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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

PRIMAVERA LITERÁRIA MOVIMENTA O JARDIM DO MUSEU DA REPÚBLICA.

Primavera Literária movimenta o jardim do Museu da República

Leonardo Cazes - O Globo - 12/11/2016

RIO – Todos os anos as editoras independentes montam suas bancas no Museu da República, no Catete, para a mais democrática das feiras literárias do Rio de Janeiro. Na sua 16ª edição, que acontece entre os dias 17 e 20 de novembro das 10h às 21h, a Primavera Literária vai levar não só livros, mas também debates, oficinas, workshops e uma praça de alimentação formada por food bikes aos jardins do palácio. O evento é o principal encontro das casas pequenas e médias que fazem parte da Liga Brasileira de Editoras (Libre). Raquel Menezes, editora responsável pela Oficina Raquel e presidente da Libre, ressalta que a feira é a grande oportunidade das editoras menores apresentarem os seus catálogos ao grande público. A bibliodiversidade, que busca garantir a diversidade cultural do mundo do livro, é a grande bandeira da organização.

— A gente diz que trabalha em prol da bibliodiversidade o ano inteiro, conversando com o governo e outras entidades. Mas a Primavera Literária é quando colocamos as nossas ideias na rua. Juntamos a cultura com a venda de livros. Várias editoras têm imensa dificuldade de estar nas livrarias e, na feira, podem apresentar seus catálogos, que são super interessantes. Isso gera uma demanda para as editoras também depois do evento — afirma Raquel.

Neste ano, a presidente da Libre explica que houve mudanças no foco da programação. O número de debates foi reduzido, abrindo mais espaço para oficinas e workshops. Contudo, convidados internacionais também vão marcar presença. O brasilianista francês Jean-Paul Delfino vai participar da mesa “Rio à la française”, na quinta-feira, às 19h, que abordará a presença francesa na cidade, junto com o jornalista Rafael Freitas Silva, autor de “O Rio antes do Rio” (Babilônia Cultura Editorial). Outro destaque da programação é a mesa “Literatura: ferramenta contra o preconceito”, com a psicóloga Jaqueline Gomes de Jesus e Georgina Martins, professora da Faculdade de Letras da UFRJ. No Dia da Consciência Negra (20), haverá um sarau negro comandado pela escritora Sonia Rosa.

Entre as oficinas oferecidas durante o evento, estão a de matemática e literatura, a de produção de zines e a de animação em stop motion. Todas são gratuitas. Já no coreto do jardim vai acontecer o tradicional troca-troca de livros, com apoio da Secretaria municipal de Cultura. Ao longo dos quatro dias, quem levar obras usadas em bom estado poderá trocá-las por outras colocadas à disposição do público. No Espaço Leiturinha, parceria da Libre com o clube do livro infantil Leiturinha, haverá apresentação de peças teatrais e contação de histórias para crianças, além do lançamento de livros. E, pela primeira vez, será montado um lounge para leitura.

— Neste ano, em vez de ter várias mesas de debates, diminuímos para ter mais oficinas e workshops. As pessoas hoje estão buscando uma participação mais ativa nas atividades culturais, não querem ficar só ouvindo — diz a presidente da Libre.

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