conhecedores e amantes do mar ,entre eles a destacada figura do espírito de Hilel – fiel seguidor de jesus – que reencarna como Dom Henrique de Avis-quinto filho do Rei Dom João I –que fundou a Escola de Sagres e que teve o auxílio de mentores espirituais que escolheram os fenícios para voltar ao planeta e darem o impulso necessário à navegação.
A história espiritual nos relata que Pedro Álvares Cabral, durante a travessia do Atlântico, teve suas noites povoadas de sonhos sobre uma nova terra. Essas visões do plano onírico tratavam-se de influencias emanadas por mensageiros celestes que insuflavam em seu espírito o desejo de alcançar a terra onde a Árvore do Evangelho de Cristo seria transplantada.
O livro revela também que a Independência do Brasil, alcançada em 7 de setembro de 1822 , iniciou-se no dia 21 de abril de 1792 com a morte por enforcamento e posterior esquartejamento de Joaquim José da Silva Xavier – o Tiradentes – e, que atendendo ao plano de Jesus , veio a renascer no solo brasileiro para com seu determinismo e inteligência à serviço da paz e da não violência, incentivar no povo a firme ideia da liberdade.
Por sua lealdade a pátria, Tiradentes seguiu logo que desencarnou por uma estrada luminosa, afastando-se do local do suplício e, desta forma, foi poupado de contemplar o esquartejamento do próprio corpo em praça pública. Recebido pelo mentor espiritual do Brasil – espírito Ismael – foi esclarecido que naquele resgate estava ele pagando débitos que havia contraído quando fora um inquisidor da Igreja Católica; e que se no corpo carnal não conseguira alcançar a tão almejada independência da pátria amada, teria ele uma participação ativa nos 30 anos vindouros em que auxiliaria na montagem do cenário para a Independência do brasil.
A história espiritual revela ainda que a doença mental que causa a interdição da rainha de Portugal Dona Maria I – mãe de Dom João VI e que era o pai de Dom Pedro I – iniciou dias após o enforcamento de Tiradentes; doença essa provocada pelo remorso pelas incontáveis mortes que autorizou.
Fato que elucida o afastamento da rainha e a solicitação de Portugal para que Dom João VI se apresentasse imediatamente e assumisse o trono vago; deixando nas terras brasileiras que ele tanto admirava, seu filho Dom Pedro I que em 09 de janeiro de 1822 dá sinais da tão almejada Independência ao responder ao povo: – “Diga ao povo que fico!”
Outra revelação espiritual é que o espírito de Tiradentes inspirou no coração de dom Pedro I a incontrolável vontade e coragem de libertar o Brasil do poderio de Portugal para que pudesse construir o seu futuro livremente a partir de 07 de setembro de 1.822; sendo que ele estava presente – em espírito – e junto ao imperador no dia do grito do Ipiranga, no famoso: “Independência ou Morte”.
Essas histórias contadas pelos espíritos nos levam a crer que o mundo tem seus anjos tutelares e que eles estão constantemente trabalhando e que jesus está vivo e próximo de nós; que ele tem planos para nós e que estando em seus planos estamos sempre sendo chamados a servir.
Precisamos nos preparar e preparar nossos jovens e crianças. Somos considerados o país mais espírita do mundo, o mais católico do mundo e tudo indica que logo receberemos o título de país mais evangélico do mundo; Contudo nos resta perguntar: Será que também seremos conhecidos como a nação mais evangelizada do mundo?
A liberdade dos que renascem em nossa pátria pode ser decantada em prosa e verso na letra e música do hino nacional, que certamente é fruto de inspiração das esferas angelicais.
A veracidade das informações do mundo espiritual tem auxiliado a história tradicional na elucidação de fatos tidos como “sem registros ou explicação”; Não demorará o dia em que os nossos historiadores se beneficiarão de muitas destas informações e tudo encaixará perfeitamente trazendo o sentido que faltava.

terça-feira, 27 de junho de 2017

POR QUE O ÁLCOOL ATRAI MÁS INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS?

Por quê o ÁLCOOL atrai MÁS INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS ?

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(...) Sobre esta substância química, consumida por grande parte da humanidade, Joanna de Angelis nos alerta que o seu uso reflete o declínio dos valores espirituais da sociedade, bem como é aceito como hábito social. Enfatiza que a viciação alcoólica inicia-se pelo aperitivo inocente, repete-se através do hábito social, impõe-se aos poucos como necessidade e converte-se em dominação absoluta pela dependência. Alertando que a desencarnação dá-se através do suicídio indireto, graças à sobrecarga destrutiva que o dependente de álcool depõe sobre o corpo físico. (Após a Tempestade).

Aqueles que têm consciência da sobrevivência do Espírito à morte do corpo físico podem compreender o perigo no hábito de consumir bebidas alcoólicas, uma vez que os seus efeitos transcendem os umbrais da morte, vão além dos danos causados ao corpo físico, instrumento de trabalho da alma reencarnada, que o devolve à terra após o desenlace, a morte. Esta substância deixa inúmeras marcas no corpo espiritual, o perispírito, e na mente do depende alcoólico, que refletirão na próxima encarnação.
Da análise do texto de Manoel P. de Miranda no livro "Nas Fronteiras da Loucura", psicografia de Divaldo P. Fralco, podemos concluir que a intoxicação alcoólica traz os seguintes prejuízos a quem a ela torna-se dependente:

1. Libera toxinas que impregnam o perispírito;
2. Introduz impurezas amortecendo as vibrações;
3. Entorpecimento psíquico;
4. Insensibilidade ao tratamento espiritual;
5. A dependência prossegue depois da morte;
6. As lesões do corpo físico refletem-se no corpo espiritual;
7. O perispírito imprime as lesões nas futuras organizações fisiológicas;
8. O perispírito plasma no novo corpo físico a pré-disposição orgânica.

("Nas Fronteiras da Loucura" - Manoel P. Miranda)

Na daquele autor espiritual, o indivíduo que faz uso de álcool e outras drogas se transforma em perigoso instrumento dos espíritos inferiores, pois alimenta a si mesmo e a dois tipos de entidades que o obesediam: os viciados os que se alimentam dos alcoólicos e os que se aproveitam da fraqueza do obsidiado. Estas entidades, enfermas, trazem consigo um hálito mental desajustado, pernicioso, que trará inúmeras conseqüências ao alcoolista.

Se pudéssemos visualizar um ambiente onde se consomem substâncias alcoólicas, seja um bar, uma festa ou no próprio lar, estaríamos a observar diversas entidades espirituais viciadas em álcool a sorver fluidos alcoólicos que saem das vísceras dos bebedores. Por isso é que muitas vezes a indução para começar ou continuar a beber é extremamente forte, pois há um espírito induzindo-o constantemente ao consumo, somente desta forma ele consegue ter sua vontade saciada, tendo em vista não ser possível ao espírito desencarnado o consumo direto da substância.

Neste contexto, Emmanuel nos esclarece que: "O viciado ao alimentar o vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daqueles, deixando o viciado enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, preso à vontade de entidades inferiores, sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos".

Como se manter longe das drogas?

Cultive um bom ambiente familiar, tenha em seu lar a visualização de um local de aprendizado para a vivência no mundo exterior, na vida em sociedade. Segundo Emmanuel, no livro O Consolador, a melhor escola de preparação das almas reencarnadas na Terra, ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter.
Mas, Joanna de Angelis aponta o caminho a ser buscado por todos nós: "Educação integral da humanidade com base no evangelho, chamando-nos a atenção para a finalidade da vida no sentido do progresso moral e espiritual"(Após a Tempestade).
Se conheces alguém que faça uso abusivo ou é dependente de álcool, ofereça-lhe ajuda através da Casa Espírita, onde ele poderá encontrar diversos tratamentos que o conduzirão a uma posição favorável ao não prosseguimento do uso, tais como o passe, a água fluidificada, as reuniões de desobsessão, as preces e os ensinamentos evangélicos com base no Evangelho de Jesus, bem como, encaminhe-o a uma entidade especializada no tratamento de alcoolistas, para que estas terapias, em conjunto, consigam auxiliá-lo em sua recuperação. Lembrando sempre que é imprescindível o acompanhamento médico, o tratamento ambulatorial jamais deve ser interrompido.

Fonte: Correio Espírita

RACISMO É QUESTÃO DE AFETO.

'Racismo é questão de afeto', diz Lázaro Ramos sobre seu novo livro

Nina Finco - Época - 10/06/2017

Lázaro Ramos é um dos atores brasileiros de maior expressão de sua geração. Na televisão, nos palcos e nos cinemas, ele encarnou o que chama de “brasileiro não oficial”: personagens que não existiram e não estão registrados na literatura. Enveredou também pelo caminho das biografias, quando interpretou o pastor batista e líder do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, Martin Luther King. Agora, ele próprio deixou de ser um brasileiro não oficial para uma existência nos livros. Em Na minha pele (editora Objetiva), ele compartilha suas experiências pessoais e convida o leitor a refletir sobre racismo e tomada de consciência.

ÉPOCA – Você tinha se imaginado como um escritor que abriria a Flip (Feira Literária de Paraty)?
Lázaro Ramos – Não era meu objetivo de vida ser escritor. Mas eu já escrevo desde minha adolescência. Eu não escrevia com a pretensão de que alguém lesse. Mas eu escrevia porque tinha ideias e pensamentos e porque a companhia do papel me dava um certo conforto. Fui ter coragem de mostrar o que escrevia, a primeira vez, em 2003. Em 2007, quando comecei isso aqui [o livro], eu tive a coragem de mostrar para uma editora. Quando fui ao encontro da Editora Objetiva, na verdade, eu fui para propor um livro infantil. E eles fizeram a provocação de lançar este livro. O livro demorou a sair porque tem uma certa complexidade na escrita. Até hoje ainda tem textos que eu não me arvoro a mostrar a ninguém, mas que estão lá guardadinhos. Minha escrita é mais por uma necessidade de comunicação.Sempre gostei muito da Flip, estou muito honrado de estar lá. No ano passado, eu fui como autor infantil à Flipinha, e foi maravilhoso. Fiquei enlouquecido com as rodas e com os debates. Este ano, será uma alegria poder abrir a Flip ao lado da Lilia Schwarcz e seu livro sobre o Lima Barreto e, depois, poder lançar meu livro. Estou ansioso e feliz.

ÉPOCA – Qual a sua relação com Lima Barreto, o homenageado deste ano?
Ramos – Eu li Lima Barreto na época da escola e, depois, me afastei. Agora, faz uns três anos, comecei a reler Lima Barreto. Foi uma experiência diferente. Quando eu li pela primeira vez não tinha maturidade suficiente para fazer todas as análises. Hoje, como leio fora do compromisso de escrever uma redação na aula de português, eu tenho visto como a gente precisa valorizar o Lima. Ele fala muito sobre nós, é um autor importantíssimo. Este resgate da obra dele está só no começo, é justo e merecido. Espero que venham outras ações.

ÉPOCA – Você interpretaria Lima Barreto no cinema?
Ramos – Eu adoraria! Vou ter o prazer de ler os textos lá na Flip. Eu me interesso por personagens históricos. É engraçado porque, durante uma época da minha vida, meu foco era fazer o “brasileiro não oficial”. Minha busca era por fazer personagens que não existiram, porque queria investigar o brasileiro que não estava nos livros. Depois de um tempo, deu uma vontade de fazer pessoas que existem. Acabei, agora, percebendo isso ao fazer Martin Luther King no teatro. Faço à minha maneira, não é uma imitação, mas tenho aprendido muito.


ÉPOCA – Sobre o que é este livro?
Ramos – Este livro aqui tem muito de memória. Tem alguns resgates que eu fui fazer e redescobri minha família e meus amigos. Acho importante relembrar e saber de onde a gente veio. Este livro não é uma biografia. Ele é uma conversa sobre formação de identidade.

ÉPOCA – Você está há muito tempo longe de sua terra natal. Como você passa adiante tudo o que aprendeu por lá?
Ramos – Isso já está em mim. Eu observo que não sou muito diferente de quem eu era quando estava em Salvador. Os amigos se mantêm, nos visitamos e conversamos constantemente. Eu vou muito à Bahia para me alimentar da minha origem e ver como caminharam as coisas por lá. Essa é minha essência. Claro que eu me modifico, mas essa essência do menino baiano do bairro do Garcia não se perde não. Como o processo de elaboração durou dez anos, este livro passou por várias fases. Houve uma época em que tentei escrever apenas em cima do que eu lembrava e de dados estatísticos do IBGE e do IPEA. Mas achei que o livro não tinha minha voz, não era aquilo que eu queria contar. Aí resolvi visitar tudo aquilo sobre o que queria falar, fui à Ilha de Paty de onde veio minha família, bati papo com meus amigos sobre assuntos que nunca vivemos e a gente conversou, fui conversar com os mais velhos da minha família. Aí foi um prazer. Os meus mais velhos contam uma história que é uma maravilha! Contaram histórias da ilha, histórias que eu não sabia e que não me contavam quando era criança. Tudo isso me alimentou para depois eu sentar e transformar num livro

ÉPOCA – Você e sua esposa, a atriz Taís Araújo, são considerados o Jay Z e a Beyoncé brasileiros. Como artistas negros de grande expressão no Brasil, você acredita ter uma função social a desempenhar?
Ramos – É bacana você ser considerado exemplo de família, profissional de qualidade e ser considerado um representante legítimo das pessoas. Não fomos nós que escolhemos. Foram as pessoas que nos colocaram nesse lugar. Claro que temos nosso empenho profissional e nos colocamos quando vamos falar publicamente. Isso é um desafio. Mas há o lado bom também: recebemos muito carinho e somos escutados – isso é um privilégio. E sabemos que tenis yna uma função de transformar as narrativas dos tempos em que vivemos. Mas não podemos ficar por aí Temos que sempre produzir mais coisas, renovar nossa linguagem e escolher nossos próximos trabalhos. Não podemos estacionar nos nossos benefícios. Tem que ser um motor para darmos o próximo passo.

ÉPOCA – No livro, você comenta como suas posições pessoais sobre questões estético-raciais, como asssumir os dreadlocks nos cabelos, influenciaram sua família a aceitar a negritude. Para o negro, qual a importância de assumir essa estética negra?
Ramos – Cada um tem a liberdade de se colocar esteticamente se quiser e quando quiser, se fizer sentido para ele mesmo. Acho que, durante muito tempo, uma estética mais negroide e um tipo de vestuário era considerado uma coisa menor e de menor beleza. A gente passa por um momento agora, o tal do empoderamento, que tem vários aspectos. Um deles é a estética, que é um movimento muito saudável. Algumas pessoas dizem assim: “Ah, eu tenho este cabelo aqui e acho legal usar ele assim. Eu vou onde eu quiser, com esse cabelo e vestido desta maneira”. Isso mexe com a nossa autoestima. A gente passa a se considerar possível e potente. Às vezes, parece que é uma coisa só simbólica, mas não é não. Afeta muito a nossa maneira de se colocar no mundo e diz a maneira como a gente quer ser visto. Mas isso não deve ser um padrão para as pessoas. Só pra quem fizer sentido.

ÉPOCA – No livro, nota-se que você tomou cuidado em abordar a questão da raça. Por quê?
Ramos – Eu vou devagarinho, porque quero provocar uma conversa. Não quero arrotar uma verdade e perder o ouvido de quem está conversando comigo. Eu acho esse assunto tão importante, que acho que tem que ser um assunto de todos nós. A gente tem que ter uma qualidade de conversa diferente de algumas que vemos por aí. Às vezes, as pessoas conversam apenas esperando a pausa do outro pra dizer a sua verdade. O que eu quero é escutar você que está falando comigo e ser capaz de produzir um novo olhar sobre o nosso assunto. É por isso que eu tenho essa cautela. Como comunicador, eu escolhi, neste momento da minha vida, provocar diálogos. Este livro é uma busca por um diálogo, contando histórias pelas quais eu espero que as pessoas tenham uma empatia, se envolvam na situação e, a partir daí, produzam um novo pensamento. Nem sempre, pra mim, é possível ser assim. Porque eu também sou ser humano e sou afetado por essas coisas. Às vezes, o meu discurso é mais incisivo, porque sinto que em algumas situações você precisa ser assim. Quando você é agredido, quando lhe tiram algum direito ou ultrapassam um limite. Mas, no geral, procuro provocar diálogos.

ÉPOCA – No livro, você diz que o racismo “é o crime perfeito que só a vítima vê”. O que você quer dizer com isso?
Ramos – O crime perfeito é aquele que só a vítima vê. E, às vezes, tem gente que vê e finge que não vê. É muito complexa essa questão. Porque, às vezes, quando uma pessoa se sente ofendida ou discriminada, e ela vai tentar expressar isso, há uma tentativa de silenciar. Ainda não conseguimos diagnosticar com exatidão o nosso racismo, porque tentam silenciar quem sofre com ele e tenta expressar. A resposta vem mais dura ainda e a gente não estabelece o diálogo. A gente precisa olhar para o racismo brasileiro, precisa diagnosticar e conversar sobre esse assunto. E, principalmente, a gente precisa saber que isso é um assunto que não diz interesse apenas ao negro. A gente quer uma nação mais igual para todos, onde a gente possa expressar o nosso afeto. A gente fica falando de racismo como se fosse uma demanda social, mas, pra mim, trata-se também de uma questão de afeto. Como eu te afeto, como você me afeta e, a partir daí, como a gente se relaciona.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

2ª SEMANA DE PEDAGOGIA UEMG CAMPANHA


2ª SEMANA DE PEDAGOGIA
UEMG CAMPANHA

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

2ª feira - 26/06
19hs – Campanha Esporte Clube – Campanha MG
Abertura
Apresentação Cultural: Coral Campanhense
Palestra: Humanismo Integral: questão de Educação
Prof. Pós-Doutor Miguel Gonzales Arroyo (sociólogo, educador e prof.  emérito da UFMG, doutorado pela Stanford University, autor de inúmeros livros sobre Educação no Brasil e idealizador da Escola Plural)
Debate com mesa e platéia

3ª feira- 27/06
19hs – Campanha Esporte Clube – Campanha MG
Apresentação Cultural: Ballet Clássico
Palestra: Realidades da Escola de Tempo Integral no Brasil
Profª Dra. Elizabeth Dias Munaier Lages ( pedagoga, engenheira, doutorado em Educação pela UFMG, pró reitora de ensino da UEMG e conselheira do Conselho Estadual de Educação de MG). Larga experiência em Educação Integrada e Integral.
Profª Ms. Bárbara Bruna Moreira Ramalho (pedagoga, doutoranda em Educação pela UFMG, gestora do programa de Educação  Integral da Secretaria Municipal de Educação  de BH; membro da TEIA e do  Observatório da Educação Integral em Minas Gerais)
Debate com mesa e platéia

4ª feira – 28/06
19hs – Campanha Esporte Clube – Campanha MG
Apresentação Cultural: Grupo Seresta Luar
Palestra: Interdisciplinaridade e Espiritualidade na Educação
Prof. Dr. Ruy Cezar do Espírito Santo ( docente da PUC-SP e FAAP, bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, mestre em Educação e doutor em Filosofia da Educação; autor da obra Desafios na Formação do Educador
Debate com mesa e platéia


5ª feira – 29/06
19hs – Campanha Esporte Clube – Campanha MG
Apresentação Cultural: Escola de Música: Marcelo Pompeu
 Palestra: Atualidades na Formação de Professores
Prof. Dr. Gerardo Marcelo Kahan (professor titular e coordenador do Programa de Doutorado em Humanidades : Ciências da Educação na Universidad Nacional de Rosario – Argentina;  membro do grupo de pesquisa NEPHES da UEMG Campanha; co-Lider do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Educação e Saúde Comunitária  da Universidade Federal Fluminense )
Debate com mesa e platéia

6ª feira – 30/06
19hs – Campanha Esporte Clube – Campanha MG
Apresentação Cultural: MPtrio- Campanha-MG
Palestra : Contribuições da Trilogia Analítica para a Educação Integral Integrada
Psicanalista Luciara Avelino (lingüista e psicopedagoga)  doutorando em Filosofia da Ciência Engenheiro Alexandre Frascari  (docente de pós graduação Gestão de Conflitos: psico-socio-patologia da AKP).
Debate com mesa e platéia

  


"NÃO APRENDEMOS COM O QUE TEM SIDO FEITO NOS ÚLTIMOS 20 ANOS."

André Lázaro: 'Não aprendemos com o que tem sido feito nos últimos 20 anos'


Embora ações pontuais como o Prêmio VivaLeitura tenham sido preservadas, para o professor da Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ), André Lázaro, pesquisador da Flacso-Brasil e diretor da Fundação Santillana, o conhecimento acumulado nas duas últimas décadas nas políticas públicas do livro e leitura teria muito a ensinar para o Brasil de hoje. Convidado pelo Blog do Galeno, dentro das comemorações de seus 10 anos, André faz um balanço da década para o setor.


1- Qual sua avaliação sobre os últimos 10 anos no que diz respeito às políticas públicas do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil?

André Lázaro: É importante registrar que algumas iniciativas ao longo dos últimos 10 anos permanecem ativas, como o Prêmio VivaLeitura, criado em 2006 e ativo até hoje. O Prêmio, que conta com a parceria MEC-MinC, apoio do CONSED e da UNDIME e parceria da OEI (Orgnização dos Estados Ibero-americanas) e Fundação Santillana, tem destacado iniciativas de bibliotecas públicas e privadas, redes de ensino, territórios e pessoas, reconhecendo que promover a leitura é tarefa de muitos. No entanto, em muitos casos, as políticas públicas do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil sofrem pelas frequentes descontinuidades que prejudicam sua efetiva incorporação no rol das iniciativas culturais. O Proler, por exemplo, já contou com forte apoio público, criou redes nacionais, desenvolveu programas consistentes ao longo dos anos 1990 para depois perder força e organização. Recentemente, a legislação que organiza a Biblioteca Nacional foi alterada e a direção do Proler cabe, agora, ao secretário-executivo do Ministério da Cultura. Ora, secretário-executivo tem inúmeras e imensas tarefas e embora atribuir a esse cargo possa parecer prestígio para a política, na prática significa que ela será tragada pelo um cotidiano de demandas que inundam os gabinetes dos secretários-executivos. Nos anos 2000, outras iniciativas tiveram lugar, como a Câmara Setorial do Livro e da Leitura, um espaço de diálogo entre atores relevantes no campo, mas sofreu descontinuidade. Do mesmo modo, o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), que se revelou um instrumento potente de articulação federativa e entre os setores público e privado não tem recebido o apoio necessário. A descontinuidade é, certamente, o maior empecilho para o bom desenvolvimento de políticas para o livro, a leitura, a literatura e bibliotecas no Brasil. Sem política clara, nem mesmo recursos, se e quando houver, adiantam pois não se trata de realizar ações espetaculares e eventuais, mas estruturar as iniciativas e articular potencialidades.



2- Em outras palavras, houve avanços, estacionou ou retrocedeu?

André Lázaro: Em minha avaliação há retrocessos pois não aprendemos com o que tem sido feito nos últimos 20 anos.



3- Na sua opinião, o que representou o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), lançado em 2006, e o que representa hoje?

André Lázaro: O PNLL representa uma possibilidade que foi abandonada ou negligenciada. Trata-se de uma estratégia corajosa e adequada pois articula os setores público e privado, mobiliza o pacto federativo, estimula o diálogo imprescindível entre educação e cultura em cada ente da federação. É possível fazer um balanço do que aprendemos com o PNLL? O que pode ser melhorado para que a estratégia do Plano seja fortalecida? Ou será que devemos deixar nas mãos do mercado as possibilidades de promoção do livro e da leitura?



4- Você crê que há, efetivamente, a compreensão e o entendimento dos atores sociais e políticos - editores, livreiros, autores, bibliotecários, especialistas e técnicos e gestores da área - com relação ao significativo e o papel das políticos públicas setoriais, a ponto de defendê-las, ou, ainda, o que prepondera é o interesse, legítimo, de que se tenha um ou outro projeto ou programa pontual?

André Lázaro: Creio que há percepções e compromissos desiguais quanto à relevância das políticas públicas para o setor. Para os que adotam uma visão liberal sobre o papel do estado, os projetos pontuais e os interesses específicos criam as condições satisfatórias. Acho essa compreensão incorreta e insuficiente para que a população do Brasil avance no domínio e desfrute da leitura literária. É preciso atuar de modo articulado em diversas frentes, como a formação de professores, desde os que atuam na primeira infância até a educação superior, passando pela educação de jovens e adultos. Neste particular, avançamos quando o MEC passou a incluir EJA na biblioteca do professor e jovens e adultos no Programa Nacional de Biblioteca Escolar. É preciso fortalecer as bibliotecas escolares e comunitárias, criar políticas que permitam a sobrevivência digna e ativa das pequenas livrarias, ampliar o acesso aos acervos públicos, promover o livro e a leitura como práticas culturais. Creio que a complexidade do processo exige parcerias entre os entes federados, entre educação e cultura, entre setores públicos e privados. Foi assim que alguns países avançaram e a Colômbia é sempre um exemplo com que podemos aprender.



5- Há quem enxergue o PNLL tendo como papel um conjunto de diretrizes, algo mais conceitual, para alinhar as ações de estado, empresas e sociedade, uma espécie de visão politica. E também há quem entenda que, além disso, também é preciso que se tenha metas, responsáveis, orçamentos e compromissos concretos, em cada gestão, inclusive nos âmbitos regionais e locais. Como você enxerga o PNLL?

André Lázaro: O PNLL é, inegavelmente, o fruto do amadurecimento do trabalho em parceria entre o MEC, o MinC, o setor produtivo do livro e da leitura e de contribuições de autores e especialistas. Nenhum plano é suficiente se não for testado, monitorado e avaliado. A meu ver, o abandono do PNLL significa que se perde a oportunidade de aprender com o que temos feito. Daqui a alguns anos, boas intenções vão tentar começar do zero, ignorando o que hoje sabemos e poderíamos levar adiante. De todo modo, pela força cultural, civilizatória e emancipatória do livro e da literatura, pelo empenho de muitos professores, técnicos, gestores, especialistas, editoras e livreiros, creio que vamos avançando lentamente, menos do que o necessário, mais do que o descaso com a política pode imaginar.

O ESTADO DE COMA NA VISÃO ESPÍRITA.

O ESTADO DE COMA NA VISÃO ESPÍRITA.

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Pergunta: O que se passa com os espíritos encarnados cujos corpos ficam meses e até mesmo anos, em estado vegetativo (coma)?

Seu estado será de acordo com sua situação mental. Há casos em que o espírito permanece como aprisionado ao corpo, dele não se afastando até que permita receber auxílio dos Benfeitores espirituais. São Pessoas, em geral, muito apegadas à vida material e que não se conformam com a situação.
Em outros casos, os espíritos, apesar de manterem uma ligação com o corpo físico, por intermédio do perispírito, dispõem de uma relativa liberdade. Em muitas ocasiões, pessoas saídas do coma descrevem as paisagens e os contatos com seres que os precederam na passagem para a Vida Espiritual. É comum que após essas experiências elas passem a ver a vida com novos olhos, reavaliando seus valores íntimos.
Em qualquer das circunstâncias, o Plano Espiritual sempre estende seus esforços na tentativa de auxílio. Daí a importância da prece, do equilíbrio, da palavra amiga e fraterna, da transmissão de paz, das conversações edificantes para que haja maiores condições ao trabalho do Bem que se direciona, nessas horas, tanto ao enfermo como aos encarnados (familiares e médicos)

Emmanuel -Chico Xavier
Do livro “Plantão De Respostas