domingo, 20 de setembro de 2015

MOBILIZAÇÃO PELA LEITURA EM MINAS.

Municípios de Minas participam de mobilização pela leitura

O Debate 
Envolver o maior número de pessoas em todo o território nacional em prol da leitura é a proposta do DIA de LER.TODO DIA!, programado para o próximo dia primeiro de outubro.

Livros, jornais, revistas, gibis são as principais plataformas que podem ser utilizadas para a leitura mas nada impede que sejam lidas bulas, receitas e manuais.

A coordenação do DIA de LER.TODO DIA! quer chamar a atenção de pais, professores, governantes e da sociedade como um todo para a importância do ato de ler.

A dinâmica da mobilização para o dia primeiro de outubro é uma maratona de 12 horas de duração durante as quais alunos e professores, profissionais liberais e operários, donas de casa e policiais, religiosos e não crédulos leiam, mesmo que por alguns segundos, seja uma pequena poesia, a Bíblia ou um volumoso clássico da literatura, em sistema de revezamento.

No Estado de Minas Gerais 42 cidades participarão do evento, são elas: Belo Horizonte, Alagoa, Albertina, Alpinópolis, Capim Branco, Carmo da Cachoeira, Carmo de Minas, Chalé, Conquista, Conselheiro Pena, Contagem, Cel. Fabriciano, Cel. Pacheco, Córrego Fundo, Gonçalves, Ibiraci, Ibirité. Ipanema, Ipatinga, Itabira, Itajubá, Itamarati de Minas, Itamonte, Itanhandu, Itapagipe, Nova Era, Passos, Patos de Minas, Piranguçu, Pitangui, Pouso Alegre, Prados, Ressaquinha, Ribeirão das Neves, Rio Espera, Rio Novo, São Brás do Suaçuí, S. Geraldo do Baixio, São Miguel do Anta, Turvolândia, Viçosa e Vieiras.

A população brasileira não tem o hábito da leitura, quando comparada com outros países. O brasileiro lê, na média, 4 livros/ano sendo que apenas 1,5 livro é lido por inteiro.

O resultado é sentido no ranking internacional dos exames que avaliam desempenho dos alunos brasileiros, como o Pisa, onde o Brasil sempre ocupa as últimas colocações.

No dia 9 de abril último, a Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri, cidade da Grande São Paulo, promoveu o DIA de LER.TODO DIA! e conseguiu que bombeiro lesse embaixo d´água e que policiais rodoviários promovessem uma blitz da leitura num dos pedágios da rodovia Castello Branco, uma das mais importantes estradas paulistas.

Ao final da maratona de 12 horas (das 9 da manhã às 21 horas) foram computados mais de 93 mil participantes, incluídas crianças não alfabetizadas e que participaram de sessões de leitura.

A experiência foi tão bem-sucedida que se decidiu por uma edição nacional. Cidades de todo o país estão sendo convidadas por e-mail a participarem.

A coordenação da mobilização afirma que não tem sido fácil conseguir uma forma de contato com os serviços municipais de educação e de cultura para que somem esforços pela leitura.

Não é preciso gastar absolutamente nada a não ser muita disposição para convidar a comunidade local para ler.

O INÍCIO DA GINCANA.CULTURAL E ESPORTIVA DA EEVB. Parte 2.

O tema da gincana deste ano foi: Vem!
A ideia é convencer os alunos, que se afastaram da escola, por algum motivo, para que voltem. Como bem diz o grafite da equipe Azul,  "oportunidade de realizados um mundo melhor." Só a escola pode nos oferecer isto. O convite está feito, resta saber agora, que motivos tiveram para abandonar os estudos.
 A equipe branca apresentou o trabalho de grafite do aluno artista Paulo Ayres
 Já a equipe Azul, trouxe o aluno artista Renan. 
 A equipe verde foi muito bem comandada pela aluna Larissa, demonstrando uma boa liderança a frente de seus colegas.Este foi o momento do grito de guerra dos verdes.
A equipe Branca teve a liderança do jovem estudante Valdeir, um líder nato. Também aqui eles estavam com o seu grito de guerra, a todo pulmão. 
 Daniel, foi o grande líder da equipe Azul. Conduziu seu grupo com muita sabedoria.Ele mesmo puxou o grito de guerra da equipe celeste.
 A diretora Lúcia Sales foi a apresentadora. A equipe de jurados , formada por professoras, ficou assim formada: Lora, Rosângela, Tânia, Luciana e Mônica.
 As meninas do Magistério nos surpreenderam com uma apresentação teatral muito boa, mostrando a importância que cada um tem dentro de um grupo. 
Aqui a equipe de futsal dos verdes contando com alunos e evadidos, convidados pelos colegas.
 A equipe Branca de futsal seguindo as regras da competição, também trouxe alunos e evadidos.
E finalmente a equipe de futsal do Azul, também contando com os evadidos.

SER FELIZ OU ESTAR FELIZ.

Ser feliz ou estar feliz


Será possível sermos felizes, em um mundo tão infeliz?
Um mundo onde mais da metade da população vive abaixo do nível da pobreza?
Um mundo onde há terremotos, tsunamis, furacões, inundações e seca?
Um mundo injusto, onde pouco mais de mil pessoas possuem riqueza, igual ou superior, à riqueza do conjunto de países onde vive 59% da Humanidade?
É possível ser feliz num mundo assim? É possível ser feliz em um país como o Brasil, onde 46% da riqueza nacional está nas mãos de apenas cinco mil famílias?
Uma privilegiada cabeça brasileira, ao analisar a questão, separou a felicidade em dois tempos: o tempo vertical e o tempo horizontal.
O tempo vertical é o momento intenso, vibrante, de uma realização.
Pode ser a conquista de um título num campeonato, o ter passado no vestibular, o primeiro encontro amoroso, o nascimento de um filho.
Nesse tempo vertical, a pessoa está feliz. É um momento especial, mas passageiro.
Assim, pode-se estar atravessando intensas dores, graves problemas e estar feliz em alguns momentos: pelo diploma conquistado pelo filho, pelo emprego tão aguardado que se anuncia, pela viagem sonhada que se concretiza.
O tempo horizontal é o do dia a dia. Assim, a paixão, o ideal do amor eterno que faz a pessoa desejar estar com o outro é o tempo vertical, de estar feliz.
No relacionamento a dois, na rotina em que, por vezes, se transforma o casamento, há um desgaste natural.
Nesse momento, é que entra o diálogo, a tolerância, a renúncia,o cultivo da ternura, sem o que o amor esfria, até virar indiferença.
Nesse momento a pessoa pode ser feliz. Feliz se tiver a capacidade de romper a rotina: inventar um programa, sair com amigos, ir ao teatro.
Inventar e reinventar cada dia.
Feliz se tiver a sabedoria para descomplicar as questões, acolher os limites, compreender e superar dificuldades.
Dessa forma, podemos estar felizes no dia que ganhamos uma promoção, um aumento de salário compensador.
Podemos estar felizes quando nosso filho volta ao lar, depois de longa viagem ou alguém muito querido nos visita.
São momentos intensos, vibrantes.
O ser feliz é o estado prolongado, sempre recriado e alimentado.
É a sabedoria de viver.
A felicidade, pois, é uma conquista. Podemos sorvê-la, em grande dose em um momento, em um dia e estarmos felizes.
Podemos sorvê-la em gotas homeopáticas, a cada dia, e sermos felizes.
Podemos, pois, escolher, como desejamos a nossa felicidade: em tempo vertical ou em tempo horizontal.
Desejamos estar felizes ou ser felizes?
* * *
Vives momentos de felicidade dos quais não te apercebes.
Diante dos teus olhos estão paisagens ricas de beleza e cor.
Seguem contigo as bênçãos de Deus, que ainda não sabes valorizar.
As ocasiões de amar e ser amado se multiplicam.
Rompe a carapaça que te impede o claro discernimento e aprende a ser feliz.
(Redação do Momento Espírita, com base em texto extraído do livro Dialética da felicidade (3 tomos), de Pedro Demo, 2001 e na apresentação do livro Momentos de felicidade, pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.)

sábado, 19 de setembro de 2015

O QUE PODEMOS ESPERAR? CONSCIÊNCIA, VAI DEMORAR MUITO!

O desabafo de Murilo sobre a Petrobras
Além dos políticos, funcionários também são 'donos' da empresa
Por: Geraldo Samor  16/09/2015 às 12:11

Murilo Ferreira, que se licenciou esta semana da presidência do conselho de administração da Petrobras, fez ontem um desabafo a um interlocutor.
“A Petrobrás não é do acionista majoritário, nem do acionista minoritário — ela é da corporação,” disse Ferreira, que também é o presidente da Vale.
“Seu eu fosse morador de Nilópolis, São Gonçalo ou da Baixada [regiões pobres do Rio de Janeiro], eu ficaria revoltado com os tipos de privilégios que os funcionários conseguiram garantir para si mesmos.”
Em seguida, meio constrangido, tirou da carteira um cartãozinho verde. “Sabe o que é isto? É um cartão com o qual eu vou a qualquer farmácia, pago apenas 15 reais e compro o medicamento que quiser. Nenhuma empresa particular no Brasil tem um cartão de convênio médico como esse. Eu nunca usei, senti vergonha.”
E prosseguiu: “Na Vale, consegui tirar os carros dos diretores. Na Petrobrás não é possível diminuir qualquer coisa que a corporação não queira.”
Esse espírito de corpo, segundo Murilo, “não permite imaginar que qualquer coisa vá mudar lá.”
E, fazendo referência a um prêmio internacional que ganhou como CEO da Vale, disse, “Eu não poderia arriscar minha reputação continuando ali.”

Durval dos Santos Vila
 Mesa de Operações Bovespa

OS ÚLTIMOS RETOQUES DA GINCANA DA ESCOLA ESTADUAL VITAL BRASIL.1ª PARTE.

Tivemos na manhã deste sábado, mais uma Gincana estudantil na Escola Estadual Vital Brasil.
Nas fotos abaixo vocês vão ver os preparativos para a grande disputa. Foram semanas de preparação e muita dedicação e criatividade, por parte das três equipes: Verde, Branca e Azul.
Será qual, saiu vencedora?
Um pouquinho mais de capricho, antes de começar a festa.
A equipe de produção da equipe verde.
Todo o cuidado no mínimos detalhes, para conquistar o público.
Durante o ano amigas, mas na hora da competição, é cada um pela sua equipe.
A equipe verde começando a chegar.
As professoras Mariluce e Mônica Borges aguardando a equipe branca...
que chegou animada.
e finalmente a galera da equipe azul.
Amanhã teremos mais.

Colaboração: Convidei os líderes de cada equipe para que me ajudassem nas informações, já que naquele momento, era impossível. Infelizmente, só contei com a colaboração de Daniel da equipe Azul, a quem agradeço. Os comentários que puderem ajudar a somar, serão bem vindos.


A LEITURA PROVOCA A CRIATIVIDADE.

Pai-leitor inventa cadeira de balanço coletiva para leitura com filhos

iG - 13/09/2015
Hal Taylor, um marceneiro norte-americano e pai de três filhos, descobriu um nicho de mercado enquanto a família crescia. Após o nascimento do terceiro filho, a pequena Rose, Taylor planejou e desenhou a storytime chair, uma cadeira de balanço que acomodasse uma "multidão" para a hora da leitura.

"Como eu não tinha colo suficientemente para três crianças, tive que criar algo", conta em seu site, onde além dessa linha, é possível encontrar outras cadeiras de balanço à venda, de madeira, em modelos variados.

Taylor conta que sempre foi um ávido leitor e que por amar os livros antes mesmo da chegada do primeiro já lia para eles na barriga de sua mulher. "Bem, eu faço cadeiras de balanço e consigo entendê-las", assim ele desenvolveu assentos confortáveis nas laterais para que as crianças pudessem, juntas e no mesmo balanço, participar da hora da leitura. 

Além de ganhar dinheiro com o negócio, Taylor escreveu um livro e fez um vídeo para ajudar outras pessoas a construirem suas próprias cadeiras de balanço.

A GANÂNCIA NÃO DA CORAGEM PARA TOMAR DECISÕES JUSTAS.

Formado em filosofia pela USP,
Quem paga a conta?
Folha de São Paulo – 17/09/2015
Ouvir o texto

O anúncio dos cortes de R$ 26 bilhões no orçamento pela equipe de Dilma revela mais uma vez a saída que o governo oferece para a crise. Refém das chantagens de agências de risco e de ultimatos editoriais como o desta Folha no último domingo, a conta veio novamente para o andar de baixo. Cortes na moradia, na saúde e congelamento salarial para os servidores.
Para aumentar a arrecadação, a principal medida proposta foi a recriação da CPMF, sem qualquer alíquota progressiva. Taxação de fortunas, lucros de bancos, dividendos? Nem uma palavra. Ao contrário, o governo apontou para a redução do IOF, que incide sobre o capital financeiro. A Febraban aplaudiu e pediu bis.
Tal como a covardia do governo, impressiona a hipocrisia tributária dos ricos no Brasil. Reclamam sem parar da carga de impostos, obtiveram isenções bilionárias nos últimos anos e ganharam horrores no período de bonança. Agora não aceitam pagar a conta. Brasileiro já paga muito imposto, dizem. Permitam a pergunta: quais brasileiros?
Se estão falando dos mais pobres e dos setores médios têm razão. Segundo o IPEA, os trabalhadores com renda mensal até dois salários mínimos deixam 54% dos seus gastos em impostos. Já aqueles com renda superior a trinta salários mínimos deixam para a Receita 29% dos seus gastos, quase a metade dos mais pobres.
Esta distorção ocorre porque a maior parte da carga tributária brasileira (51,3%) incide sobre o consumo de bens e serviços. Neste quesito, os diferentes são tratadas convenientemente como iguais. Outros 25% da carga são sobre os salários. Apenas 18% sobre a renda e –pasmem– menos de 4% sobre a propriedade.
As faixas do IR são uma aberração. A última faixa pega os que ganham acima de R$ 4.400 mensais e tem alíquota de 27,5%. Isso quer dizer que um trabalhador que ganhe R$ 5.000 por mês paga proporcionalmente o mesmo imposto do alto executivo que ganha R$ 100 mil. E a alíquota é baixíssima para os padrões internacionais. Na Argentina, a alíquota máxima é de 35%, no Chile 40% e em Portugal 46%.
No caso do imposto sobre a propriedade imobiliária a situação é ainda mais gritante. O ITR (Imposto Territorial Rural) é calculado a partir da autodeclaração dos proprietários sobre o valor de sua terra. A arrecadação anual do ITR em todo o Brasil –país conhecido pelos imensos latifúndios improdutivos– é menor que dois meses de arrecadação de IPTU da cidade de São Paulo. Em 2012, a União angariou ridículos R$ 677 milhões com ITR, enquanto a arrecadação do IPTU paulistano foi de R$ 5 bilhões. A Katia Abreu paga menos impostos por suas fazendas do que você pelo seu apartamento.
Portanto é verdade que brasileiro paga muito imposto, desde que estejamos falando da maioria trabalhadora do país. Quanto aos ricos, banqueiros e grandes empresários, sua tributação é uma mamata. Choram de barriga cheia.
São eles que devem pagar a conta da crise. E as propostas para isso são bastante concretas. E, diga-se, bem mais eficazes para solucionar a crise fiscal do que cortar R$26 bilhões em áreas sociais.
O auditor fiscal Fabio Avila de Castro apresentou em um trabalho acadêmico no ano passado apontando algumas alternativas.
Primeiro, a taxação sobre a repartição de lucros e dividendos. O Brasil é um dos poucos países que não faz esta tributação. Segundo os cálculos do auditor, uma alíquota de 15% sobre a repartição de lucros geraria arrecadação anual de R$ 36,5 bilhões. E uma alíquota de 20% sobre os dividendos poderia gerar R$ 48,9 bilhões.
Outra medida seria igualar o modo de tributação dos lucros ao já aplicado sobre os salários, com suas faixas de isenção e progressividade. Isso renderia, segundo ele, R$ 59 bilhões de receita anual.
O economista Odilon Guedes e o Sindicato dos Economistas de São Paulo também construíram uma proposta tributária no mesmo sentido.
Acrescentam temas como a federalização e aumento do imposto sobre heranças (que hoje tem teto de 8%), a regulamentação da taxação de grandes fortunas a partir de R$ 5 milhões (previsto no Artigo 153 da Constituição) e até mesmo a isenção de IR para trabalhadores de menor renda, mediante o aumento de sua alíquota para os mais ricos e a criação de novas faixas.
Ou seja, soluções para que o andar de cima pague a conta da crise não faltam. Inclusive reduzindo impostos sobre os mais pobres e setores médios, através de uma orientação por taxar muito mais a renda do que o consumo.
Soluções populares não faltam. Falta, isso sim, coragem para enfrentar os grandes interesses econômicos. Aplausos da Febraban, repúdio das ruas.


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

GINCANA CULTURAL E ESPORTIVA NA ESCOLA VITAL BRASIL.

Há muito tempo , não tenho notícia sobre gincana aqui na Campanha.
Amanhã, sábado (19) a partir das 7:30 os alunos da Escola Estadual Vital Brasil vão realizar uma edição de GINCANA que promete. Pelo que ví dos preparativos e da empolgação dos alunos e professores, o evento vai arrasar.
BOA SORTE À TODOS.

A FAMÍLIA GOMES.

A familia de dona Ludovina e senhor Messias Gomes.

BRASILEIROS GASTAM CERCA DE 5% DE SEU TEMPO SEMANAL PARA LEITURA.

Brasileiros dedicam menos de 6h por semana a leitura

Correio Braziliense - 09/09/2015
O tempo que os brasileiros dedicam à leitura diminuiu no decorrer dos anos. Metade da população do país é formada por pessoas que não têm o costume de ler. Segundo última pesquisa do site de pesquisas NOP World, em um ranking com 30 países, o Brasil está em 27º lugar no tópico tempo gasto com a leitura. O primeiro colocado é a Índia, que dedica 10h42min por semana aos livros. Já os brasileiros gastam menos da metade desse tempo, apenas 5h12min por semana. A campeã por aqui é mesmo a televisão: cada brasileiro gasta em média 18h40min semanais diante da TV.

O Brasil também perde para os vizinhos sul-americanos. Nossa taxa de leitura média, por pessoa, é de quatro livros ao ano. Na Argentina, por exemplo, são 4,6 livros lidos. No Chile, a média é ainda maior, são 5,6 livros por pessoa.

Alguns países têm iniciativas interessantes vindas da própria população para incentivar o hábito de ler. Em um município da Romênia, por exemplo, o jovem Victor Miron apresentou uma proposta para o prefeito da cidade, Emil Boc, de oferecer transporte público gratuito para as pessoas que lessem livros dentro do ônibus. O prefeito aprovou a ideia e a ação foi feita durante três dias de junho.

Outra forma de incentivo foi do barbeiro norte-americano Courtney Holmes de Dubuque, Iowa. Na véspera da volta às aulas, em agosto deste ano, Courtney resolver cortar o cabelo gratuitamente das crianças que lessem histórias para ele. Mais de 20 crianças iam à barbearia todos os dias participar da promoção.

No Brasil, algumas pessoas também apresentam iniciativas como essas. Um dos exemplos na capital do país, em Brasília, é de um açougue cultural conhecido como T-Bone. O estabelecimento promove nas paradas de transporte público e no próprio açougue uma mini biblioteca gratuita; a população pega e doa livros, sem precisar fazer cadastro ou qualquer outra burocracia. Mesmo com ações como essa, a vontade de ler da maioria dos brasileiros não cresceu.

De acordo com o último estudo divulgado pelo Instituto Pró-Livro, em 2012, o percentual de leitores caiu, desde 2007 até o ano da pesquisa, em todas as regiões do país, com exceção do Nordeste que subiu de 50% para 51%. O principal motivo apontado pelos entrevistados para a pouca leitura foi a falta de tempo e, em segundo, o desinteresse pela atividade.

O Centro-Oeste é a região com o maior percentual de redução nesses anos. Em 2007, 59% da população se classificavam como leitores. Em 2012, esse percentual caiu para 43%. Leitores, considerados pela pesquisa, são aquelas pessoas que leram ao menos um livro inteiro ou parcialmente nos últimos três meses.

Essa falta de hábito para a leitura se reflete também na educação. O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), que busca medir o conhecimento e a habilidade em leitura, matemática e ciências de estudantes com 15 anos, divulgou relatórios com desempenho dos alunos em 2009 e 2013. No primeiro estudo, o Brasil estava em 53º entre 65 países no ranking de leitura nas escolas. Em 2013, caiu duas colocações, e ficou em 55º lugar, abaixo de países como Chile, Uruguai, Romênia e Tailândia.

De acordo com a mestre em literatura Maria Luzineide Ribeiro, a formação do leitor é deficitária no Brasil, as pessoas não são preparadas para todos os tipos de leitura. “Os professores se preocupam muito mais com o ensino da gramática e a leitura fica engessada. Em casa, as crianças, na maioria das vezes, não são incentivadas pelos pais”, explica Maria.

Outro problema apontado pela especialista é a dificuldade dos brasileiros de fazer grandes leituras. “Mesmo as pessoas utilizando muito as mídias, são leituras rápidas e pequenas”. Como tentativas de reverter esse quadro, Maria defende maior valorização dos professores, incentivo continuado por parte das escolas e das famílias, maior acesso aos livros e bibliotecas não só como depósito de livros, mas como espaço para diálogos

POR QUE SÓ O GOVERNO NÃO ENCONTRA SOLUÇÃO?

Taxação dos lucros dos acionistas em 15% cobriria rombo no orçamento
Em audiência no Senado, economistas do IPEA afirmam que medida renderia aos cofres públicos cerca de R$ 43 bilhões por ano.
Najla Passos
Adriano Makoto Suzuki / Flickr
Um estudo apresentado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) à Subcomissão Permanente de Avaliação do Sistema Tributário Nacional do Senado, na noite desta segunda (14), comprova que o governo poderia arrecadar cerca de R$ 43 bilhões ao ano, o suficiente para cobrir o rombo orçamentário previsto para 2016, se taxasse em 15%, via imposto de renda, os lucros e dividendos recebidos por acionistas de empresas.

Hoje, de acordo com legislação aprovada em 1995, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os lucros e dividendos recebidos por acionistas no Brasil estão totalmente isentos do imposto de renda. De acordo com o presidente da subcomissão, senador Lindemberg Farias (PR-RJ), no mundo inteiro, só Brasil e Estônia abrem mão da taxação integral deste tipo de renda.

Autor do Projeto de Lei do Senado (PLS) 588/2015, que prevê a cobrança de Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) com alíquota de 15% sobre a distribuição de lucros e dividendos a pessoas físicas e jurídicas, o senador afirma que a forma com que o imposto de renda é cobrado no Brasil penaliza os trabalhadores. “Hoje, o que acontece é que um servidor público que ganha R$ 5 mil paga imposto de renda de 27,5%. Um grande empresário que recebe R$ 300 mil a título de distribuição de lucros e dividendos não paga nada”, sustenta.

Os pesquisadores do IPEA, Sérgio Gobetti e Rodrigo Orair, concordam que a regressividade do sistema é prejudicial. Segundo eles, os 71.440 brasileiros que ganham mais de R$ 1,3 milhão pagaram apenas 6,7% sobre toda a sua renda em 2014. Já as pessoas que ganham entre R$ 162,7 mil e R$ 325,4 mil pagaram em média 11,8%. “Pior do que pagar imposto é olhar para o andar de cima, para aquele que é mais rico que a gente, e ver que ele paga menos imposto”, afirmou Gobetti.

IR ou CPMF?

Os economistas defenderam a criação de novas alíquotas para o imposto de renda, de até 45%, de acordo com a faixa de renda, como já vêm sendo discutido pelo governo federal. Segundo eles, essa medida tornará o sistema tributário brasileiro mais justo, porque equilibrará melhor o montante de impostos pagos por ricos e pobres.

Por outro lado, eles criticaram a proposta do governo de reeditar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Para Gobetti, essa é mais uma forma de imposto regressivo, que pesa principalmente sobre a renda dos mais pobres, que é quase toda ela comprometida com bens de consumo.

Com informações da Agência Senado


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