quarta-feira, 23 de março de 2016

SEMANA SANTA NA VISÃO ESPÍRITA.

SEMANA SANTA - VISÃO ESPÍRITA

SEMANA SANTA - VISÃO ESPÍRITA

  Todo ano, a cena se repete. Chega à época dos feriados católicos da chamada "Semana Santa" e surgem as questões:

1. Como o Espiritismo encara a Páscoa; Sexta-feira Santa"?
2. Qual o procedimento do espírita no chamado "Sábado de aleluia" e "Domingo de Páscoa"?
3. Como fica a questão do "Senhor Morto"?

  Sabe que chego a surpreender-me com as perguntas. Não quando surgem de novatos na Doutrina, mas quando surgem de velhos espíritas, condicionados ao hábito católico que, aliás, respeitamos muito. É importante destacar isso: o respeito que devemos às práticas católicas nesta época, desde a chamada época, por nossos irmãos denominada de quaresma, até às lembranças históricas, na maioria das cidades revividas, do sacrifício e ressurgimento de Jesus. Só que embora o respeito devido, nada temos com isso no sentido das práticas relacionadas com a data.
  São práticas religiosas merecedoras de apreço e respeito, mas distantes da prática espírita. É claro que há todo o contexto histórico da questão, os hábitos milenares enraizados na mente popular, o condicionamento com datas e lembranças e a obrigação católica de adesão a tais práticas.
  Para a Doutrina Espírita, não há a chamada "Semana Santa", nem tão pouco o "Sábado de aleluia" ou o "Domingo de Páscoa" (embora nossas crianças não consigam ficar sem o chocolate, pela forte influência da mídia no consumismo aproveitador da data) ou o "Senhor Morto". Trata-se de feriado e prática católica e, portanto, não existem razões para adesão de qualquer tipo ou argumento a tais práticas. É absolutamente incoerente com a prática espírita o desejar de "Feliz Páscoa!", a comemoração de Páscoa em Centros Espíritas ou mesmo alteração da programação espírita nos Centros, em virtude de tais feriados católicos. E vejo a preocupação de expositores ou articulistas em abordar a questão, por força da data... Não há porque fazer-se programas de rádio específicos sobre o assunto, palestras sobre o tema ou publicar artigos em jornais só porque estamos na referida data. É óbvio que ao longo do ano, vez por outra, abordaremos a questão para esclarecimento ou estudo, mas sem prender-se à pressão e força da data.
  Há uma influência católica muito intensa sobre a mente popular, com hábitos enraizados, a ponto de termos somente feriados católicos no Brasil, advindos de uma época de dominação católica sobre o país, realidade bem diferente da que se vive hoje. E os espíritas, afinados com outra proposta, a do Cristo Vivo, não têm porque apegar-se ou preocupar-se com tais questões.
  Respeitemos nossos irmãos católicos, mas deixemo-los agir como queiram, sem o stress de esgotar explicações. Nossa Doutrina é livre e deve ser praticada livremente, sem qualquer tipo de vinculação com outras práticas. Com isso, ninguém está a desrespeitar o sacrifício do Mestre em prol da Humanidade. Preferimos sim ficar com seus exemplos, inclusive o da imortalidade, do que ficar a reviver a tragédia a que foi levado pela precipitação humana.
  Inclusive temos o dever de transmitir às novas gerações a violência da malhação do Judas, prática destoante do perdão recomendado pelo Mestre, verdadeiro absurdo mantido por mera tradição, também incoerente com a prática espírita.
  A mesma situação ocorre quando na chamada quaresma de nossos irmãos católicos, espíritas ficam preocupados em comer ou não comer carne, ou preocupados se isto pode ou não. Ora, ou somos espíritas ou não somos! Compara-se isso a indagar se no Carnaval os Centros devem ou não abrir as portas, em virtude do pesado clima que se forma?!... A Doutrina Espírita nada tem a ver com isso. São práticas de outras religiões, que repetimos respeitamos muito, mas não adotamos, sendo absolutamente incoerente com o espírita e prática dos Centros Espíritas, qualquer influência que modifique sua programação ou proposta de vida.
  Esta abordagem está direcionada aos espíritas. Se algum irmão católico nos ler, esperamos nos compreenda o objetivo de argumentação da questão, internamente, para os próprios espíritas. Nada a opor ou qualquer atitude de crítica a práticas que julgamos extremamente importantes no entendimento católico e para as quais direcionamos nosso maior respeito e apreço.
  Vemos com ternura a dedicação e a profunda fé católica que se mostram com toda sua força durante os feriados da chamada Semana Santa e é claro, nas demais atividades brasileiras que o Catolicismo desenvolve.
  O objetivo da abordagem é direcionado aos espíritas que ainda guardam dúvidas sobre as três questões apresentadas no início do artigo. O Espiritismo encara a chamada Sexta-feira Santa como uma Sexta-feira normal, como todas as outras, embora reconhecendo a importância dela para os católicos. Também indica que não há procedimento algum para os dias desses feriados. E não há porque preocupar-se com o Senhor Morto, pois que Jesus vive e trabalha em prol da Humanidade.
  E aqui, transcrevemos trecho do capítulo VIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, no subtítulo VERDADEIRA PUREZA, MÃOS NÃO LAVADAS (página 117 - 107ª edição IDE): "O objetivo da religião é conduzir o homem a Deus; ora, o homem não chega a Deus senão quando está perfeito; portanto, toda religião que não torna o homem melhor, não atinge seu objetivo; (...) A crença na eficácia dos sinais exteriores é nula se não impede que se cometam homicídios, adultérios, espoliações, calúnias e de fazer mal ao próximo em que quer que seja. Ela faz supersticiosos, hipócritas e fanáticos, mas não faz homens de bem. Não basta, pois, ter as aparências da pureza, é preciso antes de tudo ter a pureza de coração".
  Não pensem os leitores que extraímos o trecho pensando nas práticas católicas em questão. Não! Pensamos em nós mesmos, os espíritas, que tantas vezes nos perdemos em ilusões, acreditando cegamente na assistência dos espíritos benfeitores, mas agindo com hipocrisia, fanatismo e pasmem superstição... Quando não conhecemos devidamente os objetivos da Doutrina Espírita, que são, em última análise, a melhora moral do homem.

CENTRO DE TESTAGEM E ACONSELHAMENTO.

Centro de Testagem e Aconselhamento

Este é um lugar que, talvez você, ou alguém de sua relação estaja precisando.
Aqui em nossa região o atendimento é na cidade de Três Corações.
Se quiser procurar algum lugar mais perto de sua residência, entre no Google e clic Centro de Testagem e Aconselhamento e encontrará um enderêço mais próximo.

    Endereço: R. Dr. Anísio Lopes Viêira, 364 - 
    Jardim Santa Tereza, 
    Três Corações - MG, 37410-000
    Telefone:(35) 3234-3933
    Horas: 
    Aberto hoje · 07:00–17:00
 Os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) são serviços de saúde que realizam ações de diagnóstico e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Nesses serviços, é possível realizar testes para HIV, sífilis e hepatites B e C gratuitamente. Todos os testes são realizados de acordo com a norma definida pelo Ministério da Saúde e com produtos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e por ela controlados.
O atendimento nesses centros é inteiramente sigiloso e oferece a quem realiza o teste a possibilidade de ser acompanhado por uma equipe de profissionais de saúde que a orientará sobre resultado final do exame, independente dele ser positivo ou negativo. Quando os resultados são positivos, os CTA são responsáveis por encaminhar as pessoas para tratamento nos serviços de referência.
Ao procurar um CTA, o usuário desse serviço tem direito a passar por uma sessão de aconselhamento, que pode ser individual ou coletivo, a depender do serviço. O aconselhamento é uma ação de prevenção que tem como objetivos oferecer apoio emocional ao usuário, esclarecer suas informações e dúvidas sobre DST e HIV/aids e, principalmente, ajudá-lo a avaliar os riscos que corre e as melhores maneiras que dispõe para prevenir-se.
Além do aconselhamento, outras ações de prevenção são realizadas pelos CTA, dentro da unidade de saúde (ações intra-muros) e fora dela (ações extra-muros). Também disponibilizam insumos de prevenção, como camisinhas masculinas e femininas para a população geral, gel lubrificante para profissionais do sexo e homens que fazem sexo com homens e kits de redução de danos para pessoas que fazem uso de drogas.

ELES PERTENCIAM A QUE GRUPO?

Ana Lúcia, Daubí, Lourdes Marisa, Reborréia, Cleonice, Beatriz, Mirna e Raquel.
Nessa época a juventude campanhense era muito ativa, participativa, muitos movimentos da Igreja, sociais, esportivos, artístico...,mas não me lembro a qual estes jovens participavam.
 Quem sabe?

O TRONCO DOS MULLER NA CAMPANHA.

François Muller, o tronco da família na Campanha.

OS LIVROS QUE JÁ VIRARAM FILMES EM 2016.

Os livros que já viraram filmes em 2016

Mariana Costa - Blastingnews - 12/03/2016

Desde o início deste ano já foram lançados alguns filmes que foram inspirados em livros. No total, até ao momento, foram quatro os livros adaptados e é exatamente esses livros/filmes que aqui são apresentados nesta lista principalmente destinada a todos aqueles que preferem ler o livro antes de ver o filmes. Apressem-se para lerem os livros antes da lista aumentar muito. Todas as datas de lançamento são as datas originais do lançamento do filme nos Estados Unidos.

The 5th Wave (A 5ª Vae estreou a 14 de Janeiro de 2016 nos EUA. Este livro enquadra-se na categoria de ficção científica. O enredga, de Rick Yancey)
Segundo o IMDB o filmo do livro é iniciado quando uma nave extraterrestre se encontra a orbitar a Terra. Do nada, dá-se uma onda gigante que apaga toda a eletricidade do planeta. Seguem-se outras vagas que vão, rapidamente, eliminando a espécie humana. 
O livro foi adaptado pela Columbia Pictures e entre o elenco principal estão Chloë Monez, Nick Robinson e Alex Roe. 

Pride and Prejudice and Zombies (Orgulho e Preconceito e Guerra, de Seth Grahame-Smith)
O filme estreou a 21 de Janeiro nos EUA. Este livro enquadra-se na categoria de ficção e é uma junção do livro Orgulho e Preconceito da Jane Austen com elementos de ficção, os zombies, sendo que as personagens do clássico se apresentam como "caçadores de zombies". O livro foi adaptado pela Screen Gems e entre o elenco principal encontram-se Lily James e Sam Riley.

The Choice (Uma Escolha Por Amor, de Nicholas Sparks
O filme estreou a 5 de Fevereiro nos EUA. The Choice enquadra-se nas categorias de drama e romance. Este livro vai acompanhar o romance entre o Travis Parker, um homem que tem tudo o que se pode desejar, e a sua vizinha, Gabby Holland. O livro foi adaptado pela Lionsgate e entre o elenco principal encontram-se Benjamin Walker e Teresa Palmer.

Allegiant (Convergente, de Veronica Roth)
Segundo o IMDB, o filme apenas vai estrear nos EUA a 14 Março, mas já estreou em vários países, sendo que a primeira estreia foi a 8 de Março. O filme está nos cinemas portugueses desde 10 de Março.
Allegiant enquadra-se nas categorias de ficção científica e aventura e é o terceiro e último livro da série Divergente. O livro foi adaptado pela Entertainment One e entre o elenco principal encontram-se Shailene Woodley e Theo James. Este filme vai ter ainda uma segunda parte.

ESCULTURA COM LIVROS.

Artista esculpe paisagens realistas usando livros


Gazeta do Povo - 09/03/2016
Um artista do Canadá vem se dedicando há mais de 15 anos a criar esculturas de paisagens em miniatura usando livros.

Guy Laramée chama esta forma de arte de “carved book landscapes”, ou “paisagens de livro esculpido”: o artista escava centenas de páginas de volumes grossos, como dicionários e enciclopédias. O papel é compactado e jateado, criando esculturas de um realismo impressionante.

Por que livros? Laramée conta que o conceito surgiu de vários questionamentos em torno do livro e do conhecimento – incluindo a substituição do papel pelas novas tecnologias. Várias séries usando a técnica podem ser vistas no site oficial de Guy Laramée.

A ALMA DEPOIS DA MORTE, PODE MANIFESTAR-SE AOS VIVOS?

A ALMA, DEPOIS DA MORTE, PODE MANIFESTAR-SE AOS VIVOS ?

Reduzida assim à sua expressão mais singela, a questão fica 
extraordinariamente desembaraçada. Caberia, antes de tudo, perguntar por que não poderiam seres inteligentes, que de certo modo vivem no nosso meio, se bem que invisíveis por natureza, atestar-nos de qualquer forma sua presença. A simples razão diz que nisto nada absolutamente há de impossível, o que já é alguma coisa. Demais, esta crença tem a seu favor o assentimento de todos os povos, porquanto com ela deparamos em toda parte e em todas as épocas.

Ora, nenhuma intuição pode mostrar-se tão generalizada, nem sobreviver ao tempo, se não tiver algum fundamento. Acresce que se acha sancionada pelo testemunho dos livros sagrados e pelo dos Pais da Igreja, tendo sido preciso o cepticismo e o materialismo do nosso século para que fosse lançada ao rol das idéias supersticiosas.

Se estamos em erro, aquelas autoridades o estão igualmente. Mas, isso não passa de considerações de ordem moral.

Uma causa, especialmente, há contribuído para fortalecer a dúvida, numa época tão positiva como a nossa, em que toda gente faz questão de se inteirar de tudo, em que se quer saber o porquê e o como de todas as coisas.


Essa causa é a ignorância da natureza dos Espíritos e dos meios pelos quais se podem manifestar. Adquirindo o conhecimento daquela natureza e destes meios, as manifestações nada mais apresentam de espantosas e entram no cômputo dos fatos naturais.

A idéia que geralmente se faz dos Espíritos torna à primeira vista incompreensível o fenômeno das manifestações.

Como estas não podem dar-se, senão exercendo o Espírito ação sobre a matéria, os que julgam que a idéia de Espírito implica a de ausência completa de tudo o que seja matéria perguntam, com certa aparência de razão, como pode ele obrar materialmente. Ora, aí o erro, pois que o Espírito não é uma abstração, é um ser definido, limitado e circunscrito.

O Espírito encarnado no corpo constitui a alma. Quando o deixa, por ocasião da morte, não sai dele despido de todo o envoltório. Todos nos dizem que conservam a forma humana e, com efeito, quando nos aparecem, trazem as
que lhes conhecíamos.

Observemo-los atentamente, no instante em que acabem de deixar a vida; acham-se em estado de perturbação; tudo se lhes apresenta confuso, em torno; vêem perfeito ou mutilado, conforme o gênero da morte, o corpo que tiveram; por outro lado se reconhecem e sentem vivos; alguma coisa lhes diz que aquele corpo lhes pertence e não compreendem como podem estar separados dele.

Continuam a ver-se sob a forma que tinham antes de morrer e esta visão, nalguns, produz, durante certo tempo, singular ilusão: a de se crerem ainda vivos. Falta-lhes a experiência do novo estado em que se encontram, para se convencerem da realidade.

Passado esse primeiro momento de perturbação, o corpo se lhes torna uma veste imprestável de que se despiram e de que não guardam saudades.

Sentem-se mais leves e como que aliviados de um fardo. Não mais experimentam as dores físicas e se consideram felizes por poderem elevar-se, transpor o espaço, como tantas vezes o fizeram em sonho, quando vivos.

Entretanto, malgrado à falta do corpo, comprovam suas personalidades; têm uma forma, mas que os não importuna nem os embaraça; têm, finalmente, a consciência de seu eu e de sua individualidade.

Que devemos concluir daí? Que a alma não deixa tudo no túmulo, que leva consigo alguma coisa.

terça-feira, 22 de março de 2016

E TEM MAIS CAÇADA COM DR. TITO E SUA TURMA.

Zezinho Furtado, Geraldo cachorreiro,Feola, Beto e Dr. Tito com o Aloísio no colo. As outras crianças não foram identificadas.

QUE TURMA É ESSA?

Que galera é essa? Creio que deva ser de algum movimento católico.

BIBLIOTECÁRIA DIA QUE VIU PESSOAS SEREM TRANSFORMADAS POR LIVROS.

Bibliotecária diz que viu pessoas serem transformadas por livros

Caio Gomes Silveira - G1 - 12/03/2016
"Pude contribuir para que a biblioteca fosse um lugar especial. Durante meus anos de trabalho, eu vi muitas vidas sendo transformadas pelos livros. Muitas crianças, que antes ‘viviam’ na biblioteca, acabaram se transformando em profissionais de sucesso. Isso é gratificante e sinto que fiz o meu dever, pois as ajudei indiretamente. Mas o mais importante é que elas se tornaram pessoas do bem”. A afirmação é da aposentada de Itapetininga (SP) Ivete do Nascimento Pereira, de 61 anos, que trabalhou 33 anos como bibliotecária e contou sua história ao G1 em comemoração ao Dia do Bibliotecário neste sábado (12).
Ivete afirma que sempre foi apaixonada por livros, mas que decidiu ser bibliotecária após fazer um teste vocacional. “Eu sabia que ia seguir para a área de humanas, mas ainda não tinha uma ideia certa do que queria. Foi então que fiz um teste vocacional que apontou o curso de biblioteconomia, pois, além de leitura, sempre gostei muito de organizar arquivos. Decidi fazer o curso e me formei da Universidade de São Paulo (USP). Desde então, eu não deixei a profissão e foi a melhor coisa que fiz na minha vida”, afirma.
A bibliotecária começou a trabalhar aos 23 anos em uma biblioteca particular de São Paulo. Em seguida, trabalhou na biblioteca Mario de Andrade, uma das principais bibliotecas municipais da capital. “Foram anos de aprendizagem e crescimento. Trabalhei mais de 10 anos em bibliotecas de São Paulo. Em cada uma pude conhecer pessoas que também eram apaixonadas por livros e criei laços com elas. Indiretamente, as ajudei a crescer profissionalmente e é isso que vou levar como experiência”, afirma.
Após anos na capital, Ivete começou a trabalhar na Biblioteca Municipal de Itapetininga em 1985. Para ela, não há diferença em trabalhar em uma biblioteca de capital ou em uma do interior.
“Em São Paulo pude trabalhar em bibliotecas especializadas e, depois, mais gerais. Porém, o nosso objetivo é poder criar vínculos afetivos com aqueles que amam aquilo que nós amamos, que são os livros. Então, não há diferença em você trabalhar em uma biblioteca em São Paulo ou Itapetininga. Quando vim para o interior, conheci muitas pessoas e pude ajudar duas gerações, já que trabalhei por 28 anos em Itapetininga”, afirma.
Para a bibliotecária, o mais gratificante é poder ver as crianças e jovens crescerem profissionalmente. “É muito gratificante saber que aquele menino que ia todos os dias e procurava livros, hoje é um delegado, médico e professor. Esses dias mesmo eu encontrei um que é major da Polícia Militar. Então, isso é o que mais me deixa orgulhosa. Os livros realmente transformam”, conta.
Com a aposentadoria de Ivete, a jovem Talita Floriano Campos, de 24 anos, foi quem começou a trabalhar na Biblioteca Municipal de Itapetininga. Para ela, a profissão é mais do que cuidar de livros.
“Há um grande leque de opções do que podemos fazer. Muitos não sabem o que fazemos, nem que há curso superior para exercer a profissão e que há uma categoria que nos regulariza. Ser bibliotecária é mais do que cuidar dos livros, é criar vínculos com os leitores e ajudá-los”, afirma.
Em entrevista ao G1, a jovem contou que se encontrou na profissão. “Eu me encontrei nessa profissão, pois não há muita concorrência em universidades públicas já que os jovens não conhecem. Eu, por exemplo, entrei como segundo opção. Primeiro tentei geografia, mas depois que conheci o curso não quis voltar mais e amo o que faço”, afirma Talita.
De acordo com Ivete, a categoria de livros mais alugados na sua época não é a mesma agora com a Talita. Antes os didáticos reinavam, pois os estudantes tinham na biblioteca uma das únicas opções para realizar trabalhos. Hoje com a internet, quem busca a biblioteca quer lazer, diz Talita.
“Alugamos cerca de mil livros por mês. A maioria são os best-sellers de ficção e romance, além dos infantis. Há quem fale que as bibliotecas podem fechar por causa da internet, mas é o contrário. Hoje em dia os pais entendem a importância dos livros, e vemos crianças cada vez mais novas com o hábito da leitura”, afirma a jovem.
“Nós somos agentes que criam laços familiares com aqueles que amam a leitura. Apesar de hoje ter a internet, os livros são fundamentais e o papel das bibliotecárias também. Claro que há obstáculos, como a falta de verbas para comprar livros e estrutura, mas damos um jeito e fazemos de tudo aos nossos leitores por amor", ressalta Ivete.
Leitor em primeiro lugar
Apesar das mudanças que o tempo promoveu na biblioteca, os princípios são os mesmos, dizem as bibliotecárias. “Em primeiro lugar o leitor. Paramos tudo o que fazemos para atendê-lo e para entregar o que ele procura. É por ele que esse lugar existe e tanto faz se o leitor for uma criança, idoso, adulto ou jovem”, conta Ivete.
A coordenadora de projetos da Biblioteca Municipal de Itapetininga, Milene França da Silva, ressalta a importância desses princípios. Ela conta que quando criança costumava passar na biblioteca e se encontrar com Ivete. “Na biblioteca os funcionários faziam desenhos para nós e havia essa interação. A biblioteca tem que ser mais que um lugar onde ficam os livros, deve ser um local de vínculos e relações. Essa interação humana no ato de ler é o que faz ser um lugar especial”, afirma.

CÉLULAS TRONCO: QUANDO COMEÇA A VIDA?

Células Tronco: Quando Começa a Vida?  

por Liz Bittar

ESPIRITISMO E CÉLULAS TRONCO: QUANDO SE DÁ O COMEÇO DA VIDA, SEGUNDO A DOUTRINA DOS ESPÍRITOS?
O embrião humano já tem alma?
Quando se dá a ligação do corpo e da alma, segundo os Espíritos?

Muito tem se falado a respeito do uso de células tronco para fins científicos.
Os opositores, defendem que a vida começa na fecundação. Os defensores, acreditam que a vida começa no nascimento.
A igreja católica é radicalmente contra; em seu comunicado de 29 fev 2008, a CNBB reafirma a posição da Igreja Católica contra o uso de células tronco embrionárias para pesquisas científicas. O motivo principal é que o embrião humano já é um ser humano dotado de uma alma imortal, imagem e semelhança de Deus, e que por isso não pode ser destruído.
E o que nos ensina a Doutrina Espírita? Quando se dá o começo da vida, segundo a concepção espírita?
Para falar sobre o tema, temos que considerar em primeiro lugar uma premissa básica dos ensinamentos dos espíritos: a alma não nasce com o nascimento do corpo, e também não morre com a morte do corpo. A alma é anterior à criação do corpo, e a morte não existe, senão para o corpo físico.
Esse é o ponto de partida de nossa discussão.
Kardec abordou a questão da união da alma com o corpo, no Livro dos Espíritos, questões 344 a 360.
Vou reproduzir aqui algumas dessas questões:
LIVRO DOS ESPÍRITOS – LIVRO SEGUNDO
CAPÍTULO VII – RETORNO À VIDA CORPORAL
ITEM II – UNIÃO DA ALMA COM O CORPO – ABORTOS
Pergunta 344:  Em que momento a alma se une ao corpo?
Resposta dos Espíritos: “A união começa na concepção, mas não se completa senão no momento do nascimento. Desde o momento da concepção, o Espírito designado para tomar determinado corpo a ele se liga por um laço fluídico, que se vai encurtando cada vez mais, até o instante em que a criança vem à luz; o grito que então se escapa de seus lábios anuncia que a criança entrou para o número dos vivos e dos servos de Deus.”
Pergunta 345: A união entre o Espírito e o corpo é definitiva desde o momento da concepção? Durante esse primeiro período, o Espírito poderia renunciar a tomar o corpo que lhe foi designado?
Resposta dos Espíritos: “A união é definitiva no sentido de que outro Espírito não poderia substituir o que foi designado para o corpo; mas, como os laços que o prendem são muito frágeis, fáceis de romper, podem ser rompidos pela vontade do Espírito que recua ante a prova escolhida. Nesse caso, a criança não vinga”.
Pergunta 346: Que acontece ao Espírito, se o corpo que ele escolheu morrer antes de nascer?
Resposta dos Espíritos:“Escolhe outro”.
Pergunta 353: A união do Espírito com o corpo não estando completa e definidamente consumada, senão depois do nascimento, pode considerar-se o feto como tendo uma alma?
Resposta dos Espíritos: “O Espírito que deve animar existe, de qualquer maneira, fora dele. Propriamente falando, ele não tem uma alma, pois a encarnação está apenas em vias de se realizar, mas está ligado à alma que deve possuir”.
Pergunta 354: Como se explica a vida intra-uterina?
Resposta dos Espíritos: “É a da planta que vegeta. A criança vive a vida animal. O homem possui em si a vida animal e a vida vegetal, que completa, ao nascer, com a vida espiritual”.
Pergunta 355: Há, como o indica a Ciência, crianças que desde o ventre da mãe não têm possibilidades de viver? E com que fim acontece isso?
Resposta dos Espíritos: “Isso acontece freqüentemente, e Deus o permite como prova, sejapara os pais, seja para o Espírito destinado a encarnar”.
Pergunta 356: Há crianças natimortas que não foram destinadas à encarnação de um Espírito?
Resposta dos Espíritos: “Sim, há as que jamais tiveram um Espírito destinado aos seus corpos: nada devia cumprir-se nela. É somente pelos pais que essa criança nasce”.
Meus comentários:
De acordo com o que acabamos de ler:
1. A união da alma com o corpo só se completa no nascimento. Antes disso, a alma está ligada ao corpo por um laço fluídico “frágil, fácil de romper”, que vai se estreitando à medida que a gestação vai se completando. SOMENTE NO NASCIMENTO SE DÁ A UNIÃO DO CORPO COM A ALMA.
2. A alma está designada para o corpo, mas não vive nele e nem depende dele para viver. O corpo em formação está ligao à alma que deve possuir, e é o corpo que depende da alma para viver, pois é a alma que anima o corpo, e não o contrário.
3. Os espíritos dizem que a vida intra uterina é como “a da planta que vegeta. O homem possui em si a vida animal e a vida vegetal, que completa, ao nascer, com a vida espiritual”
Isso nos leva a uma outra reflexão: muitos poderão interpretar, erroneamente, que se a vida intra uterina é vegetativa, e a alma não se une ao corpo antes do nascimento, então o aborto não pode ser considerado um crime aos olhos de Deus, pois o feto ainda não está animado por uma alma.
Vejamos o que nos dizem os espíritos, no mesmo capítulo:
Pergunta 358: O aborto provocado é um crime, qualquer que seja a época da concepção?
Resposta dos Espíritos: “Há sempre crime quando se transgride a lei de Deus. A mãe ouqualquer pessoa cometerá sempre um crime ao tirar a vida à criança antes do seu nascimento, porque isso é impedir a alma de passar pelas provas de que o corpo devia ser o instrumento”.
Minhas considerações finais:
Através das reencarnações sucessivas, o espírito passa pelas muitas experiências que a veste carnal lhe propicia, e pode trilhar seu caminho de evolução. É também pela lei de reencarnação que a justiça divina se faz, pois como espíritos eternos somos responsáveis por nossos atos, e a reencarnação é a possibilidade de reparar nossos erros. Portanto, se muitas vezes pensamos erroneamente que a justiça não se faz, é porque nossa visão se restringe a apenas uma encarnação, mas a vida do espírito não começa nem termina em uma única existência. Daí se explicam tantas desigualdades que vemos – que podem muito bem ser consequencias do que, na outra ponta, consideramos como “impunidades”.
Se Deus é amor, ele também é justiça. Estamos TODOS, indistintamente, sujeitos às mesmas leis, e não há “eleitos”. Todos nós colhemos o que plantamos, e somos responsáveis por nossas ações, no aqui e no Além. A Justiça Divina não permite que nossos erros passem incólumes, mas nos oferece oportunidades incontáveis de redenção, através das vidas sucessivas.
Assim sendo, o aborto delituoso é um crime aos olhos de Deus, porque impede a outro espírito a oportunidade de renascer na carne, para se redimir dos seus erros e prosseguir na sua senda evolutiva.
Por outro lado, as células tronco congeladas em laboratório, não possuem alma. Se bem que o feto já tenha uma alma destinada para ele, e ambos estejam ligados por um liame, a união só se completa no nascimento. Portanto, a conclusão a que chego, depois de ler O Livro dos Espíritos, é que no caso das células tronco, o espiritismo, mais uma vez, vai de encontro à ciência.
Conforme a questão 356, quando perguntados se há crianças natimortas, para as quais nenhum espírito foi destinado, os Espíritos responderam que sim, “há as que jamais tiveram um Espírito destinado aos seus corpos: nada devia cumprir-se nelas”.
É assim que eu entendo as células tronco embrionárias: que não têm espíritos designados para animar seus corpos, pois eles não irão nascer, e não precisam portanto de alma para animá-los. Como dizem os espíritos: “nada devia cumprir-se nelas” – ou seja, essas células não se transformarão em corpos que precisam da alma para serem animados, em outras palavras, para que vivam. Mas, servem de qualquer modo à ciência, na busca do homem por uma vida melhor, com menos dor.
Sobre isso, O Livro dos Espíritos nos traz outro capítulo de estudo, que trata das Leis Morais: Capítulo 8, Lei do Progresso.
Por último, quero salientar que exponho aqui a minha interpretação pessoal do Livro dos Espíritos, e não a posição oficial da doutrina espírita. A esse respeito, fiz uma pesquisa na internet e recomendo um artigo muito esclarecedor escrito pelo dr. Iso Jorge Teixeira, aqui.
Já, o autor espírita Eurípedes Kühl classifica o uso de células tronco embrionárias como aborto, em entrevista aqui.
A coleta de células tronco pelo cordão umbilical ou da medula óssea do próprio paciente conta com amplo apoio dos meios espíritas. A polêmica surge quando se trata da retirada de células-tronco de embriões, uma vez que isto implica na destruição desses embriões.
Nesse ponto, vemos opiniões divergentes no meio espírita. É claro que o espiritismo condena o aborto, mas a questão é saber se utilizar embriões congelados em laboratório pode ser considerado aborto. Aliás, uma das fontes para a coleta desse material seria justamente embriões e fetos provenientes de abortos.
Um outro artigo para consulta, que fala da posição de distintas religiões, pode ser lido aqui.
Está aberto o debate! Eu pouco conheço os aspectos científicos do processo. Mas creio que podemos refletir sobre as implicações éticas e morais desse procedimento, para tentar, mais uma vez, pautar nossas escolhas com base no que aprendemos na doutrina que abraçamos. Ainda não sei qual a posição “oficial” do espiritismo a esse respeito. Ah, que falta o Chico nos faz…
    
por Liz Bittar
Se desejar postar meus artigos em seu blog ou site, por favor, lembre-se de citar a fonte/autoria
e o endereço deste site
 http://oqueosespiritosdizem.com.br
Os artigos publicados na seção Reflexões, por Liz Bittar são, como o nome diz, minhas reflexões pessoais, e não constituem material doutrinário, nem refletem posicionamento oficial da doutrina espírita. Eles refletem, entretanto, o que eu assimilei da doutrina, e o impacto que esses ensinamentos têm na minha vida, em minhas escolhas pessoais, e na minha forma de ver o mundo.
Como material de consulta sobre o espiritismo, recomendo as obras de Allan Kardec e os mais de 500 livros de Chico Xavier. Os artigos desta seção são apenas reflexões pessoais, ou narrativas de experiências pelas quais passei.
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