Páginas

segunda-feira, 13 de junho de 2016

SE OS TEUS OLHOS FOREM BONS, TODO O TEU CORPO TERÁ LUZ.

SE OS TEUS OLHOS FOREM BONS, TODO O TEU CORPO TERÁ LUZ.

Quando o Cristo disse as palavras expressas no título, ficou evidente que Ele não estava tratando da visão dos olhos da carne. Se assim fosse, estaríamos condenados a ter cada dia menos luz, haja vista que é de conhecimento de todos que, conforme a idade vai chegando, por evidente, vamos tendo a visão castigada pelos anos de vida. E os cegos? O que seria daqueles que nascem cegos ou daqueles que se tornam cegos por qualquer incongruência da vida? Estariam esses castigados a viver sem luz por longo tempo?

Sabemos, outrossim, pela doutrina espírita que os olhos da carne nada mais são do que o aparelho utilizado pelo espírito encarnado para lançar o olhar sobre a terra. Não enxergamos com os olhos da carne. Se assim fosse, quando sonhamos, ou nos desdobramos do corpo físico, não conseguiríamos ver em formato tão nítido.

Por evidente, o Mestre quis dizer que se os olhos do espírito forem bons, todo o corpo terá luz. Essa luz, não pode ser interpretada no singular, mas, para uma melhor compreensão deve ser interpretada no plural. O correto é dizer que todo o corpo terá luzes.

Essas luzes nos iluminam por fora e por dentro. Essas luzes tiram de nós a escuridão dos vícios e dos tormentos humanos. Essas luzes nos aclaram o caminho, tanto o material como o espiritual. Elas nos tiram da tristeza, da angústia e da aflição e nos conduzem ao caminho do bem.

Essas luzes nos dão a condição de ver o irmão pobre, o necessitado, fazendo com que tenhamos a condição de exercitar a caridade. Essas luzes dissipam o caminho das trevas que se abrem na nossa frente. Essas luzes nos tiram da vibração ou do campo vibracional ruim em que habitam os espíritos não evoluídos e obsessores.

Foi por esses motivos que o Mestre nos conclamou a lutar para conseguir ficar na luz. Disse Ele: não há 12 horas no dia? Se andardes no dia não tropeçareis porque nele há luz, ao passo que, quem andar de noite tropeça, porque na noite não há luz. Muitas vezes, o espírito se acostuma à negritude da noite e nem se compraz mais em andar na luz. Todavia, a evolução é a única fatalidade que nos está reservada.

No Velho Testamento, consta que a primeira frase do Criador em relação a esse mundo foi essa: haja luz. E houve a luz. Tal passagem bíblica é tão linda e nos traz à lembrança que a luz está sempre acessível vez que ela provém do Criador. Todo o universo é brindado com grandes quantidades de luzes.

Também o nosso espírito é conceituado como uma fagulha de luz. Muitas vezes o nosso perispírito está com luminosidade muito apagada, refletindo a nossa natureza de sombra. Todavia, trazemos a luz em gérmen. O nosso espírito provém de uma energia luminosa e, portanto, por mais que tenhamos de passar por várias encarnações poderemos alcançar, um dia, o estado numinoso.

É certo que com nossos atos poderemos adiantar o nosso encontro com a paz de espírito e, a partir daí, encontrarmos a luz que nos acompanhará por toda a eternidade. Portanto, a cada novo dia, tenhamos em mente a necessidade de nos aproximarmos das obras do espírito. São essas obras que faz com que resplandeçamos como os astros nos céus.

Diante de toda ação que tenhamos de realizar, perguntemos a nós mesmo se se trata de uma obra de luz ou de uma obra ligada às trevas. Evidentemente que teremos de optar pelo bem, que sempre redundará em resplendor para o nosso corpo.

A luz, que ilumina o mundo, como diz João Evangelista, é o verbo que se fez carne e habitou entre nós. Deixemos que a luz de Jesus nos ilumine, e a felicidade, tão buscada pela humanidade, será uma consequência do nosso modo de viver.

Nenhum comentário:

Postar um comentário