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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

CONHEÇA NO BRASIL 10 LUGARES DE QUEM AMA LER.

10 lugares que quem ama ler precisa conhecer no Brasil

Jacob Paes - Book4you - 01/02/3017
Quem adora ler sabe que, muitas vezes, é difícil achar aquele lugar aconchegante, silencioso e bem-iluminado para que a leitura seja excelente e dure por mais tempo. Ou ambientes em que se possa conversar sobre as últimas leituras com amigos ou pessoas que você ainda não conhece. E também está sempre à procura de dicas de novos livros para adicionar à readlist. Por isso, separamos algumas sugestões de lugares espalhados pelo Brasil para que você possa aproveitar ainda mais o ato da leitura.

Os lugares que você encontrará a seguir foram descritos por suas próprias organizações e têm muita história para contar, então não deixe de clicar no link de cada um para saber um pouco mais. Também fica mais fácil de montar um roteiro para conhecê-los pessoalmente, que tal? Os links fornecem informações como horário de funcionamento, preços e visitadas guiadas. Além disso, a programação cultural desses locais também merece ser acompanhada, e uma dica nesse sentido é seguir as páginas das instituições nas redes sociais para ficar sempre por dentro das novidades.

1. Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro (RJ)

“A Biblioteca Nacional (BN) é o órgão responsável pela execução da política governamental de captação, guarda, preservação e difusão da produção intelectual do País. Com mais de 200 anos de história, é a mais antiga instituição cultural brasileira.

Possui um acervo de aproximadamente 9 milhões de itens e, por isso, foi considerada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como uma das principais bibliotecas nacionais do mundo. Para garantir a manutenção desse imenso conjunto de obras, a BN possui laboratórios de restauração e conservação de papel, oficina de encadernação, centro de microfilmagem, fotografia e digitalização”.

2. Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro (RJ)

“A Academia Brasileira de Letras (ABL) é uma instituição cultural inaugurada em 20 de julho de 1897 e sediada no Rio de Janeiro, cujo objetivo é o cultivo da língua e da literatura nacionais. Compõe-se a ABL de 40 membros efetivos e perpétuos, e 20 sócios correspondentes estrangeiros”. É possível visitar a sede histórica e acompanhar “ciclos de conferências, mesas-redondas, sessões especiais, eventos relacionados à música e a teatro, e ainda, lançamentos de livros”.

3. Real Gabinete Português de Leitura, Rio de Janeiro (RJ)

“Pelo seu prestígio nos meios intelectuais, pela beleza arquitetônica do edifício da sua sede, pela importância do acervo bibliográfico e ainda pelas atividades que desenvolve, o Real Gabinete Português de Leitura é, a todos os títulos, uma instituição notável e que muito dignifica Portugal no Brasil. Em 14 de Maio de 1837, um grupo de 43 emigrantes portugueses do Rio de Janeiro […] reuniu-se na casa do Dr. António José Coelho Lousada, na antiga rua Direita (hoje rua Primeiro de Março), nº 20, e resolveu criar uma biblioteca para ampliar os conhecimentos de seus sócios e dar oportunidade aos portugueses residentes na então capital do Império de ilustrar o seu espírito”. Desde então, essa biblioteca passou por muitas mudanças e hoje é aberta a todo o público.

4. Casa de José de Alencar, Fortaleza (CE)

“A Casa de José de Alencar está situada no Sítio Alagadiço Novo, no bairro de Messejana, Fortaleza-CE e foi adquirido em 1825 pelo padre José Martiniano de Alencar, pai do escritor cearense José de Alencar, personagem principal da nossa história. Por nove anos, este espaço foi o lar do escritor, autor dos mais renomados títulos da Literatura Nacional, com destaque para as obras ‘Iracema’ e ‘O Guarani’, que foram fortemente influenciadas pelas belezas naturais do estado do Ceará. Em 1965, durante a gestão do reitor Antonio Martins Filho, a Universidade Federal do Ceará adquire o sítio e o mantém até hoje. Passeando pelos espaços, o visitante pode aprender sobre a obra do escritor, ver a história do livro Iracema contada por imagens e saber mais sobre escravidão e cultos afro-brasileiros. A visitação é gratuita”.

5. Café Coreto, Goiânia (GO)

“Uma cafeteria com com corners de produtos exclusivos”, como itens de decoração e de moda, livros e materiais de papelaria. Na cafetaria, também são servidos “vinhos, cervejas especiais e almoço de segunda à sábado”. A decoração é bucólica, com um pouco da rusticidade típica do interior. Portanto, “um espaço para reunir com amigos ou a trabalho, degustar das delícias do […] cardápio, comprar tranquilamente ou apenas tomar um ótimo café”. Acompanhado, claro, de uma ótima leitura.

6. Livraria Arte & Letra, Curitiba (PR)

Livraria, café e editora, abriu em 2006 e “sempre teve uma seleção cuidadosa dos livros que temos em nossas estantes, pois a ideia é oferecer algo mais que apenas vender livros. Procuramos por títulos que lemos e gostamos, que temos interesse de algum dia ler ou que sejam importantes para a formação do leitor. A Arte & Letra é um lugar das ideias, da conversa e da discussão. E o melhor caminho é pela formação de leitores e incentivo à leitura. A leitura não faz ninguém melhor que o outro, mas sem dúvida faz com que se possa ver o mundo de outra maneira, de uma forma mais profunda. As livrarias deveriam ajudar as pessoas a conquistar isso. A Arte & Letra existe para manter a literatura viva”. Em tempos de fechamento de livrarias, esta se mostra uma ótima dica para quem estiver em Curitiba.

7. Caminhos Drummondianos, Itabira (MG)

“O Museu de Território Caminhos Drummondianos demonstra a relação Drummond-Itabira em placas-poemas localizadas nos locais citados pelo poeta em suas obras. Percorrer os caminhos é vivenciar a obra de Drummond diretamente relacionada a fatos, locais e personalidades de Itabira que fizeram parte da vida do poeta. Os pontos de maior atenção são: a casa onde Drummond morou, o Memorial projetado pelo arquiteto e amigo Oscar Niemeyer e o Centro Cultural Fazenda do Pontal, onde o poeta viveu parte de sua infância”.

8. Biblioteca de São Paulo, São Paulo (SP)

“Situada na Zona Norte da capital, foi concebida para ser um espaço arrojado, com projeto inovador de inclusão social por meio da leitura. Sua estrutura foi planejada para oferecer conforto, autonomia e atenção aos sócios e frequentadores, que são o elemento central da biblioteca. […] Oferece conteúdo em formatos variados, como livros tradicionais ou em formatos acessíveis (braille, audiolivro), DVDs, CDs, além de jogos. […] A biblioteca, conta com recursos tecnológicos e oferece aos seus usuários microcomputadores, rede wireless e terminal de autoatendimento. Inspirada na Biblioteca de Santiago, no Chile, e nas melhores práticas adotadas pelas bibliotecas públicas do país, a BSP está em sintonia com as ações do programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura (MinC), que vem atuando, entre outras frentes, na oferta de equipamentos e espaços que permitam o acesso da população à produção e à expressão cultural, em âmbito nacional”.

9. Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo (SP)

“É uma das mais importantes bibliotecas de pesquisa do país. Fundada em 1925 como Biblioteca Municipal de São Paulo, é a maior biblioteca pública da cidade e a segunda maior biblioteca pública do país, superada, apenas, pela Biblioteca Nacional. Foi inaugurada, em 1926, na Rua 7 de Abril, com uma coleção inicial formada por obras que se encontravam em poder da Câmara Municipal de São Paulo, em cujo prédio a Biblioteca funcionava. Em 1937, incorporou a Biblioteca Pública do Estado e, a partir de então, importantes aquisições de livros, muitos deles raros e especiais, enriqueceram seu acervo. O crescimento de seu acervo e serviços ocasionou a mudança da biblioteca para o atual edifício, localizado na Rua da Consolação”.

10. Casa das Rosas, São Paulo (SP)

Esse casarão é “uma mansão em estilo clássico francês com trinta cômodos, edícula, jardins, quadras e pomar na Avenida Paulista, local que reunia a maioria dos milionários barões do café. […] Foi concluída em 1935. […] Ameaçado de demolição, o casarão foi preservado em ação inédita no Brasil. Na parte do terreno que dá para a Alameda Santos, foi liberada a construção de um moderno edifício comercial enquanto a casa foi restaurada e transformada pelo Estado de São Paulo em espaço cultural, inaugurado no ano do centenário da Avenida Paulista, 1991. […] Tem oferecido à população de São Paulo cursos, oficinas de criação e crítica literárias, palestras, ciclos de debates, lançamentos de livros, apresentações literárias e musicais, saraus, peças de teatro, exposições ligadas à literatura, etc. Transformou-se, portanto, em um museu que se notabiliza pelo trabalho de difusão e promoção da literatura de escritores muitas vezes deixados de lado pelo mercado e pela oferta de oficinas e cursos de formação para aqueles que pretendem se tornar escritores ou aprimorar sua arte”.
Se quiser ver as imagens desses lugares, clique neste link.

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