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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

COMEÇA HOJE O MUNDIAL DE VOLEI MASCULINO.

O Super Campeão de Vôlei Masculino SADA/CRUZEIRO começa o mundial hoje.
            É muito estranho o comportamento da imprensa esportiva nacional. Será que os profissionais do esporte são conhecem o futebol? Ou outros esportes só são reconhecidos quando estão em São Paulo ou Rio de Janeiro?

            O maior campeão brasileiro de vôlei masculino de todos os tempos o Sada/Cruzeiro de Minas Gerais começa hoje a disputa do mundial, na Polônia. O Sada/Cruzeiro já disputou seis campeonatos mundiais dos quais, venceu três vezes , em 2013 - 2014 - 2016.

            Você poderá assistir pelo Sport TV a partir da 20:30 de hoje, quando O SADA/CRUEIRO estará enfrentando o tetra campeão italiano, o LUBE CIVITANOVA.

            Amanhã a noite, o SADA/CRUZEIRO enfrentará o campeão do Irã SARMAYEH BANK e na quinta-feira a noite jogará contra o campeão polonês ZAKSA KEDIERZYN-KOLE.

            No sábado a tarde acontecerá a semi-final e a decisão acontecerá no domingo a tarde.

O BLOCO DAS DOMÉSTICAS NO CEC.

               Nos bons tempos do carnaval de salão quase todo mundo tinha o seu bloco ou sua fantasia individual. Aqui num dos últimos carnavais do CEC, o bloco das domésticas;
               Caia, ?, ?, Adrimênia, Cristina, Tonica e Adricéia.
               Adriene, Jesualda, Mara e Márcia.

DEPOIS DA SEPARAÇÃO.

DEPOIS DA SEPARAÇÃO - Carta de Filho desencarnado aos Pais !

Mamãe e Papai:

Trazendo-lhes meu coração, como acontece em todos os dias, estou aqui reafirmando nossas preces habituais a Jesus.
Se é possível misturar felicidade com saudade, sinto-me infinitamente feliz.
Nosso amor venceu a morte.
Nossa fé venceu a dor.
Em verdade, qual acontece ao Papai, tenho lágrimas nos olhos, contudo lágrimas de alegria porque nos reencontramos no mundo vasto.
A Bênção Divina marcou as nossas esperanças e chegamos a essa bendita integração espiritual em que nos continuamos uns nos outros.
Pouco a pouco, recupero as recordações de tudo o que a vida relegou para trás.
Nossos laços carinhosos de hoje são flores de abençoada luz que se farão frutos de progresso na Espiritualidade, em futuro próximo; mas, lá no fundo da linha vertical do destino por onde nos elevamos em busca de Deus, jazem as raízes do pretérito ditando as razões da nossa luta de agora.
Não existe problema sem o começo necessário; não existe sofrimento cujas causas não se entre lacem a distância.
Respeitemos a provação que nos separou e louvemo-la pelo tesouro de claridades sublimes que nos trouxe.
Não fosse a noite e jamais saberíamos identificar a glória do dia.
A morte pode ser a morte para muitos; mas para nós foi ressurreição numa era nova.
Dela extraímos a riqueza de uma vida superior que naturalmente nos guia os impulsos de conhecimento ao encontro da Humanidade Maior.
Graças a Deus tenho aprendido algo.
A criança que conheceram sente-se, hoje, companheiro e amigo, devedor insolúvel nas estradas eternas.
A bondade do Senhor, com o carinho que recebo de ambos, operou em mim o milagre de uma compreensão mais enobrecida.
Somos associados de muitas empresas, batalhadores de muitos combates, irmãos de ideal e de alegria, de aflição e de luta em muitas jornadas na Terra...
Quisera que as energias condensadas da carne, por instantes, fugissem à lei que as governa, a fim de revelar-lhes, assim como na luz de um relâmpago, os quadros imensos da retaguarda...
Entretanto, as circunstâncias são a vontade justa do Senhor e devemos respeitá-las.
Por muito se demorem na carne, separa-nos tão somente um breve hoje.
Das sombras que abraçam o pó do mundo, emergimos cantando a felicidade de nossa inalterável comunhão.
Até lá, porém, é imprescindível trabalhemos.
Nossos dias de angústia e de perplexidade passaram, como passaram as primeiras horas de ansiedade em que as nossas notícias mútuas eram como que o único alimento capaz de saciar-nos a alma atormentada...
Agora, temos um campo enorme à frente do coração.
Campo de serviço que em suas mínimas particularidades nos requisita à plantação de novos destinos.
Começa na família e espraia-se, infinito, no território das vidas diferentes que se ligam às nossas por misteriosos elos do espírito.
Não se sintam sozinhos, não sofram, não lastimem...
Estamos juntos hoje quanto ontem, à procura de nossas sublimes realizações.
Compreendo as dificuldades que ainda interferem com os nossos desejos.
Entretanto, rogo-lhes coragem.
Doando nossas disponibilidades espirituais, ao tempo, através da nossa aplicação incessante com o bem, do tempo recebemos a quitação de nossos débitos, porque a Divina Providência nos entrega, por intermédio dele, os trabalhos que precisamos efetuar, a benefício de nossa própria felicidade.
Confiemos no Cristo para que o Cristo confie em nós.
O sonho de solidariedade humana que nos vibra no peito não é uma luz que esteja nascendo, de improviso, no vaso de nossos sentimentos.
Vem de longe, de muito longe...
E, tão grande é a importância de que se reveste, que a dor veio ao nosso encontro, despertando-nos para a divina edificação.
Saciedade no mundo é prejuízo de nossa alma.
É por isso que Jesus preferiu o madeiro do sacrifício, com a incompreensão dos homens e com a sede de amor.
Rejubilemo-nos no calvário de nossa paixão por maiores luzes.
A subida é áspera para quem deseja o ar puro dos cimos.
Continuemos caminhando sob a inspiração do nosso Divino Mestre.
É tudo o que podemos fazer de melhor.
De nós mesmos, atentos à insegurança de nossas aquisições, nosso passo seria vacilante entre a luz e a sombra, entre o bem e o mal...
Com Cristo, porém, cessam as dúvidas.
O sacrifício de nossos desejos aos desígnios do Céu é a chave de nossa felicidade real.
Mamãe, à vovó envio o meu pensamento muito carinhoso, com lembranças a todos de casa.
Envolvendo-os assim, em meu coração e em meu carinho, beija-lhes as mãos entrelaçadas com as minhas o filho saudoso e reconhecido que, em cada dia, lhes segue afetuosamente os passos.

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Espírito: Carlos Augusto
Médium:Francisco Cândido Xavier
Livro: Relicário de Luz

CRIANÇAS REFUGIADAS PUBLICAM LIVROS COM SUAS HISTÓRIAS E SONHOS.

Crianças refugiadas publicam livros com suas histórias e sonhos

Ludmilla Souza - Jornal GGN 
Os sonhos, pensamentos e desenhos de 22 crianças refugiadas no Brasil agora viraram livro. Entre as autoras está a síria Shahad Al Saiddaoud, de 12 anos. “A paz começa com um sorriso no rosto. Quero meu país, a Síria, feliz, sem guerras”, deseja ela. Suas irmãs Yasmin, 7, e Razan, 5, também participam da coleção, mas com desenhos que ilustram a alegria de estar no Brasil, longe da guerra civil que devasta a Síria há seis anos. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), 5 milhões de sírios deixaram sua terra natal.

Refugiadas junto com seus pais no Brasil, Shahad, Yasmin e Razan e também outras 19 crianças, de 5 a 13 anos, puseram seus sonhos no papel e a partir de agora compartilham suas histórias e emoções na primeira coleção de livros infantis escritos por crianças refugiadas lançada no país.

“No livro falo sobre meu sonho, sobre a Síria, sobre meus parentes, eu queria todo mundo feliz na Síria, não queria guerra. Esse é meu sonho, queria todo mundo em paz”, emociona-se Shahad, que está há pouco mais de um ano no Brasil. Já as irmãs falam pouco o português ainda, mas afirmam que gostaram de participar da coleção. Já Shahad, quer escrever outro livro. “Quero fazer uma ficção agora”, adianta.

O projeto é resultado da parceria da AlphaGraphics, empresa de impressão digital, com o Instituto de Reintegração do Refugiado (Adus) e a Estante Mágica, que atua com projetos editoriais pedagógicos voltados a crianças. “Virou mais do que um projeto, virou um sonho”, conta um dos idealizadores da coleção de livros, Rodrigo Abreu, conselheiro do Adus e CEO da AlphaGraphics Brasil.

Ele conta que a ideia surgiu depois que ele se tornou conselheiro do instituto e quis unir os dois projetos. “Pedimos para que as crianças nos contassem os seus sonhos e o resultado foi incrível, mostrando que o que falta para elas é uma simples oportunidade”, completa Abreu.

A AlphaGraphics foi a responsável pela impressão dos livros e a seleção das crianças ficou por conta do Adus. “Desde 2010, temos como missão no Adus atuar em parceria com refugiados e pessoas em situação análoga ao refúgio para sua reintegração à sociedade. Buscamos a valorização e inserção socioeconômica, cultural para que se reconheçam e exerçam a cidadania novamente”, explica Marcelo Haydu, diretor executivo da instituição.

Dois educadores da Estante Mágica prepararam o ambiente, conversaram com os pequenos autores, ouvindo as histórias e trajetórias de cada um. Imersos num mundo da imaginação e criatividade, cada uma das crianças se permitiu pensar nos seus maiores sonhos e então colocaram no papel todas as suas fantasias e expectativas.

Segundo Abreu, nesta primeira etapa os livros não serão vendidos. “A primeira edição foi para as famílias das crianças, para o Adus, e a imprensa, e agora vamos entregar para escolas e bibliotecas”. Futuramente, as vendas serão revertidas às famílias das crianças e a projetos que apoiam refugiados no Brasil. Para o idealizador, o projeto ainda não terminou. “Vamos dar oportunidade para novas crianças e as que participaram poderão fazer novas edições”.

Os sonhos das jovens autoras vão longe – de princesas a astronautas. No fértil imaginário infantil, bosques, arco-íris, helicópteros, Chapeuzinho Vermelho e a paz são alguns dos personagens e referências que dão vida às histórias e ilustrações de seus primeiros livros, agora eternizados. Acima de tudo, os pequenos sobreviventes compartilham suas histórias de resiliência e esperança.

“Meu nome é Bader Munir Bader. Tenho 5 anos. Gosto do sol. Dos pássaros. E das cores bonitas”, escreve Bader, 5 anos, nascido na Arábia Saudita. Na história, ele conta que adora futebol, pular e sua cor preferida é verde-claro.”As pessoas não têm coração para fazer o bem para outras pessoas”, conta a síria Hebra, fã de história, geografia, artes e educação física.

Crianças refugiadas

Segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), mais de 9 mil refugiados de 82 nacionalidades vivem no Brasil, principalmente vindos da Síria, Angola, Colômbia, República Democrática do Congo e Palestina. Do total acumulado de refugiados entre 2010 e 2015 (4.456), 599 eram crianças entre 0 e 12 anos, compondo 13,2% da população refugiada no país.

Para a legislação brasileira, a criança refugiada é aquela que foi obrigada a deixar seu país devido a um temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social, opiniões políticas de seus familiares, conflitos armados, violência e violação generalizada de direitos humanos.

No mundo todo, 91% das crianças estão matriculadas na escola primária, enquanto que entre as crianças refugiadas esse índice é de apenas 61%, segundo dados do Escritório das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

ARI BARROSO VISITA CAMPANHA.

O grande compositor Ari Barroso, autor de muitos hinos de vários clubes de futebol, animador de programa de auditório, narrador de futebol, flamenguista doente, aparece nesta foto, de terno branco ao lado do maestro Walter Sales e vários músicos e foliões, em um dos carnavais da Campanha.

PROJETO EDUCACIONAL INCENTIVA ALUNOS A LEITURA E ARTES CÊNICAS EM JI-PARANÁ RO

Projeto educacional incentiva alunos a leitura e artes cênicas em Ji-Paraná, (RO)

Pâmela Fernandes - G1

Um projeto de incentivo à leitura aproximou alunos da Escola Municipal Jamil Vilas Boas dos livros e também do teatro, em Ji-Paraná (RO), a cerca de 370 quilômetros de Porto Velho. O 'Projeto Um Mundo Encantado de Conhecimento' está na quinta edição e apresentou 14 peças tetrais nos dois turnos, por 425 alunos, no início do fim de semana.
Segundo a professora da educação infantil, Giucéia Jacinto, o projeto acontece há cinco anos e é uma maneira diferenciada de aprendizagem. “As crianças se divertem e aprendem ao mesmo tempo. Elas trabalham em sala de aula as histórias e depois as crianças expõem o que aprenderam de uma maneira lúdica, diferenciada”, explica.
De acordo com Giucéia, dentro do projeto que acontece anualmente, as crianças trabalham várias histórias. Os alunos são incentivados a produzirem seus figurinos e ver na prática tudo que aprenderam durante a leitura.
“Nós queremos mostrar aos alunos que a leitura faz toda diferença na nossa vida. Se eles lerem, conseguem ampliar todo o conhecimento. Todo o tipo de leitura é muito importante. Ensinar através das leituras dos contos de fadas o que é a vida real”, diz a professora.
Estudante do 5° ano, Arthur de Souza, conhece bem o projeto, pois participa desde o início. Neste ano, Arhtur fez parte da teatro “Daniel Na Cova dos Leões”. Para ele o projeto foi muito importante para o desenvolvimento da leitura.
A estudante, Yasmim do Bonfim Santos, conta que estuda na escola há quatro anos e participou das edições anteriores. “O que eu mais gostei, foi o mistério da lagartixa, pois todos queria saber qual era o mistério. Mas, a parte que eu mais gosto no projeto é mesmo da leitura, pois ela me ajuda na aprendizagem”, afirma a estudante.
A estudante Rawany Bueno Oliveira Ribeiro, está no último ano e terá que mudar de escola no ano que vem, porque na instituição é oferecido ensino apenas até o 5º ano. Ela conta que está com o coração apertado por saber que não vai mais participar.
“Eu fico muito triste. Estou aqui desde o primeiro ano e somos uma família. Mas, eu sei que a gente passou por uma etapa de aprendizagem muito feliz”, afirma a aluna.

A MELHORA ANTES DA MORTE!

A MELHORA antes da MORTE ! Por quê muitas pessoas apresentam melhora geral antes de morrer ???


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé e área interna
Em caso de doença, o processo de Desligamento do doente ocorre mais lentamente. Por vezes acontece que as equipes socorristas iniciam o processo de Desligamento, mas os parentes estão junto ao doente e vibram tão intensamente para que este fique bom, que dificultam muito o seu processo de Desligamento. Para resolver esta situação, os socorristas fazem com que o doente tenha uma repentina melhora. Desta forma os familiares ficam aliviados e afastam-se, continuando as suas tarefas diárias. Neste momento, os socorristas podem retomar o processo de Desligamento e o doente vem a falecer em pouco tempo.

Num velório costuma haver uma nuvem cinzenta de tanta Tristeza que paira no local. Às vezes o espírito está ausente, já Desligado da matéria. Outras vezes o espírito está confuso no local e por vezes está a dormir junto ao corpo. O que dificulta nestes lugares é a Tristeza e a Choradeira das pessoas.

Seria tão Maravilhoso se Todos Compreendessem a Desencarnação como ela Verdadeiramente É e Aceitassem a Ausência Física, Ajudando o desencarnado com Pensamentos de Estímulos, Amor, Carinho, Rezando por ele com Fé, Ajudando-o no seu Desligamento e na sua ida a sua Nova Jornada no Plano Espiritual!!!

O Melhor desencarne é de uma pessoa que foi Espiritualizada em Vida, pois desencarna de uma maneira Completamente Tranquila, como que dormindo e acordando num Belo local, entre Amigos!!! É um Regressar Tranquilamente à Verdadeira Casa!!

Antonio Carlos Piesigilli

sábado, 9 de dezembro de 2017

BANDA GIULIETTA DIONESI

                   Banda Giulietta Dionesi  em 1899, considerada a primeira banda da Campanha. A direção era do senhor Antônio Faustino Figueiredo Brasil e a regência do maestro Zoroastro de Azevedo Pamplona.

A BORBOLETA É LIÇÃO DE QUE TUDO NA VIDA É PASSAGEIRO:

A BORBOLETA É LIÇÃO DE QUE TUDO NA VIDA É PASSAGEIRO:

Resultado de imagem para fotos de borboletas
No ciclo de vida, 
as borboletas processam uma metamorfose completa 
em quatro fases bem definidas e bastante distintas como
ovos, larvas, crisálidas, e finalmente borboletas.
Cabe a nós, se quisermos seguir o exemplo,
distinguir qual das fases nos cai melhor.
E se decidirmos ser borboletas,
é preciso saber sempre,
como ela, que tudo é passageiro.
Cada parte, triste ou feliz da vida,
aceitemos ou não, faz parte desse ciclo.
Conscientizemo-nos então, de que tudo é passageiro
e que amanhã será um novo dia sempre....

"A VIDA É DURA PARA AS CRIANÇAS TAMBÉM"

'A vida é dura para as crianças também'

Bia Reis e Cristiane Rogerio - O Estado de S.Paulo

Educadora há 35 anos, Márcia Leite foi professora dos ensinos fundamental e médio. Escreve para crianças e jovens desde 1986 e publicou mais de 40 livros. Em 2011, com Leonardo Chianca, ela criou a Editora Pulo do Gato. Em entrevista ao Estado, Márcia fala sobre a necessidade de levar às crianças livros que facilitem o diálogo sobre temas sobre os quais elas têm curiosidade ou necessidade de diálogo - mesmo quando esses temas são tristes ou controversos. Leia abaixo trechos da entrevista.

Quando vemos o catálogo da Editora Pulo do Gato, impressionam a coragem de tocar em temas tristes e também a maneira como eles são tratados. Abordar esses temas com as crianças e, de certa forma, com os adultos, é uma missão?

Acho que a palavra vocação talvez seja mais apropriada que missão. A Pulo tem um DNA muito particular, por ser uma editora independente criada e tocada por dois educadores, autores e editores. Nosso catálogo revela os temas que importam e habitam a pessoa do editor. Pensando assim, o fato de termos livros que falam de direitos humanos, da criança em situações de vulnerabilidade, da guerra e do refúgio vista pelo foco da infância, entre outros, não deve ter sido coincidência e sim consciência da necessidade e importância de obras como essas. Crianças precisam de livros que permitam interlocuções sobre temas que as rondam direta ou indiretamente e sobre os quais têm curiosidade ou necessidade de diálogo. Se alguns temas são tristes, duros, controversos, comoventes, bem, a vida é assim também para as crianças.

Ao tratar desses temas, os livros podem tocar os envolvidos de maneira diferente? Acredita que eles repercutem nas famílias e na sociedade como um todo?

Se eu não acreditasse não seria educadora. Trabalhei 30 anos em escola, então não dá para ser educadora só de vez em quando, nem editor. Um catálogo é fruto de um percurso de escolhas coerentes. De tentativas, erros e acertos, assim como a educação. O projeto editorial da Pulo tenta dialogar com nossa visão de mundo, que é nunca reduzir e nunca dizer nunca para um tema. 

O diálogo entre texto e imagem no livro ilustrado pode ampliar a busca poética como forma de abordar assuntos difíceis como Mariana ou refugiados?

Um livro ilustrado é um jogo sem regras em que a busca dos sentidos pode acontecer pelas mais improváveis e inusitadas combinações entre as linguagens visuais e verbais, incluindo o projeto gráfico. Quanto mais possibilidades de desvios de rotas, de fuga da obviedade, a mais possibilidades interpretativas o leitor será exposto. A ausência da poética faz com que o tema grite em torno de um discurso unívoco. Num bom livro ilustrado, tudo é pensado para a pluralidade. 

E por que vale a pena publicá-los?

Livros podem fazer diferença na vida das crianças. Elas não têm qualquer dificuldade com temas considerados delicados, controversos ou difíceis. Difíceis são os adultos que precisam ser convencidos de que as crianças não vivem uma realidade paralela à deles. E que têm direito de conhecer e compreender o mundo pelas lentes cuidadosas da linguagem simbólica, na literatura e no livro ilustrado.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

MONSENHOR MESQUITA

                    Na década de 50, comecinho da de 60 era o vigário da Campanha, o Monsenhor João Rabelo de Mesquita. Eu ainda era bem criança, mas me lembro bem do Monsenhor enérgico, preocupado com os bons costumes, e talvez seja este um dos motivos pela existência da Cruzada Eucarística. 
                    Naquela época era reitor do Seminário o também saudoso Monsenhor Domingos Prado da Fonseca. 
                    Havia um entrosamento perfeito dos seminaristas com o pessoal da Cruzada Eucarística na realização de várias atividades como, as visitas que fazíamos às comunidades carentes, à Vila Vicentina, os campeonatos de futebol de salão na quadra do Seminário, de futebol de mesa, de Ping pong, teatros e outras.
                    Bons tempos, que deveriam ter tido sequência, pois aprendíamos a nos relacionar com os mais variados tipos de pessoas, de onde tirávamos muitas lições de vida tais como; fraternidade, amizade, solidariedade, amor ao próximo, humildade e caridade.
                    Hoje não temos mais a Cruzada Eucarística e nem o relacionamento da comunidade com os seminaristas. Que saudade daqueles tempos e das amizades dos jovens Tomé, Ditinho, Simão, Paganelli e tantos outros seminaristas que deixaram saudade.


O ESPIRITISMO PODE CONTRIBUIR PARA O TRATAMENTO DAS DOENÇAS?

1 - O Espiritismo pode contribuir para o tratamento das doenças?

Nenhum texto alternativo automático disponível.
Emmanuel - A doutrina Espírita, expressando o Cristianismo Redivivo, não apenas descortina os panoramas radiantes da imortalidade, ante o grande futuro, mas é igualmente luz para o homem, a clarear-lhe o caminho; desse modo, desempenha função específica no tratamento das doenças que fustigam a Humanidade, por ensinar a medicina da alma, em bases no amor construtivo e reedificante.
Nas trilhas da experiência terrestre, realmente, a cada trecho, surpreendemos desequilíbrios, a se exprimirem por enfermidades individuais ou coletivas.

2 - Existe uma patologia da alma?

Emmanuel - Mágoas, ressentimentos, desesperos, atritos e irritações entretecem crises do pensamento, estabelecendo lesões mentais que culminam em processos patológicos, no corpo e na alma, quando não se convertem, de pronto, em pábulo da loucura ou em sombra da morte.

3 - Por que acontece assim?

Emmanuel - Isso acontece porque milhões de criaturas, repostas no lar, recapitulam amargosas e graves experiências, junto àqueles que atormentaram outrora ou que outrora lhes foram implacáveis verdugos; metamorfoseados em companheiros que, às vezes, trazem o nome de pais e figuram-se adversários intransigentes; responderam por filhos e mais se assemelham a duros algozes dos corações afetuosos que lhes deram o tesouro do berço; carregam a certidão de esposos e parecem forçados, em algemas duplas na pedreira do sofrimento; fazem-se conhecidos por titulares da parentela e exibem-se, à feição de carrascos tranquilos.

4 - Como classificar o reduto doméstico, onde se reúnem sob os mesmos interesses e sob o mesmo sangue os inimigos de existências passadas?

Emmanuel - Do ponto de vista mental, os adversários do pretérito, reencarnados no presente, expandem entre si tamanha carga vibratória de crueldade e rebeldia, que transfiguram o ninho familiar em furna, minado por miríades de raios destrutivos de azedume e aversão.

5 - Qual o papel dos princípios espíritas diante dos conflitos familiares?
Emmanuel - Diante dos conflitos familiares, surgem os princípios espíritas por medicação providencial.

6 - Qual o ponto fundamental do socorro espírita nos males de origem doméstica?
Emmanuel - Claramente, na educação individual e, evidenciando a reencarnação, destaca o impositivo da tolerância mútua, por terapêutica espiritual imediata, a fim de que os pontos nevrálgicos do indivíduo ou do grupo sejam definitivamente sanados.

7 - Como classificam a Doutrina Espírita as pessoas difíceis da convivência ou da consanguinidade?
Emmanuel - A Doutrina Espírita, proclamando o entendimento fraterno por medida inalienável, perante os ajustes precisos, cataloga os irmãos transviados na ficha dos enfermos carecentes de compaixão e socorro.

8 - Como funcionam os ensinamentos espíritas na cura dos males que infelicitam as criaturas humanas?

Emmanuel - Os ensinamentos espíritas, despertando a mente para a necessidade do trabalho e do estudo espontâneo, preparam a criatura em qualquer situação, para a obra do aperfeiçoamento próprio e desvelando a continuidade da vida, para lá da morte, patenteiam ao raciocínio de cada um que a individualidade não encontrará, além-túmulo, qualquer prerrogativa e sim a felicidade ou o infortúnio que construiu para si mesma, através daquilo que fez aos semelhantes.

9 - A caridade pode auxiliar nas curas dos males humanos?

Emmanuel - Fácil verificar, assim, que a Doutrina Espírita encerra a filosofia do pensamento reto, por agente preservativo da saúde moral, e consubstancia a religião natural do bem, cujas manifestações definem a caridade por terapêutica de alívio e correção de todos os males que afligem a existência.

10 - Em que fórmulas essenciais se baseiam a terapêutica espírita?

Emmanuel - Com os ensinamentos espíritas aprendemos que os atos de bondade, ainda os mais apagados e pequeninos, são plantações de alegrias eternas e que o perdão incondicional das ofensas é a fórmula santificante para supressão da dor e renovação do destino.

11 - Quais são os medicamentos do espírito?

Emmanuel - Nas atividades espíritas, colhemos do magnetismo sublimados benefícios imediatos, seja no clima do passe, sob o influxo da oração, ou no culto sistemático do Evangelho no Lar, por intermédio dos quais, benfeitores e amigos desencarnados nos reequilibram as forças, através da inspiração elevada, apaziguando-nos os pensamentos, ou se valem de recursos mediúnicos esparsos no ambiente, a fim de nos propiciarem socorro à alma aflita ou às energias exaustas.

Se abraçastes, pois, a Doutrina Espírita, perlustra-lhes os ensinos e compreenderás que a humildade e a benevolência, o serviço e a abnegação, a paciência e a esperança, a solidariedade e o otimismo são medicamentos do Espírito, transformando lutas em lições e dificuldades em bênçãos, porque no fundo de cada esclarecimento e de cada mensagem consoladora, que te fluem da inspiração, ouvirás a palavra do Cristo:

“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

EMMANUEL (DO LIVRO “LEIS DO AMOR”, FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER E WALDO VIEIRA

CHRISTINE FONTELLES, DA; "EU QUERO MINHA BIBLIOTECA."

Entrevista: Christine Fontelles da; Eu Quero Minha Biblioteca

Plataforma Pró-Livro 
Christine Fontelles é cientista social pela PUC/SP com MBA em Marketing pela FIA/FEA/USP. Foi co-idealizadora do INSTITUTO ECOFUTURO, idealizadora do PROGRAMA LER É PRECISO, realizado há 15 anos e voltado para criação e qualificação de políticas de inclusão na cultura escrita, e da campanha EU QUERO MINHA BIBLIOTECA pela universalização de bibliotecas públicas no País, a qual coordena.

Autora de diversos artigos publicados sobre os temas educação para a leitura, literatura e biblioteca, é integrante e conselheira do Movimento por um Brasil Literário e do conselho curador da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

Em entrevista à Plataforma Pró-Livro, ela fala sobre a importância de saber ler com gosto e competência e sobre a importância das bibliotecas para a sociedade brasileira. Ressalta ainda a importância da informação para que a sociedade civil e os gestores escolares possam lutar pela cultura do livro no Brasil

Plataforma – O que é a Campanha Quero Minha Biblioteca e quais são os principais objetivos dela?

Christine – Eu Quero Minha Biblioteca é uma campanha pela universalização de bibliotecas em escola. Queremos contribuir com a efetividade da Lei 12.244/10, que determina que todas as escolas públicas e privadas do Brasil devem ter sua biblioteca até maio de 2020. Ela foi lançada em 2012 com objetivo de divulgar informações que possam contribuir para políticas públicas de biblioteca. Produzimos cartilhas informativas para a sociedade civil, gestores escolares e gestores públicos. Nesses materiais estão listados, inclusive, quais recursos públicos podem ser pleiteados para bibliotecas. Trabalhamos, então, com divulgações de informações, além de termos uma agenda governamental em Brasília.

A escola, em muitos casos, é único meio de acesso à cultura e à educação. A Eu Quero Minha Biblioteca objetiva também trazer as comunidades para a luta pela criação de mais bibliotecas, reconhecendo o valor que esses espaços possuem. Há dinheiro público que pode ser investido sim, em alguns lugares há. Tem emenda parlamentar, tem os programas federais, o Mais Cultura. Temos que lembrar o tempo todo que o que fica fora do planejamento público não recebe orçamento. Com a informação em mãos, a sociedade pode se mobilizar para lutar por seus direitos. Tenho visto nossos materiais circulando pelas redes sociais e, em muitos deles, professores e bibliotecários estão marcando parlamentares, há um burburinho. Ano que vem tem eleições, estaremos em campo dizendo a importância de os candidatos incluírem as bibliotecas em seus planos de ação.

Plataforma – Quais são os principais desafios ao falarmos sobre a cultura do livro no Brasil?

Os desafios são inúmeros. A começar pelo fato de que 55% das escolas públicas não têm biblioteca e que em 90% dos municípios brasileiros não existem livrarias. A biblioteca, portanto, democratiza e possibilita o acesso aos livros. Muita gente comenta que a biblioteca só faz empréstimos de livros, mas se a gente pensar nesse contexto, ela então adquire um papel fundamental. No entanto, só formamos crianças e jovens leitores se tivermos famílias e professores que leem e incentivam o hábito. É uma construção. Então, os momentos de leitura nas escolas precisam estar presentes e ser realizados com diversas estratégias. Uma vez iniciados nessa trajetória, os alunos seguem lendo. O que precisa ser discutido o tempo todo no ambiente escolar, entre docentes e gestores, é o que deve ser colocado em prática para se obter o objetivo que se pretende alcançar.

Plataforma – Por que você acha que a pauta da ausência de bibliotecas em mais de 50% das escolas públicas e a desatualização dos acervos não é capaz, por si só, de sensibilizar a sociedade civil para a causa?

Porque ela vê valor nos livros. De uma forma geral, a sociedade brasileira não é consumidora de livros. Isso porque o repertório da leitura deve ser internalizado desde o útero materno. Na primeira infância temos que ter livros por perto, é importante ter essa jornada. Isso porque aprender a ler é um processo longo e que demanda muitas estratégias, mas não se tem muito essa noção da transversalidade da leitura. O que acaba acontecendo é que gente passa direto para a cultura de massa. Então, de um lado, os pais não leem para os filhos e, de outro, os professores vão pra escola sem ser leitores. Como desenvolver esse valor social com quase 500 anos sem ter essa experiência? Na escola, a literatura, em grande parte das vezes, está no território das respostas certas, ou seja, os alunos leem para responder questionários em vez de ter a oportunidade de construir um repertório sofisticado e ampliado sobre as leituras de determinado texto. Então, em vez de gostar de ler, a criança desenvolve uma raiva danada. Diante de experiências ruins ou da não experimentação da construção de senso crítico e de uma série de valores que são construídos a partir de boa experiências com a literatura, a sociedade desconhece o valor dela. Sem essa referência, ela não se sensibiliza para a causa.

No dia 21 será realizado o Diálogos 2017, evento do Movimento Brasil Literário, que vai reunir especialistas para debater o que só a literatura tem a nos oferecer. O Instituto Pró-Livro foi convidado para apresentar a Pesquisa Retratos da Leitura. Qual é a importância de levantamentos como os Retratos para a melhora dos índices de leitura do Brasil?

Na minha visão, a importância da Pesquisa se dá não só por seus dados, mas também sobre o que fazer a partir deles. O que a Retratos da Leitura faz é provocar, chamar a atenção para a necessidade de mudanças. Não podemos jamais usar as informações fornecidas por ela para sermos fatalistas. Se ela nos mostra que um dos escritores mais lidos do Brasil é Machado de Assis, o pensamento deve ser como podemos trabalhar outros textos de Machado ou a partir de Machado. Se nossos professores estão lendo pouco, o pensamento deveria ser como organizar os ambientes escolares de modo a oferecer mais oportunidades formativas aos docentes, e por aí vai. O Diálogos 2017 será um ambiente de troca de informações e de discussões sobre como podemos sair do lugar. Já passamos da hora de ampliar a discussão sobre a importância da leitura. É necessário promover debates de qualidade sobre como formar leitores e sobre como fazer a sociedade brasileira perceber, de fato, valor nos livros.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

"A ESCOLA NÃO PODE ESPELHAR A SOCIEDADE,ELA DEVE MUDAR A SOCIEDADE"

'A escola não pode espelhar a sociedade, ela deve mudar a sociedade', diz ministro sueco em Porto Alegre

Larissa Roso - Gaucha ZH 

Em dois anos, todas as crianças suecas estarão estudando programação de computador a partir do 1º ano do Ensino Fundamental. A reforma curricular em curso na nação nórdica – onde o ensino é gratuito para todos, da pré-escola à universidade – também prevê foco no desenvolvimento das habilidades que permitem que os alunos sejam capazes de diferenciar fatos e mentiras, as fake news, na internet. Ministro da Educação da Suécia e professor de História de formação, Gustav Fridolin, 34 anos, esteve em Porto Alegre no último final de semana para participar da programação da 63ª Feira do Livro, na qual seu país é um dos homenageados.

Fridolin também é porta-voz do Partido Verde, atualmente no governo, e ativista da causa ambiental. Aproveitou a estadia na Capital para um passeio de bicicleta pelas ruas do Centro, da Cidade Baixa e do Bom Fim. Ao final da pedalada, comentou que é possível perceber um interesse das autoridades em criar alternativas de locomoção na cidade, mas que “ainda há desafios”.

As crianças suecas vão começar a estudar programação de computadores a partir do primeiro ano da escola primária. Por quê?

Muitas já fazem isso. Em 2019, passará a ser obrigatório. Isso faz parte de um projeto mais amplo: a reforma do nosso currículo também inclui habilidades digitais para que os alunos se tornem aptos a prestar atenção nas fontes de informação da internet, separar fatos de mentiras, notícias de propaganda. Isso é necessário por duas razões: as escolas deveriam preparar todos os seus jovens cidadãos para serem cidadãos democráticos. Para isso, você precisa entender a sociedade, tomar decisões bem embasadas, ser capaz de refletir sobre as informações. Para mudar o mundo, você precisa entender o mundo, e programação é uma das coisas que, a exemplo de eletricidade ou infraestrutura, afetam nossa vida diária. Se você não entender isso, não poderá entender a sociedade, e se não entender a sociedade não poderá mudá-la. A outra razão é que habilidades digitais e de programação são necessárias no mercado de trabalho.

Aqui há professores em greve e recebendo salários parcelados. Em geral, os melhores alunos não querem lecionar. Como é a vida de professor na Suécia?

Tem sido um desafio também para nós. Nossa população infantil está crescendo, em grande parte devido a crianças que nascem na Suécia, o que é ótimo, mas também porque estamos recebendo crianças vindas de zonas conflagradas, como Síria e Afeganistão, e também é fantástico que possamos fazer isso. Mais crianças demandam mais professores, então temos trabalhado duro para que mais pessoas queiram se tornar professores. Vemos algumas tendências positivas: mais professores permanecem na profissão, há professores que estavam em outras carreiras e voltaram para o magistério, mais profissionais de outras áreas estão se tornando professores. Para quem não tem habilidades pedagógicas, oferecemos a possibilidade de aprendê-las. Mas a falta de professores ainda é um problema. Temos investido no aumento de salários e na contratação de equipes assistentes.

Um bom professor é o principal fator para o sucesso de um estudante?

Sim. E ter tempo com esse bom professor também. É isso que faz desse o melhor trabalho do mundo, quando você tem as condições adequadas: estar lá no momento em que outra pessoa se dá conta de que está aprendendo, de que conseguiu entender algo que achava que era impossível. Isso é fantástico. Meu trabalho é assegurar que mais momentos como esse aconteçam nas escolas suecas.

Os brasileiros não leem muito. Vocês leem.

Focamos muito nisso: todas as crianças têm que ler. Ler mais na escola e também em casa, com os pais lendo com seus filhos. Na semana passada, tivemos (no ano letivo) o intervalo de outono, que renomeamos para intervalo da leitura no ano passado. Já podemos ver mudanças: aumentou em 20% o número de livros juvenis vendidos, especialmente para a faixa de leitores de 12 a 15 anos, e as bibliotecas relatam mais visitas nesse período. Temos trabalhado com sindicatos de trabalhadores para fazer com que os pais leiam mais. Sabemos que é importante que uma criança leia com seu pai, e também é importante que ela veja seu pai lendo.

A Suécia é um dos líderes em produção científica. No Brasil, por causa da falta de verba, muitos cientistas estão desistindo da pesquisa ou se mudando para outros países. Considerando-se o desenvolvimento econômico e social, qual você acredita ser a importância da ciência?

É difícil pensar em algo mais importante do que educação e ciência para o desenvolvimento da nossa sociedade, especialmente quando tantas coisas estão mudando. A maneira como vivemos e trabalhamos, organizamos a sociedade, viajamos, nos comunicamos uns com os outros, obtemos eletricidade, usamos nossos recursos, tudo isso vai mudar nas próximas décadas. Os países que encontrarem soluções de que o resto do mundo está precisando, para transportes e energia verde, por exemplo, vão prevalecer. Os países que não conseguirem vão depender das soluções dos outros.

Qual é o seu maior desafio como ministro da Educação de um país com um nível educacional muito bom?

Acabar com a desigualdade. Muito já aconteceu, mas muito ainda precisa ser feito. O que vemos em quase todos os países é uma desigualdade crescente. A desigualdade econômica afeta as escolas. Se não interrompermos esse ciclo, haverá um grande risco para nossa economia, nossa segurança e nossa democracia. Temos que garantir que todas as crianças tenham uma boa educação para assumir o controle de suas vidas. O maior e mais importante investimento para quebrar a desigualdade é através da educação. A escola não pode se contentar em espelhar a sociedade, a escola está lá para mudar a sociedade, para construir um futuro melhor.

CHICO XAVIER PASSA APURO COM CÃO DINAMARQUÊS.

História do Chico Xavier: Chico Xavier passa apuro com um cão dinamarquês.

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2h30 da madrugada, Chico sozinho dirigia-se da casa de André, seu irmão, para a sua residência em Pedro Leopoldo. A meio caminho, duas patas enormes saltam sobre seus ombros e uma cabeça enorme, famélica, agita a pesada corrente, girando em torno da cabeça do Chico. Era o cachorro do Dimas, um temível dinamarquês que se soltara da prisão, arrastando 8 m de corrente.

Chico fica imóvel! E mansamente começa a falar:
- Ah! Você se soltou, não é mesmo? Você deve estar com muita fome para pular em mim desse jeito! Olha! Não me faça mal não! Eu preciso trabalhar daqui a pouco e não posso perder dia de serviço. Faz falta para minha família!

E o cachorro ali firme, balançando a cabeça, sem desistir do ataque. Mas Chico não desanima e sua voz suave prossegue:
- Se você me deixar, não me fizer mal nenhum, eu prometo que lhe dou toda a carne que tiver em casa. Venha comigo e eu prometo a você: toda a carne!...

Neste momento o cão desprende-se dos seus ombros e vai para o chão. Chico dá os primeiros passos e o animal o acompanha com naturalidade. Madrugada alta, lá vão os dois pelas ruas desertas de Pedro Leopoldo. Pelas calçadas, só o barulho da pesada corrente.

Abrindo a porta de casa, Chico apressa -se em advertir sua dedicada irmã: Luiza?! Já vou, Chico!

Luiza tinha o hábito de fazer um cafezinho para o irmão à hora em que ele chegasse. Chico avisa logo:
- não, Luiza, não levante, não! Estou com visita aqui e não convém que você apareça, só venha quando eu disser que pode.

Uma vez sozinho, Chico passou a mão em uma bacia e colocou-a no meio da cozinha. O cachorro ali firme, esperando...

E o Chico foi jogando tudo dentro da vasilha: um pedaço enorme de carne dependurada em um gancho, toda a carne da geladeira, abriu uma lata de sardinha, enfim colocou tudo quanto havia. Quase quatro quilos de carne.

O cachorro fartou-se, comeu tudinho!

- Agora você vai! Volte direitinho para a sua casa! Vá com Deus! Despediu-se o Chico.

Só quando fechou a porta, aliviado, Chico chamou Luiza e contou sobre a festança da carne naquela madrugada.

-Chico, porque você deu toda a carne ao cachorro? Será que um pedaço não resolveria?

- Não, eu havia prometido dar a ele toda a carne que tivesse em casa.

Fonte: Livro: Chico, de Francisco
Adelino da Silveira

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

PAULO MELLO NO GEFROMP DIA 12 PRÓXIMO, TERÇA-FEIRA.

          Encerrando o ciclo de palestrantes deste anos no GEFROMP, vamos fechar com chave de ouro trazendo o Professor Paulo Mello. A presença dele é sempre muito agradável e extremamente proveitosa.
          Aguardamos a sua presença, na próxima terça-feira, dia 12 de dezembro, às 20h:00.


ACORDA E AJUDA.

Acorda e Ajuda - Emmanuel

Segue-me e deixa aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos." - Jesus. (MATEUS, 8:22.)
Jesus não recomendou ao aprendiz deixasse "aos cadáveres o cuidado de enterrar os cadáveres", e sim conferisse "aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos".
Há, em verdade, grande diferença.
O cadáver é carne sem vida, enquanto que um morto é alguém que se ausenta da vida.
Há muita gente que perambula nas sombras da morte sem morrer.
Trânsfugas da evolução, cerram-se entre as paredes da própria mente, cristalizados no egoísmo ou na vaidade, negando-se a partilhar a experiência comum.
Mergulham-se em sepulcros de ouro, de vício, de amargura e ilusão. Se vitimados pela tentação da riqueza, moram em túmulos de cifrões; se derrotados pelos hábitos perniciosos, encarceram-se em grades de sombra; se prostrados pelo desalento, dormem no pranto da bancarrota moral, e, se atormentados pelas mentiras com que envolvem a si mesmos, residem sob as lápides, dificilmente permeáveis, dos enganos fatais.
Aprende a participar da luta coletiva.
Sai, cada dia, de ti mesmo, e busca sentir a dor do vizinho, a necessidade do próximo, as angústias de teu irmão e ajuda quanto possas. 
Não te galvanizes na esfera do próprio "eu". 
Desperta e vive com todos, por todos e para todos, porque ninguém respira tão-somente para si.
Em qualquer parte do Universo, somos usufrutuários do esforço e do sacrifício de milhões de existências.
Cedamos algo de nós mesmos, em favor dos outros, pelo muito que os outros fazem por nós.
Recordemos, desse modo, o ensinamento do Cristo.
Se encontrares algum cadáver, dá-lhe a bênção da sepultura, na relação das tuas obras de caridade, mas, em se tratando da jornada espiritual, deixa sempre "aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos".

ESTUDANTES TEM NÍVEL INSUFICIENTE DE LEITURA.

Estudantes têm nível insuficiente de leitura

Daniel Macário - Diário do Grande ABC 

Quase metade dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental da rede pública do Grande ABC tem níveis de leitura e matemática considerados insuficientes, ou seja, apresentam dificuldades em interpretar textos simples ou até mesmo em fazer contas de soma. É o que aponta resultados da ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização), divulgados no mês passado pelo MEC (Ministério da Educação).
No relatório da prova aplicada no fim do ano passado para 16,2 mil alunos da região, espalhados em 163 instituições de ensino, seis municípios avaliados – com exceção de Rio Grande da Serra – apresentam estagnação na alfabetização de estudantes da rede pública (confira arte abaixo).
A situação mais preocupante encontra-se na rede de ensino de Mauá. A maioria das crianças com idade entre 8 e 9 anos não supera o nível 2 em escala que vai até 4 e mede a proficiência em leitura (58,66% dos casos mauaenses) e Matemática (57,15%).
Segundo os critérios do MEC, significa dizer que esses estudantes são só capazes de ler textos pequenos e, em alguns casos, não conseguem entender sobre o que se trata. No caso da Matemática, os alunos só solucionariam contas de subtração com números até 20.
O cenário nos demais municípios também não anima. Quando é analisada a proficiência em leitura, mais de um terço dos estudantes de Santo André, São Bernardo e Diadema tem grau defasado. O cenário se repete na avaliação de Matemática, na qual os três municípios registram índice superior a 30% dos alunos nos níveis insuficientes.
“Os indicadores são assustadores. Nesta faixa etária, o ciclo da alfabetização já deveria ter sido encerrado. No entanto, os resultados apontam o contrário. E o pior: a probabilidade de esse aluno chegar ao 5º ano sem compreender um texto grande e demais matérias lecionadas a partir dessa fase é enorme”, avalia a pesquisadora e especialista em Educação da Universidade Presbiteriana Mackenzie Claudia Coelho Hardagh.
Para o professor do curso de Pedagogia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e coordenador do Observatório da Educação do Grande ABC, Paulo Sérgio Garcia, o resultado pode ser atribuído a questões socioeconômicas. Mas ele sinaliza também para outros problemas diretamente relacionados às instituições de ensino e ao projeto acadêmico. “Falta infraestrutura nas escolas. Além disso, a gente tem ausência de formação para professores alfabetizadores, com capacitação desses profissionais”, exemplifica o especialista, ao pedir políticas públicas com continuidade efetiva no sistema de Educação. “Em qualquer outro país onde o governo tivesse esse resultado pífio numa avaliação como essa, com certeza os governantes já teriam sido retirados do poder.”
Para pais e mães de crianças que vivem o problema da deficiência do ensino, a mudança do sistema é o passo inicial para que esse cenário se reverta. “Desde que separei do meu marido, minha filha tem encontrado dificuldade na escola. Isso em questão de leitura e escrita. Mas vejo que falta incentivo da escola também, um apoio de projeto pedagógico para que ela consiga se desenvolver”, relata Cecília (nome fictício), mãe de uma menina de 8 anos que estuda na rede pública de Diadema e apresenta proficiência baixa nos itens avaliados pela ANA.
Segundo a Prefeitura de Mauá, para reverter os indicadores negativos, o município está investindo em programas de formação para professores e educadores. Demais municípios e o governo do Estado não especificaram ações para reverter este cenário.

MEC prevê mudanças para reverter estagnação
Com o objetivo de combater a estagnação dos baixos índices registrados pela ANA (Avaliação Nacional de Alfabetização), o MEC (Ministério da Educação) lançou, no mês passado, a Política Nacional de Alfabetização. Trata-se de conjunto de iniciativas que envolvem a Base Nacional Comum Curricular, a formação de professores, o protagonismo das redes e o Programa Nacional do Livro Didático.
“A principal iniciativa da Política Nacional de Alfabetização é um programa de apoio aos Estados e municípios, às turmas do primeiro e segundo anos, com materiais didáticos de apoio, de acordo com a escolha dos Estados e municípios, com apoio para o professor assistente e formação continuada”, explicou a ministra substituta do MEC, Maria Helena Guimarães.
Segundo ela, a medida se mostra necessária ao avaliar que as políticas desenvolvidas até o momento não produziram resultados efetivos. “A mesma situação de insuficiência dos resultados observados em 2014 são repetidos em 2016.”

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

MATILDE XAVIER MARIANO E O COLÉGIO MARIANO.

No sobrado onde aparecem vários alunos na sacada, funcionou durante alguns anos o Colégio Mariano.
MATILDE XAVIER MARIANO
Professora – Ela e suas seis irmãs e seu pai por volta de 1870 fundaram o famoso “Colégio Mariano”. Seus pais foram; Capitão Cândido José Mariano e Maria da Veiga Xavier Mariano e suas irmãs; Ana, Maria, Luíza, Delfina, Emília, Alice, Heliodora, eram as professoras, além do irmão Bernardo José Mariano. Matilde tinha outros irmãos como; Antônio Augusto Mariano e Cândido José Mariano, porém não consta que fossem professores. 

O colégio tornou-se referência em toda a região em razão da qualidade de seu ensino, tendo regime de internato e externato. A irmã mais velha era a Francisca, chamada por todos de “Mana” e na passagem do século (1900) era ela a diretora.
O colégio fechou entre 1909 e 1910, em razão do afastamento de algumas irmãs devido a casamento, falecimento e também do aparecimento do Colégio Sion o que muito afetou o Colégio Mariano. As irmãs deixaram o prédio onde funcionava a instituição situado na rua do Comércio (atual Vital Brazil) onde hoje se encontra o soberbo prédio do Fórum. (Foto abaixo)

 Mudaram para a Praça da Matriz, atual Praça Dom Ferrão.(foto abaixo) Ali as irmãs que não se casaram, Matilde, Emília, a cunhada Madalena e sobrinha Emília Evangelina de Moraes, conhecida por “Dona Milica”, fundaram o “Externato Sagrada Família” para ambos os sexo. Emília o dirigiu no começo passando a direção depois de pouco tempo para a sobrinha “Dona Milica”. Emília continuou apenas com a aula de aritmética. Aliás, suas aulas de tabuada eram “cantadas” o que chamava a atenção de quem passava na Praça da Matriz. Matilde nasceu em 1856 e nos últimos dias de sua profícua atividade escolar foi nomeada diretora do Grupo Escolar Zoroastro de Oliveira (1910 a 1917). Foi, também, professora da primeira Escola Normal (1904). Era solteira. Aposentada, devido aos parcos salários recebidos, era obrigada a se dedicar a bordados que fazia com capricho, tirando dessa atividade o complemento de sua subsistência. Faleceu aos 88 anos, no dia 06/06/1945. Para saber mais, consultar: “Os Correios Na História da Campanha”, de Thomas Aquino Araújo e Carmegildo Filgueiras, 1973; “Livro de Óbitos nº 12, pag. 1, da Paróquia da Campanha.
Texto: Leonardo Lima
Fotos: Acervo Paulino Araújo - José Milton

NAS ARMADILHAS DA PRÓPRIA VAIDADE.

Nas Armadilhas da Própria Vaidade - Orson Carrara

A amiga Daniela Antunes, de Bauru (SP), localizou a pérola abaixo que coloco à apreciação dos leitores. Ela está na lucidez e coerência do grande pensador espírita J. Herculano Pires. A transcrição é parcial e está no final da Apresentação feita por Herculano na 21ª. edição (outubro de 2003) do livro A Gênese, de Kardec, com tradução de Victor T. Pacheco, na edição da LAKE. A citada apresentação, assinada por Herculano, está com o título Notícia sobre o livro – A revelação do mundo, e no final com o subtítulo Evolução do Espiritismo encontramos essa preciosidade de raciocínio e advertência (datado de outubro de 1977), que deve merecer nossa máxima atenção, até para efeito de uma autoanálise do que estamos vivendo e fazendo com o Espiritismo:
“(...) Não é através de pretensas revelações mediúnicas de espíritos e médiuns invigilantes e vaidosos, nem de percepções de videntes convencidos de suposta investidura missionária, e muito menos de reformas idealizadas por cientistas improvisados, que revelam ignorar o próprio sentido da doutrina, que se fará o progresso do Espiritismo. Esse progresso só será possível depois que os adeptos sensatos consigam compreender a posição do Espiritismo no panorama geral da Cultura. Os adeptos demasiado entusiastas, como advertiu Kardec, são mais perniciosos ao Espiritismo do que os seus adversários. Estão sujeitos a cair facilmente nas armadilhas da sua própria vaidade e desfigurar a doutrina com proposições ridicularizante. Precisamos acordar para esta desoladora verdade: o Espiritismo é ainda o Grande Desconhecido, até mesmo dos espíritas que pensam havê-lo dominado completamente. Por isso, os espíritas dotados de humildade suficiente para reconhecer a sua incompetência espiritual e intelectual para tanto, servem melhor à doutrina e a preservam das deturpações dos vigilantes. O Espiritismo é o alicerce de uma nova Civilização, a plataforma das futuras conquistas da Humanidade. Precisamos estudá-lo com o respeito devido às obras-primas do saber humano, todas elas sempre orientadas por gênios da cultura, sob a assistência constante dos Espíritos Superiores que velam pela evolução planetária. Quem se julga capaz de reformular uma dessas obras acaba sempre cometendo uma profanação. Tratemos de aprofundar o nosso precário conhecimento Espírita e nunca nos atreveremos a profanar a obra genial de Allan Kardec.”
Parece-nos que o texto dispensa maiores acréscimos. Ele aí está para nossa reflexão.