Páginas

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

EVANGELHOTERAPIA.

EVANGELHOTERAPIA

Nenhum texto alternativo automático disponível.
A Evangelhoterapia é uma reunião pública onde o conteúdo de O Evangelho segundo o Espiritismo é analisado e exposto ao público de forma simples e objetiva.

Tem por finalidade acolher as pessoas por meio de ações fraternas e continuadas, destacando os ensinos morais do Evangelho à luz da Doutrina Espírita, oferecendo a todos o apoio, o esclarecimento, a consolação e o amparo de que necessitam para vencer suas dificuldades.

A terapia, além da explanação de O Evangelho segundo o Espiritismo, consta de Fluidoterapia (Água Fluidificada e aplicação de Passe).

LIVRO TEM QUE SER PENSADO COMO UM TODO, DIZ CATARINA SOBRAL.

Livro tem que ser pensado como um todo, diz Catarina Sobral

Júlia Zuza - Revista Emília - 14/08/2017
Catarina Sobral nasceu em Coimbra, tem 27 anos e vive entre sua cidade natal e Lisboa. Formada em Design pela Universidade de Aveiro, estudou também em Barcelona, antes de emendar o mestrado em Ilustração no ISEC, na capital portuguesa. Talento novo e indiscutível do país, chamou a atenção na Feira de Bolonha de 2012 com Greve, seu livro de estreia – Menção Especial do Prémio Nacional de Ilustração de 2011 – em que os pontos resolvem não mais trabalhar, nem para as letras, costureiras ou qualquer instituição. Pontos de vista já não se viam mais também. É com humor e inteligência que a autora carrega suas obras de modo bastante original. Seu último livro, Achimpa!, prêmio na categoria de “Melhor Livro Infantojuvenil”, da Sociedade Portuguesa de Autores 2013, é sobre uma palavra que as pessoas descobriram que existia, mas não sabiam como usar. De boca em boca, ela ganha sentido e retrata com leveza e ironia um pouco do ridículo da sociedade contemporânea. As técnicas da ilustração são mistas e revelam pinturas, colagens, cores e texturas incríveis, num traço em que as proporções podem tudo! Segue a entrevista:

Júlia Zuza – Nos álbuns ilustrados, imagens e palavras estão diretamente relacionadas e, juntas, criam o sentido da obra. Em seus livros Achimpa (WMF Martins Fontes, 2013) e Tão tão grande (Orfeu Negro, 2016), pensando nas ilustrações e no texto, como cada linguagem constrói sua própria narrativa e como/onde estabelecem contato?

Catarina Sobral – O fato de lermos texto e imagem em simultâneo, no álbum ilustrado, modifica necessariamente o conteúdo de cada uma dessas linguagens. É mais fácil explicá-lo com outro exemplo, o meu livro O Meu Avô (Orfeu Mini, 2014), a relação entre palavras e imagens é quase sempre uma relação de contraponto: texto e ilustração dizem coisas parcialmente diferentes. O narrador verbal conta a rotina de apenas uma das personagens do livro (o avô), e o narrador visual mostra a rotina de duas personagens (o avô e o seu vizinho). As atividades diárias que são descritas pela imagem são sempre paralelas, e ao mesmo tempo, opostas. O vizinho escolhe sempre fazer atividades menos demoradas (andar de carro, comprar os legumes no supermercado, enviar um e-mail) e o avô prefere fazer atividades mais demoradas (andar a pé ou de bicicleta, cultivar os legumes, enviar uma carta).

Mas como o texto não descreve a rotina do vizinho, o sentido só se encontra completo quando se contrapõe texto e imagem. Por outro lado, se lidas com maior detalhe, as ilustrações podem levar ainda a outras conclusões: o avô diletante se distraiu ao ver um pássaro e está regando fora do canteiro, o vizinho passa o dia inteiro enviando e-mails. As incongruências entre as duas linguagens geram um ou vários sentidos. A interpretação pertence a cada leitor.

JZ – Os livros ilustrados trouxeram grandes modificações ao estatuto da literatura infantojuvenil, sobretudo em relação à materialidade da obra. O objeto também conta uma história? Qual o peso desse aspecto na literatura para crianças e jovens

CS – Sem dúvida que conta. Há inúmeros exemplos de livros que contam a história através do seu formato, do tipo de papel, da forma como são manuseados etc. O livro Clap, por exemplo, desenhado pela Madalena Matoso e publicado pela Planeta Tangerina, é performático: requer que se abra e feche o livro a cada virar de página. O Livro Inclinado, do Peter Newell, não existiria se não tivesse a forma de um paralelogramo. Os livros da Suzy Lee Espelho, Onda e Sombra, ou a série Shirley, de John Burningham usam a dobra do livro para distinguir o “real” da história e o ponto de vista subjetivo da personagem principal. E há dezenas de outros exemplos: Munari, Eric Carle, Kv?ta Pacovska, Herbauts, o genial Daqui Ninguém Passa, de Bernardo Carvalho e de Isabel Minhós Martins (Editora do Sesi), o esquisitíssimo Le Chacheur, escrito pelo Bernard Azimuth e ilustrado pelo Henri Galleron…

Para mim, é muito importante que o livro seja pensado como um todo. Os livros melhor sucedidos são os que levam em consideração as inter-relações entre elementos formais e conceituais, entre as preocupações temáticas e materiais. Não há fórmulas para coordenar as diferentes partes do livro álbum, mas é importante que se pensem nelas para enriquecer (e apenas se enriquecerem) o sentido geral do livro.

JZ – O seu trabalho também encontra extensão em narrativas visuais (livros sem palavras), como Vazio de 2014 (Editora 34). Como se dá a construção de uma história com uso exclusivo do código imagético? É necessário escrever antes um roteiro ou a ideia para o livro frutifica a partir de estímulos visuais?

CS – Não é necessário escrever nenhum texto, existe uma narração implícita. Na verdade não distingo um livro sem texto de um álbum ilustrado. Como se constrói? Com a montagem, com o layout, com o espaço branco, com um compromisso entre a autonomia e a dependência de cada ilustração em relação ao todo (repetições e ritmo), com escala, com composição (que ordena a leitura), com cor, com todas as ferramentas que a imagem tem para comunicar.

JZ – No processo de elaboração de um livro, a relação com os editores é uma das receitas fundamentais para a qualidade de uma obra. Como gerir os dois discursos para se manter a marca autoral do artista?

CS – Encontra-se sempre um compromisso entre as sugestões do editor (e do diretor de arte) e as nossas propostas. E esse compromisso é melhor do que as ideias iniciais de qualquer uma das partes. Outro dia alguém comentava comigo: as grandes editoras não têm editores. É um fato, muitos livros falham porque não há bons editores. É preciso reconhecer os anos de experiência e a cultura literária dos nossos editores e ter a humildade de perceber que estão, seguramente, sempre certos. Eu tenho muito bons editores.

JZ – A partir dos anos 2000 acontece um grande crescimento na produção de livros ilustrados em Portugal e importantes editoras voltadas para essa categoria surgem no cenário. Consegue ver algum tema ou estilo que perpassa grande parte dessas obras? Em sua opinião, que caminho a literatura portuguesa para a infância irá trilhar daqui para frente?

CS – Há uma certa escola, sem dúvida. Como há na ilustração espanhola, ou checa, ou iraniana. Como há um certo modo de ser português, ou espanhol, ou brasileiro, porque partilhamos o mesmo espaço e o mesmo tempo. Por isso não é estranho que se partilhem imagens ou metáforas. Acredito que vamos continuar a ser uma referência da ilustração mundial. Muitos visitam a Feira de Bolonha para ver os portugueses ou dizem que temos os melhores stands/catálogos da Feira. Acredito que vamos continuar a merecer esse reconhecimento.

JZ – Saindo um pouco do hemisfério norte e indo para a América do Sul, você acompanha o trabalho desenvolvido em países como Brasil, Chile, Colômbia? É possível pensar em alguma marca distintiva na criação desses ilustradores em relação a Portugal ou à Itália, por exemplo? E agora falando especificamente do Brasil, de qual/quais artista(s) você conhece mais o trabalho?

CS – Acompanho sim. Curiosamente estou respondendo a esta entrevista na véspera do meu voo de regresso para Portugal, depois de três semanas de trabalho na Colômbia e na Argentina. Há muitas vozes diferentes, mas também algumas marcas distintivas, sobretudo no que diz respeito à cultura indígena e negra que toda a América Latina herdou. Outras marcas distintivas vêm da influência das expressões particulares que o movimento modernista teve em cada país (penso no magnífico trabalho do Roger Mello). Admiro muito o Roger, e também a Mariana Zanetti, o Andrés Sandoval, o Fernando Vilela, a Jana Glatt.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

CLAUFE RODRIGUES, DA GLOBONEWS, FALA SOBRE JORNALISMO CULTURAL.

Claufe Rodrigues, da GloboNews, fala sobre jornalismo cultural

Daniele Pechi - Plataforma Pró-Livro - 09/08/2017
O poeta, agitador cultural e repórter da Globo News Literatura fala sobre jornalismo cultural, a formação de novos leitores e sobre a importância de prêmios como o Retratos da Leitura, que valorizam projetos de mídia que tratam do universo literário

Como você definiria o jornalismo cultural hoje e como a GloboNews Literatura se transformou nos últimos anos para se manter vivo?

Claufe: Acho que o jornalismo cultural está em meio a uma crise de identidade, marca de um período de mudanças drásticas e bruscas que afeta todo o setor de notícias. Há um refluxo natural nas redações, com perda de espaço para o noticiário político, econômico e policial. Mas pode-se notar uma tendência bem clara, no sentido da redução de espaços para cada matéria, e a busca de uma linguagem mais acessível. O desafio é atrair o público comum, sem desagradar o específico. Estou a falar, obviamente de Literatura. Como nosso programa é semanal, e exibido num canal de notícias, a dinâmica é muito grande. O GloboNews Literatura se mantém vivo acompanhando as tendências, sensível às mudanças do mercado, ao fluxo e refluxo de escolas e estilos e ao surgimento de novos autores, sem descuidar daqueles grandes escritores que se caracterizam por serem os pilares da cultura literária brasileira e universal.

As novas mídias contribuem para a formação de leitores de literatura? De que forma?

Claufe: De inúmeras formas, até mesmo pela curiosidade de experimentar novas sensações. Mas a literatura será sempre a mesma – uma maneira interessante de contar histórias e preservar memórias, usando palavras escritas, faladas. As novas mídias podem facilitar uma nova porta de entrada a elas, para quem não tem hábito de ler livros ou não se interessa diretamente por leitura. É o que posso dizer sobre o tema, o qual, confesso, não domino a ponto de fazer grandes reflexões.

Quais outros veículos você considera que desenvolvem um trabalho consistente de crítica literária e valorização da leitura?

Claufe: Os espaços para crítica vêm diminuindo muito, o que é lamentável justamente num momento de grande efervescência literária, com novos e antigos autores publicando todo tipo de livro. Quem perde, com isso, é o leitor, que fica perdido numa miríade de opções, sem referências. O papel de mediador, que a imprensa, mal ou bem, até recentemente desempenhou, vem se perdendo ano a ano. Nesse sentido, temos que valorizar as novas revistas que vão surgindo, virtuais ou não, sobretudo as independentes, ou seja, não vinculadas a interesses de grupos ou indivíduos, que servem apenas à autopromoção. Temos também que valorizar veículos como o Cândido e Rascunho, ambos do Paraná, que se mantém graças à qualidade e credibilidade junto a seus leitores.

Qual é a importância de Prêmios que valorizam projetos de mídia que tratam do universo literário e da formação de leitores literários?

Claufe: Os prêmios são o reconhecimento do mercado à importância de um projeto ou uma ação. Dão visibilidade, abrem portas e revigoram as energias.

Premiar projetos de leitura é uma das formas de incentivar a continuidade deles. Quais seriam outras?

Claufe: Creio que a criação de uma instituição de fomento a boas iniciativas nessa área seria bem-vinda, mantida por empresas privadas e estatais, desde que desconectados de interesses menores e livres do dirigismo político que marcaram nos últimos anos a nossa relação com as instituições públicas brasileiras.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

CURA DA DEPRESSÃO, COM CHICO XAVIER.

CURA da DEPRESSÃO, com CHICO XAVIER

A imagem pode conter: 1 pessoa
“Minutos com Chico Xavier”,
“A depressão pede o remédio do trabalho; a pessoa triste necessita ser motivada para as pequeninas tarefas, tarefas que consiga executar. Na depressão, o médico pode ajudar muito, mas se o deprimido não estiver disposto a se ajudar... Quem sofre de depressão deve fugir da cama, do sofá...”*
Chico Xavier nos traz uma receita espiritual para a cura da depressão, enfermidade que a cada dia vem se alastrando em todo mundo. Sem desprezar o concurso da medicina, Chico fala da importância do trabalho para o deprimido. Comenta a respeito do perigo da ociosidade, da inércia, da inatividade, do excesso de cama e sofá.
Muitas depressões estão ligadas à nossa rebeldia frente às portas que a vida fechou para nós. Esquecemos de que as portas fechadas nos conduziriam aos mesmos desequilíbrios do passado.
A rebeldia pode nos levar ao desencanto pela vida, como a criança que não quer mais brincar porque foi contrariada em algum interesse. O deprimido não está mais vendo graça na vida e por isso não tem mais gosto pelas coisas, porque foi contrariado em algum ponto de seus interesses.
Por essa razão, entendemos as advertências do médium a respeito do perigo em manter o deprimido na ociosidade, pois isso alimentará ainda mais seu desgosto pela vida.
O trabalho interrompe o circuito depressivo, pois interfere na cadeia dos pensamentos doentios que geram e alimentam a própria depressão.
Quando fala em trabalho, Chico se refere à necessidade de movimento. A cura é um movimento. E o movimento que geralmente se pede ao depressivo é o movimento de sair das valas de sua grande inconformação interior.
O depressivo precisa sair da faixa da tristeza e encontrar algo, por mais insignificante que lhe pareça, mas que lhe dê alguma motivação, que lhe ensine, trabalhando, a reinterpretar o mal sucedido e a reagir de maneira saudável, frente aos reveses que a vida lhe trouxe.
Nunca se viu alguém morrer por trabalhar. Mas, não há dúvida de que a falta de trabalho ou de alguma ocupação útil nos leva mais depressa para a desencarnação. É no espírito do trabalho que o homem encontrará forças para se curar, pois o serviço pode cansar o corpo, mas descansa a alma do tédio e da rebeldia. É nesse sentido que Chico Xavier recebeu do mundo espiritual a seguinte trova do poeta Cristóvão Barreto:
Para as tristezas da vida,
Trabalho é o grande remédio.

PORQUE VOCÊ DEVE INSCREVER SEU PROJETO DE LEITURA EM PRÊMIOS.

Porque você deve inscrever seu projeto de leitura em prêmios

Galeno Amorim
Esta semana quero fazer, aqui, uma convocação ao nosso povo do livro e da leitura: leia, se inscreva e ajude a divulgar o "Prêmio Retratos da Leitura no Brasil". Por que isso?! Simples: em primeiro lugar, ser reconhecido vai, creia, ajudar muito o seu projeto, mesmo que isso não signifique, de imediato, algum recurso em dinheiro. Você conseguirá compara-lo com outras iniciativas parecidas e crescer com isso. O melhor, contudo, é que, nessas horas, queira ou não, você organiza as ideias, revê planejamentos e metas, e se reconecta com sua própria ação. Portanto, boas leituras e... mãos à obra!
Um abraço, Galeno.
P.S.: O link do regulamento está na notícia que estamos publicando a respeito na seção "Prêmios Para Quem Faz".

sábado, 26 de agosto de 2017

FORMATURA DO COLÉGIO DE SION NA CAMPANHA.

A formatura das alunas do Colégio de Sion da Campanha era de uma pompa impressionante. As meninas saiam de lá com uma educação esmerada, uma formação que não precisava de cursinho para fazer vestibular. O rigor da educação francesa, fez muito bem àquelas meninas que tiveram o privilégio de passar por lá.
Nesta foto, vemos a aluna Maria Augusta da Nóbrega Cesarino recebendo o seu certificada das mãos de Dr. Zoroastro de Oliveira Filho, prefeito municipal e médico que atendia no Sion. Ao seu lado o sempre querido Monsenhor José Hugo Goulart. Se não me falha a memória a aluna que está segurando a bandeira  das lembranças é Abigail Valias de São Gonçalo do Sapucai.
Observem os detalhes: Todas as formandas vinham de luvas e quando chegavam diante da mesa das autoridades, diretoras, paraninfos tiravam a luva da mão direita para cumprimentarem e receberem suas lembranças e certificado. Isto há mais de 50 anos. O que era bom, deveria ser mantido.

HISTORIADOR FRANCÊS VEM À USP E DEBATE SOBRE O MEDO DOS LIVROS.

Historiador francês vem à USP e debate sobre o medo dos livros

Diego C. Smirne - Jornal da USP - 15/08/2017
Há quem considere o advento da escrita como o maior divisor de águas da história da humanidade. Tomando essa premissa como verdadeira, não é surpresa que certos livros, em razão de seu poder de moldar a sociedade, tenham inspirado medo a ponto de serem censurados, banidos ou destruídos. A partir da pergunta “Quem tem medo dos livros?”, o historiador francês Jean-Yves Mollier vem à USP para uma conferência no Instituto de Estudos Avançados (IEA), coordenada pela professora Marisa Midori Deaecto, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O evento é nesta quinta-feira, dia 17, às 10h30, na Sala de Eventos do IEA.

O medo foi o tema escolhido pela rede internacional Ubias (University-based Institutes for Advanced Study) para ser debatido neste ano em diversas áreas do conhecimento. A escolha veio a calhar para a professora Midori e o professor Mollier, da Universidade de Versalhes Saint-Quentin-en-Yvelines, na França, que já conversavam sobre a ideia de discutir o medo dentro e ao redor dos livros.

“Em 2016 a obra Mein Kampf, de Hitler, caiu em domínio público, o que gerou discussões em torno de sua republicação na França, na Alemanha e em outros países, o que nos deu a ideia para o debate. De fato, Mein Kampf é um livro que se enquadra bem no que queríamos discutir, pois há medo em torno do que essa obra simboliza e também do que é pregado dentro dela”, explica a professora.

A partir de uma introdução em que a professora Midori apresentará algumas questões para o público e para o conferencista, o professor Mollier deverá traçar um panorama histórico da relação de poder e medo em torno dos livros. Para isso, abordará momentos da história em que o livro foi tido como uma ferramenta maligna por instituições como a Igreja Católica – como a época da publicação do Index Librorum Proibitorum, que entre 1559 e 1966 listava obras de leitura proibida aos fiéis – e outros em que o livro foi importante para mudanças políticas.

“Jean-Paul Marat costumava ler em praça pública a obra O Contrato Social, de Rousseau, no período da Revolução Francesa. Na França, o livro sempre teve um papel revolucionário muito forte. O professor Mollier certamente falará bastante sobre esse tema, além de censuras que aconteceram mais adiante, nos séculos 19 e 20, em reações da Igreja à laicização do ensino, de uma perspectiva francesa e europeia”, diz a professora Marisa.

“Vamos abordar também o papel do livro em movimentos políticos recentes, como na Primavera Árabe e nas Jornadas de Junho, aqui no Brasil, em que havia jovens empunhando livros nas manifestações. O livro tem um fator simbólico muito importante nesses episódios, e sempre teve muita influência nas lutas da juventude.”

Por esse motivo, a professora afirma que, embora hoje em dia não haja uma censura explícita, o medo do poder político e revolucionário que os livros possuem ainda persiste. É o caso com Mein Kampf, em que Hitler estabeleceu seu ideário de genocídio e dominação. “Há muito medo de que a reedição de Mein Kampf possa servir de impulso para a xenofobia e o ódio que o livro prega, especialmente no momento histórico que vivemos hoje”, diz a professora.

Para ela, porém, a censura nunca é solução. “Sou contra a censura a qualquer livro, a qualquer coisa na verdade. Se decidirem por reeditar o livro, apoio que isso seja feito com o devido debate, com a contextualização de quem foi o autor, em qual momento ele escreveu suas ideias e os horrores que foram causados pela aplicação delas. É o debate que pode enfraquecer o poder de um livro, não a censura.”

Marisa lembra ainda que hoje, com a internet, é muito mais difícil impedir o acesso a qualquer tipo de material, o que permite que uma obra como a do ditador nazista seja divulgada sem as considerações necessárias. Isso, no entanto, não quer dizer que a censura esteja com os dias contados.

“Não temos hoje exemplos de censura explícita por parte de governos ou instituições religiosas, como aconteceu diversas vezes na história, mas há uma espécie de censura velada por parte do mercado editorial, que hoje opera pela lógica do lucro, chefiado por profissionais que são mais gestores do que editores”, afirma. Segundo a professora, os grandes conglomerados editoriais e os vínculos que estabelecem com livrarias e meios de comunicação e difusão de conhecimento acabam limitando o acesso a determinados livros.

“O leitor passivo só lerá aquilo que lhe for disponibilizado, como acontece com quem assiste a telejornais ou lê jornais e revistas impressas. Para encontrar outras visões que não a hegemônica, é preciso ir atrás delas. Assim, somente um público restrito tem contato com títulos importantes que questionam problemas do mundo atual e que teriam o poder de provocar mudanças, mas que, por não serem publicadas pelas grandes editoras, circulam apenas à margem.”

“A internet tem a capacidade de publicizar e divulgar esse tipo de obra, mas somente para quem procurar por ele. Hoje, o mercado editorial acaba ditando o que é a boa leitura, de maneira semelhante ao que a Igreja fazia tempos atrás”, completa a professora.

A conferência Quem tem medo dos livros?, com o historiador francês Jean-Yves Mollier e coordenação da professora da ECA Marisa Midori, ocorre na quinta-feira, dia 17 de agosto, às 10h30, na Sala de Eventos do IEA. O endereço é rua da Praça do Relógio, 109, no 5º andar do Bloco K, na Cidade Universitária. O evento é público e gratuito, com tradução simultânea do francês para o português e transmissão ao vivo pelo site www.iea.usp.br/aovivo.

ACEITAR COM GRATIDÃO.

Aceitar com gratidão

          A primeira coisa é aceitar a vida como ela é. Aceitando-a, o desejo desaparece. Aceitando a vida como ela é a tensão desaparece, o descontentamento desaparece; aceitando-a como ela é, a pessoa começa a sentir-se muito alegre – sem nenhum motivo aparente! 
          Quando a alegria tem um motivo, esta não vai durar muito tempo. Quando alegria é sem razão, ela vai estar aí para sempre.
          Isso aconteceu na vida de uma mulher Zen muito conhecida. O nome dela era Rengetsu. 
          Ela estava numa peregrinação e chegou numa vila ao pôr do sol e pediu abrigo para a noite, mas os vilarejos fecharam suas portas e não permitiram que essa mulher ficasse na cidade. Eles a mandaram embora.
          Era uma noite fria, e Rengetsu, já velha, estava sem abrigo e faminta. Teve que improvisar um abrigo debaixo de uma cerejeira nos campos. Estava realmente bem frio, e ela não conseguiu dormir bem. E era também perigoso – animais selvagens e tudo mais. A meia-noite ela acordou – devido ao frio intenso - e viu, no céu noturno, as flores abertas da cerejeira sorrindo para a lua enevoada. Tomada pela beleza, ela levantou-se e curvou-se na direção da vila, em sinal de agradecimento, com essas palavras:
         “Através de sua bondade ao recusar-me abrigo descobri-me sob as flores na noite desta lua enevoada.” 
Ela se sente agradecida. Cheia de gratidão, agradece aquelas pessoas que lhe recusaram abrigo. Do contrário estaria dormindo sob um teto comum e teria perdido essa bênção – a cerejeira florida, esse sussurro com a lua enevoada, e o silêncio da noite, esse profundo silêncio da noite. Não está zangada, ela aceita o que aconteceu. Não só aceita-o, o recebe com boas vindas, ela sente-se grata. A pessoa torna-se um buda quando aceita tudo que a vida traz, com gratidão. 
          A partir do momento em que uma pessoa é capaz de ser grata tanto pelo sofrimento quanto pelo prazer, sem qualquer distinção, sem nenhuma escolha, apenas sendo grata por aquilo que lhe é dado... Porque se foi dado por Deus, deve haver uma razão para isso. Podemos gostar ou podemos não gostar, mas isso deve ser necessário para o nosso crescimento.
          Inverno e verão são ambos necessários para o crescimento. Uma vez que essa ideia se fundamenta no coração, então cada momento de vida é um momento de gratidão. Deixe que isso se torne sua meditação e sua oração: Agradeça a Deus por cada momento: pelos risos, pelas lágrimas, por tudo. Assim você verá surgir um silêncio em seu coração que você não conhecia antes. Isso é o êxtase! 
Osho

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

AS MENINAS DO SENHOR LUIZ VILLAMARIM.

As meninas do senhor Luiz Villamarim.
Não sei se a ordem é esta: Maura, Dalva, Sandra, Marcia e Ruth.Na porteira de uma das fazendas dos pai delas.

PRA NÃO DIZER QUE EU NÃO FALEI DOS LEITORES...

Pra não dizer que eu não falei dos leitores...

Galeno Amorim
Nada contra a tecnologia, e muito pelo contrário! Mas não posso deixar de registrar essa notícia que vem da Alemanha, país onde nasceu a prensa que revolucionou o mundo dos livros e a história da civilização tal qual a conhecemos hoje. 6 em cada 10 crianças leem livros mais de uma vez por semana; e só 34% assistem, regularmente, a vídeos no YouTube. O que isso significa? Não sei. Só sei que ruim não é...
Boas leituras!
Um abraço,
Galeno

PAVOR DA MORTE? COMO PERDE-LO.

PAVOR DA MORTE ? Como perdê-lo

Resultado de imagem para fotos de desencarne
Vamos ver a importância do estudo da Doutrina Espírita na hora da morte. Mesmo não precisando de provas purgativas, o espírito que cultivou a bondade e as virtudes naturalmente em sua reencarnação, ainda assim a falta do conhecimento poderá gerar uma perturbação espírita pavorosa. Vamos ler um resumo do Capítulo 48, Pavor da Morte, do Livro “OS MENSAGEIROS” de André Luiz/Chico Xavier, onde Cremilda apesar de desencarnada e laços rompidos, fica apavorada com a presença do Noivo falecido ao seu lado.

Resumo do CAPÍTULO 48 – Pavor da morte

O colega, gentil, conduziu-nos ao interior de espaçoso necrotério, onde defrontamos um quadro interessante. O cadáver de uma jovem, de menos de trinta anos, ali jazia gelado e rígido, tendo a seu lado uma entidade masculina, em atitude de zelo. Com assombro, notei que a desencarnada estava ligada aos despojos. Parecia recolhida a si mesma, sob forte expressão de terror. Cerrava as pálpebras, deliberadamente, receosa de olhar em torno.

— Terminou o processo de desligamento dos laços fisiológicos — aclamou o facultativo atento — mas a pobrezinha há seis horas que está dominada por terrível pavor.

E apontando o cavalheiro desencarnado, que permanecia junto dela, cuidadoso, o receitista esclareceu:

— Aquele é o noivo que a espera, há muito.

Aproximamo-nos um tanto e ouvimo-lo exclamar carinhosamente.

— Cremilda! Cremilda! vem! abandona as vestes rotas. Fiz tudo para que não sofresse mais… Nossa casa te aguarda, cheia de amor e luz.

A jovem, todavia, cerrava os olhos, demonstrando não querer vê-lo.

Notava-se, perfeitamente, que seu organismo espiritual permanecia totalmente desligado do vaso físico, mas a pobrezinha continuava estendida, copiando a posição cadavérica, tomada de infinito horror.

Aniceto, que tudo pareceu compreender num abrir e fechar de olhos, fez leve sinal ao rapaz desencarnado, que se aproximou comovido.

É preciso atendê-la doutro modo — disse o nosso orientador, resoluto.

— vejo que a pobrezinha não dormiu no desprendimento e mostra-se amedrontada por falta de preparação espiritual. Não convém que o amigo se apresente a ela já. Não obstante o amor que lhe consagra, ela não poderia revê-lo sem terrível comoção, neste instante em que a mente lhe flutua sem rumo…

— Sim — considerou ele, tristemente —, há seis horas chamo-a sem cessar, intensificando lhe o terror.

Redargüiu Aniceto, conselheiro:

— Ausência de preparação religiosa, meu irmão. Ela dormirá, porém, e, tão logo consiga repouso, entregá-la-ei aos seus cuidados. Por enquanto, conserve a alguma distância.

E fazendo-se acompanhar do facultativo, que assistira espiritualmente a jovem nos últimos dias, aproximou-se da recém-desencarnada falando com inflexão paternal.

— Vamos, Cremilda, ao novo tratamento.

Ouvindo a moça abriu os olhos espantadiços e exclamou:

— Ah, doutor, graças a Deus! Que pesadelo horrível! Sentia-me no reino dos mortos, ouvindo meu noivo, falecido há anos, chamar-me para a Eternidade!..

— Não há morte, minha filha! — objetou Aniceto, afetuoso — creia na vida, na vida eterna, profunda, vitoriosa!

— É o senhor o novo médico? — indagou, confortada.

— Sim, fui chamado para aplicar-lhe alguns recursos em bases magnéticas. Torna-se indispensável que durma e descanse.

— É verdade… — tornou ela de modo comovente —, estou muito cansada, necessitando de repouso…

Recomendou-nos o instrutor, em voz baixa, prestássemos auxílio, em atitude íntima de oração, e, depois de conservar-se em silêncio por instantes ministrou-lhe o passe reconfortador. A jovem dormiu quase imediatamente.

Deslocou-a Aniceto, afastando-a dos despojos, com o zelo amoroso dum pai, e, chamando o noivo reconhecido, entregou-a carinhosamente.

— Agora, poderá encaminhá-la, meu irmão.

O rapaz agradeceu com lágrimas de júbilo e vi-o retirar-se de semblante iluminado, utilizando a volitação, a carregar consigo o fardo suave do seu amor.

Nosso mentor fixou um gesto expressivo e falou:

— Pela bondade natural do coração e pelo espontâneo cultivo da virtude, não precisará ela de provas purgatoriais. É de lamentar, contudo, não se tivesse preparado na educação religiosa dos pensamentos. Em breve, porém, ter-se-á adaptado à vida nova. Os bons não encontram obstáculos insuperáveis.

E, desejoso talvez de consubstanciar a síntese da lição, rematou:

— Como veem, a ideia da morte não serve para aliviar, curar ou edificar verdadeiramente. É necessário difundir a ideia da vida vitoriosa. Aliás, o Evangelho já nos ensina, há muitos séculos, que Deus não é Deus de mortos, e, sim, o Pai das criaturas que vivem para sempre.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

LIBERDADE PARA A CRIAÇÃO.

Você quer coisa melhor do que, dar liberdade para que as crianças sejam criativas?

VEJA 6 LIVROS DE CIÊNCIAS CONSIDERADOS OBRIGATÓRIOS POR MARK ZUCKERBERG.

Veja 6 livros de ciência considerados obrigatórios por Mark Zuckerberg

Douglas Ciriaco - Tecmundo - 11/08/2017
Em 2015, Mark Zuckerberg lançou para si mesmo o desafio de ler um livro a cada duas semanas, criando um programa chamado “A Year of Books”. Foi possível acompanhar a sua empreitada por uma página no Facebook e, nesta semana, o site Business Insider reuniu seis livros sobre ciência recomendados pelo presidente e fundador da rede social mais popular do mundo.

1. Sapiens, de Yuval Harari

Em Sapiens: Uma Breve História da Humanidade, o israelense Yuval Harari faz um relato sobre a história dos seres humanos sobre a Terra, que foram “de primatas insignificantes a senhores do mundo”, segundo a L&PM, editora responsável pela publicação do livro aqui no Brasil.

“Quando eu li Sapiens, eu achei o capítulo sobre a evolução do papel da religião na visa humana o mais interessante e quis me aprofundar nisso”, escreveu Zuckerberg.

2. Imunidade, de Eula Biss

Após quase morrer no parto do seu primeiro filho, a escritora estadunidense Eula Biss passou a dedicar a vida a estudar assuntos ligados à saúde, e Imunidade: Germes, Vacinas e Outros Medos é o resultado dessa busca incessante.

“Este livro explora a razão pela qual algumas pessoas questionam as vacinas, e então logicamente explica porque essas dúvidas são infundadas e as vacinas são, de fato, efetivas e seguras”, comentou o criador do Facebook.

3. The Player of Games, de Iain M. Banks

Ficção científica publicada em 1988, The Player of Games, de Iain M. Banks (ainda sem tradução no Brasil) conta a história da humanidade em um futuro próspero no qual nós conquistamos o espaço e pudemos experimentar um ótimo bem-estar graças a robôs superinteligentes.

Apesar de não ser um grande fã de ficção científica, afinal nem sempre elas apresentam rigor científico, Zuckerberg deu uma chance ao livro e curtiu.

4. A Estrutura das Revoluções Científicas, de Thomas Kuhn

Publicado originalmente em 1962, A Estrutura das Revoluções Científicas é um relato sobre a história da ciência e também da produção científica. Um marco no estudo da sociologia do conhecimento, a obra de Kuhn é clássica no gênero e foi responsável por, entre outras coisas, popularizar os termos paradigma e mudança de paradigma.

“É um livro de história da ciência que explora a questão de se a ciência e a tecnologia impulsionam consistentemente o progresso ou se o progresso está relacionado a outras forças sociais”, opinou o presidente do Facebook.

5. Genoma, Matt Ridley

O relato de Matt Ridley sobre o mapeamento do genoma humano fascinou o criador do Facebook. Em Genoma: A Autobiografia de uma Espécie em 23 Capítulos, o autor britânico vai a fundo às descobertas que revolucionaram a medicina e a prática médica ao longo das últimas décadas.

“Este livro visa contar a história da humanidade de uma perspectiva mais genética do que sociológica. Ele deve complementar outros livros de história que eu li neste ano”, afirmou Zuckerberg.

6. The Beginning of Infinity, de David Deutsch

No ensaio The Beginning of Infinity, o físico David Deutsch defende que, independente da área a ser pesquisada — seja ela esportes, arte ou política —, o método científico pode ser utilizado para se descobrir qualquer verdade.

“Este livro se encaixa ao final do ano ao falar sobre como o modo como explicamos as coisas nos abre grandes possibilidades”, comentou.

RESGATE NO UMBRAL, COMO ACONTECE?

Resgate no UMBRAL, como acontece ?

O poder de agressão que um espírito possa ter é somente aquele que nós mesmos lhe damos ao entrarmos em sintonia vibratória com ele. Nenhum ser inferior tem ascendência sobre outro que lhe seja superior. Logo, quando falamos em casos de obsessão é porque todos os espíritos envolvidos comungam do mesmo estado vibratório e, geralmente, até dos mesmos interesses, não havendo superiores ou inferiores.

Quando uma equipe socorrista parte em auxílio a algum espírito, é porque este já se encontra em condições de ser ajudado e já permite algum tipo de ligação psíquica de ordem superior pois, do contrário, não haveria possibilidades dele ser socorrido.

A mesma impossibilidade de afinização vibratória impede que os espíritos inferiores sequer se dêem conta da presença de entidades superiores, que dirá um ataque às mesmas.

Também temos que nos lembrar que as descrições do umbral, apesar de retratarem um local físico específico, o umbral é um estado de espírito, como o céu e o inferno, no linguajar de outras religiões, também o são.
Muitas vezes os espíritos que "estão no umbral', são justamente aqueles que estão tão profundamente mergulhados em suas próprias fantasias que não têm a menor percepção do que ocorre à sua volta.

Outros, em melhor estado, ainda podem interagir entre si e acabam por se agrupar, como é natural a todo ser humano, formando bandos que perambulam próximos (vibratoriamente falando) do plano físico, já que não têm condições de perceberem ambientes mais evoluídos.

É ao conjunto desses espíritos com suas idéias e formações mentais que damos o nome de umbral, e não a um local particular.

Autoria:
Márcia R. Farbelow e Hugo Puertas de Araújo

terça-feira, 22 de agosto de 2017

TURISMO EM CAMPANHA.

                               No último final de semana, dona Lourdinha Valladão recebeu um grupo de colegas professores da UFMG aqui em nossa velha Campanha.
                               Como boa anfitriã que é, Lourdinha os levou em diversos pontos interessantes, como também em vários artesanatos e tapeçarias, o que muito os encantou. Mas, o que mais chamou a atenção da maioria, foi o estado de conservação das nossas casas.
                               Como podemos observar na foto, estiveram também no Morro do Cruzeiro, para que tivessem uma visão panorâmica de boa parte da cidade e de onde se avista também, São Tomé das Letras, Cambuquira, Três Corações, Varginha e o trevo do Palmela. Pelo tempo que estava no dia desta visita, não devem ter visualizado estes lugares.
                               Se gostaram, voltem sempre. Campanha está sempre de portas abertas, para recebe-los.

“QUEM É NOSSO MENTOR ESPIRITUAL E QUAL O SEU PAPEL EM NOSSAS VIDAS”

“QUEM É NOSSO MENTOR ESPIRITUAL E QUAL O SEU PAPEL EM NOSSAS VIDAS”

A imagem pode conter: atividades ao ar livre
              Segundo a Doutrina Espírita, todos os homens que empenham em seguir determinado caminho têm ao seu lado o amparo espiritual daqueles, que, desencarnados, se propõem a ajudar encarnados que têm o mesmo objetivo, crença ou propósito. Médicos, Professores, atores, juízes, religiosos, todos contam com a parceria e orientação, emboramuito sutil, do plano espiritual. Quem nunca recorreu a um amigo ou conselheiro para resolver determinadas questões? Para os médiuns não é diferente, pois estão imbuídos do compromisso que assumiram antes da reencarnação de servir de intermediário entre os dois planos da vida. E todos eles, sem exceção, contam com a presença de um guia espiritual.
              O papel de um mentor é muito parecido com o trabalho de um professor. Quando se aproxima de um médium, é pela sintonia de afinidade. E o seu papel, diferente do que muitos espíritos imaginam, não é o de proteger o seu pupilo, mas sim orientar e ensinar. A proteção espiritual fica a cargo dos espíritos protetores do médium, normalmente familiares e amigos de outras existências, e, também, do anjo da guarda. A função do mentor é exclusivamente de orientação espiritual. André Luiz os classifica como grandes almas, pelo papel desempenhando junto aos homens. Estão muito ligados à humanidade e certamente ainda têm a possibilidade de retorno à carne. Não sabem tudo e estão empenhados em aprender e aprimorar seus conhecimentos para melhor amparar os seus protegidos.
              Um único médium pode ter mais de um mentor e um único espírito pode amparar vários médiuns ao mesmo tempo. Chico Xavier é o nosso maior exemplo: teve Emmanuel como guia por varias décadas de sua existência, e contou também como a colaboração de várias outras entidades que, em momentos diversos, o orientaram e guiaram os seus trabalhos. No caso de Chico, estes espíritos sempre trabalharam com a supervisão de Emmanuel, que era o mentor e orientador de toda a sua vida mediúnica, com o qual havia traçado sua missão na terra.
A importância deles em nossa vida: “se que as vejais, perambulam em vosso meio, atuam em vossos atos, sem que vossos nervos visuais lhes registrem a presença. Edificante é observarmos o sacrifício de tantos seres envolvidos que se consagram a sagrados labores, no planeta das sombras, quais os da regeneração de individualidades obcecadas no mal, atirando-se com destemor a tarefas penosas, cheios de renúncia santificadora”. Analisando as palavras de Emmanuel entendemos que os mentores estão mais próximos de nós do que imaginamos e sua interferência em nosso dia a dia vai além das orientações passadas através da intuição. Eles militam diretamente no plano material e usam este trânsito livre entre os dois planos para auxiliar melhor os seus protegidos. Um mentor sempre guiará seu pupilo nos caminhos certos e se afastará dele naqueles momentos em que o protegido se render as escolhas com as quais o espírito não comunga. Há neste caso, uma divergência de ideias, normalmente ligada aos prazeres inferiores. O mentor costuma se reaproximar do médium quando ele apresenta a vontade de retorna ao caminho certo.
               Allan Kardec perguntou sobre a possibilidade de um espírito abandonar o trabalho junto ao médium que não segue as suas recomendações, obtém a seguinte resposta: “ele se afasta quando vê que seus conselhos são inúteis e a vontade de aceitar a influência dos Espíritos inferiores é mais forte no seu protegido. Mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir; é; porém, o homem quem fecha os ouvidos. O protetor volta logo que seja chamado.”

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

LANÇAMENTO DO LIVRO DAS AVENTURAS DE TADEU.

            Hoje às 19 horas haverá também o lançamento do livro de Simone Póvoa e Tadeu Salgado. No Teatro Capitólio em Varginha.  O título é: COMO sobreVIVER NO EXTERIOR. São história narradas pelo mochileiro Tadeu, em sua andanças por mais de 30 países, gastando muito pouco.

ALUNOS DO GINÁSIO SÃO JOÃO.

                                Reconheci aqui : Paulo Fernando Borges, Waldemar Miranda, Pedro Luiz Lemes, Mozart Fonseca Filho, Dirson Moreira, Dequinha, João Alfredo Paiva, Chiquinho Ruela, Raimundo, Acácio Pereira, Celso Gonçalves Leite, Franz de Pádua Lemes, Irmão Estevam (Geraldo), Gílson Gomes, Luiz Fernando Müller, Carlos Alberto Fonseca e Henrique Napoleão. Se alguém reconhecer outros, por favor comente.

VOCÊ SABE QUANDO A LEITURA SE TORNA UMA DEPENDÊNCIA?

Você sabe quando a leitura se torna uma dependência?

A Crítica - 31/07/2017
A leitura é uma experiência imersiva que confere um novo fôlego para seu cérebro. Ele é responsável por gerar imagens e ideias enquanto você passeia por um blog literário ou mergulha na leitura do seu recém-adquirido romance. Seu cérebro faz novas conexões, estabelece diferentes padrões – uma realidade virtual ao seu alcance.?..

Os Primeiros 10 minutos

O processo é iniciado.

Seus olhos passeiam pelas letras, acostumam-se com a tipografia, a cor do papel, a disposição das palavras. Até mesmo seu olfato é estimulado (neste caso, se estiver lendo um livro impresso). Lentamente, você começa a ser transportado para outra realidade.

Começam os efeitos intelectuais. Seu cérebro lida com estrutura narrativa, já tentando reconhecer a “voz” do autor. Seu cérebro se posiciona no contexto terminológico. Oferece alguma resistência às novas ideias. Tenta te avisar que aquilo que está lendo é ficção (como se você não soubesse). Aos poucos, ele relaxa. Está preparado para se entregar.

30 minutos

Crescem os efeitos. O cérebro está criando os sinais daquilo que você lê. Seu sistema auditivo ouve. Seus olhos veem. Há uma voz em sua cabeça, além de gritos, explosões, brisas – tudo combinado com intensa claridade.

Neste momento, você é transportado para outro tempo e lugar. Sem perceber, seu corpo reage à tensão do momento. Você remexe os dedos, rói unhas, manuseia objetos. Você está lá, embora, ache que ainda esteja aqui.

60 minutos

A imersão é total. Você reage de forma perpendicular ao conteúdo da literatura: de tristeza profunda a grande alegria. Sem que se dê conta, sua boca começa a produzir diversos ruídos capazes de incomodar pessoas próximas: como resmungos ou gargalhadas. Há uma intensa conectividade psicológica com personagens e eventos. Você se distancia do mundo real. Às vezes, seus olhos se distanciam do papel e fixam-se vagamente na parede. Seus olhos visualizam tudo, em todas as cores e formas. Mas para quem o observa, você aparenta ser apenas uma figura de olhar lânguido, débil, quase um drogado. Este é o efeito de quem está sendo progressivamente exposto a novas ideias. O aprendizado e seus efeitos colaterais.

Horas

Já está presente a dependência. Separar o leitor do livro provoca sinais de abstinência como irritabilidade. Neste momento, você já experimenta o poder de envolvimento da história. Atividades normais (e essenciais) do dia a dia, como comer e dormir, podem ser negligenciadas sem que você sequer perceba.

Dias e Semanas

Dependendo do seu ritmo de leitura e do tamanho do livro, muito provavelmente, após semanas de leitura, o livro chegou ao fim. Você experimenta uma sensação de intensa melancolia. Na verdade, neste momento, muitos leitores recomeçam a ler o livro – uma forma de recuperar a intensidade que experimentaram na primeira vez.

Finalizado o livro e de volta a realidade, o mundo parece mais complicado e, ao mesmo tempo, sem graça. Não há cores e romantismo. Não há suspense e reviravoltas. Para seguir em frente, você precisa de uma dose mais forte de “mundo paralelo”. E busca outro livro, volumes ainda mais desafiadores após um breve período de recuperação.

Anos

Você já é um leitor habitual. A literatura serpenteia suas veias. Seu cérebro não se contenta com menos. Você possui um conhecimento geral ampliado e uma visão mais perspicaz do mundo ao seu redor. Um ciclo constante de aprendizado. Como um leitor habitual, você está sob iluminação contínua e uma curiosidade intelectual que é, diariamente, aprimorada.?