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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A GENTILEZA DOS ESTRANHOS.

A gentileza dos estranhos


Quando muitos desacreditam da generosidade humana e, pessimistas, alardeiam que neste mundo é cada um por si, que ninguém se importa com outrem, é bom ouvir relatos que atestam exatamente o contrário.

Uma senhora que emigrou da Rússia, ainda criança, com sua família, após a Segunda Guerra Mundial, tem recordações bastante agradáveis de uma pessoa que lhe era desconhecida.

Durante o terrível confronto mundial, ela e sua família foram sequestrados e levados a um campo de concentração na Alemanha, onde permaneceram por cinco anos.

Tendo sobrevivido aos rudes tratos, vieram para o Brasil, desembarcando no porto do Rio de Janeiro, no ano de 1948.

Na qualidade de imigrantes, receberam o prazo limite de quatro meses para conseguirem emprego e moradia, caso contrário, seriam deportados ao seu país.

Dois meses transcorridos, a família resolveu mudar-se para São Paulo, a ver se melhores seriam as possibilidades.

Encontraram uma senhora alemã que tinha uma casa para alugar. Contudo, a família não tinha recursos, não poderia indicar avalistas, por desconhecida na cidade.

A mãe de família explicou à senhora a situação. O prazo para conseguirem moradia e emprego expiraria em dois meses. O insucesso significaria desistir da esperança de melhores dias.

A senhora era uma dessas almas, não somente revestida de bondade, quanto de sabedoria.

Abriu a casa que lhe deveria render algum dinheiro e permitiu que a família ali se alojasse. Pagariam, quando tivessem condições.

Na sequência, apresentou a jovem mãe de família ao açougueiro e ao dono do mercadinho. Assim, como um aval de que pudesse realizar suas compras, a fim de não perecer à fome.

Os pais conseguiram um trabalho quinze dias depois e puderam recomeçar as suas vidas.

É uma das filhas que, entre a gratidão e a emotividade, narra o episódio. Sua vida e de toda sua família foi salva, graças a um coração que acreditou em sua honestidade.

E, diga-se, que a família soube aproveitar com muita vontade, a chance que lhe foi ofertada.

* * *

Um dia, num país distante, um casal procurou abrigo. Não possuía credenciais, nem cartas de apresentação.

Ele era um carpinteiro, das bandas de Nazaré. Ela, uma jovem grávida, de aspecto cansado, pela longa viagem.

Seus bens não passavam de um jumento, um boi, roupas para viagem, algumas provisões, umas peças de enxoval para o bebê que deveria nascer em breve.

Uma alma generosa, não tendo outro lugar, cedeu-lhes o local onde costumava recolher seus preciosos animais.

E foi ali, na gruta de Belém, que uma estrela de primeira grandeza deixou as alturas e se engastou no corpo de um menino.

O nome do homem era José. A mulher se chamava Maria. E o menino recebeu o doce nome de Jesus.

Redação do Momento Espírita

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