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terça-feira, 30 de maio de 2017

CAMPANHA 280 ANOS.

                      Há algum tempo, venho apresentando aos vários governantes que passaram pela administração municipal, sugestões que visam oferecer à nossa cidade, oportunidades de melhorias em várias áreas.

                      O pouco conhecimento que tenho a respeito da nossa riquíssima história, consegui através de livros, jornais antigos, relatos dos mais vividos, e experiências vividas ao longo de cinco décadas, que me permitem sonhar com muitas coisas para a cidade mãe do Sul e Sudoeste de Minas, Campanha.

                       Até o século XIX Campanha e muitos campanhense eram ouvidos e nos representavam ativamente a nível estadual e nacional. Campanha era uma cidade de peso, de pessoas cultas e respeitadas, tínhamos bons colégios, grupos de teatro, várias gráficas, dezenas de jornais, corais, bandas de música, clubes, um ótimo cinema, um rico e criativo carnaval, um esporte ativo com boas equipes de futebol, futsal (na época chamado futebol de salão), volei, corridas, hipismo rural, hipismo clássico, hipódromo e até campo de aviação que, um dia recebeu a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Fomos os primeiros produtores de vinho do Brasil com o Padre José de Souza Lima por volta de 1820 e premiado na Exposição de Paris em 1899 com a medalha de ouro, para o vinho campanhense de Adolpho Lion Teixeira concorrendo com vinhos europeus. Durante anos tivemos a Academia Sul Mineira de Letras, o Instituto Histórico e Geográfico, o Lions Clube, o LEO Clube, o Clube dos Vagalumes os Escoteiros, o Comitê Olímpico Campanhense a Grande Corrida da Independência, entidade que tiveram grande importância na vida cultural, educacional, esportiva e social da nossa cidade.  Em 1966, depois de sete longos anos de trabalho do Desembargador Manoel Maria Paiva de Vilhena, Campanha conseguiu finalmente a realização de uma velho sonho, a criação a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, hoje UEMG. Tivemos uma emissora de rádio a ZYV 31- Rádio Difusora da Campanha que marcou época com suas transmissões de futebol com Munir Bacha, transmissão de toda a solenidade da Semana Santa, programas de auditório, uma emissora que interagia com a comunidade, ajudava a promover várias atividades sociais, esportivas, recreativas e que tinha também o poder fiscalizador das administrações municipais. Como é que tudo isso se acabou como se nada tivesse importância? A resposta que eu encontro é a de que, tudo em Campanha sempre foi feito sem planejamento e sem a perspectiva de vida longa. Isso tem que mudar.

                         Não querendo ser saudosista, mas tirando proveito das experiências vividas num tempo de muito mais dificuldades, temos uma gama de eventos que poderiam e deveriam estar acontecendo. E por que não acontecem? O espaço está aberto para que as justificativas sejam apresentadas. Mas, esta pergunta não é só para os ocupantes de algum cargo oficial, é para você mesmo, que poderia fazer algo e não faz.

                         Pensando em nossa cidade. Será que alguém está lembrando que, neste ano Campanha comemora o seu descobrimento, pelo Ouvidor-Mor da Comarca do Rio das Mortes, Cipriano José da Rocha, em 02 de outubro de 1737 e que portanto faremos 280 anos. Está ai, um bom motivo para não cometermos os erros do passado e planejarmos a Campanha dos 300 anos. Qual é a cidade que queremos deixar para nossos filhos? Já pensaram nisso?

                        Dentre as muitas datas que podemos comemorar, uma já passou em branco. O centenário do campanhense Dr. Jarbas Bela Karman em 13 de abril. Ah, você não sabe quem foi ele?
Pesquise no Google e ficará sabendo do grande homem que foi. Dia 12 de junho está chegando outro campanhense faria 100 anos, Dr. Gladstone Chaves de Melo. Também não sabe de quem se trata? No Google ou neste blog encontrará matérias sobre os dois.

                         Campanha, dona de um passado glorioso, de um rico presente, especialmente na agricultura, na tapeçaria no artesanato, já na sua cultura e na educação que eram as nossas maiores riquezas, o nosso orgulho, já não podemos falar a mesma coisa.

Deixo aqui uma pergunta e espero que você responda, participe, dê sua sugestão: QUAL É A VOCAÇÃO DA CAMPANHA?

2 comentários:

  1. antonio guimaraes31 de maio de 2017 16:03

    Li com muito interesse o seu texto sobre os 280 anos da descoberta de Campanha e sobre Cipriano José da Rocha, sobre quem estou escrevendo biografia, com base em documentação, alguma inédita, constituída por cartas, que integram espólio familiar que, como seu descendente, preservo.

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  2. Prezado senhor Antônio, é um honra tê-lo como nosso leitor. Dentro de mais alguns dias vou lançar um outro blog "Campanha 300 anos" onde quero mostrar a velha Campanha a atual e a que pretendemos. Caso seja de seu interesse, eu ficaria muito feliz de poder publicar tais cartas. Estarei a disposição e contando com a colaboração dos demais interessados.

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