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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Teria a MEDIUNIDADE um MECANISMO QUÂNTICO ?

Teria a MEDIUNIDADE um MECANISMO QUÂNTICO ?

  
Uma pequena análise que aparentemente nos mostra a existência de uma ligação entre a Física Quântica, nos estudos científicos atuais, e a Mediunidade oferecida pela Espiritualidade Maior.

O Espiritismo tem na sua base uma estrutura religiosa baseada nos ensinos do nosso Mestre Jesus.

Kardec nos ensina que o Espiritismo transcende a uma religião, pois também é uma filosofia e uma Ciência de origem experimental.

A Filosofia espírita tem seus princípios na Lei de Causa e Efeito baseada na Reencarnação. Ela pode até ser criticada pelos opositores da Doutrina, mas não tem como negar sua coerência do começo ao fim, pois nos oferece uma explicação clara da vida e da morte. Juntando a Religião e a Filosofia espírita o resultado é um princípio totalmente coerente e inquestionável, partindo da existência de um Deus infinitamente justo e bom.

O aspecto Científico da Doutrina nasce com os profundos estudos de Kardec junto aos médiuns e através de um processo experimental na mesma linha de análise utilizada por Galileu no sec. XVI, pois era assim que se utilizava na época para os estudos científicos. Um método hoje superado por novas técnicas de análise, pois a técnica de Galileu dizia que tudo para ser ciência precisava ter a possibilidade de ser mensurado e sabemos hoje que isso não é totalmente verdade, e vamos procurar explicar isso nessa nossa modesta análise.

Kardec experimentou, testou, verificou dentro das ferramentas que ele tinha em mãos (médiuns com possibilidade de errar) e realizando muitas extrapolações para chegar a afirmativas coerentes, sensatas e acertadas. O método de Kardec transcendeu ao método de Galileu, chegando algumas vezes ao método utilizado nos dias de hoje pelas ciências modernas.

Nós espíritas dificilmente nos perguntamos o quanto Kardec questionou, analisou e experimentou os seus estudos para chegar à realidade da mediunidade nos moldes que conhecemos hoje, mas seus opositores sempre questionaram a validade científica da Doutrina pela impossibilidade da repetição contínua e assertiva do processo mediúnico.

Os opositores atuais da Doutrina espírita, dentro do aspecto científico de análise, esquecem que suas posições estão baseadas num processo científico de análise antiquado que não é mais usado na atualidade. Esses processos modernos são os aplicados em estudos avançados na Física de alta energia, entre outros.

A mediunidade para ser analisada e verificada sobre sua veracidade somente será possível com métodos mais profundos e modernos, pois estamos falando de algo complexo demais para ser visto de forma superficial, senão vejamos:

A Física Quântica é sem dúvida algo apaixonante, pois ela nos mostra e prova que a energia não é contínua, mas sim funciona em pacotes de energias descontínuos chamados de “quantas de energia”. Max Planck foi um dos primeiros cientistas a idealizar essa nova ciência, e até mesmo ele demorou para aceitar suas próprias descobertas. Sua descoberta identificou que o elétron apresenta comportamento ondulatório quando não está sobre observação, ou seja, pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo e comporta-se como partícula no momento da observação. Não se consegue determinar a posição exata do elétron, tudo é feito por cálculo estatístico. Quando ele está numa órbita em volta do núcleo do átomo e salta para outra órbita, ele desaparece e reaparece nessa outra órbita. Realmente ele some e os cientistas atualmente realizam investigações para saber para onde ele vai. Podemos determinar a sua posição apenas de forma estatística como nos mostra a Teoria de Incerteza de Heisenberg. Além do que o instrumento de medição, que é matéria, e portanto feito de átomos, influencia na observação do elétron, porque entre outras coisas, ao jogarmos luz no objeto de análise, estamos dando energia para ele, o que altera, portanto, o seu estado energético. A energia dos átomos dos instrumentos interfere nos átomos em estudos. Complica-se então todo o processo de análise e observação.

Podemos perceber o que ocorre na Física de alta energia, verificamos que a investigação da mediunidade não é diferente, pois o circuito médium-espírito é influenciado pelo médium, pelos presentes na sala, pelas energias circundantes, da mesma forma que o instrumento e tudo mais em volta influenciam o estudo das partículas atômicas, quando da sua investigação.

Os Estudos de Einstein em torno da Relatividade nos mostra que quando estamos num sistema de altíssima velocidade, próxima à velocidade da luz, o tempo diminui bem, como as medidas físicas do mundo em volta. Estamos falando de uma forma mais simples para melhor entender esse sofisticado conceito, pois o objetivo é relacionar e explicar como a Mediunidade não é uma brincadeira de teatro ou para ser usada para exaltar a nossa vaidade ou obter algum resultado de interesse pessoal, mas sim uma ferramenta de evolução complexa, profunda e importante em nossas vidas.

O físico teórico Fritjof Capra tornou-se mundialmente famoso com seu O Tao da Física, traduzido para vários idiomas. Nele, o Físico traça um paralelo entre a Física moderna (relatividade, física quântica, física das partículas de alta energia) e as filosofias e pensamentos orientais tradicionais, como o Taoista de Lao Tsé, o Budismo (incluindo o Zen) e o Hinduísmo. Surgido nos anos 70, O Tao da Física busca os pontos comuns entre as abordagens oriental e ocidental da realidade.

Os estudos de Capra procuram mostrar a Física não mais como uma Ciência fria, mas como uma Ciência que hoje transcende a nossa observação apenas material das coisas.

Quando estamos falando na dedicação ao trabalho, seja no campo da espiritualidade ou no campo científico, ocorrem situações muito parecidas como podemos ver nos dois exemplos a seguir:

Wagner Ideali - 
Fórum Espírita

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